domingo, 30 de novembro de 2008

Bora, Baêa!!!

Banharam de criptonita o uniforme do Super-Homem do Bahia! Não foi dessa vez que o time foi "para o alto e avante"! Torci muchísimo, mas não deu dessa vez! :(
Foi azar. Na Era Arturzinho, só deu empate [aliás, o último jogo, contra o Gama, deu em empate]. Se pelo menos metade deles tivessem sido revertidos em derrotas para os adversários, o time estaria, talvez, lá na série A, a essa altura... Mas o Bahia não fez feio, não! Apesar de uma recente fase "Balança mas não cai", terminou em 10º lugar. E esse número - 10 -, no futebol, costuma trazer sorte. Tomara mesmo! O Bahia precisa pôr fim a essa sina de Maria do Bairro, porque nem eu, que adoro um dramalhão mexicano, tô tendo mais saco pra tanto azar! :D
Mas, aguardem!, que dias melhores virão! É o Bahia na primeira divisão em 20...10!!! - e tenho dito!!!

Claudinho fez uma matéria sobre o time com Gilberto Gil. Vale a pena dar uma conferida.

sábado, 29 de novembro de 2008

Abril-te Sésamo!


Pois é, a editora Abril anda revolucionando!
Olhem a capa de Veja, desta semana: pra quê ler Reader´s Digest, se temos uma revista riquíssima que dá destaque aos heróis e dramas do dia-a-dia?!

Mais uma capa de Nova com a Angélica vem por aí. Há algum tempo, já vinha percebendo que a revista em questão sofre da "síndrome da Santa Ceia": são sempre as mesmas doze a posar para as suas capas.

E por falar em Nova Cosmopolitan, me senti traída. Ou melhor, senti que a revista foi traída. E pela sua própria editora, que criou a versão de saias da Men´s Health, a Women´s Health - o Ken ganhou sua Barbie, mas eu preferia a nossa velha e "boa" Susie, mesmo!... Eu me senti uma leitora feita de idiota, sabe? Há séculos, quando pousava nas páginas de Nova, fazia questão de colaborar nas enquetes para a Men´s Health, crente que estava dando um empurrãozinho ao romance entre as duas publicações e tal, e agora eu descubro que o par de MH não é a Nova!... E aí? Fiz ou não fiz papel de besta?! Tô passada!...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

"Então é [quase]Natal... e o que você fez?!"

Você, eu não sei. Só sei do que fiz [no máximo, do que Fernanda fez! :P]!
Papai Noel, eu me comportei, viu? [até no Sfrega! Pode acreditar! :D]

Um ano, 12 meses... Muitos planos, muitas emoções, algumas descobertas.
As coisas, pelo menos pra mim, nunca saem conforme o planejado [mas isso não quer dizer que eu saia no 0x0]. Eu ainda planejo de descarada que sou! [rs]
2008 foi um ano sui generis, mas bastante proveitoso do ponto de vista pessoal. Gostei, por exemplo, de ter aderido a certas posturas, digamos, mais modernas. Vejam, até fui ao ginecologista, este ano! Brincadeira, brincadeira [foi grosseiro, mas eu não quis perder a piada!]... Não mudei uma vírgula no meu comportamento [e acho difícil que aconteça, a essa altura], entretanto abri a mente para outras idéias, ampliei minha visão de mundo. É nisso que dá conhecer gente nova! Aliás, conheci algumas pessoas que vão ficar na memória! :)
Mas, confesso, que se 2009 for tão intenso quanto 2008, vou começar a considerar a hipótese de pedir as contas e me mudar para Marte! [rs]
Espero boas notícias para 2009 [uma em específico...].
Do Natal, não espero nada. Acho que a festa só vai voltar a significar quando aparecerem os sobrinhos/filhos. Mas Natal é bom de qualquer jeito. Eu gosto só por ser Natal. :)


* No destaque, meu amigo Jean - moço de ouro, coração boníssimo e o sorriso mais bonito de Juazeiro! Pois é, não recebi a visita do bom velhinho em 2007, mas Jean veio no lugar... e não fez feio! hehe... Natal bom é assim: cheio de gente, de amigos!
Essa minha cara de sono, cá entre nós, tá "ótima"! rs

Fraude total!

Olha, tô começando a ficar descrente dessas listas.
A primeira a causar polêmica foi a da Rolling Stone Brasil.
Depois, veio a eleição dos homens mais sexies da People. Fraude total [desde que essa onda de "promover a diversidade" pegou, essas eleições nunca mais foram as mesmas. Algumas escolhas são descaradamente "politicamente corretas"!].
Mas a da VIP, das 100 + sexies, se superou!
Pense numa lista que traz Giovanna Antonelli em 97º, Daniela Sarahyba 88º, Jennifer López em 87º, Carolina Dieckmann 34º e, por outro lado, Joelma [Calypso] em 48º, Jaque Khury 9º [que mais parece a Cassandra Peterson, de "Elvira, a rainha das trevas"], Deborah Secco em 3º!!! [Alguém me explica o que tem de sexy em Deborah Secco!!!!]
Detalhe básico: são os leitores que escolhem! Tsc, tsc...
Ou seja: mulheres de bom senso, esqueçam o homem brasileiro [e o seu mau gosto]. Verão vem aí, e uma boa pedida é investir nos estrangeiros![Mas esses, de vez em quando, pegam cada uma!... rs]

sábado, 22 de novembro de 2008

Sem lenço, sem documento

Eu estava pensando em como economizar, no que cortar, quando Tia Galisteu me veio com a solução [rs]:


Sou do tipo sem calcinha

Adriane Galisteu, apresentadora, contando ao jornal "Extra" que, sempre que pode, dispensa a peça íntima.

ps.: hoje é aniversário de Ticiana. Aniversário no sábado é tão bommm!...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Frase da Semana

  • “O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que as pessoas escalassem o Everest ou fizessem grandes sacrifícios. Ele só pediu que nos amássemos uns aos outros.”
(BACCELLI, Carlos. O Evangelho de Chico Xavier. São Paulo: Didier, 2000, p. 109)

