Textos semi-verídicos sobre temas quase desinteressantes [e raramente revisados - sorry!].
sábado, 13 de outubro de 2012
Embriagado de amor!
São tantos os beijos, que Feliptcho fica zonzo! hahahaha... Vai fugir da tia assim que aprender a caminhar!
Just a little respect
Percebo que uma das coisas mais difíceis nas relações interpessoais é ter respeito pelo outro. A gente sempre está pronto a menosprezar as escolhas alheias, esquecendo que para a gente também não é fácil, assim como não deve ser para o outro.
Agora mesmo estou p. da vida com alguém. Na minha opinião, falta uma qualidade importante a pessoa. Mas ao mesmo tempo fico brava comigo por ficar brava com ele. Por que deveria atender a minha expectativa? E, a bem da verdade, nunca se sabe o que se passa com a pessoa. Mas a partir das nossas próprias vivências sabemos, se tivermos alguma humildade, que sempre tem uma explicação.
O negócio é saber como negociar o meu desejo com o do outro. Difícil... Como saber, também, que não está se desrespeitando?
Eu participei de uma atividade que me fez atentar para a importância do respeito. Por enquanto, tenho apelado para a teoria do "tudo tem uma explicação". Quando souber realmente como sentir isso por todo mundo, posto aqui - promessa de escoteiro.
Agora mesmo estou p. da vida com alguém. Na minha opinião, falta uma qualidade importante a pessoa. Mas ao mesmo tempo fico brava comigo por ficar brava com ele. Por que deveria atender a minha expectativa? E, a bem da verdade, nunca se sabe o que se passa com a pessoa. Mas a partir das nossas próprias vivências sabemos, se tivermos alguma humildade, que sempre tem uma explicação.
O negócio é saber como negociar o meu desejo com o do outro. Difícil... Como saber, também, que não está se desrespeitando?
Eu participei de uma atividade que me fez atentar para a importância do respeito. Por enquanto, tenho apelado para a teoria do "tudo tem uma explicação". Quando souber realmente como sentir isso por todo mundo, posto aqui - promessa de escoteiro.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
A inspiração
Não sei se já contei, mas ganhei meu nome numa inspiração súbita de meu pai, ao ouvir a faixa "Juliana", de Sérgio Reis. Música triste (e de refrão ruim, embora goste da introdução dela), preferia que fosse um samba... Bem, mas poderia ser pior se me chamasse Juliana por causa de "Domingo no Parque". hehehe
Olha aí a letra:
Nestas mal traçadas linhas
As palavras não são minhas
Quem escreve é o coração
Mesmo de você ausente
Sua imagem está presente
Mas aumenta a solidão
Está carta é mais feliz
Vai fazer o que eu não fiz
Que é ficar em suas mãos
Não quero pedir resposta
Não se deixa quem se gosta
E por isso canto assim
Juliana, Juliana
Eu prometo pra semana
Vou ai pra te buscar
A saudade é muito grande
E por onde quer que eu ande
Em você vivo a pensar
Eu sinto o cheiro de mato
Quando beijo seu retrato
Dá vontade de chorar
Juliana tão brejeira
Será sempre a primeira
A ter os carinhos meus
Muito embora tão distante
Não te esqueço um só instante
Porque fui dizer adeus
Juliana, Juliana
Eu prometo pra semana
Vou ai pra te buscar
Olha aí a letra:
Nestas mal traçadas linhas
As palavras não são minhas
Quem escreve é o coração
Mesmo de você ausente
Sua imagem está presente
Mas aumenta a solidão
Está carta é mais feliz
Vai fazer o que eu não fiz
Que é ficar em suas mãos
Não quero pedir resposta
Não se deixa quem se gosta
E por isso canto assim
Juliana, Juliana
Eu prometo pra semana
Vou ai pra te buscar
A saudade é muito grande
E por onde quer que eu ande
Em você vivo a pensar
Eu sinto o cheiro de mato
Quando beijo seu retrato
Dá vontade de chorar
Juliana tão brejeira
Será sempre a primeira
A ter os carinhos meus
Muito embora tão distante
Não te esqueço um só instante
Porque fui dizer adeus
Juliana, Juliana
Eu prometo pra semana
Vou ai pra te buscar
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Amizades
"Ter um amigo, na vida é tão bom ter amigos...", já cantava Didi. A vida é, sobretudo, uma jornada absolutamente solitária, mas os encontros, quando acontecem, fazem toda a diferença e são uma delícia. São a cereja em cima do bolo.
