O segredo da boa convivência é não esperar dos outros aquilo que eles não são.
(Ivone, a psicopata da novela das oito)
Textos semi-verídicos sobre temas quase desinteressantes [e raramente revisados - sorry!].
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Para Reflexão
sábado, 29 de agosto de 2009
Uma questão de xenxibilidade

Todos já devem saber que deu a maior baixaria no Twitter, essa semana, por conta de recados maldosos dirigidos a Sasha, a baixinha única da Rainha dos Baixinhos. A enxurrada de críticas se deveu a um erro de ortografia da menina, que escreveu "sena" ao invés de "cena". Cadê o anjo da guarda desta pessoa? Na certa, foi espiar as outras cenas do filme e deixou a menina à deriva, livre para executar a (infeliz) idéia de postar um comentário no tal miniblog de mamys. Não preciso dizer que Xuxa virou um leão e defendeu a cria.
Mas teve um dado nessa história que as pessoas não levaram em consideração: Sasha não está errando... ooops!, roubando. Ela está herdando, isso sim! Se mamãe fala a língua do "x", Sashita fala a língua do "s". Elementar, meus caros Watsons! Se ela escrever "sérebro", por exemplo, tá tudo em casa, ora bola!
Famosidades e ironias à parte, foi baixo-astral o que o povo fez com a guria. Colé, quem escrevia corretamente aos 11 anos de idade? O povo não olha para o próprio rabo!...
Mas teve um dado nessa história que as pessoas não levaram em consideração: Sasha não está errando... ooops!, roubando. Ela está herdando, isso sim! Se mamãe fala a língua do "x", Sashita fala a língua do "s". Elementar, meus caros Watsons! Se ela escrever "sérebro", por exemplo, tá tudo em casa, ora bola!
Famosidades e ironias à parte, foi baixo-astral o que o povo fez com a guria. Colé, quem escrevia corretamente aos 11 anos de idade? O povo não olha para o próprio rabo!...
Amizade Sem Trato
Mais um da Martha Medeiros!!
(Daqui a pouco, esse blog muda de nome mais uma vez! hehehe)
Dei pra me emocionar cada vez que falo dos amigos. Deve ser a idade, dizem que a gente fica mais sentimental. Mas é fato: quando penso no que tenho de mais valioso, os amigos aparecem em pé de igualdade com o resto da família. E quando ouço pessoas dizendo que amigo, mas amigo meeeesmo, a gente só tem dois ou três, empino o peito e fico até meio besta de tanto orgulho: eu tenho muito mais do que dois ou três. São uma cambada. Não é privilégio meu, qualquer pessoa poderia ter tantos assim, mas quem se dedica?
Fulano é meu amigo, Sicrana é minha amiga. É nada. São conhecidos. Gente que cumprimentamos na rua, falamos rapidamente numa festa, de repente sabemos até de uma fofoca pesada sobre eles, mas amigos? Nem perto. Alguns até chegaram a ser, mas não são mais por absoluta falta de cuidado de ambas as partes.
Amizade não é só empatia, é cultivo. Exige tempo, disposição. E o mais importante: o carinho não precisa - nem deve - vir acompanhado de um motivo.
As pessoas se falam basicamente nos aniversários, no Natal ou para pedir um favor - tem que haver alguma razão prática ou festiva para fazer contato. Pois para saber a diferença entre um amigo ocasional e um amigo de verdade, basta tirar a razão de cena. Você não precisa de uma razão, basta sentir a falta da pessoa. E, estando juntos, tratarem-se bem.
Difícil exemplificar o que é tratar bem. Se são amigos mesmo, não precisam nem falar, podem caminhar lado a lado em silêncio. Não é preciso troca de elogios constantes, podem até pegar no pé um do outro, delicadamente. Não é preciso manifestações constantes de carinho, podem dizer verdades duras, às vezes elas são necessárias. Mas há sempre algo sublime no ar entre dois amigos de verdade. Talvez respeito seja a palavra. Afeto, certamente. Cumplicidade? Mais do que cumplicidade. Sintonia?
Acho que é amor.
Oh, céus! Santa pieguice, Batman! Amor? Esta lengalenga de novo?
Sério, só mesmo amando um amigo para permitir que ele se atire no seu sofá e chore todas as dores dele sem que você se incomode nem um pingo com isso. Só mesmo amando para você confiar a ele o seu próprio inferno. E para não invejarem as vitórias um do outro. Por amor, você empresta suas coisas, dá o seu tempo, é honesto nas suas respostas, cuida para não ofender, abraça causas que não são suas, entra numas roubadas, compreende alguns sumiços - mas liga quando o sumiço é exagerado. Tudo isso é amizade com trato. Se amigos assim entraram na sua vida, não deixe que sumam.
Porém, a maioria das pessoas não só deixa como contribui para que os amigos evaporem. Ignora os mecanismos de manutenção. Acha que amizade é algo que vem pronto e que é da sua natureza ser constante, sem precisar que a gente dê uma mãozinha. E aí um dia abrimos a mãozinha e não conseguimos contar nos dedos nem dois amigos pra valer. E ainda argumentamos que a solidão é um sintoma destes dias de hoje, tão emergenciais, tão individualistas. Nada disso. A solidão é apenas um sintoma do nosso descaso.
(Daqui a pouco, esse blog muda de nome mais uma vez! hehehe)
Dei pra me emocionar cada vez que falo dos amigos. Deve ser a idade, dizem que a gente fica mais sentimental. Mas é fato: quando penso no que tenho de mais valioso, os amigos aparecem em pé de igualdade com o resto da família. E quando ouço pessoas dizendo que amigo, mas amigo meeeesmo, a gente só tem dois ou três, empino o peito e fico até meio besta de tanto orgulho: eu tenho muito mais do que dois ou três. São uma cambada. Não é privilégio meu, qualquer pessoa poderia ter tantos assim, mas quem se dedica?
