quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Tributo sem ação

Ter um governo é como ir ao dentista: um mal necessário. É ruim com ele, pior sem ele!
Quando vemos, nas aulas de História da escola, o que os reis já fizeram, agradecemos por vivermos numa república. E quando nos lembramos das atrocidades cometidas pelo comunismo, podemos comemorar a vida em democracia (se bem que a esse termo caberia umas aspas...). Mas, poxa, esse governo do Brasil é de uma inoperância colossal. Pra quê a gente paga esse tanto de tributo?! Não vemos nada, absolutamente nada de significante revertido a nosso favor. Os serviços são muito mal executados, pouco estruturados.
Desde criança, me espanta como um carro, por exemplo, custa tão barato para os gringos e pra gente sempre foi um produto caro. Às vezes penso que os nossos salários seriam maiores se os empregadores não fossem tão bombardeados de tributações, de´impostos e taxas.
Um amigo advogado me disse que a solução seria privatizar tudo e diminuir as "responsabilidades" governamentais. Pode ser. Será que conseguiríamos nos tornar mais mangueados que já estamos? Será que o governo vai cobrar, um dia, menos tributo e vai demonstrar mais ação?
O Brasil vem melhorando nos últimos 15 anos. Espero sinceramente que, antes de adquirir cabelos brancos, consiga ver o país nos trilhos, certinho e nos sacrificando menos em nossos bolsos.
(pô, esse é o terceiro post em que me dá vontade de finalizar com "um beijo, amigos". Me segura que tô ficando miguxa!hahaha... Um beijo para vocês, amores - bleargh, que miguxice danada! hahaha)

domingo, 22 de novembro de 2009

UNIBAN-dalheira

Alguém aqui não viu na tv ou não ouviu falar sobre o caso da estudante paulista que, por usar trajes curtos, foi expulsa da faculdade?! Até dois dias atrás, o caso da estudante Geisy Arruda andava na boca do povo. Como uma cadela no cio, a moça foi perseguida por uma horda de marmanjos grosseiros pelos corredores da faculdade. Lamentável.
Eu não vou entrar no mérito da falta de compostura da moça. Carências, egos e pobrezas de espírito à parte, o que interessa é que alguém foi humilhado e punido por exercer seu direito de vestir-se como quer. E isso em São Paulo, que se gaba de ser primeiro mundo! Durma com um barulho desse.
Eu não acreditei. Queria morrer e solicitar que, numa próxima vida, eu encarne num país decente, onde as pessoas têm respeito pelas outras. Você pode dizer "Ah, mas ela pediu". E eu digo: nem que ela estivesse pelada eles tinham o direito. Homem bota o pênis pra fora e faz xixi na rua e nada acontece. Por que uma mulher não pode usar saia curta?!
O machismo tem que acabar no Brasil. Na boa. Por mais que um homem ache uma mulher vagabunda, ele não tem o direito de destratá-la por isso. Cada um no seu quadrado e tudo dá certo.
Acho que sou meio bronqueada com esse tipo de situação porque passei por isso ainda novinha. Lembro que assim que cheguei a Salvador - tinha 11 pra 12 anos - fui inventar de dar uma volta na orla de Piatã, num domingo, com minha colega. Um bêbado se jogou em cima da gente, e eu, num reflexo, o empurrei, quase provocando a queda da criatura lá embaixo, na areia. Tomei o maior susto. Nunca mais andei na orla aos domingos. Até hoje não gosto de sair sozinha neste dia. As pessoas estão bêbadas, só tem vagabundo, a rua está vazia, é um horror... Anos depois, embora as tivesse avisado, minhas primas goianas passaram pela mesma situação. Voltaram pela areia, fugindo de um carro que as perseguia, morrendo de susto. Isso é vida?
Até países latinos/machistas estão mais avançados que o Brasil. Duvido que um argentino faça isso com uma argentina. Os espanhóis não mexem com as mulheres na rua, segundo fiquei sabendo. Aliás, nem é bom falar em Europa que a frustração cresce. Até topless a mulherada faz, e tudo se dá com a maior naturalidade... É fogo, é fogo!

