sábado, 28 de junho de 2008

"E ele me faz tão beeeem..."

"... que eu também quero fazer isto por ele...".


Ele me encontrou
Eu tava por aí
Num estado emocional tão ruim
Me sentindo muito mal...

Perdida, sozinha
Errando de bar em bar
Procurando não achar
Oh Yeah! Yeah!...

Ele demonstrou tanto prazer
De estar em minha companhia
Eu experimentei uma sensação
Que até então não conhecia
De se querer bem
De se querer quem se tem...

E Ele me faz tão bem!
E Ele me faz tão bem!
Que eu também quero
Fazer isto por ele...

Alex: o cara mais certo das minhas horas incertas. Meu amigo-irmão. AMO!!! Muito e cada vez mais!!! - se é que isso é possível. :)
O mundo precisa de mais almas assim (quem o conhece sabe o que estou querendo dizer)!!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Festa do interioooor!!!

"Fagulhas
Pontas de agulhas
Brilham estrelas
De São João..."

Tinha feito um pacto com Nandy de que, ao estilo "What happens in Vegas, stays in Vegas", não iria resenhar sobre o nosso São João em Senhor do Bonfim. Mas, pelo visto, o blog já criou vida própria; ontem mesmo me pediram para começar a rascunhar as histórias desses cinco dias de festa do interior. Sorry, Nanduca, mas não posso deixar meus leitores na mão, né? Fiz um juramento no dia da formatura, poxa! hahahaha
Como foram muitos os "eventos", quero contar as artes desse povo que bebeu água ("... que passarinho não bebe, que tubarão não naaaada"), com calma. Siiiiiiiiiiiiim! Muita calma nessa hora! Vou ficar devendo o texto inteiro, mas, por enquanto, vocês já podem ir matando a curiosidade (ou a saudade) a partir das fotos.
"Quer vir mais eu? Vamo! Quer ir mais eu? Bora!"...


Forró do Sfrega, Tropa de Elite no 1º dia de "combate": Deínha, Nandy, Amanda, eu, Elias, Iberle e Manu - as figuras made in Ibotirama mais animadas desse São João!

... horas depois, no show do Jammil: as meninas e eu ... "de tanque cheio" e já começando a esboçar (involuntariamente!) uma expressão facial de piriguete, o que inclusive se intensificaria na imagem abaixo (que decadência! risos)!

Quintino Braga, o bendito fruto entre a mulherada no Sfrega! E a gente deu pouca risada com essa pessoa?! Aliás, na família Braga só tem figura, a começar por Daiane, passando por Camila e terminando na avó, que é uma peça. Adorei!

E aí, Bragakids? O Sfrega hoje vai ser BOOOMBA ("Para dançar isso aqui - é bomba!...")? Eita, que eu fui longe, agora! hehehe

À direita, Nelsão de Abaíra, o Geninho do nosso São João (incrível como só aparecia no final "do capítulo", nas condições mais deploráveis - epa! abafa! kkk). Thanks, amigo Nelson, pelas lições impagáveis de bebedeira e de forró. "Valeu, boi!"(risos)

As vaqueiras, Nandy e Mandica (se vocês vissem como essa produção toda ficou depois da chuva que deu no 2º dia do Sfrega!...). Com o tanto de mulher que foi nesse São João, só "operando", mesmo, na base do laço. Por falar nisso... Rapaz, pense numa mulher ruim! Essa é Amanda. Que lição de vida! Olha, quando crescer, quero ser igual! (risos) Brincadeira (é sempre bom avisar, pois há quem não entenda piadas!)!

Não tem o tal papagaio de pirata?! Pois é, Nandy conseguiu foi arranjar uma lôra (?!) de pirata pra se pendurar nela nessa foto. Fazer o quê, né, Fernandinha?! Tem gente, nessa vida, que é de uma solidããão!... hahaha

"Cara safado, cara zueira, só gosta mesmo é de mulher tranqueira. Mulher direita o cara não quer. Fica com raiva e até briga com a mulher. Eu já quis me mudar pro meu amor, mas a cachaça me pegou, e a farra agora é meu lugar..."