Fulano é meu amigo, Sicrana é minha amiga. É nada. São conhecidos. Gente que cumprimentamos na rua, falamos rapidamente numa festa, de repente sabemos até de uma fofoca pesada sobre eles, mas amigos? Nem perto. Alguns até chegaram a ser, mas não são mais por absoluta falta de cuidado de ambas as partes.
Amizade não é só empatia, é cultivo. Exige tempo, disposição. E o mais importante: o carinho não precisa - nem deve - vir acompanhado de um motivo.
As pessoas se falam basicamente nos aniversários, no Natal ou para pedir um favor - tem que haver alguma razão prática ou festiva para fazer contato. Pois para saber a diferença entre um amigo ocasional e um amigo de verdade, basta tirar a razão de cena. Você não precisa de uma razão, basta sentir a falta da pessoa. E, estando juntos, tratarem-se bem.
Difícil exemplificar o que é tratar bem. Se são amigos mesmo, não precisam nem falar, podem caminhar lado a lado em silêncio. Não é preciso troca de elogios constantes, podem até pegar no pé um do outro, delicadamente. Não é preciso manifestações constantes de carinho, podem dizer verdades duras, às vezes elas são necessárias. Mas há sempre algo sublime no ar entre dois amigos de verdade. Talvez respeito seja a palavra. Afeto, certamente. Cumplicidade? Mais do que cumplicidade. Sintonia?
Acho que é amor.
Oh, céus! Santa pieguice, Batman! Amor? Esta lengalenga de novo?
Sério, só mesmo amando um amigo para permitir que ele se atire no seu sofá e chore todas as dores dele sem que você se incomode nem um pingo com isso. Só mesmo amando para você confiar a ele o seu próprio inferno. E para não invejarem as vitórias um do outro. Por amor, você empresta suas coisas, dá o seu tempo, é honesto nas suas respostas, cuida para não ofender, abraça causas que não são suas, entra numas roubadas, compreende alguns sumiços - mas liga quando o sumiço é exagerado. Tudo isso é amizade com trato. Se amigos assim entraram na sua vida, não deixe que sumam.
Porém, a maioria das pessoas não só deixa como contribui para que os amigos evaporem. Ignora os mecanismos de manutenção. Acha que amizade é algo que vem pronto e que é da sua natureza ser constante, sem precisar que a gente dê uma mãozinha. E aí um dia abrimos a mãozinha e não conseguimos contar nos dedos nem dois amigos pra valer. E ainda argumentamos que a solidão é um sintoma destes dias de hoje, tão emergenciais, tão individualistas. Nada disso. A solidão é apenas um sintoma do nosso descaso.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Dentro de um abraço
E o abraço, hoje, vai para Alisson e Tia Carol...
O Globo - 14/06/2009
Em maio passado publiquei uma crônica inspirada num verso da poeta carioca Maria Rezende, em que refleti sobre se dentro da gente era um bom lugar para se viver. Alguns leitores disseram que conseguiam ser bons hospedeiros de si mesmos, já outros disseram que dentro deles a coisa andava tumultuada. Então agora inverto a questão: e fora de nós, qual é o melhor lugar para se estar?
Fico pensando nos lugares paradisíacos onde já estive, e que não me custaria nada reprisar: num determinado restaurante de uma ilha grega, na beira de diversas praias do Brasil, na casa de bons amigos, em algum vilarejo europeu, numa estrada bela e vazia, no meio de um show espetacular, numa sala de cinema vendo a estreia de um filme muito esperado e, principalmente, na minha casa, no meu quarto e na minha cama, que nenhum hotel cinco estrelas consegue superar – a intimidade da gente é irreproduzível.
Em contrapartida, odiaria estar num leito de hospital, numa fila de banco, numa reunião de condomínio, presa num elevador, em meio a um trânsito congestionado, numa cadeira de dentista.
E então? Somando os prós e os contras, as boas e más opções, onde, afinal, é o melhor lugar do mundo?
Dentro de um abraço.
Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher apaixonada, para um adolescente com medo, para um doente, para alguém solitário? Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve.
Que lugar melhor para um recém-nascido, para um recém-chegado, para um recém-demitido, para um recém-contratado? Dentro de um abraço nenhuma situação é incerta, o futuro não amedronta, estacionamos confortavelmente em meio ao paraíso.
O rosto contra o peito de quem te abraça, as batidas do coração dele e as suas, o silêncio que sempre se faz durante esse envolvimento físico: nada há para se reivindicar ou agradecer, dentro de um abraço voz nenhuma se faz necessária, está tudo dito.
Que lugar no mundo é melhor para se estar? Na frente de uma lareira com um livro estupendo, em meio a um estádio lotado vendo seu time golear, num almoço em família onde todos estão se divertindo, num final de tarde de frente para o mar, deitado num parque olhando para o céu, na cama com a pessoa que você mais ama?
Difícil bater essa última alternativa, mas aonde começa o amor, senão dentro do primeiro abraço? Alguns o consideram como algo sufocante, querem logo se desvencilhar dele. Até entendo que há momentos em que é preciso estar fora de alcance, livre de qualquer tentáculo. Esse desejo de se manter solto é legítimo, mas hoje me permita não endossar manifestações de alforria. Sexta foi Dia dos Namorados e tem gente ainda esticando a comemoração, então é para esses, em especial, que venho lembrar do local mais aconchegante e naturalmente aquecido que há: dentro de um abraço que nos baste.
O Globo - 14/06/2009
Em maio passado publiquei uma crônica inspirada num verso da poeta carioca Maria Rezende, em que refleti sobre se dentro da gente era um bom lugar para se viver. Alguns leitores disseram que conseguiam ser bons hospedeiros de si mesmos, já outros disseram que dentro deles a coisa andava tumultuada. Então agora inverto a questão: e fora de nós, qual é o melhor lugar para se estar?
