sábado, 31 de março de 2018

I´m not dog, no...

... Pra viver nesse meio jornalístico onde só tem tapado!
Deus me defenda e me livre desse povo e ligeiro!

Eu NÃO aguento mais:

- Ir pras reuniões e o povo ficar se gabando, num estilo quase American Pie, de umas trepadas meia boca e de umas cachaças decadentes não sei onde e com não sei quem, quando não ficam comentando das trepadas e cachaças dos outros. O papo é só isso, sem quase variação.

- Os discursos politizados de quem não consegue nem ser generoso com quem tá do lado, nem com os próprios "amigos" e companheiros. Mas a pessoa jura que é consciente e vai salvar o mundo.

- Gente que trabalha em condições horrorosas, quando muito ganha 3 mil reais, mas finge que está no melhor emprego do mundo. Finge porque, longe das redes sociais, abre o verbo e admite que é uma desgraça, que só não sai porque não tem outra coisa.

- Todo mundo bancando o digital influencer nas redes sociais, pra ver se ganha de graça. Affff!...

- Todo mundo só ler, ouvir e assistir as mesmas coisas validadas pelos pares. É impressionante esta "coincidência"...

- As piadas altamente sem graça dos machos dessa profissão. Gente, quando é que vocês vão aprender que chamar o outro de "viado" não é engraçado, que substituir o "u" pelo "ivis" é sem graça de chorar e que ninguém mais suporta comentários do tipo, quando aparece uma foto dos "ômi" reunidos: "Isso é formação de quadrilha". Um bocado de menino amarelo e é formação de quadrilha?! Se compreendam! Tá mais pra Clube Cremogema!...

- As selfies diárias de uma certa turma nas redes sociais.

- As histórias sem graça de uma mulherada que trata os filhos como a coisa mais interessante da galáxia, sendo que são crianças absolutamente comuns, sem nada de especial.

- Gente superficial, que não tá nem aí pra você, que provavelmente vai descer a madeira em você assim que virar as costas e, pior, que ainda acha que está te enganando ao se fingir de legal, de amigo. Ô, gente!... Além de chatos, pretensiosos. Pior raça.

Não está sendo fácil. Preciso passar em um concurso urgentemente.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Nem tudo é sobre você

Ok, lendo as colunas antigas de Ivan Martins, caiu a minha ficha de que o egoísmo é a regra nas relações sociais e que nós, brasileiros, como ele bem disse no texto "Brutalidade afetiva", agimos movidos por sentimentos, não por valores (frase perfeita! tô quase tatuando...). Mas uma expressão quase nunca percebida desse egoísmo me dá uma agonia secreta, que é achar que é tudo sempre sobre si mesmo, o famoso egocentrismo.
Exemplo: todo mundo acha que está sendo o tempo todo invejado, agredido, sabotado pelos outros. Partindo do pressuposto que é verdade, mesmo assim, nem sempre o sofrimento do próximo tem a ver com você. Às vezes você é apenas o fio condutor de outra coisa, um mero catalizador, na verdade, não passa de um coadjuvante nessa história.
Desde a adolescência, eu sei quando minha mãe quer realmente me atingir ou quando ela faz isso por uma questão de oportunidade, ou seja, não poder descontar no alvo e acaba descontando em mim, a pessoa mais próxima. Mas esse não é bem o exemplo do que eu quero falar...
Vejamos um exemplo melhor: quando fiz vestibular pra Jornalismo, minha melhor amiga na época e uma outra amiga em comum fizeram também. De nós três, a minha melhor amiga era a mais a fim da carreira, pois o pai era jornalista, e foi justo ela que não passou nem na primeira fase da UFBA. Fiquei sabendo que ela ligou pra outra amiga pra desejar os parabéns, mas para mim não disse nada. Pelo contrário, ainda fingiu não ter me visto numa festa três dias depois do resultado só pra não ter que me dar os parabéns. Eu forcei ela a me ver, hehe. Lógico que essa situação revelou algo sobre a nossa "amizade": ela não me considerava nem o suficiente para disfarçar o orgulho ferido e fazer o que tinha que ser feito, que era me cumprimentar. Ou seja, a amizade era unilateral, era minha, a afeição dela era bem fraca. Mas, ali, o sofrimento principal era ela se achar burra, era ela mais uma vez ficando para trás de mim academicamente, só que agora valia algo que ela queria muito. Era o complexo dela, iniciado com os pais, que sempre compararam ela com a irmã, que ela achava mais inteligente (mas só passava colando), bonita, e etc. Era ela se confirmando burra, coisa que ela sempre pensou de si mesma.
Agora vai: sabe aquela pessoa que toda vida foi gorda e que, com perseverança, perde 25 kg e a galera mais próxima começa a detonar, dizendo que a pessoa tá exagerando, que isso e aquilo? É isso, as pessoas não estão exatamente bravas com você, mas com o que o seu exemplo fez elas verem sobre elas mesmas. O azedume não é com você, é interno, com a própria falta de decisão, de força de vontade. Isso, claro, mostra a falta de generosidade delas com você, mas, aceite, não é sobre você. Não se dê tanta importância. É igualmente feio e egoísta.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Cultura brasileira de descaso