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Aussie Boys









Entre as coisas "essenciais" do ano está, sem sombra de dúvida, a eleição do "Sexiest Man Alive" da revista People! Ah, eu não me esqueço da primeira vez em que pus as mãos numa People impressa com a foto do homem do ano, Richard Gere [2000]! É marcante! [risos]
Neste ano, elegeram o australiano Hugh Jackman [Wolverine, de "X-Men"]. Aliás, o primeiro eleito pela People foi um outro australiano muiiiito sexy, Mel Gibson [vou tomar um suco, ali, e já volto!... :P].
Eu já falei, aqui, da minha admiração pelos genes irlandeses, né? Pois esses genes definitivamente foram providencais para a constituição da beleza masculina no novo mundo!
O que gosto nos australianos, ou nos atores australianos, pelo menos, é o fato deles nunca terem tido cara de menino, como acontece com os descendentes de irlandeses da América. Na Oceania, eles já nascem com cara de homenzinho [vide o galãzinho da foto acima, mr. Caio!], cheios de charme. Qualquer dúvida, peguem aquele filme "Dez coisas que odeio em você", com o Heath Ledger ainda adolescente, ou "Mad Max", que foi filmado quando Mel estava com apenas 22 aninhos.

Bem, pra quem quiser dar uma conferida na lista deste ano, segue o link: http://www.people.com/people/package/0,,20237714,00.html

De "Santos" ele não tem é nada!


Silvio Santos tá encapetado!
Primeiro, inventou uma chamada pavorosa para a novela escrita pela mulher ["Depois da eleição, vem aí ´Revelação´". Há uns quinze anos, lançou uma novela mexicana chamada "Eu não acredito nos homens". A chamada ficou assim: "Depois de ver 'Eu não acredito nos homens´, vocês é que não vão mais acreditar nas mulheres". Pode?!...]. Agora, veio com uma tal máquina da verdade, que o auxilia numa das tarefas que ele mais gosta, em tv: deixar o povo na saia-justa.
Confira algumas das perguntas do "Nada além da verdade":

Silvio Santos: Você é gay?
Daniel [cantor]: Não, muita gente fala isso por aí. Já pensou se a máquina confirma? Meu negócio é mulher.
A máquina: Verdadeira

Silvio: Já colocou enchimento na cueca para fazer volume?
Kiko [KLB]: Não. Elas não olham o volume para ver se é bom.
A máquina: Falsa

Silvio: Você se acha mais bonita que suas amigas?
Preta Gil: Gente, sou mais bonita que a Carolina Dieckmann e a Ivete Sangalo? Não! Me acho linda, mas cada uma tem a sua beleza. Mas mais bonita, eu não sou.
A máquina: Falsa

Silvio: Você tem orgasmo?
Roberta Close: Sou uma mulher normal, completa, com orgasmo e com ponto G.
A máquina: Falsa

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Para um amor de outro planeta

Não, não, amigos da Rede Globo, I´m not in love - embora venha aí um trígono de Plutão com a minha Vênus natal que promete abalar as estruturas de minha vida afetiva ["O amor e o poder"! Uhuuu!... Quero ver se esse tal de Plutão é "ão", realmente, ou se fizeram certo de rebaixar tal planeta a um mero "Plutinho"! hahaha]!
Mandaram-me este texto, pedindo que o postasse aqui. Tia Ju segue apenas ordens. De resto, a pessoa em questão me pediu, ainda, um último favor. Segue o recadinho do/a remetente, ipsi literis:
"Eu queria mandar um beijo pra minha mãe, pro meu pai e pra você!".
Beijoca pra você também, fofura! Smaacc! kkkk (foi Fernandinha quem me pediu, mas eu não vou contar-á! ;P)

Segue o tal texto [ó pra Hagamenon!... A propósito, o que será que ele quis dizer com "acredito também no amor que se compra"?! Na verdade, sei, mas prefiro não comentar! rsss]:



Hagamenon Brito - hbn@correiodabahia.com.br

No amor, nosso passado determina nosso porvir. Não porque os amores se assemelhem, nem porque tenhamos adquirido certa experiência, mas porque as angústias sofridas nos alertam, ainda que sem consciência disso, e nos obrigam a aproximar com maior prudência de amores que julgamos mais fáceis, menos complicados.

E então não nos colocamos inteiros sobre o tapete verde desde o princípio, antes avançamos com precaução, como o caçador que foi aprendendo, sem sentir, os costumes da presa e as leis, não muito mutáveis, da caça. E não adianta lamentar os amores passados ou as vezes em que a presa foi mais esperta. É tolice.
A plenitude do amor pode chegar a transformar-se numa dor inimaginável e numa humilhação por caminhos de fraudes, de ciladas, de espreitas, de adultérios. Ou pode transformar-se numa certa frieza positiva, que calcula por fim o que custa e o que nos traz; que percebe o desequilíbrio do pacto que firmamos.
Um grande homeboy disse que eu me tornei cético no amor cedo demais. Prefiro outro adjetivo, realista. Agora, acredito também no amor que se compra. De preferência, numa tarde agradável, como diria Gore Vidal. A brisa é uma boa companhia para os prazeres da carne, sempre mais agitados do que os do espírito.
O amor é como esses venenos que não imunizam, antes provocam efeitos acumulativos, e recaem sobre os envenenamentos anteriores, sobre as doses já assimiladas, até causar a morte. A maioria dos amantes não liga a mínima para os efeitos colaterais que toda paixão causa: quer vivê-la e pronto.
A passagem do amor à indiferença é um salto difícil: quase nunca acontece. Fica a mágoa ou a afeição indulgente e moderada. Há rejeitado que nunca esquece o amor que se foi. É um tipo obtuso. Geralmente, recorre ao orgulho ferido para disfarçar a sua incapacidade de autocrítica. O inferno não é o outro.

Morbidez


Esta semana, como sempre faço todo sábado, fui ler a Veja. Muita gente não gosta da revista; eu também não. Mas é a única semanal cujo texto é tolerável. Também acho uma infantilidade essa exigência por perfeição. Quantos doze anos você tem? Nada é perfeito nessa vida. Seja inteligente: aproveite o que é bom e ignore o que é ruim, ora! Se a maçã tá um pouco estragada, corte a parte podre e caia de boca no resto, ué! Ora, ora!...
Pois bem, a capa dessa semana é o Fábio Assunção. Para quem não sabe, o galã global pediu dispensa de "Negócio da China" para se tratar do vício em cocaína.
A revista não foi mau caráter com o ator. Não, não achei. Por outro lado, penso que não foi apropriada tal exposição. O cara já deve estar arrasado por ter perdido o autocontrole ao ponto de já estar sendo irresponsável com a sua carreira. A última coisa que alguém precisa, numa situação dessa, é ser exposto. Sei lá, acho que é uma situação tão delicada quanto um suicídio. Ao contrário do que muita gente pensa, o usuário de drogas muitas vezes não é o bad boy, o durão; pelo contrário: os que conheci eram extremamente frágeis, carentes.
Mesmo com "todo o respeito" da Veja, me pareceu de mau tom "chutar cachorro morto". Mas, certamente, venderam horrores com essa história.