"Simbora beber, simbora prum bar, simbora beber, vamo simbooooora...". "Meninos, eu vi!"... A vida realmente melhora muiiiiiiiiiiiito depois do terceiro copo de cerveja! kkkkk

Foto clássica da galera no apê, minutos antes de descer pra praça. À esquerda, Paulo & Paulinha, a minha dupla sertaneja favorita nesse São João! risos

O bom de ser pobre é que a gente não se aperta! Engarrafou? Bora fazer um book no acostamento! hahaha

Foram “tantas as emoçõõões”, que achei melhor separar os “causos” por categoria. Confira o resultado, logo abaixo.
“And the Oscar goes to...” (risos)


Best Quotes:


1 - “Se eu me perder, me ligue!” (Nelson, fazendo um apelo, por escrito, a quem pudesse ter consciência por ele, enquanto ele perdia a própria com a bebida)

2 - “Nem pense que você vai encontrar o seu ‘denominador-comum’ no Sfrega!” (Quintino, jogando água na fogueira dos “últimos românticos” da Praça de Senhor do Bonfim)

3 - “É por isso que gosto de ´Cavaleiros´ (do Forró): não fica falando de amor, só fala de cachaça” (Manu, em momento de dor-de-cotovelo aguda)

4 - “Me senti numa cama de massagem de tanto que ela tremia” (depoimento de Elias, sobrevivente de uma noite inteira, no mesmo colchão, com Iberle - debilitadíssima após um porre federal no último dia de Sfrega)

5 - “Guto, acabei de ver TODOS os seus amigos descendo para a praça!” (Daiane, botando pressão total pra arrastar o povo pra praça – já vazia -, no último dia de São João)


Grandes Revelações:


1 - “Mas quando o vocalista chama o nome do músico, no palco, dá uma animada. Eu mesmo ficava todo empolgado!” (Nelson, recordando os tempos em que foi o Riquelme de uma pequena banda de forró)

2 - “Eu já dei autógrafo... E não menti quando escrevi ´Obrigada pelo carinho’ para a fã!” (Mais revelações de Nelson sobre a curta carreira de saxofonista)

3 - “A paciente que já se deu melhor com Gutão foi uma menina surda” (Nelson, desta vez fazendo confidências sobre a vida alheia)

4 - “Gutão é viciado em palavra-cruzada. Fica um tempão pensando na resposta, mas no fim sempre dá uma olhada no fundo” (Nelson – O Bocão, parte II)

5 - “Olha o som do meu gueto aí!” (Paulo, emocionado ao ouvir a “pancadinha” - gênero que nasceu em Pernambués - tocando na “concentração” do último dia do Sfrega)


Estratégias Bizarras:


1 – Iberle improvisando, diante da câmera de Amanda, uma coreografia para o forró “Água que passarinho não bebe”, do "Aviões do Forró". Detalhe: pela primeira vez na história, dançou-se forró com os braços (?!).

2 – O plano infalível de Quintino para estar mais próximo ao público feminino, no último dia de Sfrega: acompanhar as amigas ao banheiro, e dançar forró com as moças que estavam na porta do WC.
"Quando morrer, me enterre num cabaré, num quarto de cachaça, rodeado de mulher".

3 – Ao ver uma briga de duas garotas na saída do Sfrega (com direito a joelhada!), Quintino Varella subiu o cartão vermelho e bateu na mesa: “Vocês estão ridículas brigando desse jeito!”. Coração puro o desse rapaz: apesar da pochete na cintura de uma delas, ele acreditou realmente que se tratava de uma desavença entre irmãs.

4 – Amigo Nelson resolveu abraçar totalmente a filosofia do “Não reclame; faça diferente”, na segunda metade do São João. Na falta de mulher interessante na praça – dizia ele -, foi “à luta” na calçada da porta de casa mesmo. Num dos dias, ao sair da praça de moto-táxi, ainda tirou onda com a cara dos rapazes que ficaram: “Vou para a Comercial Oliveira, que lá eu acho coisa melhor”.
Como canta Chico, “...falou, tá falado. Não tem discussão”.

5 – A temperatura meia-boca da cerveja, no primeiro dia do Sfrega, também fez o sangue de Manu esquentar. A moça tomou medidas extremas, a fim de conseguir cerveja gelada: “Eu vou processar vocês!”, ameaçou a bacharel em Direito.


sábado, 14 de junho de 2008

"Sex and the city" e o consumismo


Há anos ouço falar de “Sex and the city”. O hype sobre a famosa série americana começou naquelas revistas de mulherzinha, como “Claudia” e “Nova”, passando pela publicidade e pelos colegas "antenados". Pois bem, a primeira vez que consegui pôr os olhos no quarteto foi em Brasília – era transmitida pelo Canal 21. Achei o primeiro ano muito caricato; dali em diante, a qualidade cresce muito.

