Textos semi-verídicos sobre temas quase desinteressantes [e raramente revisados - sorry!].
quarta-feira, 31 de maio de 2017
Orange is the new white
A gente segue a vida tentando ser boa e não arruma nem resfriado. Esse povo que mata e fica famoso sempre arranja quem casa, já reparou?
Visões
Um colega, gente gentil, comentou que parou de dar parabéns às pessoas no Facebook porque acabava caindo no vazio de parabenizar gente que ele não via há séculos. Entendo. A pessoa se sente até meio falsa.
Mas eu tenho outra visão dessa mesma situação. Eu dou parabéns a todo mundo, só não pra quem tranca a página para recados ou quem realmente não tem significado. Da esmagadora maioria dos meus contatos, eu gosto. Tem gente que eu não vejo há muito tempo. Justamente por isso, dou os parabéns, aumento o coro do "Feliz Aniversário": faço tão pouco por aquelas figuras, que as felicitações são uma das poucas oportunidades.
Mas eu tenho outra visão dessa mesma situação. Eu dou parabéns a todo mundo, só não pra quem tranca a página para recados ou quem realmente não tem significado. Da esmagadora maioria dos meus contatos, eu gosto. Tem gente que eu não vejo há muito tempo. Justamente por isso, dou os parabéns, aumento o coro do "Feliz Aniversário": faço tão pouco por aquelas figuras, que as felicitações são uma das poucas oportunidades.
domingo, 28 de maio de 2017
Sagitário
Amo o signo de Sagitário, mas ele traz um problema: muitas vezes, sagitarianos acreditam que os fins justificam os meios, pois os fins interessam muito. Aliás, por isso se equilibra bem com Gêmeos (os meios). Outros pares do zodíaco significam (na minha interpretação, ao menos):
- Áries (eu) - Libra (outro): A difícil arte de amar.
- Touro (estabilidade) - Escorpião (intensidade): O equilíbrio dos prazeres.
- Gêmeos (meios) - Sagitário (fins): Tudo vale a pena, SE a alma não é pequena.
- Câncer (intimidade) - Capricórnio (sociedade): Razão e Sensibilidade
- Leão (ego) - Aquário (grupo): É dando que se recebe.
- Virgem (prática) - Peixes (fé): A fé sem razão fica cega e a razão sem fé, louca.
- Áries (eu) - Libra (outro): A difícil arte de amar.
- Touro (estabilidade) - Escorpião (intensidade): O equilíbrio dos prazeres.
- Gêmeos (meios) - Sagitário (fins): Tudo vale a pena, SE a alma não é pequena.
- Câncer (intimidade) - Capricórnio (sociedade): Razão e Sensibilidade
- Leão (ego) - Aquário (grupo): É dando que se recebe.
- Virgem (prática) - Peixes (fé): A fé sem razão fica cega e a razão sem fé, louca.
Fazer atenção
Como dizem os parisienses, é preciso fazer atenção. As pessoas levam as máximas espirituais muito ao pé da letra, quando na verdade são ideais que apenas alguns iluminados vão alcançar.
É o caso dessa história de que a gente tem que se resolver por dentro, se bastar. Sim, temos que caminhar neste sentido, porque ninguém vai assumir a tarefa da nossa felicidade, não há nem condição. Quanto mais nos fortalecemos por dentro, menos vulneráveis seremos ao externo. Faça isso mesmo, é uma excelente direção. Mas a eficácia dessa atitude tem limite, ninguém se basta em si mesmo, até porque só somos em relação ao outro. Vá você tentar manter-se firme no seu centro em meio a guerra e em meio a um ambiente em que tudo flui. Será a mesma coisa? Claro que não. Portanto, não saia por aí mentindo pra si mesmo e jogando missões impossíveis nas costas dos outros. Apenas.
segunda-feira, 22 de maio de 2017
Caso Ticiana
É chocante ver como o dinheiro pode insensibilizar um ser humano. Mas sabe o que mais me entristece nesse caso? Saber, ter quase certeza, que vários amigos e conhecidos da Facom seriam iguais ou piores nas mesmas circunstâncias.
domingo, 21 de maio de 2017
O que nos faz valorizar o bem?