Há muito tempo, ando meio intrigada com essa morbidez da nossa sociedade.
Certo, há uma parcela da população - principalmente a menos estudada e ociosa - que adora o noticiário carniceiro. Mas há tragédias que mobilizam a atenção de muita gente, inclusive de muita gente boa. Todo mundo ficou grudado no caso Isabella, no caso Eloá. Um ou três dias, é compreensível, mas chega num ponto em que uma pessoa normal já não agüenta mais.
Parecem hipnotizadas. Credo!
Eu me pergunto, sinceramente, por que as pessoas se prendem tanto a esse tipo de caso, a essas misérias. Não consigo nem pensar em algo que me seja satisfatório como resposta a essa pergunta. Só sei que isso é indício de algo que se não é ruim, também não é bom, em nossa sociedade.
Um momento de reflexão, please.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

No Túnel do Tempo!

Cara, o tempo passa muiiito rápido! Já faz dez anos que prestei vestibular. Só percebi quando vi, ontem, a matéria sobre o vestibular, na tv. "O tempo é um ladrão". Não, não. Não ainda, no nosso caso.
A parte mais gostosa do vestibular, claro, foi a Festa dos Aprovados. Toda aquela galera que passou um ano junta, reunida, e já com a certeza de dever cumprido [ô!...]. Coisa boa!... Lembro que saí no lixão! [risos]
Ainda lembro do dia, ou melhor, do final de semana de provas da UFBA. Não dormi nada - pra variar -, com medo de perder a hora. A prova foi tranqüilíssima; eu tinha me preparado, aos pouquinhos, o ano todo. Empolguei-me tanto com Biologia, no cursinho, que fiz 70% da prova. Eu até cheguei a considerar Odontologia. Será que teria gostado? Bem, a Inglaterra poderia ser minha mina de ouro, a essa altura! hahaha... Também cheguei a pensar em Direito [eeeita! Teria sido colega de Companheiro Antonio!]. O povo daqui de casa sempre disse que eu levava jeito [talvez por estar sempre na "oposição"], mas achava chato. Na verdade, queria fazer Rádio & TV, mas não tinha curso disso por aqui. Na verdade, eu não sabia ao certo o que queria, e Comunicação me pareceu o menos chato. Jornalismo ganhou num sorteio que fiz entre 4 habilitações. :P
Mas acho que meu comportamento altamente relax na prova chocou o fiscal [risos]: eu comi Passatempo, deitei em cima da prova, fui ao banheiro zilhões de vezes, enfim, e ainda conquistei minha vaguinha no 1º semestre! Uhuuuuuu!... rsss... Por caminhos estranhos [e processos atrapalhados], as coisas, no final, acabam dando certo para mim.
Lembro de Juliana Protásio e de Julia. Protásio estava na minha frente, antes do início da prova. Eu não conhecia ninguém ali [meus colegas de curso, em peso, estavam prestando para Medicina]. Fiquei prestando atenção naquela menina estranha. A mãe grudada nela e ela conversando com uma amiga de colégio. Mamãe Protásio estava encantada de estar ali, com a filha única, no momento do vestibular. Só faltou a música de fundo. Ela quase entrou com a filha na sala, mas Juliana percebeu a tempo, e com toda aquela "delicadeza" que lhe é característica [acho que é mal de Juliana...], disse à senhora: "Desgruda, mãe!". hahaha... Fiquei com pena da bichinha!...
Julia foi um caso de irritação à primeira vista [risos]. Lembro que estava entregando a minha prova, quando ouvi uma voz estarrachada, quase gritando: "Ô menina, chama aí esse fiscal!". Demorei um pouco a perceber que era comigo, e pensei que um "por favor" nessa sentença teria caído bem. Mas como mamãe sempre me disse que não é bom contrariar maluco, fiz o que ela queria. rssss
Dia da matrícula. Pra variar, cheguei atrasada. Jorge, Cid e Juliana conversavam. Pedi a caneta a ela [também tinha esquecido a minha]. Na minha frente, outra retardatária: Julia. Fomos as últimas.
Depois disso, dei uma sumida de SSA. Reapareci quase em abril, perdi um monte de aulas [quase bombei por falta. Tinha uma imagem muito mais relax do curso de Comunicação e dos estudantes de Jornalismo]. Perdi o bonde das apresentações. De qualquer modo, não adiantaria nada ter chegado cedo. Os grupinhos já vieram formados do Anchieta, do ISBA, do Integral, etc [só fui encontrar o meu igual no semestre seguinte: Davi]. Vi, num cantinho, Mariana. Puxei conversa. Ela é quieta e eu simpatizo com a cara dela. Minutos depois, quem se junta a nós? Julia. Depois dessa, me rendi; tive que me conformar! hahahaha

Todas as fases são especiais. Já passamos por algumas e outras estão por vir. Mas a faculdade é um pouco mais especial. As pessoas que você encontra lá, os eventos, as viagens, os projetos em grupo... Talvez por ser um tempo de escolhas. Sinto muita pena de quem entra em qualquer universidade, só por entrar, ou de quem só bate o ponto e não adentra no clima universitário. Eu não tinha consciência de muitas coisas naquela época, mas sabia de uma coisa: que aquele tempo era único, tanto do ponto de vista da experimentação profissional, quanto do aprendizado e da constituição das amizades. E apesar de ter aproveitado, sinto não ter aproveitado mais!
Foi um tempo, apesar das dificuldades, bem "maaaaraaa"! ;)

sábado, 15 de novembro de 2008

Até o fim

Jabour fala sobre o amor, mas o conselho que dá, sem sombra de dúvida, pode ser estendido para qualquer área da vida humana, como observou uma amiga minha. O importante é ir até o fim, pra não deixar qualquer rastro de "e se...". Ou, como cantava Mr. Jackson, "Keep on with the force, don´t stop. Don´t stop til you get enough".

