domingo, 29 de maio de 2011

Para posteridade

Eu não sou muito de fotografar. Em meio a correria, nunca me liguei em tirar foto no A Tarde.
A única que tenho - que Aguirre não me leia!hahaha - é by Kin Kin, tirada durante a Festa dos Jornalistas do Grupo JCPM, em dezembro do ano passado. 
Mirem bem este "rezistro". É aquela coisa: quem nasceu pra se lascar, não tem pra onde correr. O tema de 2010 foi "circo" (por isso estamos segurando algodão doce). O de Donaldson quase não aparece. Ari recebeu uma mega ajuda do selo do site, que praticamente "abafou o caso". Vanessa Alonso, como jornalista que se dá ao respeito (não à toa, foi premiada pelo Sebrae essa semana), não segura nada. Pra quem sobrou? Adivinha!... E, pra piorar, ainda tô quase check-to-check com o velhinho do Grupo Paes Mendonça. Tsc, tsc, tsc... (Não preciso de ninguém para queimar o meu filme. Neste quesito, sou self-made. hahaha...)


terça-feira, 24 de maio de 2011

Seul

Agora caiu a minha ficha: vou viajar sozinha. Xiiii!...
Mas nem tudo está perdido. Há a esperança de arranjar companheiros de passeio no curso de francês.

domingo, 22 de maio de 2011

O lado de cá, o lado de lá


Daqui a oito dias, embarco rumo a Paris. É engraçado que quando comento o fato com alguém, já vem logo a "praga": "Olha, tomara que você arranje um francês lá, viu?". 
Pelo amor de Deus, né! Casar com estrangeiro não deve ser o auge da vida da mulher brasileira. Ai, ai...
No fundo, me dizem isso porque tá todo mundo desiludido com esse país, que nos estressa muito e nos oferece pouca perspectiva. Sim, confesso que tenho medo da volta. Mas vou voltar, sem dúvida. Já foi a época em que acreditava que minha vida seria lá fora. Coisa de menina, hoje eu sei. Coisa de intuição que meu destino é aqui no Brasil, mas não na Bahia (sinto que, não demora muito, vamos nos separar, após quase 20 anos juntas).
Minha intuição não apita nada sobre essa viagem ainda. Isso me angustia, pois geralmente ela canta algumas pedras pra mim. No entanto, do jeito que as coisas estão conspirando para que minha ida à Europa aconteça, começo a acreditar que algo importante deve me ocorrer por lá.
Enquanto isso, fico aqui às voltas com os últimos preparativos. E também com um livro de expressões para viagem que comprei. Tento decorar algumas frases em francês, sem muito sucesso. Ao final de cada tentativa com o livrinho, me bate a dúvida se vou conseguir aprender algo em francês. Vai ser fracasso geral voltar sem ao menos conseguir articular uma conversação. Já pensou? hahaha...Mas, de verdade? Eu só quero ser feliz enquanto estiver por lá. Torçam por mim. ;)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Shakira em Paris: Eu vou!!!!!!!!!!!

É gravação de DVD, pai! Uhuuuuuuuuuu!...

sábado, 14 de maio de 2011

Infeliz por quê?

Mais uma vez, o noticiário me gerou uma reflexão. Estava ontem vendo uma reportagem dessas sobre drogas, em que uma mãe lamentava a morte do filho de 18 anos, viciado, dizia que tinha feito tudo ao seu alcance para tira-lo disso, e já "se preparava" - se é que isso é possível - para o mesmo destino do seu caçula, de apenas 13 anos. Não aguentei, e questionei a minha mãe: "Qual o motivo de tamanha infelicidade?" Sim, pois quem tá feliz não se afunda em drogas. Agora, venha cá, me diga uma coisa, há realmente tanta gente infeliz assim? A vida de todas elas é realmente tão miserável para fazerem coisas absurdas, destrutivas?
Esse rapaz mesmo da reportagem tinha saúde (física, ao menos), mãe (tanta gente por aí nem tem ideia de quem o gerou...), irmã e juventude. O que faz uma pessoa com essas configurações querer morrer? Carambola, a vida nem começou e o sujeito já se julga tão derrotado a ponto de se afundar nas drogas para se matar (sim, porque é isso que deseja - inconscientemente, ao menos)!? Pense direito: isso faz sentido?