Fico pensando nos lugares paradisíacos onde já estive, e que não me custaria nada reprisar: num determinado restaurante de uma ilha grega, na beira de diversas praias do Brasil, na casa de bons amigos, em algum vilarejo europeu, numa estrada bela e vazia, no meio de um show espetacular, numa sala de cinema vendo a estreia de um filme muito esperado e, principalmente, na minha casa, no meu quarto e na minha cama, que nenhum hotel cinco estrelas consegue superar – a intimidade da gente é irreproduzível.
Em contrapartida, odiaria estar num leito de hospital, numa fila de banco, numa reunião de condomínio, presa num elevador, em meio a um trânsito congestionado, numa cadeira de dentista.
E então? Somando os prós e os contras, as boas e más opções, onde, afinal, é o melhor lugar do mundo?
Dentro de um abraço.
Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher apaixonada, para um adolescente com medo, para um doente, para alguém solitário? Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve.
Que lugar melhor para um recém-nascido, para um recém-chegado, para um recém-demitido, para um recém-contratado? Dentro de um abraço nenhuma situação é incerta, o futuro não amedronta, estacionamos confortavelmente em meio ao paraíso.
O rosto contra o peito de quem te abraça, as batidas do coração dele e as suas, o silêncio que sempre se faz durante esse envolvimento físico: nada há para se reivindicar ou agradecer, dentro de um abraço voz nenhuma se faz necessária, está tudo dito.
Que lugar no mundo é melhor para se estar? Na frente de uma lareira com um livro estupendo, em meio a um estádio lotado vendo seu time golear, num almoço em família onde todos estão se divertindo, num final de tarde de frente para o mar, deitado num parque olhando para o céu, na cama com a pessoa que você mais ama?
Difícil bater essa última alternativa, mas aonde começa o amor, senão dentro do primeiro abraço? Alguns o consideram como algo sufocante, querem logo se desvencilhar dele. Até entendo que há momentos em que é preciso estar fora de alcance, livre de qualquer tentáculo. Esse desejo de se manter solto é legítimo, mas hoje me permita não endossar manifestações de alforria. Sexta foi Dia dos Namorados e tem gente ainda esticando a comemoração, então é para esses, em especial, que venho lembrar do local mais aconchegante e naturalmente aquecido que há: dentro de um abraço que nos baste.
Martha Medeiros
domingo, 23 de agosto de 2009
Para Reflexão
"A verdadeira medida do homem não é como ele se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas como ele se mantém em tempo de controvérsia e desafios."
(Martin Luther King)
(Martin Luther King)
Amado

"Como você pode gostar de alguém
E esse alguém ter morrido no ano em que você nasceu"
Hoje é o aniversário de meu amado imortal, Nelson Rodrigues. Se vivo, estaria completando 97 anos - desgostoso da vida com os rumos do feminismo e com o desempenho do Fluminense, aposto.
Este ano, finalmente comprei a biografia dele, escrita por Ruy Castro, "O anjo pornográfico". Linda história, lindo Nelson. Recomendo o livro. Senti-me superidentificada com a figura. Sério. Há uma história que é a nossa cara. Nelson adorava "o ator canastrão" Jorge Dória. Um dia, foi ver uma peça com esse artista, e quase teve um infarto quando o viu atuando bem. Ficou transtornado. Por fim, depois de muito remoer o acontecido, resolveu tirar satisfações com o seu ex-canastrão de estimação. De Jorge, ouviu a justificativa de que a paternidade lhe tocara fundo. "Pois é, Nelson, eu não sei o que aconteceu, mas é que agora eu sou pai...". Aposto que Nelson se despediu do ator feliz da vida. Afinal, diante de tal resposta, nem tudo estava perdido! (risos)
Poxa, por que eu não topo com esse tipo de gente na vida real? Não me refiro a alguém que tivesse um grande talento artístico, como era o caso de Nelson, mas que tivesse o mesmo nível de riqueza na alma. O que há com o século 21, na boa? Nostalgia, nostalgia... Saudade de um tempo que eu não vivi - vai ver que por isso mesmo.
Este ano, finalmente comprei a biografia dele, escrita por Ruy Castro, "O anjo pornográfico". Linda história, lindo Nelson. Recomendo o livro. Senti-me superidentificada com a figura. Sério. Há uma história que é a nossa cara. Nelson adorava "o ator canastrão" Jorge Dória. Um dia, foi ver uma peça com esse artista, e quase teve um infarto quando o viu atuando bem. Ficou transtornado. Por fim, depois de muito remoer o acontecido, resolveu tirar satisfações com o seu ex-canastrão de estimação. De Jorge, ouviu a justificativa de que a paternidade lhe tocara fundo. "Pois é, Nelson, eu não sei o que aconteceu, mas é que agora eu sou pai...". Aposto que Nelson se despediu do ator feliz da vida. Afinal, diante de tal resposta, nem tudo estava perdido! (risos)
Poxa, por que eu não topo com esse tipo de gente na vida real? Não me refiro a alguém que tivesse um grande talento artístico, como era o caso de Nelson, mas que tivesse o mesmo nível de riqueza na alma. O que há com o século 21, na boa? Nostalgia, nostalgia... Saudade de um tempo que eu não vivi - vai ver que por isso mesmo.
"Amar a humanidade é fácil; difícil é amar o próximo."
(Nelson Rodrigues)
sábado, 22 de agosto de 2009
ECAsistema
Eu nunca fui ligada em ecologia, mesmo tendo tido isso até como disciplina no ginásio e tendo pertencido à geração que assistiu a ECO 92. Mas o tema vem me preocupando, de uns tempos para cá.