Amores Mal Resolvidos

Arnaldo Jabour

Olhe para um lugar onde tenha muita gente: uma praia num domingo de 40º, uma estação de metrô, a rua principal do centro da cidade. Metade deste povaréu sofre de dor-de-cotovelo.
Alguns trazem dores recentes, outros trazem uma dor de estimação, mas o certo é que grande parte desses rostos anônimos tem um amor mal resolvido, uma paixão que não se evaporou completamente, mesmo que já estejam em outra relação.

Por que isso acontece?
Tenho uma teoria, ainda que eu seja tudo, menos teórico no assunto. Acho que as pessoas não gastam seu amor. Isso mesmo. Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim.

Você sabe, o amor acaba. É mentira dizer que não.
Uns acabam cedo, outros levam 10 ou 20 anos para terminar, talvez até mais.
Mas um dia acaba e se transforma em outra coisa: lembranças, amizade, parceira, parentesco, e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim.
Dor de Cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote.
O amor tem que ser vivenciado.
Platonismo funciona em novela, mas na vida real demanda muita energia sem falar do tempo que ninguém tem para esperar.

E tem que ser vivido em sua totalidade.
É preciso passar por todas etapas:
atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim.
Como já foi dito, este trajeto do amor pode ser percorrido em algumas semanas ou durar muitos anos, mas é importante que transcorra de ponta a ponta, senão sobra lugar para fantasias, idealizações, enfim, tudo aquilo que nos empaca a vida e nos impede de estarmos abertos para novos amores.

Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez. Gaste seu amor. Usufrua-o até o fim.

Enfrente os bons e maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade.

Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo... Isso é que libera a gente para ser feliz novamente.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

(Des)Ilusão

Pois é, mais um milagre by Nossa Senhora do Make-up Completo!
É como eu tava "discursando" no salão, sábado passado: esqueça a perfeição da capa de revista. As mulheres comuns, sem produção alguma, dão de 10 x 0 nessas famosas pálidas!

Pô, eu achava a J-Lo o máximo!!!... Sacanagem com moi!!! "Ain´t it funny", viu!... Ao contrário de Cazuza, meus heróis nem tiveram o glamour de morrerem de overdose. Morrem é via água-sabão-demaquilante, mesmo! :P

Os Sinais

" I should´ve seen it coming
I should´ve read the signs
Anyway, I guess it´s over
Can´t believe that I´m the fool again"
(WestLife - "Fool Again")

Toda vez que ignoro os sinais e me dou mal, me lembro dessas palavras da canção dos irlandeses da boy band "WestLife". Aliás, outro dia estava olhando cds nas Americanas, e vi que, a exemplo dos "Backstreet Boys", eles também voltaram - mas com jeitão de operários desempregados da Era Tatcher!... Aff!... Um parêntese, aqui, antes de introduzir o assunto [que apesar da letra e da foto de George Michael, na época do "Whaam!", não é sobre boy bands!]: o universo masculino pode ser mais simples, mais "feliz", mas parece ser muito menos rico que o feminino.
Os rapazes das boy bands, por exemplo, não são só heróis da cultura pop que sacrificam a saúde de seus quadris em prol do entretenimento juvenil, não [tucanei o rebolado! ui!...]! A coisa vai muito mais além: eles são o "simulado" das garotinhas, antes que elas adentrem, pra valer, no terreno amoroso [quer dizer, isso até o meu tempo, né? Hoje em dia, elas namoram com 9, 11 anos... Não dá nem tempo de fantasiar antes de viver pra valer].
Minha primeira lembrança de uma banda de garotos foi com aquela formação do "Menudo", na ocasião da entrada de Ricky. Tinha uns 4 anos, e lembro-me de minhas irmãs mais velhas e amigas colecionando papéis de carta do grupo, comentando sobre os passos de cada um, o jeito. Gostava-se de fulano porque era o mais bonito. De ciclano, pois era o mais tímido. De beltrano porque era o bad boy do grupo. Enfim, as meninas os usavam para montar o tipo de sujeito que fazia as suas cabeças, não somente do ponto de vista físico mas do psicológico também.
Os meninos da nossa geração tiveram a Tiazinha e a Feiticeira [quando digo que o Huck é um cafetão eletrônico, o povo ainda diz que eu exagero!... Ele mesmo casou com o símbolo sexual da geração 80: Angélica. Lembro de um show que ela fez em Brasília em 1988, ou por aí. Não foi uma criança sequer da quadra; só os rapazes, que, aposto, foram lá somente para expiar as pernas grossas da loira e nem deviam saber uma estrofe de "Vou de Táxi", né? Tsc tsc...]. As duas ofereciam apenas duas opções: mulher morena e encorpada naturalmente [Suzana Alves]; mulher loira e bombada [Joana Prado]. Não sei se é da natureza deles, mas o caso é que o modo como os homens são orientados, desde a adolescência, a ver o sexo oposto é muito pobre. São as revistas de nu, os programas de tv, as propagandas de cerveja...

Mas não vim aqui pra beber; vim pra conversar. Vamos lá.
Muitas vezes, a vida sinaliza os perigos pra gente, e nós não vemos [ou os ignoramos]. Depois, olhando em retrospectiva, vemos que fomos avisados, mas não demos atenção. Destino ou teimosia? A gente passa o que tem que passar, mesmo, ou somos cabeça-dura? Os sinais estavam lá para nos avisar ou para nos irritar quando olhamos para trás?
Há uns dois anos, fui assaltada na Lucaia. No dia, recebi vários sinais de que não deveria ir até aquele local, entre eles, a passagem, por 4 vezes em menos de meia hora, do meu ônibus - isso não existe; é quase um acontecimento milagroso, e quem pega busú, sabe! Conclusão: ignorei, insisti e me dei mal.
Naquela tragédia da Indonésia, o mar, como de praxe num tsunami, deu uma recuada braba. Pouca gente estranhou o fato. Entre elas, uma guriazinha inglesa que tinha tido uma aula sobre isso e, de tanto fazer barulho, conseguiu salvar outras pessoas que acabaram cedendo ao apelo dela. Digo mais, sobre esse caso: a menina só deu atenção ao conteúdo da aula porque era criança ainda, um ser impressionável. Se fosse maiorzinha, ia jogar "a neura" pra escanteio e curtir a praia, "numa nice", até a onda vir e ela morrer afogada.
George Michael. Eis um ótimo exemplo! Hoje eu olho as imagens dele, nos anos 80, e me pergunto como eu pude acreditar que ele era HETERO!!! Não dá! Olha esse cabelo! Olha essa camisa de redinha!...
Então eu me pergunto: a gente que é muito mané mesmo, ou Deus é que é escroto? [risos]