Brutalidade afetiva


Não estamos acostumados a tratar o outro com o cuidado com que queremos ser tratados


Ivan Martins

Vistos de perto, somos uma gente descuidada e bruta no trato íntimo. Há pessoas preocupadas com os sentimentos dos outros, mas são minoria. No atacado, oferecemos um show coletivo de descaso e grosserias. A regra principal, que parece única, é assim: se eu estiver interessado, apaixonado ou com tesão, corro atrás e me desvelo. Se não estiver, ou se não estiver mais, azar. O outro será ignorado ou destratado.
Não estou fazendo uma queixa, embora pudesse. É mais uma autocrítica, inspirada pelas conversas com gente que vive fora do Brasil ou se relaciona com estrangeiros. As histórias que me contam fazem notar que temos por aqui pouca atenção e pouco respeito pelo outro – mesmo por pessoas que dividem seu corpo, seu tempo e seus sentimentos conosco. Achamos que a atenção e o carinho que recebemos são uma espécie de direito natural. Logo, não precisam ser retribuídos. Isso torna as delicadezas supérfluas.
Uma amiga que mora na Holanda foi transar com um cara de uns 40 anos – depois de saírem duas vezes – e, quando a noite se aproximava do desfecho, ele perguntou, delicadamente, se estaria bem para ela que fosse apenas sexo casual. Ele vinha de um relacionamento, ainda estava ligado a outra mulher e, embora muito atraído pela minha amiga, não queria magoá-la ou criar expectativas falsas. Um fofo, me disse ela. Transaram.
A parte cômica da história é que ela mesma não tinha vontade alguma de namorar, mas nem lhe passou pela cabeça dar o mesmo aviso. Na mentalidade brasileira, é cada um por si. A gente não diz coisas que possam atrapalhar nossos planos imediatos. Pegamos o que precisamos e o outro que se vire com os sentimentos dele. Se o holandês de minha amiga estivesse apaixonado e cheio de boas intenções, azar dele. Descobriria no dia seguinte que ela tinha outros planos.
Acho que isso revela um traço da cultura do país. Somos movidos por sentimentos, não por valores. Se eu gosto de alguém, se estiver apaixonado, faço por ele ou por ela o que estrangeiros não fariam. Sempre como um ato emocional. Mas, se os sentimentos não se manifestam, achamos não ter obrigação alguma para com o outro. eja amante, vizinho ou transeunte. Nossa famosa cordialidade é interessada, interesseira. Aparece quando queremos algo do outro. Sexo ou amor, frequentemente.
Esse modo de agir torna a brutalidade afetiva uma moeda corrente. Se saímos com alguém e não nos apaixonamos, o padrão de tratamento desaba. Antes, um príncipe. Depois, um desaparecido. Ou uma ogra de unhas vermelhas. A gente diz que vai telefonar e não telefona. A gente ignora mensagens diretas nas redes sociais. A gente cancela encontros na última hora. A gente trata mal, enfim. Tem gente que aparece com uma pessoa nova na frente daquela com quem estava até ontem, numa demonstração espantosa de descaso. Se alguém reclama, é mimimi. A coisa só fica séria quando fazem tudo isso com a gente. Então é intolerável.
Não estou dizendo – vejam bem – que a gente nunca vai desapontar ninguém e que toda transa deve terminar em relacionamento ou namoro. Isso seria impossível. O que estou dizendo é que as pessoas merecem nossa atenção e nosso cuidado mesmo quando não as desejamos mais, ou não estamos apaixonados por elas. O que estou dizendo, além disso, é que os sentimentos que são claros deveriam ser comunicados ao outro, sobretudo quando são contrários aos sentimentos que ele ou ela manifesta. Se a moça está ficando paixonada e você não, avise. Do contrário é sacanagem.
Na selvageria relacional em que vivemos, a sinceridade tem valor baixo. O que passa entre nós por gentileza é muitas vezes uma forma de enganar o outro. Na hora de seduzir, você não diz que está emocionalmente indisponível, apaixonado por outra mulher. Na hora de ficar com o cara gato, que é meio ingênuo mas tem bom coração, você finge que ele é o homem mais interessante do mundo. A verdade não faz parte cotidiana de nossa existência sexual e afetiva. Coisas que não são lisonjeiras (e podem afastar o outro da gente) são mencionadas apenas em momentos de crise. A gente só diz a verdade sob pressão.
Queremos tanto que gostem da gente que não nos importamos em iludir para sermos amados. Depois, quando o afeto dele ou dela não importa mais, nos tornamos francos. Quer dizer, insensíveis e até grosseiros.
Como toda cultura afetiva, a nossa deve ter vantagens e desvantagens. Talvez europeus e americanos sejam menos apaixonados do que nós. Talvez nossa intimidade seja mais rica. Não sei. Mas parece que eles têm códigos de conduta mais claros, que valem para todos os estados emocionais.
Lembro de uma amiga brasileira que vive na Itália contando que levou broncas em seus primeiros anos por lá. Dizia que telefonaria e não telefonava. Dizia que apareceria e não aparecia. Agia como apaixonada, sem estar. As pessoas ficavam bravas com ela. Não estão acostumadas a isso.
Aqui, é o contrário. Sofremos e praticamos todo tipo de desatenção. Na verdade, não estamos acostumados a tratar o outro com o cuidado com que desejamos ser tratados.

