terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Teologias alternativas

A segunda-feira de Carnaval chegou com o anúncio da renúncia do Papa. Subitamente passei a gostar mais dele que do antecessor. Renunciar é humano. Demasiadamente humano para um homem de mais de 85 anos. Há de ter coragem.
Mas não é a teologia da Igreja que me preocupa. Que o catolicismo fique com quem gosta dele - os católicos. Fico preocupada com a "teologia" da ciência e das leis.
Outro dia falava com uma colega, estagiária, sobre a confiança demasiada que as feministas fizeram as mulheres terem nas leis e no politicamente correto. A moça, inteligente mas muito empolgada ainda com a descoberta do brand new world dos adultos, achou que era uma crítica ao feminismo. De certo modo, sim. É. Mas não quis dizer, claro, que o movimento é uma inutilidade. A questão é que ele comete omissões perigosas. A lei e o politicamente correto não podem tudo contra o instinto. Há gente perversa. E a juventude é muito pouco instruída pelos mais velhos e muito pouco independente para experimentar e aprender enquanto cresce. Ou seja, há uma mistura bombástica de ignorância e despreparo no desenvolvimento das novas gerações.
Quanto à ciência, há um endeusamento dos médicos e cientistas. E isso nos deixa à mercê de pesquisas patrocinadas por interesses escusos. Deixa-nos, também, nas mãos de médicos cada vez mais medrosos de dar o diagnóstico errado e confiantes demais nos prognósticos.
Essa teologia da razão é mais assustadora que a da fé. Dessa última, pelo menos, naturalmente a gente desconfia.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Sobrinhos

Moça, se alguém disser que você corre o risco de ficar pra titia, sorria e diga "amém". Ô coisa boa!... Se eu pudesse, encomendava uns 10 sobrinhos.
Como tive o azar de não ter irmãs parideiras, estou arrecadando pimpolhos de amigos, ao redor do mundo inclusive.
Esse da foto é Corentin, ou Titou, um napolitano nascido em 20 de janeiro. Ele é filho de minha amiga Ayu, que conheci em Paris há dois anos quando foi morar com o pai dele, Vincent.
[Quando assisti "Indochina", aos 14 anos, nunca imaginei que teria um sobrinho franco-indonesiano. hahahaha]
Mas lógico que rolam uns estresses nessa atividade. Felipinho ganhou um smart baby de mim e de meu pai de aniversário. Fiquei sabendo que ele só deixa encostar no possante umas duas garotinhas do condomínio (que safado!). Senti ciúmes. Não estou preparada para lidar com as periguetes dando em cima de meu sobrinho.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Amores "februários"


Mamys e Philips, os dois aniversariantes da semana. Esse sorriso do nêgo foi pra mim, ó que máximo!

Me manche?

O dia da saudade foi essa semana. Refleti em voz alta no Facebook que não sinto saudade. E não sinto mesmo. Podem culpar meu Urano na casa 4, mas graças a Deus se existe um mal em mim é ter a mente no futuro. Nada de passado.
Não que tenha sido ruim. Acho que tive uma vida melhor do que posso perceber. Mas é que tenho um pouco da filosofia de Alice, do filme Closer. "Se você ainda ama, não deixa". Em qualquer situação é assim que funciona. E já que tudo foi gasto, não há por que voltar atrás. Algumas vezes a decisão de ir embora não vem de nós. Mas o tempo enterra tudo. E eu sei disso desde pequena. Desde que deixei Brasília. E digo mais: nada é como antes quando se retorna. Por isso mesmo não vale a pena voltar.
Tudo passa. As lembranças ficam. Mas algumas já estão bem distantes agora, e parecem pertencer a uma vida anterior.
Hoje, na festa de Yemanjá, fiquei me questionando o que vou levar da Bahia quando for embora daqui. Acho que esse vai ser sempre um lugar ao qual vou gostar de voltar. Mas acredito que novamente não vou sentir saudade. Não se eu for para um lugar com natureza. Acho que vou levar apenas a priorização da qualidade de vida.

Acho que nasci para ser andarilha e não pertencer a lugar nenhum. É isso.