PS.: O parceiro de George não é a cara do Clodovil?! Ah, eu achei!...
"Tem que ter carááááter, meu bem!" - Claudinho, Clô não usou esse seu bordão quando você o entrevistou, hein? kkk

domingo, 9 de novembro de 2008

Heróis da Resistência


Bem, o título correto seria "Heroínas da Resistência", mas eu não gosto da sonoridade da palavra heroína [e o título lembra a banda de meu queriiiido Leoni. :)], entonces ... Três das pessoas mais "sangue bom" da turma estão nessa foto, tirada na segunda passada, na comemoração tríplice de Ô Ingrid ("Ah, se você fosse sincera/ÔÔÔ... Ô Ingrid!..." rsss). Se é verdade que "semelhante atrai semelhante", eu posso me sentir bem comigo mesma, levando em consideração quem são meus amigos mais chegados. :)

A comemoração grega de Tia Ingrid começou no sábado, no Alphorria. Aliás, eis aí uma dica para quem quiser namorar sem ser visto. O lugar é distante, escuro à beça, tem uns cantos propícios ao vocêssabemoquê e é pouco freqüentado. Ah, também tem música ao vivo. Só cuidado com a tal da vela: queimei o cabelo umas 3 vezes nela. hehe
No dia seguinte, entretanto, a tia de Maluzinha conseguiu escapar dos parabéns coletivos na casa da família Braga [nota: Nandy aniversaria dia 10]. Ponto alto: "Caras Game" pra dupla formada por mim e por Ingrid. Uhuuuu!... Fernandinha ficou lá, de cara amarrada para a nossa vitória, perigando vencer o "Top 'Carisma' 2008", but sorry, my dear!... :P
Dia seguinte, Cinemark. Eu atrasei, mas ela atrasou por último - chegou a tempo de me "salvar" da casquinha horrorooosa do Burger´s King, que comprei só pra matar o tempo enquanto ela não chegava [não recomendo, não recomendo, não recomendo!]. Veio com aquele sorriso prateado, que a deixa com uma expressão mais infantil ainda, cheia de revistas nas mãos. Comprou a Rolling Stone desse mês, só pra conferir o ranking dos cem músicos mais influentes do Brasil (ou algo do tipo). Ufa!, Thaixxxx tava errada: Elis integra o ranking, sim. Ô Ingrid sente o peito descongestionar, mesmo sem o auxílio de Vicky Vaporub (how come?!)!
Ela chega e comenta:
- Me excedi comprando todas essas revistas, né? Mas hoje é meu aniversário, posso me permitir, não é mesmo? - e solta aquela sua risada característica.
Ô Ingrid é zen. Enquanto ainda não usufrui das condições ideais de temperatura e pressão, vai se divertindo com o trivial da vida, mesmo. Ela sustenta a teoria de que, em algum momento, pela lógica da vida, as coisas se ajeitam - "Vão ter que se ajeitar", ela diz. Em determinado momento, pensei, cá aqui com os meus botões: ou essa mulher tá muito certa ou ela tá muito errada.
Lendo, este ano, alguns livros de mestres orientais, comecei a desconfiar de que pequena Gri tá é vendo à frente de nosotros. Já convivi o suficiente com Ô Ingrid para poder dizer, aqui, que a conheço. De certo, ela não é menos "mortal" ou imperfeita que meus outros amigos, mas, sem sombra de dúvida, trata-se de uma alma mais evoluída, de alguém acima da média. "Eu digo e ela não acredita...". Vai ver é justamente esse o segredo...
Bem, e por falar em ambiente competitivo, Companheira Lília está indo em direção ao Planalto Central, a fim de curtir uma temporada na Disneylândia de JK. Vai respirar, enfim, o que Nelson Rodrigues classificou como "o pó fundamental". Já que o post é em homenagem à santa... Ô Ingrid, cê sabia que Brasília apareceu num dos sonhos de Dom Bosco? "A cidade no meio do deserto"! Ele deu as coordenadas corretas de onde se localizaria o DF. Wow!... Depois de Jk, tudo em Brasília leva o nome do Dom Bosco. Quando forem lá, reparem nisso.
Voltando à vaca fria, olhem bem para a tonalidade do cabelo da Companheira. Ela está novamente com o cabelo escuro, né!? Pois este blog aposta que as madeixas vão voltar clarinhas, clarinhas para SalCity. Quando estive lá, em 2005, percebi que em Goiás inteiro só existia a minha pessoa, ainda, com o cabelo escuro. Companheira vai voltar Blondie Ambition total! :P
[Um parêntese, aqui: carambola, com tanta gente bonita em Goiás, foram escolher aquela menina suuuper sem graça para ser a representante do time do Goiás no concurso do Caldeirão?! Tenha dó!...]
Companheira Lília, aos pouquinhos, tá crescendo e aparecendo. É alguém que merece muiiito - sem demagogia. Ela resistiu a vários percalços, sem nunca perder o idealismo, o caráter e a ingenuidade. Algo raaaaro!... Como ouvi certa vez, "os arrivistas que me perdoem, mas caráter é fundamental". Aliás, a sensibilidade é fundamental. Tem gente que "tem" caráter porque simplesmente segue todas as regras, mas é insensível, oca. E ser sensível não é necessariamente ser refinado, artístico ou melindroso(a). Tem a ver com estar antenado a si mesmo, à natureza e ao próximo, e cultivar sentimentos como a compaixão, o perdão, a solidariedade, etc. Lília tem sensibilidade, definitivamente.
Quanto à Companheira Débora... Well, posso dizer o mesmo; pessoa boníssima (Marianinha, a irmã dela, também é gente finíssima!). O mal é que Debinha é da elite - fato que ela nega veementemente, mas a gente sabe, a gente sabe, Camarada!... -, daí a trajetória perde muito do seu toque "Rocky Balboa", que é justamente o tchan da coisa. Mas fique fria, Camarada: você tem o melhor corte de cabelo da turma - e isso não é para qualquer mortal! rssss...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Legal-mente Loira