Quando era criança sonhava em ter amigos que nem em filme americano. Sabe aqueles que nascem e crescem juntos? Mas eu não sou filha de uma cidadezinha do interior. Logo cedo, peguei estrada, meus amigos de infância se espalharam pelo Brasil (como quase todas as famílias de Brasília, naquela época). Os amigos de adolescência se foram também, outros idem, e de repente eu percebi que as pessoas passam. Vale o momento. Nada é garantido. As pessoas às vezes precisam ir. Às vezes elas se vão de corpo presente, geralmente quando a gente confunde gentileza com amizade e se decepciona ao sacar que nos sorriam por simpatia (com o tempo vc aprende que amigo é quem muda o "lead" da sua vida e se interessa pelo seu bem-estar).
Às vezes a gente coloca expectativa em cima de alguém e essa pessoa, apesar de realmente nos estimar, é menor do que a gente imaginava. E há casos - esses são os meus preferidos - em que você não dava nada por aquela criatura - até meio que antipatizava - e ela cresce no seu conceito em um momento de adversidade.
O mais bacana é quando alguém te estima tão profundamente que conhece o seu tempo e o respeita. Isso é massa! A pessoa não te julga porque sabe que, naquele momento, você precisa passar por aquilo, não tem condições de fazer melhor, mas um dia vai acertar.
Mas melhor mesmo é quando a gente se transforma em amigo de si mesmo. Não há amizade mais necessária na vida. E mais gostosa. E mais produtiva. E mais árdua de conquistar. É essa a amizade que, espero, todos os meus um dia conquistem.
Quando era criança sonhava em ter amigos que nem em filme americano. Sabe aqueles que nascem e crescem juntos? Mas eu não sou filha de uma cidadezinha do interior. Logo cedo, peguei estrada, meus amigos de infância se espalharam pelo Brasil (como quase todas as famílias de Brasília, naquela época). Os amigos de adolescência se foram também, outros idem, e de repente eu percebi que as pessoas passam. Vale o momento. Nada é garantido. As pessoas às vezes precisam ir. Às vezes elas se vão de corpo presente, geralmente quando a gente confunde gentileza com amizade e se decepciona ao sacar que nos sorriam por simpatia (com o tempo vc aprende que amigo é quem muda o "lead" da sua vida e se interessa pelo seu bem-estar).
Às vezes a gente coloca expectativa em cima de alguém e essa pessoa, apesar de realmente nos estimar, é menor do que a gente imaginava. E há casos - esses são os meus preferidos - em que você não dava nada por aquela criatura - até meio que antipatizava - e ela cresce no seu conceito em um momento de adversidade.
O mais bacana é quando alguém te estima tão profundamente que conhece o seu tempo e o respeita. Isso é massa! A pessoa não te julga porque sabe que, naquele momento, você precisa passar por aquilo, não tem condições de fazer melhor, mas um dia vai acertar.
Mas melhor mesmo é quando a gente se transforma em amigo de si mesmo. Não há amizade mais necessária na vida. E mais gostosa. E mais produtiva. E mais árdua de conquistar. É essa a amizade que, espero, todos os meus um dia conquistem.
domingo, 10 de junho de 2012
Pessoal
Outro dia eu e alguns colegas jornalistas estávamos falando de uma colega que foi morar em São Paulo. Alguém contou que ela está escrevendo para a Folha Universal. Pausa geral, interrompida pelo seguinte comentário:
- É, eu entendo. Ela precisa pagar as contas.
Não era nem para alguém entender coisa nenhuma.
Ela é uma jornalista; ela tem uma habilidade de apuração e escrita que está aí para ser vendida.
