sábado, 16 de maio de 2020

Precisamos falar de Bert Hellinger (ou não)



O próximo módulo do curso é sobre Constelação Familiar. Por causa disso, estou lendo o livro de Bert Hellinger, "A simetria oculta do amor".
Bert é um ex padre que viveu na África e pegou de tribos de lá e de outros lugares a base da Constelação. Ele não criou nada, sistematizou apenas. As três leis dessa prática são:

1) Necessidade de pertencer a um clã ou grupo. Quando alguém é excluído, essa lei é quebrada e alguém, posteriormente, no sistema vai assumir essa história;
2) Equilíbrio entre o dar e o receber. Por isso que, num casamento, se alguém dá demais provavelmente vai ser trocado por alguém "menor", mas com o/a qual se tem uma relação mais equilibrada;
3) A necessidade de hierarquia dentro de um grupo. Quem veio antes tem prioridade. Por isso, o casamento tem prioridade em cima dos filhos, que vieram depois. Quando isso não é posto assim, os filhos se enfraquecem.

A CF trabalha com a ideia de honrar pai e mãe, o que significa respeitar, entender e aceitar. Não precisa amar, mas entender que cada um faz o que pode e agradecer pela vida dada por essa dupla de pessoas. Pra mim pareceu até óbvio que a sua vida ande quando isso acontece: pra conseguir honrar, é preciso gostar da vida, gostando da vida, você vai conseguir pelo menos ser grata a quem te deu a vida. É mais ou menos viver segundo essa frase da foto acima.

Mas Hellinger diz umas coisas que são bem difíceis de digerir, como o incesto acontecer porque a criança abusada faz isso ao genitor traído por amor. Ele também rebaixa pessoas sem filhos e homossexuais por não reproduzirem.

Ele também fala umas coisas que dão pano pra manga. Por exemplo, se alguém é ferido na relação, convém que a parte ferida revide, mas sempre um pouco abaixo, para que se reequilibre o dar e o receber. Outra afirmação dele sobre relacionamentos, que eu achei bem interessante, é a de que o ciumento inconscientemente quer que o outro vá embora. Eu acho que faz sentido. 


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Por Jordan Campos

Existem três situações nas relações familiares e sentimentais que devem ser entendidas, resolvidas e colocadas em seu devido lugar, quer você queira ou não. Muitas vezes encontro pessoas que se queixam de que suas vidas não andam, que as coisas "não acontecem", que se sentem como se fossem amaldiçoadas, e no fundo destes achismos todos, encontramos estas situações abaixo, como "fio elétrico" das queixas e infortúnios atuais. Vamos compreendê-las:

1.     Problemas de exclusão – Quando você, seu pai, mãe ou alguém muito próximo nos laços de sangue se sente excluído, expulso e é julgado assim, esta energia reverbera de maneira tóxica e "escolhe" o mais frágil do sistema familiar e "encosta" nele. A pessoa tem uma sensação de não pertencimento, de não aceitação e passa a atrair relações em que os seus parceiros terminam de uma hora para outra; relações em que são traídas de forma rítmica, abortos espontâneos, dificuldade em engravidar e tudo o que convém à "exclusão".

2.     Problemas de hierarquia – Pais existem antes dos filhos e netos depois. É necessário que cada qual esteja na frequência da sua função, mesmo que alguém tenha morrido ou não tenha conseguido fazer seu papel. Essa coisa moderna de "Pãe", mães que são pai e mãe ao mesmo tempo, acaba em problema para os dois lados. Você precisa ser apenas mãe de seus filhos ou apenas filho de seus pais; jamais tomar o lugar deles ou fazer funções que não os cabe. Aqui cabe aquele velho ditado: cada macaco no seu galho. Se falta alguém na família, deve-se deixar o espaço vazio. Hierarquias não são substituíveis.

3.     Problemas com dar e receber – Em toda a relação familiar deve existir um equilíbrio entre o dar e receber. Mulheres que dão demais, por exemplo, que se agigantam na relação, fazem seus parceiros homens procurarem outras mulheres "inferiores" em casos extraconjugais, para sentir que também podem dar o que não podem na outra relação. Isso vale para os super-homens e supermulheres. Causam no parceiro a sensação de impotência e pequenez, e isso acaba sempre com "traições". O equilíbrio é essencial para bons relacionamentos.

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