Particularmente, como mulher, na época, de 20 e alguns anos, fiquei especialmente curiosa em ver o que podia esperar aos 30 – muitas já me disseram que a vida melhora à beça depois que a gente entra nessa idade. Fiquei um tanto frustrada com as angústias de Carrie, Miranda, Charllote e Samantha. Mulheres muito seguras profissionalmente, mas socialmente frágeis, como se nunca tivessem saído da High School.

Eis aí o meu ponto sobre a série: ela aproxima todas as mulheres pelas situações e algumas vezes pelas emoções das personagens, mas peca pela superficialidade e o consumismo exacerbado. De certo modo, há um esvaziamento do feminismo em “Sex and the city”.

Ok, até mesmo a papa do assunto, Camille Paglia, admitiu que o movimento feminista pecou exatamente em ignorar as necessidades femininas de dedicar-se aos filhos e de ter um companheiro. E é certo também que, num mundo de uma liberdade tão sufocante, onde a construção da persona não está condicionada, a rigor, a instituições, o tema da intimidade torna-se do interesse de todos. É discutindo que as pessoas vão separando o que é aceitável ou não para elas mesmas (tenho lá minhas dúvidas sobre isso, mas como dizem os italianos da Globo, vá bene!).

As mulheres de “Sex and the city” vivem infelizes – ou menos felizes do que poderiam – porque tudo gira em torno delas mesmas. Estar envolvido com outros não é só uma questão de socialização ou caridade, mas é uma necessidade de fazer a vida ter sentido fora dela mesma, ou como dizia a vovó, de não botar todos os avos numa cesta só. Há tantas coisas interessantes que poderiam ter sido abordadas, mesmo o cenário sendo New York e a série nunca poder ser, claro, um “West Wing”. SATC vende a mulher cosmopolita e inteligente. Certo, elas são. Mas uma inteligência aplicada muito localmente. Isso não ajuda as mulheres. Pelo contrário, reforça um tipo de infantilidade consumista da qual a classe média urbana precisa se desapegar.

As personagens são ótimas, mas preferia que a série fosse “Women and the city”. E por mulheres, entenda-se as de verdade, as que não necessitam de Manolo´s, Prada e do aval da Vogue para serem reconhecidas como fabulosas!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Os Normais retorna a Globo

Globo faz novas séries e retoma ‘Normais’

A cúpula da Globo está tentando dar uma mexida na programação da emissora, cuja audiência vem caindo. Encomendou vários novos programas a autores e diretores. Alguns deles são para a grade que colocará no ar no segundo semestre e estão sendo levados à toque de caixa e em caráter sigiloso.
Pela primeira vez nos últimos anos, a Globo mudou o processo de criação interna. Antes, a emissora promovia um encontro anual em que autores e diretores apresentavam suas criações. Agora, é a própria cúpula que faz a encomenda, de acordo com aquilo que julga melhor para cada horário.
Entre os novos projetos para o segundo semestre estão um programa estrelado por Cláudia Jimenez e outro por Letícia Spiller. Com o nome provisório de "Nada Fofa", o projeto que envolve Spiller tem a assinatura dos roteiristas Alexandre Machado e Fernanda Young, de "Os Normais". Por sua vez, o diretor de "Os Normais", José Alvarenga Jr., desenvolve em sigilo um seriado com roteiristas baseados em São Paulo: Marçal Aquino e Fernando Bonassi. Está em gestação também um seriado adolescente.
Já "Os Normais" deverá ter uma nova e última temporada no segundo semestre de 2009. A Globo encomendou a Alvarenga, que rodará em janeiro o segundo longa-metragem, que produza material extra. A idéia é exibir quatro episódios logo após o filme sair nos cinemas.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1106200804.htm

domingo, 8 de junho de 2008

You´re simply the bests!


E, assim sendo, este post dispensa legenda e comentário! :)

sábado, 7 de junho de 2008

Para o alto e avante!