"On this perfect day,
Nothing's standing in my way
On this perfect day,
When nothing can go wrong"

Poucas pessoas que conheço são tão espontâneas quanto Fernanda. Tão espontânea que, por vezes, espanta. Com cinco minutos de conversa, ela te conta a vida inteira, como se fosse amiga(o) de infância. A mãe dela, "PhD" em auto-marketing, fica p. da vida com essa característica da filha [é curioso como as características pulam uma geração!hihi]. Mas ela é assim, mesmo. Sempre foi. Não vou dizer que se trata de uma santinha; eu diria, até, que é meio wild. Mas definitivamente não tem lá muita malícia, não. [risos] Sofre do Complexo de Chapeuzinho Vermelho. Mas como a nossa maior limitação muitas vezes é também o que a gente tem de melhor, que seja assim sempre, pois se um dia "matar" esse seu traço, vai pôr abaixo justo o eixo da sua personalidade.
Fernandinha não é só "gente inocente", mas principalmente "gente que faz". [risos] Pacas, eu diria! Tem mais histórias incríveis, se duvidar, que o próprio Forrest Gump! [risos] Eu dou risada com as estripulias dessa pessoa!... Ela possui um jeitão bem garota do interioorrrr, fala com uma voz fininha de criança, é assustadoramente entusiasmada [quando ela se empenha numa meta, saia de baixo!... É pior do que burro indo atrás da cenoura!], e isso, juntamente com essa cara de Moranguinho e as longas madeixas louras, abre portas e desfaz caras amarradas! Ô!... rsss

Eu falei que o nosso pior é às vezes o que nos põe pra frente, né? "Entãããão...". Fernanda sempre gostou dos aplausos - nem que seja do aplauso pelo aplauso. "Não sou proveito, sou pura famaaaa". Caê escreveu essa letra pensando em Fernandinha e em Alosa!hahaha
Acho que tudo teve início com as aulas de piano, aos sete anos. Mesmo tímida pra caramba, não se fazia de rogada quando a mãe pedia que tocasse para as visitas. Do piano, foi para o coral da igreja, onde cantou por anos [Nanda é católica fervorosa, desde criancinha. Acho isso bonito]. A partir daí, boa parte da sua timidez foi para o espaço e ela começou a se jogar em tudo quanto era atividade da escola: time de basquete, grupo de dança country [ela é goiana, né], peças de teatro, etc. Aos 14 anos, venceu uma disputada seleção para um curso de leitura teatral com dona Fernanda Montenegro, em Goiânia. Levou até um pito da primeira dama da dramaturgia por conta da sua dispersão, mas é que a xará famosa não sacou que a menina estava ali mais por conta do mito que do teatro.
Aos 15 anos, ganhou a tradicional viagem para a Disney. Por ela, teria ido para outro ponto dos EUA: Tulsa, Oklahoma, terra natal dos Hanson, seus ídolos da adolescência. Mas o grupo de debutantes, sem Fernanda, certamente não teria sido o mesmo. O que posso garantir, pelo menos, é que o vocalista do grupo "Só no sapatinho" teria tido férias mais sossegadas sem Fernanda em Miami! [risos] No auge do sucesso com o tema da personagem Sandrinha [Adriana Esteves], Bruno Coimbra teve o azar de ser visto por Fernanda no Wet´n´Wild. Com o berro que ela deu ao avistá-lo, o parque inteiro ficou sabendo que o rapaz também estava ali. hahaha
Depois da Disney e dos Hanson, o Brasil começou a ficar pequeno pra loira [que, até então, tinha cabelos castanho-claros]. Na época do vestibular, passou quatro meses no Rio de Janeiro, num albergue em Copacabana. Àquela altura, a até então cdf da turma já havia descoberto que esse era um crime que não compensava. Trocou, sem dó, as apostilas pelas aventuras no Rio. Não passou no vestiba, mas, definitivamente, mudou de vida - e de cor de cabelo. Melhor dizendo, mudou radicalmente de aparência [eis alguém cujas escolhas me intrigam...].
Com a turma de gringos e gringas, revirou a Cidade Maravilhosa. Por fim, chegou até a ir numa favela famosa [minha mãe, que é madrinha dela, passou mal quando soube disso. E ela?! Nem aí... "Uaaai, mas todo mundo vai. É sussa, tia"].
Com as amizades que fez, ganhou hospedagem em vários pontos do planeta. Um dos preferidos dela é o Canadá.
Por falar na terra de Alanis Morrisette, eis uma pessoa que realmente tem um anjo da guarda que faz hora-extra: Fernanda! Na primeira vez que foi pra lá, no dia de voltar ao Brasil, houve um baita black-out em Toronto. A cidade inteira ficou no escuro e, como ela não contava com um imprevisto desses, havia torrado quase todo o dinheiro. Caixa eletrônico, àquela altura, não era uma opção.
Filha única, quase matou a mãe de preocupação quando ligou para explicar o acontecido. A avó só não foi para o além porque não era hora. E ela?! Saiu pra dar uma voltinha com um grupo de amigos. Matou a fome com umas frutinhas que saiu catando, com eles, pelas árvores da cidade, comprou cachorro-quente e ainda descolou um hotel chiquérrimo por uma bagatela, pra passar a noite. Poderia ter acontecido de tudo, mas não houve nada. Voltou pra casa horas e horas depois, sã, salva e totalmente "sussa". hehe
Depois de rodar um bocadinho pelo exterior e de ter se aventurado em mais meia dúzia de projetos em prol da fama em Goiânia [adentrando-se, até, no Miss Goiás, onde perdeu, em uma das etapas, para uma típica cabocla da terra - ela ficou por meses esculhambando a menina, daquele jeito implicante que só ela tem, mas até que tinha razão, porque a criatura era altamente "meeira". Levou a melhor, obviamente, porque goiano tem um fraco por mulher de perna grossa... "Num credito que perdi pra aquela baranga", rosnava], resolveu ir pra Sampa, a pretexto de cursar uma faculdade de Direito.