Às vezes fico puta com esse personalismo da profissão. Ninguém critica um engenheiro sobre o uso que será feito da usina que ele construiu. Nem o contador pela empresa a qual presta serviço. Eu acho que falta uma visão objetiva e profissional sobre a própria atividade. Claro, tudo tem limite. A meu ver, os limites do jornalista são o bom gosto e a verdade. Um bom profissional, mesmo na Folha Universal, vai saber cumprir com essas duas exigências. Mas, de resto, você é um profissional, bicho. E as pessoas têm que respeitar isso. Jornalista se acha tão intelectual, tão herói de sei lá o quê, que nem se organiza enquanto classe. Já viu jornalista em greve? Pois é.
Sei lá, essa cobrança ideológica é um saco. E tenho dito!
- É, eu entendo. Ela precisa pagar as contas.
Não era nem para alguém entender coisa nenhuma.
Ela é uma jornalista; ela tem uma habilidade de apuração e escrita que está aí para ser vendida.
Às vezes fico puta com esse personalismo da profissão. Ninguém critica um engenheiro sobre o uso que será feito da usina que ele construiu. Nem o contador pela empresa a qual presta serviço. Eu acho que falta uma visão objetiva e profissional sobre a própria atividade. Claro, tudo tem limite. A meu ver, os limites do jornalista são o bom gosto e a verdade. Um bom profissional, mesmo na Folha Universal, vai saber cumprir com essas duas exigências. Mas, de resto, você é um profissional, bicho. E as pessoas têm que respeitar isso. Jornalista se acha tão intelectual, tão herói de sei lá o quê, que nem se organiza enquanto classe. Já viu jornalista em greve? Pois é.
Sei lá, essa cobrança ideológica é um saco. E tenho dito!
sábado, 26 de maio de 2012
Felizpe!
Olha só que lindo é o meu gordinho!!! Essa foto tem um mês, ele estava com três meses de idade. O macacão do Vitória fui eu quem deu, mas espero que ele evolua e migre para outra nação rubro-negra.
É impressionante como cada tempo deles é uma conquista. Acho que nenhuma experiência, como a de ter um bebê, nos dá mais dimensão de como viver é uma luta. Os três primeiros meses de gravidez são a faixa de risco de aborto. Depois você fica ansioso para a barriga chegar aos seis meses, quando o bebê já tem condições de sobreviver fora da barriga da mãe. Quando nasce você respira aliviado. Mas daí vem o primeiro trimestre no qual cada choro e barulho do bebê é uma ameaça - será que ele está passando bem?
O primeiro trimestre de Felipe não só confirmou que ele veio para ficar, mas também fez cair por terra a minha esperança de ganhar um parente sério, respeitável. Vejam a expressão (de malandro) do mini cidadão. É fato: nasce uma fraude! Mais uma para a minha vastíssima coleção. Enfim, vou me divertir muito às custas dessa figura nos próximos anos. hehe...
Agora, pais e tios, me digam uma coisa: depois de um bebê saudável, tem coisa melhor que um bebê risonho? É massa demais!
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Intimidade é uma merda
Se tem uma coisa que detesto na vida social é saber demais sobre as pessoas. A frase pode soar prepotente, mas todo mundo passa por isso com quem tem mais intimidade (isto é, há de se ter uma dose de bom senso, que opinião todo mundo tem, mas algumas pessoas simplesmente não conseguem fazer uma boa ponderação). E quando você sabe muito sobre os potenciais e limitações de alguém e isso te põe em saias justas!? O ideal é ocultar as más impressões, mas às vezes isso pode causar um prejuízo. E daí, como fazer? Como sair da situação sem magoar alguém? Se você tenta ser legal, vai passar raiva se aquilo que você espera acontecer. Se corta o mal pela raiz, sente-se culpado por não ter sido legal. De fato, intimidade é uma merda!
segunda-feira, 30 de abril de 2012
O bom versus o correto
Pense nas escolhas da sua vida. Em muitas delas houve tensão entre o que é "bom" para você e o que é "correto" fazer, duas qualidades que quase nunca andam juntas em se tratando de situações da vida. Escolher entre o bom e o correto é desgastante porque sempre vamos deixar algo que é fundamental para trás (sim, é aquela história do urgente sempre passando por cima do importante). Durante muito tempo, dei prioridade ao correto em detrimento do bom. Mas estou começando a fazer o movimento inverso. Sabe como é: estou envelhecendo, e começo a apreciar as coisas que me vêm facilmente, sem cansar essa carcaça que começar a ficar cansada pelo tempo de uso.