Detesto futebol e, sendo assim, não torço para nenhum time.
Mas como este site gosta de apoiar quem está por baixo - nossa exceção é Alosa, always suuuuceeeesso! -, abraçamos, desde ontem, o Esporte Clube Bahia como nosso time oficial em 2008! (clap! clap! clap!)
O "Trio Maravilha" (o técnico Arturzinho, o XDM e o Superman) vai levantar essa bola até a Primeira Divisão (esperamos que, pelo menos, o time não vá cair outra vez! :( ). E tenho dito!
Algumas más línguas dirão que torço, na verdade, para um um certo torcedor muito especial, made of wood, mas é mentira, seu Ratinho! Trata-se apenas, digamos, de caridade futebolística. :)
(Ingrid, nossa amizade não é um episódio de Karatê Kid, mas chegou a hora da verdade: a família Campos vai continuar me recebendo, mesmo torcendo, agora, para o tricolor? Quero ver se você é essa cristã toda! Rai ai... risos. Licomeno, amigo, amigo!... hehe)

Hino Oficial do Clube
Arranjo: Agenor Gomes
Autor: Adroaldo Ribeiro Costa

Somos a Turma Tricolor,
Somos a voz do campeão,
Somos do povo o clamor,
Ninguém nos vence em vibração!

Vamos, avante, esquadrão!
Vamos, serás o vencedor!
Vamos, conquista mais um tento!
Bahia, Bahia, Bahia!
Ouve esta voz que é teu alento!
Bahia, Bahia, Bahia!

Mais um! Mais um, Bahia!
Mais um, mais um título de glória!
Mais um! Mais um, Bahia!
É assim que se resume a tua história!


Teoria da Conspiração

Obama, em momento "É o Tchan", com eleitores americanos: "Tá todo mundo querendo me passar a mão".

Pensando bem, Barak Obama é o presidente ideal, neste momento de crise da maior potência mundial: se tudo continuar dando errado na economia dos EUA, um presidente democrata, negro, jovem, de ascendência muçulmana e criado no exterior será o sujeito perfeito para a elite Wasp xingar! (risos)

Ó paí ó, Alosa! Os afrocompanheiros da Bahia não fazer nada?! Ahhhhhhhh!... :(

---> Barack Hussein Obama Jr... Durma com um barulho desse!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Que peeena...

Ele morreu e eu nem pus nada sobre, aqui. Estou falando do cineasta americano Sidney Pollack, que faleceu no final de maio.
Pollack é o diretor de três filmes que adoro: "O nosso amor de ontem"; "Entre dois amores"; "Totsie". Achei simpático o remake que fez de "Sabrina". Deve ser porque adoro Harrison Ford... Acho que vou fazer uma forcinha pra ver o último filme desse diretor, "O melhor amigo da noiva". Também gosto muito do astro principal desse filme, Patrick Dempsey, e minha irmã disse que é divertido... É, acho que vou ver.
Abaixo, segue um texto de Setaro sobre Pollack.

Pollack: cinema feito para o prazer


O câncer, implacável, fez desaparecer, segunda passada, Sydney Pollack (1934/2008), diretor americano possuidor de uma grande filmografia, ainda que irregular. Pollack é o tipo de realizador que faz bons e eficientes filmes sem, contudo, detonar, neles, uma poética singular, uma marca registrada que o faça um cineasta maior. Mas impossível não lhe reconhecer alguns êxitos. Pessoalmente, o seu melhor filme, no sentido afetivo e não crítico, é Meu amor de ontem (The way we were, 1973), com Barbra Streisand e Robert Redford, filme que se passa no período da caça às bruxas do senador Joseph McCarthy. Pollack, aqui, soube tratar o melodrama com finura, engenho e arte, delicadeza. Alguns críticos querem reduzí-lo a mero artesão, a um eficiente diretor dramático, mas, a se verificar a sua folha corrida cinematográfica, há a pescar obras que estão bem acima da média, a começar mesmo de um de seus primeiros filmes: Esta mulher é proibida (This property is condemned, 1966), com Natalie Wood, Robert Redford, o o western ecológico Mais forte que a vingança (Jeremiah Johnson, 1972), com, novamente, Redford. Gostava de se associar a um ator ou atriz e fazer star vehicule (Redford, Streisand...). Em 1968, um drama intenso, cuja ação transcorre na época da Depressão, fez notar em Pollack um diretor afinado com o contemporâneo em A noite dos desesperados (They shoot horses, don't they?, 1969), porque há, neste filme, uma espécie de paráfrase entre a Depressão dos anos 30 e a depressão (mal estar da civilização) da sociedade americana na década de 60 em meados de seu decurso. Trata-se de um concurso infernal de danças no qual as pessoas que se candidatam literalmente morrem no salão de tanto dançar na disputa pela reta final para ganhar alguns trocados a fim de matar a fome. Jane Fonda tem neste filme um dos melhores desempenhos de sua carreira - talvez seu Oscar por Klute, o passado condena, tenha sido um prêmio atrasado para They shoot horses, don't they?

