Come on hold my hand
I wanna contact the livingNot sure I understandThis role I've been givenI sit and talk to GodAnd he just laughs at my plansMy head speaks a language, I don't understandI just wanna feel real loveFill the home that I live in'Cause I got too much lifeRunning through my veins, going to wasteI don't wanna dieBut I ain't keen on living eitherBefore I fall in loveI'm preparing to leave herI scare myself to deathThat's why I keep on runningBefore I've arrived, I can see myself comingI just wanna feel real loveFill the home that I live in'Cause I got too much lifeRunning through my veins, going to wasteAnd I need to feel real loveAnd a life ever afterI cannot get enoughI just wanna feel real loveFill the home that I live inI got too much loveRunning through my veins, to go to wasteI just wanna feel real loveIn a life ever afterThere's a hole in my soulYou can see it in my face, it's a real big placeCome and hold my handI wanna contact the livingNot sure I understandThis role I've been given
Textos semi-verídicos sobre temas quase desinteressantes [e raramente revisados - sorry!].
segunda-feira, 21 de julho de 2025
Feel
quinta-feira, 10 de julho de 2025
Nova portaria e o fim de uma era
Decidi hoje que não terei mais amizade com homem. Colega eu continuo sendo de qualquer pessoa, mas amizade quero mais não. De agora em diante, só me junto às meninas, no máximo com os gays (porque há uns bem misóginos). Não dá certo. E nem é pelo motivo que você está pensando, é por outro que atravessa absolutamente todos os meus incômodos de lidar com o sexo oposto: o autocentramento. Isso é pior que egoísmo. Valeska Zanello fez uma distinção da hora entre egoísmo e autocentramento: no primeiro, você vê o outro, e caga; no segundo, você nem se preocupa em olhar pro lado, não tem alteridade alguma. Você acha que ser amiga ou qualquer outro laço afetivo vai te proteger da falta de consideração, e quebra a cara miseravelmente. Homem só olha pro próprio umbigo e eu não estou falando só do amor. É isso em todas as instâncias de relacionamentos. Não dá.
E eu tô pensando muito nos meus relacionamentos. Pra perto, eu só vou manter quem significa. Eu quero troca. Não vou me permitir mais ser usada.
Fim de uma era.
terça-feira, 8 de julho de 2025
You may say I´m a dreamer...
Hoje desabafei com um amigo que estou cansada desta vida tão difícil, em que tenho que fazer tanta força para obter o básico. E em certas circunstâncias nem o básico tá me rendendo.
E sobretudo estou muito esgotada das relações utilitaristas. Parece que é só o que há. E isto está me fazendo endurecer. As pessoas estão com você enquanto é útil, daí quando surge uma situação mais vantajosa (geralmente materialmente), elas pulam de galho descaradamente e te descartam que nem brinquedo velho. Tudo líquido demais, sensação da porra de patinar em gelo fino todo o tempo. Eu não tenho nervos pra lidar com isso.
Queria, pelo menos uma vez na vida, relaxar e descansar. Mas o que ou quem(ns) é meu pedaço de chão? Onde eu posso deitar a minha cabeça e confiar em dormir? Estou mais nômade que cigano. Não nasci pra isso. Eu quero criar raízes e ter condições de voar.
Veja, todos os meus movimentos e inclusive brigas nesta vida são pra ser tratada como ser humano, o que frequentemente não acontece. Eu não me sinto enxergada nem por quem é próximo, nem por quem me pôs no mundo. Eu não preciso que ninguém faça nada por mim, eu só queria ser vista e acolhida de vez em quando. Mas ninguém sabe mais como sair de dentro de si e se doar dois minutos ao outro. Me sinto sozinha o tempo todo e o pior, objetificação e ainda por cima, um objeto barato.
Meu amigo disse que o que eu quero não existe mais. Nunca achei que sou sonhadora. Eu acho que é o contrário: as pessoas estão nivelando por baixo demais. Ninguém mais tem ideais, valores e sentimentos. E há tempos venho denunciando o quanto isso é coletivamente perigoso.