No fundo, a opção pelo correto vem da falta de fé, basicamente. Não acreditamos que ficaremos bem se não seguirmos as regras ou que as pessoas supostamente atingidas pela falta de correção não sobreviverão a isso. Mas veja bem, fazer o correto é mesmo uma boa saída, desde que haja algum "bom" nela. Se nada de bom houver, é furada. E daquelas.
Como água para chocolate - Quando não há nenhum bom na alternativa e a gente, às vezes por preguiça e covardia, opta pelo correto, aos poucos, vamos contaminando a escolha feita e, inconscientemente, começamos a colaborar para tornar o correto incorreto e sermos forçados e buscar de novo o bom. É como aquele filme "Como água para chocolate". A protagonista fez o que era correto, e não se casou com o seu amor, mas passou a vida transformando o correto - ato de cozinhar e servir a família - em incorreto - a tristeza que passava através dos alimentos por não ter feito o que era bom para ela.
Sei lá, quando a gente é mais novo, com tempo para gastar, se submete a essas coisas achando que a recompensa vai vir. Na minha idade, sei que ela pode não vir e ainda me causar perda de tempo, frustração. Melhor garantir a satisfação no presente mesmo, que não há tempo a perder fazendo sacrifícios ao nada.
(Paz aos que vêm de longe!)
No fundo, a opção pelo correto vem da falta de fé, basicamente. Não acreditamos que ficaremos bem se não seguirmos as regras ou que as pessoas supostamente atingidas pela falta de correção não sobreviverão a isso. Mas veja bem, fazer o correto é mesmo uma boa saída, desde que haja algum "bom" nela. Se nada de bom houver, é furada. E daquelas.
Como água para chocolate - Quando não há nenhum bom na alternativa e a gente, às vezes por preguiça e covardia, opta pelo correto, aos poucos, vamos contaminando a escolha feita e, inconscientemente, começamos a colaborar para tornar o correto incorreto e sermos forçados e buscar de novo o bom. É como aquele filme "Como água para chocolate". A protagonista fez o que era correto, e não se casou com o seu amor, mas passou a vida transformando o correto - ato de cozinhar e servir a família - em incorreto - a tristeza que passava através dos alimentos por não ter feito o que era bom para ela.
Sei lá, quando a gente é mais novo, com tempo para gastar, se submete a essas coisas achando que a recompensa vai vir. Na minha idade, sei que ela pode não vir e ainda me causar perda de tempo, frustração. Melhor garantir a satisfação no presente mesmo, que não há tempo a perder fazendo sacrifícios ao nada.
(Paz aos que vêm de longe!)
sábado, 21 de abril de 2012
Eu comi Ricky!
Não costumo falar de minhas experiências pessoais neste blog, mas hoje vou começar com uma confissão: eu comi Ricky sábado passado. E devo dizer que foi ótimo, uma delícia mesmo, mais do que esperava, babies!
Bem, achei que só a Ana Carolina poderia ficar chateada comigo por isso, já que há um bom tempo anda espalhando que comeu a Madonna. Mas contei o ocorrido a Ô Ingrid, e ela pareceu não ter gostado nadinha do meu relato:
- É, na minha vez ele não veio tão avantajado assim. - comparou a santa, com ar de desdém.
Amizade abalada? Tomara que não, pois tô pensando em dar umas mordidas em Ricky em breve.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Data de validade
Há uns oito anos atrás, quando me formei, tive a estúpida ideia de participar do trainee da Votorantim. Penúltima etapa, a primeira presencial, hora de ficar de frente com Gabi, ou seja, com a head hunter do grupo. Nunca esqueci dela: toda de preto, roupa sem corte, sem expressão e altamente objetiva. Um homem sem pinto ou mulher-tanque, como eu chamo - típico da geração dela.