Calos

Há muito sofria com sapatos. Já fazia algum tempo que o povo me via andando por aí, para cima e para baixo, com uma certa sapatilha preta, mas não era pela falta de outros sapatos, claro (risos); é que esse era o único par que não me doía (aliás, por isso mesmo, comprei logo dois de vez!). De uns tempos para cá, não tenho mais tido "avarias" em meus calcanhares. Distraída que só eu mesma, somente outro dia percebi que ganhei um calo no lugar que costumava ficar em carne viva. Eba! Agora posso andar por aí sem ter que carregar na bolsa um rolo de esparadrapo. A sapatilha continua firme e forte. Tarde demais: acho que já me apeguei a ela! :D
Assim como usar sapatos, já não me dói mais um monte de coisa que antes me doía - e, literalmente, graças a Deus! Em oito meses - as coisas mudaram de rumo, olhem só, bem na semana em que fiz aniversário! -, cresci muito como pessoa, mudei bastante a (qualidade da) minha atitude. 2009 foi o ano em que me livrei de muito "lixo", de muito "peso". Parto rumo a 2010 sem "excesso de bagagem". Estou aprendendo a "viver a vida". Criei "calos" que me protegem, agora, da dor, ou melhor dizendo, os pequenos atritos já não me deixam mais em "carne viva". E apesar das recaídas e dificuldades que ainda tenho, me sinto muito abençoada pela oportunidade que a vida vem me dando de consertar muita coisa, de aprender muita coisa, ainda jovem. Queria ter sabido o que sei hoje há dez anos. Mas, como diz o outro, tudo tem seu tempo certo. Fazer o quê, né?!
Uma amiga, que assim como eu também gosta de "filosofar", sempre me lembra o quanto temos sorte por isso. Ela me diz: "A esmagadora maioria das pessoas só vai se tocar da miséria que foi a própria vida quando já for tarde demais, quando estiverem face a face com a morte". Quem viveu bem, vai morrer bem. Fato. A esmagadora maioria das agonias que vemos em pessoas que estão em fase terminal mais se deve ao desperdício de vida que a iminência da morte. Outro fato.
A verdade é inevitável, não adianta fugir dela. Vai querer dar de cara com tudo que sempre evitou só na hora da morte, quando nada mais se pode fazer?! "Façam tudo que forem capazes só para viverem em paz".


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Linhas Cruzadas

Outro dia Bruninho, calouro empolgadíssimo da Facom que conheci aqui no trabalho, adentrou a sala onde fico indignadíssimo com uma cena de telejornalismo(veja link). Pôs o vídeo pra rolar no pc, e depois discutimos o lance. Ele achou um absurdo os modos da repórter da Record de Brasília durante a transmissão ao vivo para o programa da rede, o "Hoje em Dia".
Ok, foi uma grosseria danada da parte da moça ter feito as coisas do modo que fez. Ponto. Mas, de certo modo, compreendo a raiva da pessoa. Todo mundo só quer dar exclusiva para a Globo - e isso deve ser muito frustrante para os repórteres de outras emissoras -, e, como se não bastasse, a tal emissora ainda demora uma vida para "desocupar a moita" e deixar as demais terem espaço na cobertura do fato. É compreensível, vamos combinar, embora tenha sido inegavelmente muito deselegante o comportamento da repórter brasiliense.
O pior nisso tudo foi o apresentador do "Hoje em Dia". A moça foi reativa, enquanto ele foi malicioso. O sujeito tinha consciência de que a emissora estava pongando no encontro agendado pela concorrente. Sabia, portanto, que podia dar no que deu - que maldade com a foca brasiliense!... mas o povo, também, se sujeita a muita coisa sem noção -, e ainda tentou colocar o telespectador contra a emissora carioca. Bizarro. Até minha mãe, uma simples dona-de-casa, ficou pirada com isso.
Graças a Deus, a opinião pública brasileira está evoluindo e as pessoas não estão mais tão abertas a disse-que-disse e outras picuinhas.

domingo, 8 de novembro de 2009

Reconhecimento

Buscar o reconhecimento externo não é uma atitude adequada e madura, eu sei, mas é altamente humana. Por mais que haja generosidade nata e bons princípios em jogo no bem que se faz ao próximo, todo mundo carece de um elogio, de um afago, de uma surpresa, enfim, de uma demonstração explícita de apreço, de vez em quando. O maior fogo, sem combustível, um dia se apaga.

É que às vezes não basta saber; é preciso também ver, experimentar aquilo sobre o qual se tem certeza.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Pituba...

... O inferno é ali!
Ô!...

Detesto andar na Pituba. Vivo em pânico naquelas ruas, achando que vou ser assaltada a qualquer instante. Acho que criei trauma por causa de Davi, a pessoa que certamente bate todos os recordes de assaltos no bairro tendo como alvo uma mesma pessoa! hahaha... Não moraria ali nem a pau, até porque, além de ser um lugar visado por marginais, é sem vida, sem alma. A Pituba é um "não-lugar", como diria um certo teórico da Comunicação.

Em dois meses que freqüento o bairro, já presenciei (o resultado de) um assalto, o roubo do som de um carro. Mas nada, até então, se comparava ao evento de hoje.
Um sujeito estava saindo do Bradesco da Manoel Dias, quando foi abordado por ladrões armados. No susto da situação, correu. Entrou num prédio. Os bandidos não se intimidaram, e continuaram a "caçada". Da minha sala, ouço um estrondo. Minha colega brinca: "Opa! Um tiro!". E era. Situaçãozinha bizarra - penso cá comigo.
Todos para fora. De repente, um homem de expressão sobressaltada - desculpem o trocadilho infame! -, adentra o lugar onde me encontro junto com dezenas de outras pessoas. Bebe água, nem consegue sentar, e conta a história, para depois, acompanhado de um policial, se retirar, ainda meio que em transe por conta do susto pelo qual passou.