Que meda!

Um amigo meu foi demitido do A TARDE. Profissional bom, vai fazer falta, mas quem demitiu tá zero preocupada com isso. Foi aquela choradeira. Quando eu saí, não chorei. Acho que não desenvolvi uma conexão emocional com os meus empregos no jornalismo até então. Sei que quando a gente fala isso, parece que é "o" maduro, "o" foda, mas não é o caso. Se a pessoa analisar direitinho o que eu disse, vai ver que é falta de conexão com a profissão. As pessoas choram porque estão deixando o sonho pra trás. Quando eu saí do jornal, já não era mais meu sonho. Na verdade, eu temia ter que sobreviver do jornalismo, medo que persiste até hoje. Deus me ajude a encontrar solução pra isso.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Angústia

Tenho uma amiga que é terapeuta. Nós estávamos conversando sobre o caso da mãe de um amigo meu, sobre o equívoco de certas mulheres de se ferirem pra atingir o ex parceiro, quando, na verdade, faz-se uma grande homenagem ao traste. Concordamos que a melhor resposta é ser feliz. Quer deixar um ex puto? Viva feliz sem ele. Mata qualquer pessoa de recalque. Só cuidado porque ele pode querer voltar. Nesta hora, é bom apelar à lucidez pra não se iludir que isso é amor (spoiler: é posse, egoísmo puro). Quem ama, faz por onde... antes, não depois.
Minha amiga, que, claro, também atende homens, afirma que é outra cabeça, bem mais objetiva e pragmática. E isso às vezes dá angústia nela, pois a mulher é criada pra ficar super interpretando, perdoando (Quem nunca? Caí numa dessa para nunca mais. O pior é ver que se, na época, tivesse autoestima, isso nunca teria acontecido. Amor próprio salva a gente de tanta coisa ruim...). Contou o caso de uma paciente super apaixonada pelo namorado, já comprando tudo pra ir morar com a criatura, se gabando que ele cuidava dela e minha amiga, em conversa com ele, descobriu que o fulano não tá nem aí pra namorada. O cara disse, com todas as letras, que só é namorado dela, que não tem a ver com os problemas da criatura. O pai da mulher já sacou e briga com ela por causa do namorado furada, mas quem diz que ela quer acreditar? E minha amiga, que é a terapeuta, não pode contar, daí a angústia.
Eu conheço essa angústia. Quantas amigas, tias, primas, irmãs já caíram numa dessa, e não por falta de aviso, mas por falta de amor próprio mesmo? É angustiante você ver a criatura se diminuindo, sumindo pra caber na falta de grandeza do cara, comemorando migalha que o sujeito joga de vez em quando, se iludindo que é amor, que um dia vai mudar... Você quer até alertar, mas vai ser inútil. Temos, urgentemente, que aprender a usar a inteligência e a objetividade neste tipo de situação. Isso só gera dor, perda de tempo e a aniquilamento da autoestima. Temos que ter responsabilidade afetiva com os outros, mas principalmente com a gente. Quando as mulheres vão acordar, meu Deus? Espero estar viva pra ver esse dia.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Não sei opinar