Angustia-me, por exemplo, usar água tratada para a descarga. Eu sinto uma culpa danada disso. O que mais me causa angústia é que há tecnologia para evitar esse desperdício, mas ela não é posta em prática. E nem precisa ir muito longe: já ouviram falar do Projeto Água Pura? Pois é, em 2001, a UFBA já havia desenvolvido um método que permitiria o aproveitamento da água da pia para a descarga. A universidade tinha, muito antes daquele racionamento de energia, tecnologia que possibilitaria a economia de luz, mas só foram fazer isso quando o país inteiro foi obrigado a racionar energia. Soube disso quando fiz uma matéria para o JLAB sobre o racionamento na universidade. Fiquei tão chocada com tamanha negligência, que a seguinte pergunta me saltou dos lábios, quase como um reflexo: "Não é esquisito que num lugar que reune algumas das melhores mentes da Bahia ajam com essa falta de consciência ecológica?"(o engenheiro que estava dando entrevista para mim, claro, ficou puuutooo com a pergunta e me deu uma resposta grosseira, disse algo mais ou menos assim: "Minha filha, é natural do ser humano só tomar uma atitude quando se vê pressionado a isso!").
A sensação ruim cresceu depois que eu li uns textos no site da Pastoral da Terra, falando sobre o desenvolvimento irresponsável em torno da Bacia do São Francisco. Nosso sistema é podre: desaloja gente simples, proíbe, praticamente, que tenham acesso à água e desrespeita a natureza das formas mais rudes, em prol do "progresso" - que nem é o do país mas o do empresariado, que às vezes nem é nacional.
Eu falo isso e sei que posso soar presunçosa, arrogante e tal, mas fatos como esses me fazem sentir uma extraterrestre! Quando eu vejo essas coisas, só consigo pensar que das duas, uma: ou tenho uma visão muito estreita das coisas ou vejo mais que o restante do povo. Sinceramente, a falta de humanidade da Humanidade me preocupa!...
Angustia-me, por exemplo, usar água tratada para a descarga. Eu sinto uma culpa danada disso. O que mais me causa angústia é que há tecnologia para evitar esse desperdício, mas ela não é posta em prática. E nem precisa ir muito longe: já ouviram falar do Projeto Água Pura? Pois é, em 2001, a UFBA já havia desenvolvido um método que permitiria o aproveitamento da água da pia para a descarga. A universidade tinha, muito antes daquele racionamento de energia, tecnologia que possibilitaria a economia de luz, mas só foram fazer isso quando o país inteiro foi obrigado a racionar energia. Soube disso quando fiz uma matéria para o JLAB sobre o racionamento na universidade. Fiquei tão chocada com tamanha negligência, que a seguinte pergunta me saltou dos lábios, quase como um reflexo: "Não é esquisito que num lugar que reune algumas das melhores mentes da Bahia ajam com essa falta de consciência ecológica?"(o engenheiro que estava dando entrevista para mim, claro, ficou puuutooo com a pergunta e me deu uma resposta grosseira, disse algo mais ou menos assim: "Minha filha, é natural do ser humano só tomar uma atitude quando se vê pressionado a isso!").
A sensação ruim cresceu depois que eu li uns textos no site da Pastoral da Terra, falando sobre o desenvolvimento irresponsável em torno da Bacia do São Francisco. Nosso sistema é podre: desaloja gente simples, proíbe, praticamente, que tenham acesso à água e desrespeita a natureza das formas mais rudes, em prol do "progresso" - que nem é o do país mas o do empresariado, que às vezes nem é nacional.
Eu falo isso e sei que posso soar presunçosa, arrogante e tal, mas fatos como esses me fazem sentir uma extraterrestre! Quando eu vejo essas coisas, só consigo pensar que das duas, uma: ou tenho uma visão muito estreita das coisas ou vejo mais que o restante do povo. Sinceramente, a falta de humanidade da Humanidade me preocupa!...
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Patacoada

Ontem estava folheando uma dessas revistas que a gente só vê porque está numa sala de espera (cof, cof, cof!), e li algo que não acreditei: Alexandre Pato, aquele mesmo que casou com a Sthèphanyyyy Bhrytoh, colocou os seguintes dizeres, num quadro que foi pendurado no salão de festas do casório: "Você nasceu pra mim, eu nasci pra você, eterno amor". Gente, isso é do Sampa Crew, um dos (ex) ícones de um gênero que merecia a morte: pagode romântico!!
Essa menina é uma fraude! O bom gosto é só pra se vestir e pronto... Sampa Crew foi o fim da picada!... Eu pediria o divórcio ali mesmol...
Pois é, moça, depois do quadro com letra do Sampa Crew, era hora de cantar outra canção, famosa na Jovem Guarda: "Senhor juiz, pare agoraaa!".
Essa menina é uma fraude! O bom gosto é só pra se vestir e pronto... Sampa Crew foi o fim da picada!... Eu pediria o divórcio ali mesmol...
Pois é, moça, depois do quadro com letra do Sampa Crew, era hora de cantar outra canção, famosa na Jovem Guarda: "Senhor juiz, pare agoraaa!".
Alex, O Grande
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Hotmail
Poxa, está acontecendo uma coisa chata com o meu Hotmail: ele anda enviando vírus para os meus contatos. Peço a todos mil desculpas por isso.
O primeiro vírus (aquele da limpeza de MSN - mentira, viu, que não deletei ninguém!), eu sei como peguei, mas o segundo, um que fala de umas fotos, eu nem tenho idéia! Já passei o antivírus, mas vou passar de novo. Galera, desculpe o incômodo.
Coisinha chata, viu!...
O primeiro vírus (aquele da limpeza de MSN - mentira, viu, que não deletei ninguém!), eu sei como peguei, mas o segundo, um que fala de umas fotos, eu nem tenho idéia! Já passei o antivírus, mas vou passar de novo. Galera, desculpe o incômodo.