Outro filme de Pollack que gosto imensamente é Entre dois amores (Out of Africa, 1986), com Meryll Streep, Robert Redford, que se passa na África com partitura admirável de John Barry. Pelo visto, não se pode ignorar assim Pollack ou remetê-lo a um rótulo simplista de mero artesão. Ele foi mais do que isso. E há um thriller que marcou quando do seu lançamento: Três dias do Condor (Three days of Condor, 1975). E a comédia Tootsie, com Dustin Hoffman? Pollack sabia que estava fazendo produtos para o mercado, mas tinha uma competência invulgar para dar ao espectador o prazer do cinema construído dentro de suas convenções clássicas, a exemplo de A firma, baseado em best-seller de John Gisham. Gosto também de um rigoroso thriller que fez em 1974: The Yakuza, com o grande Robert Mitchum. Não é qualquer filme, convenhamos.

Mas não vou fazer neste post uma prospecção filmográfica. Apenas lembrar Pollack pela sua morte e lhe dar o valor que merece. Nunca esteve à altura de nomes mais artísticos, por assim dizer, como Robert Altman, os fratelli Coen, Scorsese, Coppola, Clint Eastwood. Faltava-se um universo ficcional próprio e uma marca registrada, um estilo fecundante que viesse a irrigar um mundo particular que lhe era inexistente. Mas sabia, com eficiência dramática indiscutível, dar vida a um roteiro, fazê-lo filme, emocionar e divertir. O cinema, para Pollack, era, antes de tudo, um espetáculo.

http://setarosblog.blogspot.com/2008/05/pollack-cinema-feito-para-o-prazer.html

quinta-feira, 5 de junho de 2008

That´s amore!

Daqui a uma semana, exatamente, será o Dia dos Namorados. Dados do CVV: é o dia com o maior número de ligações. Ohhhhh!... :(
Mas a meia-dúzia que freqüenta esse endereço, aqui, é forte. Ainda assim, resolvi tomar precauções e antecipar o post em homenagem a data. Das duas, uma: ou isso vai previnir uma dupla deprê, num dia que é deprê pra muita gente; ou o chororô vai começar uma semana antes. hehe

Jovem, ficou pra baixo com tal lembrança?! Ahhhhhh!... :( Pior que agora nem Cicarelli nem Márcio Garcia estão no ar pra te "salvar"! "E agora, José?" (risos)


Dedico o texto de Drummond para:

Cláudio e Nandy,
Gabriel e Ana Paula,
Emerson e Mariana,
Tio Zé e Tia Carol,
Jorge e Ana Carolina ("in memorian"),
Batman e Maíra,
Albino e Linda,
Ari e Amandinha,
Henrique e Luciana,
Bráulio e Paulinha,
Abutre e Viviam,
Barreto e Talita.
Para os meus pais, que completam 37 anos de casados dia 12/06!!!


NÃO DEIXE O AMOR PASSAR

Conselho de um velho apaixonado


Quando encontrar alguém e esse alguém fizer
seu coração parar de funcionar por alguns segundos,
preste atenção: pode ser a pessoa
mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento,
houver o mesmo brilho intenso entre eles,
fique alerta: pode ser a pessoa que você está
esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo
for apaixonante, e os olhos se encherem
d'água neste momento, perceba:
existe algo mágico entre vocês.

Se o 1º e o último pensamento do seu dia
for essa pessoa, se a vontade de ficar
juntos chegar a apertar o coração, agradeça:
Deus te mandou
um presente: O AMOR.

Se um dia tiverem que pedir perdão um
ao outro por algum motivo e, em troca,
receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos
e os gestos valerem mais que mil palavras,
entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste,
se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa
sofrer o seu sofrimento, chorar as suas
lágrimas e enxugá-las com ternura, que
coisa maravilhosa: você poderá contar
com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir, em pensamento, sentir
o cheiro da pessoa como
se ela estivesse ali do seu lado...

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos,
chinelos de dedo e cabelos emaranhados...


Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...

Se você não consegue imaginar, de maneira
nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...

Se você tiver a certeza que vai ver a outra
envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção
que vai continuar sendo louco por ela...

Se você preferir fechar os olhos, antes de ver
a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes
na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

Às vezes encontram e, por não prestarem atenção
nesses sinais, deixam o amor passar,
sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.

É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem
cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!