Fiz alguns contatos com os candidatos que conheci lá e mantivemos alguma conversação enquanto durou o Orkut. Mas o que ficou de lembrança desse evento, além da inveja da pele perfeita de Fernanda Palhares, sem um poro sequer (risos), foi a pergunta da head hunter da Votorantim: qual o seu prazo de validade? A gurizada de vinte e pouquíssimos anos não soube responder a pergunta, e eu tampouco lembro o que disse a ela, mas deve ter sido algo inexpressivo, assim como foi a minha participação naquele dia. A galera entendeu que a validade era profissional, mas a mulher nos perguntava o que nos motivava. Qual o seu prazo de validade? O que é tão vital pra você que, na falta, te tornaria um produto vencido? Hoje eu responderia: aprendizado. Sem aprender, eu perco a minha validade, minha razão de ser, sou um ser impróprio para o consumo social, laboral, da vida.
Pois é, reflita e pergunte-se: qual é o seu prazo de validade?
domingo, 15 de abril de 2012
Dia do Jornalista
O Dia do Jornalista foi comemorado em 7 de abril e com atraso - involuntário, preciso dizer - deixo aqui os parabéns para todos os amigos que fazem parte da profissão. Sim, a classe merece os parabéns MESMO. Poucos trabalham tanto, ganhando tão pouco e com tanta boa vontade como os jornalistas.
Dúvidas e conflitos pessoais à parte, a profissão me deu experiências muito bacanas, que contribuíram para o meu aprimoramento como pessoa, inclusive.
Uma das mais intensas foi a de um acidente, no Dia das Crianças do ano passado, na Ilha de Itaparica. Até hoje não se sabe direito o que aconteceu para que o caminhão invadisse a festa que um lojista promovia para a criançada. Mas ver as crianças sendo transportadas de helicóptero, outras chorando a morte de alguns coleguinhas, e principalmente o monte de sandalhinhas das vítimas no chão, amontoadas, varridas como se nada tivesse acontecido, foi uma experiência e tanto que sei que vou lembrar por muito tempo.
Também tive boas experiências jornalísticas no plantão noturno, que me deram "a real", como dizem, sobre a fragilidade da vida. Veio a chuva, e alguém teve a casa desmoronada e ficou soterrado. Isso acontece direto quando chove, cheguei a cobrir uns quatro casos desse em um mês. Sorte minha que ninguém morreu nas coberturas que fiz.
Local também foi uma lente e tanto. Adorei fazer matérias sobre questões femininas, religiosas e raciais. Ajudou-me a pensar sobre muita coisa e me levou a eventos que eu nunca escolheria ir, espontaneamente, mas que adorei ter vivenciado. A greve da PM da Bahia, apesar da canseira, foi uma experiência interessante, também.
Pois é, isso é o mais bacana da profissão: ir a lugares nunca cogitados e aprender mais sobre o ser humano. São dois motivos fortes para seguir essa profissão, não é mesmo?
Fotos: Fernando Vivas
segunda-feira, 9 de abril de 2012
LOCAL...
Local é como é conhecida a editoria de cidade, no jornal A TARDE. É um nome perfeito, de certo modo, porque a editoria em questão é um local mesmo de gente boa, que eu tive o prazer de conhecer nessa temporada 2011-2012 na redação. Galerinha muito especial!
Não liguem para as expressões, que isso foi no amigo secreto de Natal, já de madrugada, e estávamos todos cansados e bêbados. hehehe... Eu não apareço porque sou a autora da foto. :)
Não liguem para as expressões, que isso foi no amigo secreto de Natal, já de madrugada, e estávamos todos cansados e bêbados. hehehe... Eu não apareço porque sou a autora da foto. :)
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Sobre o amor
"Às vezes eu sinto tanto amor dentro de mim que até machuca, uma vontade de abraçar o mundo, não sei se você me entende. Daí passo um dia na faculdade e me lembro exatamente os motivos que me fizeram entender que quase ninguém nesta vida merece seu melhor lado. E retomo meu hábito de desprezar as pessoas em vez de amá-las."