Estou lendo agora (e deveria continuar fazendo isso, mas quero escrever antes que esqueça) um texto de psicologia social que fala do ego e da identidade. O texto diz que as nossas motivações vêm mais de dentro. Então posso supor que o que faz uma pessoa querer ser boa é a tendência à culpa, que vem quando não atingimos nossas idealizações sobre nós mesmos. O texto diz que para determinado grupo de pessoas, a recompensa está no controle e no destaque. Essas pessoas não estão interessadas em competência e boa perfomance. Interessante, porque elas ignoram o eu contanto que recebam atenção da sociedade. Isso esclarece muita coisa, muita gente.
sexta-feira, 12 de maio de 2017
Indiferença aguda
Graças a Deus (já era hora!), começo a dar menos importância ao que os outros acham de mim e a querer entender os outros. Acho que isso tem a ver com a proximidade dos 40, com a consciência que meu tempo é finito, que a juventude tá quase me dando adeus e que não há sentido em me desgastar com frivolidades. Isso me faz, curiosamente, mais generosa (de não me meter tanto nas questões dos outros) e também mais egoísta (estou menos inclinada a me preocupar com os outros).
Ser generosa custa muito. Mas, paradoxalmente, acho que, para muitas pessoas, custa mais cuidar da própria vida (e isso não é ser egoísta, pois esse tipo de sujeito quer, na verdade, que os outros se encarreguem das coisas que deveria cuidar sozinho). Não é o meu caso. Eu tendo a fazer, e por qualquer um, aquilo que entendo que tá na minha mão e que a pessoa precisa de mim. Raramente vou ceder em algo se eu entender que é pura preguiça de quem me solicita. Serei muito grosseira se resolver me fazer de cabide da sua bolsa enquanto andamos no shopping ou se me mandar buscar água na geladeira quando está mais perto dela do que eu e não está fazendo nada de importante nem está doente. Isso é egoísmo, é humilhar o outro, é querer folgar às custas dos outros. Tenho ódio mesmo. E, creio, não costumo fazer isso com os outros; evito.
Mas existe um tipo de generosidade que não custa nada e que, particularmente, gosto de praticar: de dar dicas e articular pessoas e situações. Se eu sei que você está procurando emprego e vejo uma vaga compatível, o que me custa avisar? Se eu sinto que duas pessoas combinam, por que não apresentá-las? A vida é trabalhosa para quase todo mundo, eu sei, mas fico triste porque vejo que a maioria das pessoas nem a isso se disponibilizam. Não custa nada, ainda mais em tempos de redes sociais, quando duas linhas já resolvem o caso. O que fazer quando a moda é a pura indiferença? Não sei e não quero saber, viu? Enquanto a resposta não cai no meu colo, vou cuidando do meu jardim.
Ser generosa custa muito. Mas, paradoxalmente, acho que, para muitas pessoas, custa mais cuidar da própria vida (e isso não é ser egoísta, pois esse tipo de sujeito quer, na verdade, que os outros se encarreguem das coisas que deveria cuidar sozinho). Não é o meu caso. Eu tendo a fazer, e por qualquer um, aquilo que entendo que tá na minha mão e que a pessoa precisa de mim. Raramente vou ceder em algo se eu entender que é pura preguiça de quem me solicita. Serei muito grosseira se resolver me fazer de cabide da sua bolsa enquanto andamos no shopping ou se me mandar buscar água na geladeira quando está mais perto dela do que eu e não está fazendo nada de importante nem está doente. Isso é egoísmo, é humilhar o outro, é querer folgar às custas dos outros. Tenho ódio mesmo. E, creio, não costumo fazer isso com os outros; evito.
Mas existe um tipo de generosidade que não custa nada e que, particularmente, gosto de praticar: de dar dicas e articular pessoas e situações. Se eu sei que você está procurando emprego e vejo uma vaga compatível, o que me custa avisar? Se eu sinto que duas pessoas combinam, por que não apresentá-las? A vida é trabalhosa para quase todo mundo, eu sei, mas fico triste porque vejo que a maioria das pessoas nem a isso se disponibilizam. Não custa nada, ainda mais em tempos de redes sociais, quando duas linhas já resolvem o caso. O que fazer quando a moda é a pura indiferença? Não sei e não quero saber, viu? Enquanto a resposta não cai no meu colo, vou cuidando do meu jardim.
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