Coisinha chata, viu!...
Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos
Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão
Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci
Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante
Já
Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas
Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir, para não enfrentar
sorri para não chorar
Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei
Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo
(Ela, a grande Martha Medeiros)
sábado, 15 de agosto de 2009
Viagem pra lugar nenhum

01 de julho de 2009
Fui assistir a Jean Charles, com o excelente Selton Mello no papel daquele rapaz brasileiro que foi estupidamente assassinado num vagão de metrô, quatro anos atrás, confundido com um terrorista. O filme é quase um documentário, sem artifícios técnicos: uma narrativa comum, descolorida, acinzentada como a Londres dos imigrantes.
A primeira vez em que lá estive, em 1986, me hospedei na casa de uma inglesa que tinha quatro filhos e muitas dívidas, por isso amontoava a garotada num mesmo quarto para poder alugar o outro para estrangeiros e ganhar algum trocado extra. A casa ficava num bairro bom, mas a vida dessa inglesa não era um passeio. Lembro que comprava comida com data de validade vencida porque era mais barato. Já eu só pensava em conhecer a tal cidade que inspirou a frase: quem enjoou de Londres enjoou de viver.
Fiquei 18 dias e não enjoei nem um segundo. Voltei outras três vezes, me hospedando não mais em quartos de casa de família, e sim em pequenos hotéis. Enfim, uma turista clássica curtindo os parques, os museus, os pubs, as feiras, os monumentos, os teatros, as livrarias, as ruas. Há quem dispense fazer turismo e só cogite viajar para o Exterior se for para se instalar e vivenciar de fato o dia a dia da cidade. Uau. Eu adoraria estudar em Londres, escrever em Londres, viver um tempo lá como vivo aqui, mas não é tão simples. Geralmente, ou se faz turismo com os dias contados (o que já é um luxo), ou se vai para lavar prato, fazer faxina, pegar no pesado.
Jean Charles de Menezes morava numa cidadezinha no interior de Minas e foi para a Inglaterra ganhar a vida como eletricista. Passou a viver lá com mais três primos, todos tentando faturar em moeda forte. Eu saí do cinema pensando em como essa ilusão custa caro. A gente deveria ter condições de viver dignamente como eletricista ou garçom ou camareira no país em que nasceu mesmo. É barra ter que se deslocar pra tão longe, sem direito a nenhum prazer. Há um momento em que a atriz Vanessa Giácomo, interpretando a prima Vivian, que deixou o namorado no Brasil para trabalhar em Londres como garçonete numa espelunca, diz a Jean Charles algo como: “Maldita hora que eu vim pra cá ralar nessa porcaria de cidade”. Diz isso à beira do Tâmisa, em frente ao deslumbrante prédio do Parlamento, que para ela não tem nenhum significado – ela está na Europa apenas pelo dinheiro, longe do seu amor, do seu idioma e sem nenhuma chance de crescimento interior. Numa situação como essa, é perfeitamente compreensível que Londres se transforme numa porcaria, por mais que doa associar essa palavra à terra de Shakespeare.
Jean Charles se divertia como? Não era frequentando o Ronnie Scott’s, tradicional clube de jazz londrino, e sim vendo Sidney Magal ao vivo num teatro de quinta, cercado de outros brasileiros, muitos deles ilegais no país, saudosos da pátria, do feijão, da goiabada e da Sandra Rosa Madalena, sem a possibilidade de absorver a cultura local, de sofisticar o gosto, de viver uma experiência nova. O objetivo é apenas economizar e voltar pra casa assim que der, como fazem milhares de trabalhadores rurais que se transferem para centros urbanos. É o êxodo atrás de emprego e futuro. Não bastasse a dureza que é viver desse modo, seja em Londres, São Paulo ou em qualquer lugar, levar uns tiros na cabeça às dez da manhã dentro de um transporte coletivo, sem chance de defesa, entra pra categoria das histórias inacreditáveis.
No filme, Vivian, a prima que chegou pela primeira vez a Londres odiando tudo aquilo, volta à capital inglesa mais capitalizada e mais madura. E faz o quê? Coloca uma mochila nas costas e, sozinha, vai conhecer melhor a Europa e a si mesma. Realiza, enfim, uma viagem de verdade, e honra a vida que Jean Charles só teve em sonhos.
Martha Medeiros
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Para reflexão
"A mente mente pra gente o tempo inteiro".
Ouvi isso de uma pessoa que considero muito sábia, essa semana. Achei esse um pensamento genial. É a mais pura verdade! A mente sempre vai pela via mais conveniente a ela.
Só isso explica, por exemplo, que um Edir Macedo da vida roube tanta gente pobre e não sinta um pingo de remorso. Só sendo tapeado, mesmo, pela própria mente para conseguir deitar a cabeça no travesseiro. Mas não precisamos nem falar dos casos extremos. Quantos pequenos "crimes" cometemos - e muitas vezes contra nós mesmos - enquanto inventamos "mentiras sinceras" que os justificam, e sem nem perceber? Não raro até o menino do jornal tá vendo, mas a gente não vê.
"Hoje eu só acredito no pulsar das minhas veias...". O corpo, ao contrário da mente, não mente!
Só isso explica, por exemplo, que um Edir Macedo da vida roube tanta gente pobre e não sinta um pingo de remorso. Só sendo tapeado, mesmo, pela própria mente para conseguir deitar a cabeça no travesseiro. Mas não precisamos nem falar dos casos extremos. Quantos pequenos "crimes" cometemos - e muitas vezes contra nós mesmos - enquanto inventamos "mentiras sinceras" que os justificam, e sem nem perceber? Não raro até o menino do jornal tá vendo, mas a gente não vê.
"Hoje eu só acredito no pulsar das minhas veias...". O corpo, ao contrário da mente, não mente!