No intervalo da mudança, ela veio, pela primeira vez, passar o Carnaval em Salvador. Fiquei encumbida de levá-la, junto com uma amiga dela que é quase minha prima também, para um domingo no Campo Grande. Pra quê?!... Primeiro, que ela ficou entretida com um grupo inglês que estava no mesmo ônibus que a gente. Não deu sossego aos gringos e eu, que sou cordial porém nada sociável, já estava pra lá de sem graça com tamanho desembaraço. Segundo, que elas foram com uma roupa de malhação que era um convite para vocês-sabem-o-quê [eu expliquei, conversei, mas elas, teimosas, quiseram ir, né!... Acharam que eu estava exagerando... Gente, não é só o clima que muda de lugar pra lugar, não. A cabeça das pessoas, o tratamento homem-mulher também! Por que ninguém nunca me leva a sério?!...]. Dito e feito!...
Isso foi no ano em que Ivete inaugurou o "bendito" camarote da Casa de Itália. A cantora simplesmente entrou pelo intervalo que há entre um bloco e outro, e eu, por minha vez, nem considerei essa hipótese; pra mim, haveria, ainda, um intervalo. Conclusão: o Chiclete veio na cola e ficamos no meio do arrastão. Ela não quis deixar o dinheiro dela comigo. Foi assaltada e voltou murcha e às minhas custas [risos]. Não sei o que exatamente aconteceu com ela, mas creio que foi algo inenarrável. Ela não se fez de rogada: passado o susto, se dirigiu a dois policiais e esculhambou a falta de cavalheirismo dos baianos; jogou na cara que, em Goiás, os homens protegem as mulheres. Quando ouviram o sotaque, os dois caíram na gargalhada... Naquele dia, passei por um dos sufocos mais sem noção de toda a minha vida. A amiga de Fernanda desmaiou, ali na Carlos Gomes, e um maluco a recolheu do chão e saiu correndo com ela nos braços. A gente demorou uns 30 segundos para acreditar que aquilo REALMENTE estava acontecendo, e depois saímos, que nem duas loucas, correndo atrás do cara, gritando: "Ei, devolve ela! Cê pirou, foi?! Ei, pára de correr!...".
Esses caipiras, quando vêm pra cidade litorânea, são um problema!... risos

A universidade em Sampa é americana, e soube que lá havia uma bateria. Cantei a pedra de que Fernanda iria dar um jeito de estar no meio da bagunça, logo, logo. Bingo! - sou esperta pra cachorro!rsss... Ela começou também a, como dizem, modelar. Outro dia - tava até comentando com Ô Ingrid -, lembrei que ela já trabalhou nos bastidores de um GP do Brasil. Mas ao contrário da Galisteu, não deu a sorte de trombar com um Ayrton Senna da vida. :P
Não sei como, virou figurinha fácil na MTV. Sei que é amiga daquele VJ André [descobri do pior jeito: falando mal da criatura! :S]. Aliás, ela mesma já tentou ser VJ. Lembram daquele concurso do qual saíram Léo Madeira e Rafael?! Pois é, ela foi concorrer na etapa de Minas e "bateu na trave". Mas tenho certeza que ela já ficou feliz só de ter estado em meio àquela bagunça toda do concurso.
Já a vi em um monte de coisas da MTV. E ela não avisa, não: eu é que topo com ela por aí, na programação, e tomo susto! kkk... A mais engraçada foi a participação no "MTV Rock Gol". Ela foi representando a torcida do Atlético [a família paterna é mineira]. Na cara-de-pau total, que ela não sabia patavina do time; só deu fora! "Ótimo" foi no final. Aquele apresentador mais magrinho, sabendo que ela era goleira do time da Playboy [ainda teve essa...], perguntou se ela estava preparada para "agarrar todas as bolas". Fernandinha não entendeu o trocadilho, e soltou a seguinte pérola: "Uaaaiii, claro que tô! Vou agarrar tudinho!". Alt!... Meu pai, que é debochado, caiu na risada. Meu primo estava passando uns dias aqui. Eu olhei pra cara dele, ele olhou pra minha... Fala sério, Nan!... rsss
A ingenuidade dela tem lá, também, as suas vantagens e já até ajudou - creeiaam! - a gerar empregos na capital paulista. [risos] A mãe dela é executiva do ramo de call centers. Uma vez, foi negociar com uns americanos, em São Paulo, e Fernanda ficou esperando a reunião acabar, na sala de espera, para falar com a mãe. Não muito convencidos da viabilidade de instalar um call em Sampa, pediram a ela que chamasse a filha. Sabe como é, aquela coisa bem gringa, do tipo "Let´s hear the child". Ela foi sabatinada, sem desconfiar de nada [e a mãe rezando para ela falar bem da cidade]. Elogiou São Paulo e, no fim, sem mais dúvidas, os gringos se convenceram de que poderiam se instalar na cidade. ;)

Na verdade, Nanda quis defender a imagem do Brasil, porque ela não gosta muito de São Paulo, não. Sim, ela ama os amigos que fez por lá, adora a liberdade que a maior cidade da América Latina proporciona [você pode fazer o que quiser no completo anonimato] e gosta das oportunidades que tem tido, mas não se adaptou ao estilo paulistano. Pelas coisas que ela solta, quando nos falamos, é uma cidade muito impessoal. Só por isso, já sei que não é para mim. Também sentiria muita falta do mar [quando estive em Brasília, pude perceber como o sol e o mar fazem a diferença], por mais sem noção que isso possa soar.
Toda vez que falo com Fernanda, ela manifesta o desejo de voltar para Goiânia, mas sinto que o mal é que Gyn ficou pequena demais pra ela. Eu compreendo bem esse tipo de dilema... É uma sensação ruim, viu...
A temporada em BSB, há três anos, me abriu os olhos para meia dúzia de coisas, entre elas, para a roubada que é esse nosso deslumbramento com o "Sul Maravilha". Não digo que viver naquela região não tem lá as suas vantagens. O problema é que há algumas pré-condições envolvidas, das quais muita gente não se dá conta quando resolve "descer o morro". Eu só o faria se sentisse que as preencho. Acho que só é uma opção legal para quem as preenche [conheço casos de pessoas que já não trocam a cidade da garoa por nada nesse mundo; cada caso,um caso, como diz o senso comum]. É como venho dizendo há muito tempo: não basta querer; tem que ter estratégia... Ou se conformar em esperar a boa vontade do acaso. Ou melhor: talvez o negócio seja esperar sem esperar - morou, manô?
Sei lá, cada vez mais estou menos disposta a sacrificar a minha saúde - ou qualquer coisa da mesma importância - em prol dos signos do sucesso. Não querer nada, a essa altura do campeonato, até que vem sendo um facilitador dessa minha nova filosofia. É, acho que tô certa; até o dicionário põe a saúde antes do sucesso, também. [risos]
O importante, a meu ver, é se sentir bem! :)