Moral da história: a Pituba é uó - e Deus que nos defenda da energia bélica daquele lugar. (Amém!)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Terererê! Terererê!... A.F.T.!

E eis que cinco anos após a formatura, voltei a sala de aula! Yes!... Can I? Espero que sim, viu. (Não me visualizo sendo, um dia, professora, mas, por mim, serei eternamente rata de sala de aula, serei aluna até ficar velhinha!)
Tá. Nesse meio tempo, fiz aula de violão e de espanhol, mas foi bem diferente. Duas horinhas, duas vezes por semana. Tô encarando a pauleira de quatro horas por dia, seis vezes - no mínimo - por semana. Nome do curso: Auditor Fiscal do Trabalho. Achei a minha cara. Me disseram que posso combater injustiças, inclusive trabalho escravo. Me disseram também que morre-se muito neste cargo. Quem quiser ganhar dinheiro com seguro de vida, pode me procurar pra fazer um em meu nome! hehehe... Tenho medo disso, não. Só vou ter medo de morrer quando tiver meus filhotinhos (o espírito de Susanita baixou em mim!). Mas ainda vai demorar é tempo - infelizmente! E alô, Elenildes Maria! Tenho grandes chances de ser sua vizinha aí no Norte del Brazil!... (Outro dia viajaram na maionese dizendo que usted tá na França. Rebati que o mais próximo que se encontra disso é da Guiana Francesa. :D)
No começo, achei que o meu curso seria que nem o de Auditor Fiscal, cheio de almofadinhas. Que nada. Grupo heterogêneo. Nenhum simpático - se é que vocês me entendem. Quando finalmente encontrei um - tipo latino: moreno, cabeleira lisa, castanha e farta, traços bem hispânicos -, lamento o fato dele ser baixinho. Depois vi que ele é meio boyzinho. Mesmo assim "perseverei". Mas houve um dia em que a fantasia murchou de vez. Ele sentou do meu lado e, como diz uma colega, "passei o pente fino" no rapaz. Que decepção: cabelo branco, camiseta furada (duas brocas!) e ainda mau hálito. Deus é mais! Melhor estudar (e aguardar a próxima turma da PF, que, segundo dizem as meninas, é maraaaaaa! hahaha). Na verdade, tem um simpático na turma, mas ele, pra variar, é comprometido, e a namorada dele, pra variar (vol.2), está na turma também e é uma das pessoas de quem mais gosto lá.
Pois é, estudando de domingo a domingo tenho feito bons colegas.
Começamos a nos unir por conta de um professor sem noção de uma matéria. Deu a maior confusão entre ele, o curso e o grupo. Depois, mais confusão por conta do escopo, de algumas matérias. Uma baixariaaaaaaaa!... Teve um dia em que a coordenação do curso subiu pra conversar com a gente, e eu me senti na escola do prof. Girafales, com todo mundo falando ao mesmo tempo. Hilário!
Como não podia faltar, existe a "fauna" de tipos. A líder inflamada. A superarticulada. O organizadinho. As patricinhas united. A piriguete surtada. Os alternativos. A nerd fashion. A loira marombada. A forasteira com sotaque. A clássica. Somos a sala mais polêmica da CDC. Os professores já chegam dando a entender que tão sabendo disso. Fazer o quê? Sempre entre os rebeldes, essa é a minha sina... hahaha
O mais legal, além da formação, é que você ainda aprende com essas pessoas. Outro dia, peguei carona com um colega, e ele contou a vida dele. Nossa, nunca vi tanta desgraça acontecer com uma pessoa, de uma vez, num período curto. A gente fica preso no nosso mundinho, e de repente descobre que é tão afortunado e nem dá valor. Poxa, a gente ficou em altos papos (mas já me disseram que ele é gay. Realmente, neste sentido, a turma de AFT é a trevaaaa! :P).
As pessoas são solidárias. Se você falta, te puxam a orelha. E há troca de informação toda hora. Nem parece que somos concorrentes.
Os professores também são bacanas. Fiquei amiga de dois. Um deles, então, virou brother. Só lembrei de Elen. Assim como nossa amiga, ele também veio do teatro, e faz das aulas espetáculos. Só Daniel (double Elen! :P), mesmo, pra não me deixar dormir. Até confessou que faz de propósito. Se me vê piscando, aumenta o volume - os colegas de faculdade devem lembrar que nunca tive grandes pudores de dormir em sala de aula! (risos)
E sabe qual é o mais incrível disso tudo? Encontrei um colega de Ô Ingrid. Santíssima, tá lembrada de Nelson, da turma de AFT - 2007? Pois é. Mundinho pequeno...

Pois é, queridos, se não me virem na society por essas semanas, não estranhem. Até janeiro, tô na gang do AFT... Terererê, terererê!... AFT!!! :P