A Smile Like Yours

Essa é Angela Davis, ativista e acadêmica americana. Davis concedeu, recentemente, uma entrevista a repórter Cleidiana Ramos, de A Tarde. Quem quiser ler o resultado da conversa, dê um pulo no Mundo Afro.
Trata-se de uma mulher inteligente, sem dúvida, mas fiquei impressionada foi com o visual dela. Repare no sorriso da pessoa: torto e envelhecido. No entanto, é lindo. Chamei minha mãe para observar essa foto. Ela fez o comentário certo: "Tem gente que sorri com os olhos".
É, quem investe na alma economiza um tantão em procedimentos estéticos, viu!...
Trata-se de uma mulher inteligente, sem dúvida, mas fiquei impressionada foi com o visual dela. Repare no sorriso da pessoa: torto e envelhecido. No entanto, é lindo. Chamei minha mãe para observar essa foto. Ela fez o comentário certo: "Tem gente que sorri com os olhos".
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Coração Vagabundo
Assisti ao documentário sobre Caetano, "Coração Vagabundo". O filme traz uma versão bem-humorada, mais leve, do artista. Pois é, não esperem um acréscimo significativo no entedimento da obra ou mesmo da personalidade do filho de dona Canô. É pra quem gosta do personagem, e não para quem quer entender mais de música.
Recomendo!!
Recomendo!!
Top 7 - Dia dos Pais

Domingo passado foi Dia dos Pais. O meu estava a 1.500 km de mim, mas claro, demos um jeito de não deixar a data passar em branco, ainda que via Embratel (na verdade, não dou importância a essas coisas, não. Fundamental, a meu ver, são o aniversário e o Natal. O resto é invenção do comércio!).
Bom ou ruim, moderno ou careta, vivo ou morto, pai é pai, e é melhor qualquer pai do que pai nenhum. Família é, em qualquer caso, essencial. É o nosso celeiro fundamental de referências humanas e para a vida.
Em homenagem a data, elaborei um TOP 7 de coisas que aprendi com o meu pai:
Bom ou ruim, moderno ou careta, vivo ou morto, pai é pai, e é melhor qualquer pai do que pai nenhum. Família é, em qualquer caso, essencial. É o nosso celeiro fundamental de referências humanas e para a vida.
Em homenagem a data, elaborei um TOP 7 de coisas que aprendi com o meu pai:
7 - A odiar futebol e telejornal
Meu velho já me encheu a paciência com esse tal de futebol! Quando o time dele ou a seleção joga, ninguém pode conversar com ele por duas horas (ficar esse tempo todo em silêncio, no meu caso particular, pode ser até cancerígeno!). Um saco!... Ele é torcedor do Vasco desde 1958, mas desde que eu era criança, a relação entre eles anda meio conturbada. Suspeito que o Vasco tem razão de guardar certa mágoa de meu pai, afinal, o único ano em que eles levaram o campeonato, depois que meu pai se tornou torcedor, foi o único em que o velho se recusou a torcer para o time de São Januário. O Vasco é uma espécie de contrafobia sentimental de seu Adilson. Uma vez, perguntei-lhe o motivo de torcer para o time, já que ele só se aborrecia. O pai me respondeu, puto da vida: "Foi falta de orientação na infância!". De uns tempos para cá, ando sentindo sintomas flamenguistas. Se se confirmarem, vou matar o velho de raiva, o que, aliás, é um dos meus esportes fa-vo-ri-tos! hehehe
Contrafobia sentimental tive eu ao escolher a profissão. Se tivesse vergonha na cara, nunca seria jornalista! Sim, porque por anos odiei telejornal. Até hoje, não consigo ver um inteiro; não gosto, não tenho paciência. Minha antipatia começou, acho, justamente pelo fato de que a única hora que eu tinha para conversar com meu pai, era a do JN - meu pai assiste a esse programa religiosamente e há décadas; o cara sabe tudo que se passa, bem mais que eu e muito jornalista por aí! -, e nessa hora, ele queria ver o tal do telejornal. Depois, quando ele acabava a sua hora sabática, já era a hora da minha novela. Daí era querer demais da minha pessoa! :D
6 - Tolerar música sertaneja
Sim, aprendi isso (ou então teria que mudar de família), e a apreciar Julio Iglesias (que ele gosta), Fábio Jr. e Roberto Carlos (ele detesta ambos! hahaha). "Você me pede na carta que eu desapareeeeeçaaaa, que eu nunca mais te procure e pra sempre te esqueeeeçaaaa...". Só em "nome do pai", mesmo, para ouvir uma coisa dessa!
(Tá aí: as pessoas reclamam à beça da qualidade desse gênero, mas foram esses caras os responsáveis pelos shows com grandes produções, com corpo de baile, mudança de cenários, de figurino. Sinto falta disso no universo do entretenimento brasileiro. É tudo tão basiquinho...)
5 - Respeitar Brasília
A cidade, apesar de não ser muito atrativa para mim, conta a história da minha família paterna. Meu pai chegou lá aos 12 anos, quando a cidade ainda estava em construção. Um dia, ainda pretendo gravar minhas conversas com ele sobre aqueles tempos - é pura história do Brasil!
4 - Valorizar a vida natural
Com meu pai aprendi que poucas coisas são mais gostosas que tomar banho de rio, pescar, comer frutas e verduras, tomar leite tirado da vaca e andar a cavalo. Sou bicho do asfalto, mas uma fazendinha, de vez em quando, cai bem.
Como quase nunca vou para esses lugares, "caço com gato" indo à praia ou andando por aí, ao ar livre. O contato com a natureza é algo fundamental!