Um amigo meu escreveu isso no Facebook. Sempre senti assim, igualzinho, sem tirar nem pôr nada na fala dele. Reconheço essa catraca interna em mim, da qual nunca soube a senha, o que teria sido útil em alguns momentos de emergência.
É que as coisas para mim vão evoluindo aos poucos; a cautela está no meu DNA. Como os cachorros, eu cheiro e farejo antes de lamber. Conto nos dedos as vezes em que tive um sentimento forte por um conhecido - e eu só consigo agir, de fato, se estiver motivada emocionalmente. A pessoa só começa a existir pra mim com a intimidade, a proximidade, e vice-versa (por isso que o povo diz que eu sou blasé, fechada e que nunca sabe o que estou pensando). É como se a cada "quilômetro" de convivência fosse liberada uma chave. O caso é que não nasci para superficialidades; tenho necessidade de elaborar.
A situação é clássica: você engata a marcha da afeição e passa dias e anos construindo uma relação, um afeto, aos poucos vai conseguindo afrouxar as defesas e vai se mostrando, fazendo o melhor que pode para alguém que você quer bem, e aquela pessoa na qual você investiu (quase sempre) te faz cair do cavalo de um modo lamentável, que é mostrando pobreza de espírito.
Há muita gente assim no mundo, tanto que dá preguiça de se relacionar. Uma sensação de desperdício danada bate no coração. Isso me lembra uma frase que ouvi de alguém do candomblé, quando comentei que os búzios reveleram que Oxóssi é meu orixá de cabeça: "O caçador é aquele que alimenta muita gente, mas passa quase todo o tempo só, na mata". Já fiquei triste por causa disso, mas passei a viver bem melhor quando resolvi me esforçar para canalizar para mim mesma toda essa afeição.
Talvez seja isso: talvez estejamos fadados a sermos o grande amor da nossa vida, a amarmos alguém que não pode, exatamente, nos amar de volta (nesse caso, a vida é que passa a nos retribuir). E então espero que no dia em que eu conseguir construir todo esse afeto gigante por mim mesma, possa amar todo mundo, mesmo não precisando do amor de ninguém. Porque eu acho que no fundo é isso: a gente se nega a amar com medo de o outro não merecer porque somos mendigos desse outro, que queremos amar para, na verdade, suprir nossas carências, nossas necessidades de reconhecimento. É por isso que amar é tão difícil, penso eu, porque nunca é uma coisa tão pura quanto deveria ser, já chega com metas e demandas, não nasce livre, pelo contrário, é um escravo de sentimentos não ou mal resolvidos dentro da gente.
Um amigo meu escreveu isso no Facebook. Sempre senti assim, igualzinho, sem tirar nem pôr nada na fala dele. Reconheço essa catraca interna em mim, da qual nunca soube a senha, o que teria sido útil em alguns momentos de emergência.
É que as coisas para mim vão evoluindo aos poucos; a cautela está no meu DNA. Como os cachorros, eu cheiro e farejo antes de lamber. Conto nos dedos as vezes em que tive um sentimento forte por um conhecido - e eu só consigo agir, de fato, se estiver motivada emocionalmente. A pessoa só começa a existir pra mim com a intimidade, a proximidade, e vice-versa (por isso que o povo diz que eu sou blasé, fechada e que nunca sabe o que estou pensando). É como se a cada "quilômetro" de convivência fosse liberada uma chave. O caso é que não nasci para superficialidades; tenho necessidade de elaborar.
A situação é clássica: você engata a marcha da afeição e passa dias e anos construindo uma relação, um afeto, aos poucos vai conseguindo afrouxar as defesas e vai se mostrando, fazendo o melhor que pode para alguém que você quer bem, e aquela pessoa na qual você investiu (quase sempre) te faz cair do cavalo de um modo lamentável, que é mostrando pobreza de espírito.
Há muita gente assim no mundo, tanto que dá preguiça de se relacionar. Uma sensação de desperdício danada bate no coração. Isso me lembra uma frase que ouvi de alguém do candomblé, quando comentei que os búzios reveleram que Oxóssi é meu orixá de cabeça: "O caçador é aquele que alimenta muita gente, mas passa quase todo o tempo só, na mata". Já fiquei triste por causa disso, mas passei a viver bem melhor quando resolvi me esforçar para canalizar para mim mesma toda essa afeição.