Mais ou menos.
Eu tenho tido menos certezas, mas ainda tenho opinião, claro. Mas cada vez mais, acho que não devo externa-la. Primeiro, que as pessoas não ouvem quando se trata das vidas delas. Segundo, elas não têm empatia, quando não se trata das vidas delas, do que acontece com elas. Estão cada vez mais autocentradas, incapazes de trocar. E já percebi que eu não funciono bem em situações assim. Eu só me animo na troca. Sentir que é de mão única me dá um efeito kriptonita.

domingo, 18 de março de 2018

Pensamento político

Cada vez mais direita e esquerda se alinham em desonestidade e autoritarismo, mas eu ainda pendo à esquerda, pois ainda vejo um projeto coletivo. Na direita a mensagem é: salve-se quem puder. Como não acredito em meritocracia nem em uma sociedade só feita de gente excepcional, fico à esquerda mesmo.
Mas, no reino das fakes news, ando perdendo a esperança de que as pessoas tenham interesse na verdade. Meta: deixar esse tipo de discussão pra lá, não adianta tentar, insistir. Ou, como diz dona Jô, não adianta sentar cachorro em banco. Precisamos mesmo abraçar o fundo do poço. Eu agora tô pra jogo. Ah, chega!...

sábado, 17 de março de 2018

Zen ni mim

Eu tenho um amigo que diz que, em Salvador, das duas, uma: ou você surta ou vira zen.
(Ele também adora repetir uma frase de Edifício Master: "A gente tenta ir de Piaget, mas, se não der, vamos de Pinochet". hehehe... Maravilhoso!)
Eu acho que tô ficando zen. Mentira, não é bem assim. Mas acho que estou ficando mais calma. Eu tive um bom teste essa semana e acho que me sai legal. Acontece tanta merda ao mesmo tempo que você acaba reagindo, como aqueles bonequinhos num videogame, mas eu tô conseguindo reagir com mais serenidade. Tô feliz com isso. Uma coisa que me frustrava muito era ser reativa e nervosa. Eu tô reativa e calma, falando num tom bom, mas continuo levando papo reto, o que não acho que é defeito; eu acho é que as pessoas se infantilizaram demais e não conseguem lidar mais com coisas que não sejam agradáveis. Nunca achei que tenho a obrigação de mentir para agradar (claro, nem todo contexto pede sinceridade), apenas de ser educada. Parto do pressuposto de que estou lidando com gente adulta, capaz de ouvir, processar e fazer autocrítica. Uma coisa que tô largando de mão aos poucos é de interferir quando acho que a pessoa está entrando numa roubada, mas não abro mão de me posicionar se esse algo está interferindo na minha vida. É meu direito. Quem não quer ser criticado, não faça merda (porque às vezes as pessoas estão conscientes de que estão sendo folgadas, mas esperam que você não aponte isso nelas, que seja educada. Ah, vá!...).
Meu próximo passo será jogar pra cima. Uma boa parte de eu ser reativa é porque me cobro uma resposta, uma eficiência, embora as pessoas façam solicitações às vezes difíceis, desgastantes e sem necessidade disso. Eu quero aprender a deixar essas pessoas na mão, pois acho que só assim elas aprendem e eu me poupo. Quero apertar o foda-se. Um dia meu eu superior chega lá, hehe.

terça-feira, 13 de março de 2018

25 teses sobre afeto


1 - Se você precisa insistir, talvez não seja para ser. O que é genuíno geralmente acontece espontaneamente.