3 - A ver com compaixão a pobreza
O pai já foi muito pobre e crescemos ouvindo suas histórias tristes de infância. Quando viajávamos de carro, ele costumava fazer "caridade" pela estrada: jogava pacotes de biscoitos recheados para a criançada. Era um alvorço só. Meu pai tem um respeito grande pela infância e acho que isso ele conseguiu passar pra gente.
2 - Senso de humor
Isso eu não aprendi; na verdade, herdei. Meu pai é figura e tem ótimas tiradas (mas minhas piadas são melhores que as dele, definitivamente! :P).
Poeminha abestalhado que ele compôs pra mim, anos atrás:
"Querida Juliana,
Desde que a vi, apreendi a mala,
Meu amor por tigela,
Por isso, a moela".
Entenderam o duplo sentido da coisa? Vejam o que já tive que aturar no ambiente doméstico! hehehe
1 - Honestidade
Meu pai, como funcionário público, foi exemplar. E olha que ele teve foi oportunidade para se corromper, mas sempre disse, aqui em casa, que nunca acreditou nisso, em conquistas fáceis.
Exemplar, também, foi uma lição de honestidade que me deu na infância. Toda criança gosta de bancar a esperta, né? Tive meu rasgo de malandragem uma vez, no Conjunto Nacional, na loja Brasileiras. Devia ter por volta de cinco, seis anos, e enchi os bolsos de chocolate. Consegui passar para o corredor sem ser notada. O crime perfeito. Quase. Caí na besteira de me exibir pro meu pai. O velho me fez passar a maior vergonha: me pegou pelo braço e me fez pagar o chocolate no caixa. Nunca mais fiz nada do tipo.
Ele, até hoje, ainda repete que a gente deve pagar as contas antes da data de vencimento, que nunca devemos chegar atrasados nos compromissos (isso ainda não aprendi, pra desgosto do velho, embora tenha melhorado à beça nos últimos anos!), etc, etc. Caramba, pai repete é coisa no ouvido da gente, né? Haja garganta. Haja esperança. Haja paciência. Haja amor.
domingo, 9 de agosto de 2009
O tempo e o vento
Britney Spears é quase a mesma de 10 anos atrás, mas eu estou achando-a muito diferente, apesar disso. Ela me parece fisicamente desgastada. Eu não sei se é porque a assistimos se drogando, passando por separações dolorosas e tendo duas gestações seguidas... Ela não tem mais o jeito delicado que costumava ter, e esse figurino de corista a deixa com uma aparência de mulher "sambada de guerra". Britney já foi sexy; hoje ela está vulgar. :(Eu gosto dela. Talvez porque, ao contrário de Madonna, seja vulnerável, e, ao contrário de Michael, tenha problemas de "mortais". Não canta bem e suas letras são fraquíssimas, mas tem presença e é criativa. Torço para que ela se encontre novamente e se livre dessa "capa" que já não lhe serve mais.
(O movimento pop anda é desfalcado. Ai de nós se não fosse o Timberlake para manter a chama acesa! :D)
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Morre o guru adolescente
John Hughes morreu.
Este blog agradece ao falecido pelos filmes que divertiram a toda uma geração.
Este blog agradece ao falecido pelos filmes que divertiram a toda uma geração.
Intocáveis e invencíveis
Nelson Motta

Não tenho mais nenhuma ilusão de um dia ver algum desses criminosos travestidos de parlamentares atrás das grades e devolvendo o que nos roubou. Eles são muitos, e invenciveis. Sob fogo cruzado de denúncias , juntam-se para se defender, como fizeram PT e PMDB no Senado, embora digam sempre que é pela instituição, a mesma que eles aviltam e apequenam com seus atos.
O dinheiro roubado de nossos impostos, teoricamente, pode até ser recuperado, mas o crime de desmoralizar uma instituição não tem preço.
O que nos resta? Confiar na Justiça? Na Policia? No ladrão ? Com Sarney e Renam comandando o Senado e espantados com a descoberta das 181 diretorias? A maior parte foi criada pelos dois. O resto, por Jader Barbalho, ACM e Lobão. E pior. Foram criadas por resoluções da Mesa e ninguém reclamou. E mesmo se reclamasse não adiantaria nada. Tudo dentro da Lei, na liturgia do cargo.
Seria um exagero comparar as disputas pelo poder no Congresso com as guerras de quadrilhas pelos pontos de venda de drogas nas favelas cariocas? Só porque uns vendem crack e cocaína e outros, privilégios e ilegalidades? Guerra é guerra, vale tudo na disputa pelos pontos de poder. Se um tiroteio é de balas, o outro é de números e nomes; mas sempre sobram balas perdidas.
Mas, quando o cerco aperta, os dois bandos acertam um armistício: o verdadeiro inimigo é a Policia. Ou, no caso do Senado, a opinião pública. Porque eles não temem a policia. Nem à justiça.
Eles só tem medo de perder eleição.
Diante do pacto de não agressão entre os dois bandos, resta-nos confiar nos ódios, nas invejas e nos ressentimentos das legiões de apadrinhados que estão perdendo a boca e se vingando de seus traidores. Que muitas falas perdidas encontrem seus alvos.
Diante da certeza de que eles vencerão, que jamais pagarão por seus crimes, que continuarão ricos e corruptos, e até mesmo respeitáveis, resta-nos ridicularizar suas figuras toscas, seus figurinos grotescos, seus cabelos tingidos, suas caras botocadas. Para que suas esposas e amantes leiam, e seus filhos se envergonhem deles no colégio. Como nós nos envergonhamos todo dia.
==> Muita vaidade e pouco amor próprio e/ou ao próximo nessa política brasileira. Triste sociedade é essa, em que o que importa é "parecer ser" e não "ser". Como é que um sujeito como o Sarney deita a cabeça no travesseiro, hein? Gostaria muito de saber... Se bem que depois daquele vexame do Lula durante o Mensalão, nada mais me choca... Dá vontade de pedir "demissão" do planeta ou ao menos "transferência" de país. Será que vou viver para ver o Brasil entrar no eixo? Será que o Brasil, algum dia, vai voltar a ter valores?