Talvez seja isso: talvez estejamos fadados a sermos o grande amor da nossa vida, a amarmos alguém que não pode, exatamente, nos amar de volta (nesse caso, a vida é que passa a nos retribuir). E então espero que no dia em que eu conseguir construir todo esse afeto gigante por mim mesma, possa amar todo mundo, mesmo não precisando do amor de ninguém. Porque eu acho que no fundo é isso: a gente se nega a amar com medo de o outro não merecer porque somos mendigos desse outro, que queremos amar para, na verdade, suprir nossas carências, nossas necessidades de reconhecimento. É por isso que amar é tão difícil, penso eu, porque nunca é uma coisa tão pura quanto deveria ser, já chega com metas e demandas, não nasce livre, pelo contrário, é um escravo de sentimentos não ou mal resolvidos dentro da gente.
É como Deus quer
Recentemente, publiquei uma matéria sobre aborto. Percebi que o tema mexe com muita gente e produz opiniões muito radiciais a respeito (não me refiro só aos religiosos, como pode parecer, mas também às feministas). Eu tenho a minha própria opinião formada sobre isso, na minha visão a mais conciliatória entre os dois extremos que esse tema pode comportar. Me assusta, embora eu compreenda, quando o povo se apega a Deus para defender seu ponto de vista. Mas acho que Deus não tem ponto de vista, ou melhor, ele não quer que a gente tenha, ele quer que a gente pense, se for o caso teste e principalmente CRESÇA. Se ele quisesse certeza, não nos daria a tecnologia, a possibilidade dessas alternativas polêmicas. Enfim, penso que Deus ama o erro, do contrário não teria criado uma humanidade errante e falha.
Espírito da Fundação
Eu sempre achei que os lugares conservam o espírito da sua fundação. Olhe só Minas Gerais. Dizem que mineiro é desconfiado e "solidário só no câncer". Mas o que esperar de um povo que nasceu em clima de caça ao tesouro? Dizem que carioca se acha e pensa que o Rio é a melhor coisa do mundo. Síndrome de corte, que um dia foi. São Paulo nasceu isolada do resto do país, era a única cidade que não estava no litoral. Era a mais pobre da colônia e atraía bandeirantes, que caçavam índios - na falta de grana para comprar escravos - e riquezas. Esse espírito de estranho no ninho, de self made impera até hoje. E Salvador? Eterno porto, que adora receber e se mostrar a quem vem de fora. A ladainha de eterna abandonada é secular, vem desde quando fomos trocados pelo Rio de Janeiro. O Brasil nasceu explorado e colonizado por um povo de moral bastante flexível, e não conseguiu superar essas características até hoje.
Eu tive um professor de Psicologia das Relações Humanas na UFBA que nos aconselhava a investigar o nosso passado pré-útero, ou melhor, o contexto dos nossos nascimentos, pois a vida da gente começa muito antes de estarmos no ventre de nossas mães. Concordo. O destino das pessoas e dos povos está na origem.
domingo, 25 de março de 2012
Perdão
Quanto mais eu envelheço, mas eu acho o perdão um negócio difícil. Eu não falo daquele não-perdão amargurado, que odeia, corta relações ou até quer vingança; falo daquele tipo no qual se instala uma desconfiança irreversível sobre alguém. Porque há ofensas que são feitas sem querer (e fatalmente vai acontecer em algum ponto do relacionamento); outras, nem tanto assim (se é que me entendem). Por mais que você compreenda a situação, não sinta mais nada sobre o que aconteceu e continue a levar a sua vida incluindo a pessoa, você nunca mais consegue enxergá-la do mesmo jeito. Algo se quebra e não pode ser recomposto. Você vê algo que não via antes e que, a depender da situação, pode mudar muita coisa entre vocês. É difícil detectar perversidade no outro e ser neutro em relação a isso. Ser objeto do egoísmo alheio não é uma experiência neutra e, no fundo, não dá para respeitar quem não respeita a gente.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
So fucking tired!...