Sabe, tem gente que não cresce nunca - no bom sentido. Se ferra, apanha, mas não deixa de ver o mundo cor-de-rosa, não perde a ternura. Eu até às vezes me reto com essas pessoas pela falta de cuidado, mas no fundo as admiro à beça. Bom coração não se vende a baciadas, na esquina. Ou você tem ou você não tem.
Ohhh!... Saudade grande dessa pessoa sem um pingo de juízo na cachola! :)

sábado, 1 de novembro de 2008

A arte de sorrir cada vez que o mundo diz nããão

Antonio Banderas não foi só o ator que me apresentou Pedro Almodóvar; foi também o cara que me fez repensar o conceito de felicidade (risos). Banderas, numa entrevista, disse que a felicidade é para os fracos; que o que lhe interessava na vida é cultivar a alegria, o entusiasmo. Enfim, que ao invés de investir numa meta, ele preferia alimentar uma atitude. Fiquei pensando nisso, e vi que ele tem toda a razão.
Tem gente cuja energia, a alegria, é uma lição de vida. Algumas delas já passaram em minha vida e me mostraram que, como disse o poetinha, "é melhor ser alegre que ser triste/ a alegria é melhor coisa que existe/ é assim como a luz no coração".

Nunca esqueci de Tia Iara, uma vizinha pernambucana, de olhos azuis que mais pareciam duas bolas de gude, ex-garota propaganda do Toddy, em 19...! (risos) Chamava todo mundo de "Seu Menino" ou "Dona Menina". Que figura!... Teve o azar de casar muito cedo com Seu Pereira, um senhor todo cheio de maneirismos e classe, mas que passou a vida sem fazer absolutamente nada. Com ele, teve 3 filhos, que sustentou praticamente sozinha. A quem perguntasse sobre a ocupação do marido, Tia Iara respondia, com o seu inabalável bom-humor: "Seu Pereira é arquiteto: vive de projetos".
Tia Iara, certamente, tinha um parafuso a menos. Uma vez, sua casa foi assaltada, e os ladrões mandaram Seu Pereira entregar o par de sapatos brancos - eram a marca registrada dele. Vendo o olhar de desapontamento do marido, ela negociou com os assaltantes, que devolveram os estimados sapatos brancos de Seu Pereira! haha
No ano em que fomos vizinhas, passava a novela "O Dono do Mundo". Ela (e a torcida do Flamengo!) era apaixonada pelo Antonio Fagundes. Não é que, um dia, num dos bicos que fazia, esbarrou com o homem em meio a gravação de um comercial?! Fez aqueeele escândalo de fã emocionada e o Fagundes caiu na gargalhada. Doida, doida, doida!... kkk
Na mesma linha, agia Tia Edna. Pense numa mulher que sofreu!... Mas sempre fazia piada de tudo. Por alguns motivos que, claro, não vou dizer aqui, não sou muito chegada nela, mas o alto-astral dessa pessoa é admirável (ainda mais tendo o marido que teve!pschiiii!...). Como dizia o Érico, pai do Luís Fernando Veríssimo, às vezes não é nem o amor mas o humor que salva a gente.
Tia Marinalva foi outra. A sorte é que ela não teve filhos com o marido, mas comeu também o pão que o diabo amassou com o rabo e assou no tridente por causa dele. Mas estava sempre de bom-humor. Nunca a vi triste. Quando ele morreu, a vizinhança toda meio que a adotou. Hoje ela vive lá, no seu adorado Rio de Janeiro, com as suas vizinhas e cachorros. Pra quê melhor?!
Mas não são só as mulheres mal-casadas que cultivam essa arte. Tem gente jovem que também merece uma salva de palmas.
Na adolescência, duas amigas minhas, num espaço de menos de três anos, perderam o pai e a mãe. Olha, que meninas fortes! No dia seguinte ao enterro, já estavam tocando a vida como se nada tivesse acontecido.
Minha mãe sempre diz que quem não sabe rezar, xinga Deus, mas elas não ficaram nem um pouco revoltadas com a vida. Pelo contrário. Sofreram, claro, mas acho que quando você percebe que isso aqui é tão efêmero e que não chegar a envelhecer é também uma possibilidade, passa a cultivar a alegria, a valorizar pequenas coisas. Elas são muito animadas, se adoram, e são as pessoas com mais amigos que conheço.
Por último, mas não menos fofo, meu "irmão" Fábio, que nos deixou aos 18 anos, em setembro de 1991, dias antes de seu aniversário. Fábio era amigo do primeiro namorado de minha irmã. Foi lá uma vez, ficou tímido por meia hora e depois se chegou quase que de mala e cuia. Loiro, magro, olhos verdes e melancólicos, sorriso sempre na boca. Tinha a expressão de um filhote de cachorro, sei lá, um ar meio levado/carente. Era um tagarela entrão, que adorava comer todo o saco de pão lá de casa. Nessa época, eu estudava à tarde. Sabia se dr. Fábio estava na área a depender do volume de pães em cima da mesa. rsss... Em pouco tempo, já chamava minha mãe de mãe, meu pai de pai, e já detonava o que tinha na geladeira sem pedir licença. Ninguém se importava. Fábio, como se diz lá no Sul, era um querido. O sorriso de Fábio foi um dos mais genuínos que já vi.
Tinha uma história familiar complicadíssima, pais separados, várias mudanças de estado nas costas. Enfim, nenhuma estabilidade. Era um solitário. Teve uma morte esquisita. Todo mundo prefere pensar que foi acidente, mas pode ter sido suicídio. Duas músicas sempre me lembrarão Fábio: "Maior abandonado", do Cazuza, e "Pais e Filhos" do Legião ("É preciso amar as pessoas/ Como se não houvesse amanhã/ Por que se você parar/ Prá pensar/Na verdade não há...."). Foi embora muito cedo, mas deixou, para os seus amigos, o legado da alegria.