Carlos Drummond de Andrade

Não desfazendo do grande poeta (um dos poucos de que gosto, by the way), Djavan (de quem não gosto, by the way), resumiu tudo isso numa linha: "Isso é amor. Invade, e fim".
Tá dito!

domingo, 1 de junho de 2008

Ensaio sobre a abundância



E para não dizerem que eu só falei de "Caras", aqui nesse blog, agora vou falar de "Bundas". Ou melhor, da bunda propriamente dita. Por esses dias, tive momentos de epifania envolvendo a dita "paixão do brasileiro", e embora uma amiga minha diga que minhas epifanias só servem para abaixar meu moral, acho que, dessa vez, será de utilidade para toda uma nação. Ou não...


Sempre achei que só existiam três classificações envolvendo a região glútea: bundão, lordose e sem nada (ou chulado/a). Na minha visão, os bundões eram artigos raros, assim como as orelhas aderentes. A maioria das mulheres consideradas bundudas tinha era lordose. Rita Cadilac? "Lordose!". Gretchen? "É lordose!". Carla Perez? "Caso descarado de lordose forçada!".


E sendo assim, mais uma vez me senti portadora de uma verdade da qual poucos haviam, também, se dado conta. (Como podem ver, nem sempre a inveja mata; às vezes ela ajuda na produção de teorias quase científicas. risos)


Até que um dia desses, durante um alongamento, um milagre de transformação instantânea aconteceu diante dos meus olhos. A professora ajeitou a postura de uma das alunas, e eis que os glúteos da até então mulher chulada apareceram. Pensei cá com os meus botões: "Então é assim que acontece? Ohhhh!...".


Minha teoria sobre a lordose foi por água a baixo; pra dizer o mínimo, ficou bastante comprometida (mas continuo a achar que o caso de Carla é de lordose! humpf!).


Petrô já havia me dado essa pista, mas achei que fosse erro de avaliação do ancião dos palcos. Uma vez, comentou sobre a bunda retraída das alunas de São Lázaro (será que ele quis dizer que elas tinham cifose???). Virou, ainda, para uma aluna, e perguntou, na cara dura: "Minha filha, você é aluna de Psicologia?", ao que, na defensiva, a garota respondeu: "Não está vendo que eu sou chulada, Petrô?!". (É cifose - aposto! Ajeite essa coluna, mocinha, e verás o milagre acontecer!)


E assim sendo, passei dias contestando a aparência de chulados e chuladas que avistava por aí. Fiquei firme na teoria de que não há pessoa chulada; existe é quem tenha a postura ruim demais.


Lógico, isso não excluiu da face da Terra os reais chulados. Nunca esqueci de uma professora de Desenho que tive na Escola Parque. Descendente de orientais, a mulher era reta de todos os ângulos. Até hoje, quando ouço a letra daquele pagode, "Pode vir de frente, vir de lado e de costas...", lembro dela.


E é óbvio que você, ser do sexo masculino que está lendo esse texto, vai preferir continuar torto a ser um homem bundudo, que, cá entre nós, isso é feio e esquisito pra caramba!...


Mas eis que minha mea culpa com as mulheres ditas bundudas ( o que eu dizia que era lordose) foi por água abaixo - ou, no mínimo, ficou "aguada" -, depois de outro momento de epifania.
Uma colega, na aula de espanhol, estava escrevendo no quadro negro, quando o Despeito Futebol Clube entrou em campo e fez o gol do esclarecimento. Percebi que, na verdade, ela não tinha a bunda grande; o que ajudava a dar esse aspecto eram as pernas finas dela. Ou seja, se a pessoa tiver um pinguinho de bunda e as pernas não forem grossas, fica parecendo que ela tem um bundão, e, sendo assim, é mais difícil para uma mulher de pernas grossas se destacar pelo tamanho dos glúteos (é, Carlinha não tinha saída, mesmo: ou induzia a lordose, ou ia ganhar fama de desbundada!...).

J-Lo, Beyoncé e a Mulher Melância subiram no meu conceito, imediatamente, em especial a última. A M.M. tem pernas duas vezes mais grossas que as do jogador Roberto Carlos e ainda assim ganhou fama pelo tamanho anormal do bundão. Seguindo a minha teoria da espessura das pernas, o que ela conseguiu é quase uma "missão impossível". Não consigo pensar em anomalia similar, neste país!

A Melância é uma fenômena da abundância. Tá aí uma bunda que merece a capa de "Caras"! (risos)