Nunca deu muito certo me deixar perdida, no ar. Velho, como repórter mesmo, sempre notei a diferença entre quando recebia uma pauta de verdade e entendia o que eu ia fazer e quando eu ficava perdida sem sequer saber o que queriam de mim e por onde começar a apuração. O nervosismo me bloqueia, me faz errar, ao contrário de quando eu estou segura e executo muito bem a tarefa. É uma diferença gritante, tanto quanto entre estar muito cansada e descansada e fazer algo. Tem gente que não perde a qualidade quando varia de contexto, eu perco e muito, e é por isso que eu fico puta quando me colocam nesse tipo de esparrela, porque eu sei que vai me custar muito energeticamente e não vai resultar.
Querer não é exatamente poder. O ser humano tem seus limites. Todos podem conseguir algum resultado, mas dificilmente com a mesma qualidade e nunca do mesmo modo. Acho incrível esse desrespeito ao funcionamento das pessoas, porque isso interfere mesmo. Mas ninguém quer saber do outro, né, minha gente? Ainda estamos no arcaico modelo "manda quem pode, obedece quem tem juízo".
Eu já consigo aceitar, me trabalhar quanto ao fato de que a vida é a arte do improviso, no sentido de que você vai fazer um plano e alguma circunstância vai aparecer te propondo algo diferente. Eu não consigo aceitar é ficar completamente sem direção e ser jogada para lá e para cá. Deus, na boa, não dá. Send me informações, please!

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