Alguns podem dizer que tal fenômeno é sinal da falta de Deus, de fé no coração. Crenças à parte, digo que isso é, sobretudo, falta de sensibilidade. Estamos todos visivelmente orientados para o que ainda falta. Ninguém se ocupa nem por um segundo do que já foi conquistado. Ninguém tem a sensibilidade de imaginar que teve sorte, uma vez que aquilo que parece ser uma conquista banal poderia não rolar mais ou simplesmente nunca ter rolado.
Aposto que o seu Luiz Alberto, um senhor conhecido meu recém-transplantado, adoraria ter 30% da saúde desses jovens que se drogam por aí. Entrar e sair de UTI, oscilando entre vida e morte, isso sim é sofrimento. E mesmo assim esse sujeito que vem passando um pedaço tem muito o que agradecer: de sangue raro, conseguiu, relativamente rápido, um doador compatível. Muitos queriam ao menos ter a chance de estar passando os mesmos perrengues, na tentativa de prolongar a vida.
A vida é difícil e milagrosa, ao mesmo tempo, para todo mundo. O que faz a diferença é a criatividade de cada um, pois, sim, viver bem é, acima de tudo, um desafio à criatividade. Isso é óbvio, é próprio do fato de estar vivo, neste mundo. Enigmático é estar faltando sensibilidade quase que generalizada para ver isso. Há definitivamente uma epidemia de "cegueira" na população mundial (quando ricos e pobres querem se matar em proporção quase igual, o problema não é mais social). E suponho que talvez o problema seja justamente o contrário do que se supõe: a vida desse povo anda muito boa. Se realmente tivessem um problema, não teriam espaço, na vida, pra pensar besteira. 
De uma coisa tenho certeza: a infelicidade humana anda super cotada.Não há por que ser tão miserável assim.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Irreflexão

"O que estão fazendo às crianças do nosso Brasil?", perguntou a loira que apresenta um programa matutino, recém-avó, a sua rede de milhões de telespectadores espalhados pelo País.
O apelo de Ana Maria Braga poderia ser tachado de sensacionalismo televisivo. Mas não era. Infelizmente, é impossível negar que, ultimamente, maus tratos infantis têm rendido mais noticiário do que gostaríamos. Não lembro de ter ouvido tantas histórias sobre bebês jogados no lixo como atualmente. É estranho perceber, de repente, que, no grosso, o nosso saber não serve para nos melhorar de jeito algum.
Na mesma semana, Drauzio Varella tocou no tema "aborto" em entrevista ao "Roda Viva".
De um certo modo, ambos os temas entrelaçam-se. Quando vemos bebês jogados no lixo, logo pensamos: "Por que deixa vir ao mundo, se é pra fazer isso?". Quando sabemos de alguém que fez aborto nos perguntamos:  "O que custava ter deixado nascer?".
Por trás de todas essas situações percebo irreflexão. As pessoas esqueceram que os atos têm desdobramentos.  O desespero total conduz a cenas bizarras que não tinham razão de ser.
No mesmo dia em que a loira se perguntava sobre a situação esquisita das crianças do Brasil, muito indignada, mandou o recado para as "loucas da lixeira":
- Olha, não querer ficar com o filho não é crime, não; não precisa largar em lixeira, com medo de ser pego. Para isso existe a adoção.
Pois é. Óbvio, não?
Contra o aborto, existe, além da adoção, a pílula, o planejamento familiar.

Qual é a dificuldade em poupar sofrimento para si mesmo e para os outros?
Não entendo...