2 - Mas deixar acontecer não é ser negligente. Quem não escolhe, será escolhido, ou seja, quem não toma decisões ficará ao exclusivo sabor do destino, que pode ser amargo.

3 - Apostar não é o mesmo que insistir. É ainda continuar achando que o outro vale a pena.

4 - Se você precisa cobrar, é porque não está havendo reciprocidade. Parece bastante óbvio, mas as coisas óbvias são as últimas que a gente enxerga quando queremos manter as pessoas das quais gostamos por perto.

5 - Se não está sendo recíproco, tudo bem. Mas também está tudo bem quem dá mais e não está recebendo querer ajustar sua conduta à realidade.

6 - Não perca tempo com gente sem amor próprio. Gente assim só valoriza justamente quem não tá nem aí para ela.

7 - Relacionamento não é feito para durar; raro é quando dura. As pessoas se juntam para ciclos.

8 - Para alguém se realizar muito, outro alguém geralmente tá pagando essa conta. A energia que se emprega em um setor da vida vai fazer falta em outro.

9 - Salvo exceções, besta é quem paga o preço no lugar do outro. Virtude nunca convenceu ninguém a ficar com ninguém. Em algumas circunstâncias, isso é até chantagem. Depois, quando ouvir um "Fez porque quis, ninguém te pediu nada", não vai poder nem questionar.

10 - Uma pessoa pode ser ótima em sociedade e escrota em seus relacionamentos. Uma coisa não exclui a outra.

11 - Tem homem que gosta de comer mulher, não de mulher.

12 - Tem mulher que gosta de estar em um relacionamento, não do homem que está nele.

13 - As crianças deveriam ser criadas em uma colônia gerida pelos 5% de pessoas equilibradas que existem no mundo.

14 - Aliás, ser criança só é bom se estiver cercada dos adultos certos.

15 - O pior tipo de gente é aquele que não se vincula a ninguém. Corra, Lola, corra!...

16 - O segundo pior tipo é o indiferente, que não repara, que não contribui em nada, que não lhe enxerga simplesmente.

17 - O terceiro é gente que vive para o que os outros vão dizer, que vive a vida para se aparecer pros outros, pra ficar bem na fita a qualquer custo. Fuja de quem não sabe o quer quer, de gente sem personalidade!

18 - Acredite menos no que as pessoas falam e mais no que elas fazem.

19 - Aliás, no fundo, ninguém engana ninguém. A gente é que quer desesperadamente acreditar no que convém.

20 - Todo mundo que já foi próximo de alguém sabe detectar aquele momento em que a pessoa muda a forma de te tratar. Não finja que você não viu; sente para conversar. Tenha timing. São a hipocrisia e o medo da mudança que fazem as pessoas chegarem às últimas consequências, terminando a história da pior forma possível, sendo expulsas do "paraíso" de qualquer jeito. Desamor é que nem fogo: se contido a tempo, produz menos danos. 

21 - Se não dá pra ir de Piaget, o jeito é ir de Pinochet. Às vezes ser democrata demais lasca com a situação.

22 - Aprenda que o sofrimento também é pedagógico, pode ser produtivo. Deixar sofrer às vezes é o caminho pra pessoa melhorar, crescer. Ninguém evita os percalços na vida do outro, o que dá pra fazer é acolher, orientar.

23 - No que realmente importa, a gente é sempre só.

24 - A gente dá muito poder aos outros e pouco a si mesmo.

25 - As pessoas têm as suas limitações, mas ninguém é coitado. Antigamente, eu ficava jogando panos quentes quando a pessoa era sacana ou negligente comigo. Hoje em dia, quem fez a merda que dê jeito nela - isto é, quando achar que é importante consertar as coisas, pois nem todo mundo tem essa mesma opinião.

Não é ficção

Outro dia debatia com uma amiga sobre um meme que usava máximas ditas pelas mulheres, mas reforçando o estereótipo da chata, paranoica. Ela falou aquelas coisas: é construção social, é machismo, etc. Eu concordo, não tem como discordar. Mas eu vejo uma falha nesse discurso, que eu acho que (pra variar) não consegui explicar: o fato de ser uma construção social não implica em ser uma ficção. É até óbvio, pois se fosse ficção, não pegava tão forte assim. O preconceito sempre trabalha com uma meia verdade, fora de contexto, que unifica vários grupos em um só.