segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

While my eyes...

"... go looking for flying sources in the sky"

Elogiam Gil, babam por Chico, mas eu prefiro Caetano.
Alosa se gaba de fazer aniversário na mesma semana que o mais ilustre filho de Santo Amaro. The Fraud não andou verificando o calendário direito: tá mais perto de Ney Matogrosso que de Caê. Hummmm!... hahahaha
Mas deixemos Alosa para uma outra hora...

Para variar, estava pensando à toa [preciso, urgentemente, aprender a meditar!]. Pensava sobre esse tal de livre-arbítrio. Já acreditei muito nisso, mas, sinceramente, hoje acho que isso não tem nada de arbítrio muito menos de livre - eu, pelo menos, sinto que apito pouquíssimo nesse jogo.
Viver não é uma experiência a la carte assim como dizem. Não mesmo.
Às vezes você quer, faz uma força dos diabos e morre na praia. E quando você força a barra e consegue, paga mais na frente. Enfim, temos liberdade mas não somos livres. "Os deuses vendem quando dão. Melhor saber...".
A melhor metáfora da vida em que já pensei é a Porta dos Desesperados do programa do Sérgio Mallandro. Ahhh, eu achooo! Sem tirar nem pôr!... Você tá lá, com uma platéia barulhenta e imbecil na sua frente [a sociedade], um apresentador presepeiro do seu lado [a consciência] e três portas cara a cara com você, das quais podem sair desde uma tevê de plasma até um macaco horroroso. As portas são iguais; sua única ferramenta de escolha é a intuição. [Chamem os reclames do plim-plim!]
Eu queria deixar de mão e, como pregava Osho, viver somente no presente, sem esperar, sem julgar, sem desejar. Mas me disseram que eu tenho que fazer alguma coisa com a minha vida. E essa alguma coisa presume um plano. Esse plano, estratégias e metas. E essas estratégias e metas, ação, algum domínio da situação e expectativas. Mas se eu faço isso, às vezes sou impedida [em certas horas, vê-se claramente a mão do destino te desviando do seu plano], quando não também desiludida. E se eu não tenho mais ilusão, como ter expectativa? E se eu não tenho mais isso, como entrar em ação? Alguém me explica como alguém faz para agir sem esperar nada, eliminando o ego e a ansiedade?

Racionalmente, poderia despejar aqui um monte de frases que suportariam essa afirmação acima. Mas sendo realista, acho quase impraticável. Osho, Chico Xavier, Buda, todos esses caras, aposto!, não viveram plenamente o que pregaram. Eles são, acima de tudo, humanos, e portanto, não são muito melhores que eu ou você. Até Jesus Cristo resmungou contra Deus na cruz!... Complicado! Tá difícil... O despojamento da individualidade é, dizem, a chave da felicidade, porém essa é, definitivamente, uma modalidade existencial cronicamente inviável.

O que, afinal, Deus espera de mim, de nós?

É. A vida é feita para não-humanos – e tenho dito!




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