domingo, 25 de outubro de 2015

Magia do mal

Melhor não chamar de magia negra, né, embora o negro, nesse sentido, seja a ausência de luz.
Vocês acreditam nisso? Nunca saberemos, assim como sempre haverá dúvidas sobre as previsões para o futuro, reencarnação, etc. Nesse caso específico, prefiro achar que não funciona, mas, no fundo, eu acredito que sim. "No creo en las brujas. Pero que las hay, las hay".
Outro dia, conversa vai, conversa vem, sobre espiritualidade, família, relacionamentos, coisas da vida, uma amiga recente, que está se separando do marido - no duro mesmo, porque, da parte dela, não tem mais volta -, me confidenciou que disseram a ela que houve feitiço para separar o casal, no centro espírita que ela frequenta. E ainda deram um puxão de orelha nela, que ficou espantada pelo espírito saber dessa história: "Mas por que você tinha que comer aquele bombom, hein?".
Meses antes, o até então marido havia chegado em casa com uma caixa de bombons. Contou uma meia verdade e disse que uma colega do trabalho havia feito a gentileza, sem mencionar, claro, que estava tendo um caso com ela. Como intuição não é bobagem, a esposa ficou zangada com o ato da outra, mas, como chocolate também não é, acabou degustando um. Semanas depois, o marido abriu o jogo. Ela ficou arrasada e, como toda pessoa pega com calças curtas, tentou remendar, mas não rolou.
Enfim, caros amigos, é ou não é de arrepiar?


sábado, 17 de outubro de 2015

Autoestima

Loli é uma ginecologista de Caracas. Há algum tempo, ela tentou fazer um trabalho de autoestima com mulheres da periferia da capital venezuelana. Não deu certo. Parafraseando ela, autoestima não é algo que se conserte na idade adulta; é plantada desde cedo, na infância.
E eu acho tão, mas tão injusto quando cobram isso de gente que não teve essa base. Somos nossa própria força, mas precisamos, também, da energia do meio social. É muito difícil bancar uma autoestima sendo invisível. Há casos, mas não podemos esperar que todos sejam excepcionais. Sociedade não é sobre gente fora de série.

Duas colegas minhas tiveram câncer. Ambas foram amadas pelas suas famílias, valorizadas. Mas a amiga A sempre foi o patinho feio e sonhadora. B sempre foi de muitos amigos, independente (a mãe a estimulava e o pai não se opunha), bonita (não do tipo "gata", mas sempre fez boa figura). Uma enterrou os planos depois do câncer. Teve sequelas que realmente dificultam a vida. Parece que parou de querer. A outra toca seus planos apesar do câncer. Teve sequelas, mas lida o melhor possível com isso.
B teve muito mais garra que A. Claro, ela merece todas as palmas, inclusive porque muita gente boa sucumbe na mesma situação que a dela. Porém isso não vem do nada. B teve uma vida livre e feliz. Sofreu dissabores, lutou muito, mas sua experiência, até agora, foi rica.  Portanto, sente que vale a pena viver. A vida é uma construção, nada vem do nada. Não dá pra ter uma casa bonita sem alicerces. Não se constrói uma personalidade confiante por decreto. No, No, no...

Salvador Destination´s Spirit

Esse post não é para falar sobre a polêmica propaganda do Salvador Destination. Vou aproveitar o gancho para discutir o nosso espírito de SD.

Sim, porque assim como a propaganda se voltou a um público de elite, assim somos nós. Pelo menos no meio da Comunicação.

"Se tudo fosse natural sob esse sol, formiga encheria bola de soprar".

Quem disse isso foi o Jean Wyllys. Uma pessoa boa, bem intencionada, mas que vive em grande medida para mostrar e ostentar. É sobre isso que eu quero falar.

Eu estou cansada de ver as pessoas do meu meio, nas redes sociais, tirando fotos com pessoas conhecidas, em lugares sonhados por muitos, destilando "competência" e "influência". Isso não é apenas um registro. É uma distinção. "Olha quem eu conheço". "Olha onde eu circulo".
Jornalistas não são amigos de qualquer um. Tem que "agregar ao camarote". Jornalista de veículo não anda com assessor, pode reparar. E eles ficam trocando elogios entre si. Se for homem-brodão, melhor. Se for estiloso, melhor. Se tiver dinheiro, melhor. E se for famoso no mercado, pode rolar até beijo na boca.

Poucos, nesse meio, não são deslumbrados com essas coisas. Ninguém aprecia ninguém pelas qualidades. Via isso desde a faculdade.

Mas esses são os mais preocupados com os elitismos.

Vai entender... O ser humano é mesmo contraditório.

Na pós, convivendo com pessoas de outras áreas, vejo como isso pode ser bem mais ameno.

E eu até me impressiono por ser ouvida com atenção mesmo quando eu não digo nada brilhante.

Essa experiência vem me ensinando. Que tal ser mais aberta ao outro, seja lá quem ele for? Eu até tenho facilidade pra isso, mas ainda dependo da conexão afetiva. Espero, em breve, me aprimorar.

sábado, 10 de outubro de 2015

Cadê o espelho, binhxs?!

Camila é uma pessoa que eu chamo de "conectada". Sabe quando a pessoa vive uma vida alinhada com a sua essência? Eu acho que ela está nesse caminho. Mas o que mais aprecio nela é a capacidade de falar as coisas que ninguém admite - ao menos em voz alta. Eu também sou assim, mas ela é bem melhor nisso do que eu porque consegue dizer com naturalidade. Eu me incomodo de estar incomodando e daí quase sempre acabo subindo o tom. Enfim, deixa pra lá...
Ela, outro dia, fez uma observação que eu achei excelente: "As pessoas falam de defeitos como se aquilo não fosse com elas, como se elas não sentissem coisas ruins também". Bingo, Camilinha! Lógico que há pessoas e pessoas. Uns estão mais avançados espiritualmente que outros, mas há esgotos em todas as casas. Nem o Dalai Lama andou escapando disso (http://www.brasilpost.com.br/2015/09/23/dalai-lama-mulher_n_8184878.html)...
E isso é tão burro, tão infantil. Quanto mais você esconde, mais vulnerável fica. Ok, não precisa gritar para o mundo, até porque haverá quem vai usar essa informação para o mal. Isso também é muito perverso: quem se revela é atacado, diminuído. Ouse dizer que não está feliz pra ver uma coisa. Mas quero ver quem sai da tristeza para a alegria sem ter admitido que estava insatisfeito. É humano, gente. Helloooo!
Admita para si mesmo, ao menos. Até pra poder trabalhar isso dentro de você, para poder saber os seus limites e não ser pego de surpresa por eles.
Vá para o espelho, tire a roupa e se encare como é. Só não se traumatize, que não é o caso. Eu recomendo.