Vencerás
Não desanimes
Persiste mais um tanto
Não cultives pessimismo
Centraliza-te no bem a fazer
Esquece as sugestões do medo destrutivo
Segue adiante, mesmo varando a sombra dos próprios erros
Avança ainda que seja por entre lágrimas
Trabalha constantemente
Edifica sempre
Não consintas que o gelo do desencanto te entorpeça o coração
Não te impressiones nas dificuldades
Convence-te de que a vitória espiritual é construção para o dia-a-dia
Não desistas da paciência
Não creias em realizações sem esforço
Silêncio para a injúria
Esquecimento para o mal
Perdão às ofensas
Recorda que os agressores são doentes
Não permitas que os irmãos desequilibrados te destruam o trabalho ou te apaguem a esperança
Não menosprezes o dever que a consciência te impõe
Se te enganaste em algum trecho do caminho, reajusta a própria visão e procura o rumo certo
Não contes vantagens nem fracassos
Não dramatizes provações ou problemas
Conserva o hábito da oração para quem se te faz a luz na vida intima
Resguarda-te em Deus e persevera no trabalho que Deus te confiou
Ama sempre, fazendo pelos outros o melhor que possas realizar
Age auxiliando
Serve sem apego
E assim vencerás
(Emmanuel/Chico Xavier)
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Parla!

Dos dons artísticos, acho que não é segredo para ninguém qual eu escolheria, se pudesse. Mas, sem sombra de dúvida, nenhum me assombra mais que o dom para esculpir. Não é só a questão de, a partir de uma pedra, enxergar uma forma, mas de conseguir imprimir o movimento e a força exatos para fazer de uma idéia realidade. Sou uma grande deslumbrada com o trabalho dos escultores!
Acho que a tarefa do editor se assemelha um pouco a isso. O trabalho é menos braçal, mas é um pouco mais mental, por outro lado. Veio-me essa reflexão enquanto fazia a edição de um texto. Eu me vi pegando pedra bruta e tentando dar uma forma para aquilo.
Sem dúvida, a vida cotidiana e suas tarefas que nos parecem tão triviais são uma questão de arte! hehehe
Acho que a tarefa do editor se assemelha um pouco a isso. O trabalho é menos braçal, mas é um pouco mais mental, por outro lado. Veio-me essa reflexão enquanto fazia a edição de um texto. Eu me vi pegando pedra bruta e tentando dar uma forma para aquilo.
Sem dúvida, a vida cotidiana e suas tarefas que nos parecem tão triviais são uma questão de arte! hehehe
domingo, 2 de agosto de 2009
"Je m'appelle Sujin"
Sujin é a partner coreana que Alosa arranjou durante a vacation.
(Depois dessa, nem me interessa saber o resto da história!...)
Sujin é um nome interessante. Bem, o dono da Miojo poderia se inspirar nisso para criar uma versão "suína" (aproveitando a hype da gripe) do seu famoso macarrão instantâneo: o Sujin Miojo. Vai ser o must no chiqueiro! :P
(Depois dessa, nem me interessa saber o resto da história!...)
Sujin é um nome interessante. Bem, o dono da Miojo poderia se inspirar nisso para criar uma versão "suína" (aproveitando a hype da gripe) do seu famoso macarrão instantâneo: o Sujin Miojo. Vai ser o must no chiqueiro! :P
sábado, 1 de agosto de 2009
Ó pra isso!
Hoje é o aniversário de outra fraude, Mr. Alosa. A peste tá lá no Canadá. "Sorry, periferia" total!!!
Eu nem deveria estar fazendo festinha, aqui. A torcida do Flamengo e eu sabemos disso. Aliás, Deus e o mundo me esculhambam por conta de Alosa. Sinto-me, por causa dele, uma marginal sentimental. Acho que só Cleidiana compreende o meu drama! (risos)
Pensando nessa sem-vergonhice, escolhi, para falar de Alosa & I, uma frase do filme "Anna e o Rei":Eu nem deveria estar fazendo festinha, aqui. A torcida do Flamengo e eu sabemos disso. Aliás, Deus e o mundo me esculhambam por conta de Alosa. Sinto-me, por causa dele, uma marginal sentimental. Acho que só Cleidiana compreende o meu drama! (risos)
"Se o amor é escolha, quem poderá escolher essa dor tão profunda?"
Compreendam-me. Eu não escolhi isso, não.
("I´m not dog, no!...")
Alosa, perdoe-me por não te trair.
===> Alosa, estava aqui, refletindo, em homenagem a você, meu amigo engajado na causa negra (cof, cof, cof) e cozinheiro oficial da colônia coreana do Canadá: por que as danças de baixo nível vêm dos descendentes de africanos? A gente não vê alemão lançando algo como a dança do cu duro, né... Ah, tá, os branquelos preferem a pedofilia. Entendi...
Balança
Desce...
Sobe...
Mais uma vez, o mentiroso-mor da nação, Luiz Inácio Lula da Silva, decepcionou. Após ter defendido Sarney, declarou que o caso não é problema seu, pois não elegeu o presidente do Senado.
Lamentável!...
Lamentável!...
Sobe...
Schumacher, que deu uma lição de amizade essa semana, em relação ao Felipe Massa.
E eu que achava o alemão uó do borogodó!...
E eu que achava o alemão uó do borogodó!...
Tédio.Com
Toda semana, entro nas versões online das revistas semanais, e acabo lendo pouca coisa - cada vez menos coisas. Já estou começando a me sentir mal e até entrei em questionamento: será que ando entediada demais ou os conteúdos dessas revistas é que são entediantes, realmente?
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