Num mundo imperfeito - onde o ser humano é responsável, aliás, por toda imperfeição - é inútil querer ter uma vida perfeita. Melhor dizendo, é pedir pra cair num vazio desgraçado.
Ok, reconheço que o desapego é uma meta pessoal dificílima. Passamos séculos na posição de caçadores, portanto, até por uma questão biológica, é difícil abandonar essa insatisfação quase primitiva, essa possessão e esse orgulho naturais, que nos fazem sempre ir atrás de mais e "melhor".
Em todo caso, estou chegando à conclusão de que a coisa inteligente a fazer é deixar as expectativas e queixas de lado e aproveitar o melhor que cada um/coisa pode oferecer. Cinismo? Mediocridade? Pode ser. Ou não. Eu prefiro encarar essa alternativa pelo lado positivo, e, francamente, a experiência, ainda que bem incipiente, tem me rendido bons resultados.
Claro, "aproveitar o melhor" não quer dizer aceitar ser pisoteado e ficar procurando "o lado bom" para desculpar a falta de amor (às vezes de caráter) do outro. Esse é um crime que não compensa; não dá para gostar por muito tempo de quem não gosta da gente. Por mais boa vontade que se tenha, um dia a casa cai. Aliás, ouvi de alguém, há algumas semanas, algo que me fez refletir: "Desconfie do gostar de quem perdoa tudo e de quem não perdoa nada".
Não precisa encarnar Buda. Só tente descomplicar.
Claro, "descomplicar" não implica em ser falso. E não pense isso de si mesmo, pois seu sentimento é intimidade sua; você não é capa de Caras para revelar qualquer coisa*. Pode-se amar demais alguém e sem precisar declarar o fato publicamente, botando uma faixa na rua (it´s up to your "complexo de pavão"). Você pode não gostar de alguém e conviver com a criatura sendo "curta e educada". Ser educado é o dever de todo mundo com todo mundo - "até que se prove o contrário" - e ser curto condiz com a sua indiferença. Qual é o problema? Qual é a finalidade de sinalizar para Deus e o mundo o que pensa/sente? Só não vale, claro, mentir, mas omitir é um direito. Esse tipo de franqueza a gente só deve a quem nos é muito caro. Além do mais, brigar desgasta e, no fim das contas, é dar espetáculo pros outros, é pagar de palhaço (e crente que está abafando) sem levar cachê. Todo mundo já ficou alguma vez "de mal" de alguém, então diga aí: não dá um trabalho danado fingir que a pessoa não existe, ficar desviando e etc? Encontrou? Diga "oi" e siga adiante. É mais prático e menos patético. Em todo caso, se for difícil demais dizer "oi" sem pregar as duas mãos no pescoço da criatura, dispense o cumprimento (mas siga adiante).
Não precisa descomplicar. Só tente não matá-la.
* Eu admiro à beça quem é reservado, mas, cá entre nós, que isso é chato, é. Um pouco de falta de autocontrole humaniza as pessoas, ajuda a tornar alguém simpático.
Textos semi-verídicos sobre temas quase desinteressantes [e raramente revisados - sorry!].
domingo, 14 de janeiro de 2007
terça-feira, 9 de janeiro de 2007
Curtas

Os dias estão corridos, então nada de tratados sobre a vida, Deus, Roberto Carlos e as baleias. Mas vamos às curtas:
Daniel Lisbôa - vulgo Pereira -, após ter sido selecionado para os trainees da Folha e do Estadão, entrou na lista de jovens talentos de uma outra célebre empresa de comunicação. Daniel vai integrar a turma 2007 do Curso Abril de Jornalismo.
Há quem afirme que nem assim o moço desistiu do seu objetivo de ingressar no Instituto Rio Branco, este ano. Em 2006, nosso amigo "bateu na trave".
Fica a dúvida: Devemos ter mais receio de ver Lisboeta na Veja ou na diplomacia brasileira, a serviço dos tucanos? Cartas à redação!
Bomba! Este blog recebeu uma denúncia anônima esta noite. Além de assessor de imprensa, diretor, produtor e ator de teatro e ogan do Terreiro do Cobre, Alosa agora também faz parte de uma nova "catigoria": a dos jogadores de búzios. (Isso mesmo! Você não leu errado.)
De acordo com a fonte, o próximo projeto da afro-fraude é a Igreja Católica. Trema, Bento XVI!
Enfim, não mais 24. Cláudio completa seu 1/4 de século nesta terça, dia 09/01. A celebração acontecerá nesta quinta, 11, no Rio Vermelho. Várias presenças já foram confirmadas e o evento promete bater o record de comparecimentos da turma.
O aniversariante já declarou que não vai à comemoração, mas a assessoria do evento mantém o encontro confirmado, with or without him. "Copiou", Baixá?
Drama. O tchacanamutchaca de Cicarelli numa praia espanhola quase fez o You Tube sair do ar no Brasil. Aliás, aos amigos jornalistas, recomendo que leiam a nota divulgada pela MTV. Nada de extraordinário, mas ficou redondinha, o que é difícil de ver nessas assessorias de imprensa da vida.
Quero fazer um desabafo (que é a razão dessa nota) : guardo dentro de mim um ressentimento pessoal em relação a esse episódio. Ao contrário de 99,9% dos internautas brasileiros, não recebi o e-mail contendo o vídeo de "Canjarelli"*. "Por que não eu, ah-ah, por que não eu?!", eu me pergunto até agora. Dependi da bondade de estranhos para ver o que todo mundo - literalmente - já havia visto. A coisa é tão feia que no Orkut não existe a comunidade "Não me enviaram o vídeo da Cicarelli" ou "Eu não vi o vídeo da Cicarelli". Quer maior indício de exclusão do que não se encontrar numa das comunidades da rede, onde, by the way, tudo vira comunidade?!
* Canjarelli foi para efeito humorístico. Na verdade, fiquei com dó dessa pessoa. Ela foi deselegante de namorar na praia, mas a hipocrisia do povo... Meu Deus!
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