Ando muito cansada. Evito dizer isso em voz alta porque dizem que quanto mais a gente fala em algo, mais esse algo cresce. Mas é um tipo de cansaço estranho, um cansaço mental em um nível que eu nunca tinha experimentado: ando tão cansada que os problemas chegam e eu não consigo me estressar com eles por pura falta de energia.
Eu fico pensando que seria mais feliz se abandonasse o ritmo da vida na cidade. É evidente que não fui feita pra isso: trânsito, fila, empurra empurra. Mas quando penso em ir para um interior, aquele lugar sem nada para fazer, sinto que não tenho opção. Fico pensando em que tipo de alternativa tem alguém como eu, que não é urbanóide nem faz o estilo bicho do mato? Já com 30 e poucos anos, não me interessa só ter conquistas mas viver com qualidade de vida. Digo, por exemplo, que não me basta ter um emprego; ele tem que me proporcionar alguma condição de viver a minha vida.
Quem foi que criou essa necessidade de viver freneticamente que nos impuseram? É muito louco o ser humano viver assim, bicho! Olha, eu até amo ser produtiva, mas eu amo mais ainda poder escolher, coisa que eu não posso fazer. Como se faz pra ter saúde numa situação dessa?
Bem, eu penso em tudo isso, mas a verdade é que, por enquanto, eu tô sem energia para tentar algo diferente.
Eu fico pensando que seria mais feliz se abandonasse o ritmo da vida na cidade. É evidente que não fui feita pra isso: trânsito, fila, empurra empurra. Mas quando penso em ir para um interior, aquele lugar sem nada para fazer, sinto que não tenho opção. Fico pensando em que tipo de alternativa tem alguém como eu, que não é urbanóide nem faz o estilo bicho do mato? Já com 30 e poucos anos, não me interessa só ter conquistas mas viver com qualidade de vida. Digo, por exemplo, que não me basta ter um emprego; ele tem que me proporcionar alguma condição de viver a minha vida.
Quem foi que criou essa necessidade de viver freneticamente que nos impuseram? É muito louco o ser humano viver assim, bicho! Olha, eu até amo ser produtiva, mas eu amo mais ainda poder escolher, coisa que eu não posso fazer. Como se faz pra ter saúde numa situação dessa?
Bem, eu penso em tudo isso, mas a verdade é que, por enquanto, eu tô sem energia para tentar algo diferente.
Felipelindo
E às 7h58 de 07/02 chegou o meu sobrinho e afilhado Felipe, no Hospital Aliança. Um meninão: 3,480 kg, 51 cm! A coisa mais linda, já nasceu com cara de homenzinho. :)
Mas o bichinho promete ser genioso, viu (como já indicavam os chutes que ele dava na barriga de Renata)? Abriu o berreiro assim que nasceu e foi o que mais se mexia no berçário. Também foi o primeiro a abrir os olhos, para o orgulho da madrinha. :P
Na verdade, não sei se genioso seria a melhor definição. Às vezes ele me parece carente. Lembro de uma das primeiras trocas de fralda do meu sobrinho. Chorava como se estivessem arrancando um pedaço do seu corpo. Assim que dei o meu dedo indicador para ele segurar, ficou quietinho, a coisa mais fofa do mundo - que é como ele se parece quando está quieto, com aquela boca de coração dele sugando o peito ou o bico ou dormindo com a mãozinha embaixo da cabeça e as perninhas cruzadas. Felipe teve dificuldade para dormir mesmo em casa. Houve uma noite em que o pai resolveu colocá-lo apoiado sobre a barriga, e ele dormiu por cinco horas seguidas e nem sendo chamado para mamar quis despertar. Ele também fica quietinho quando minha mãe, que conversa até com poste, dana a tagarelar com ele. Felipe prefere dormir no carrinho, onde ele tem encaixe, do que no bercinho que é grande demais pra ele.
Eu sinceramente fiquei surpresa com isso tudo. Não sabia que a gente já nascia tão gente, tão carente, tão necessitado de aconchego. Pensava que isso tudo era coisa que a cultura enfiava na mente das pessoas. Mas pelo visto não é: assim como Lipe, em seus 22 dias de vida, vivemos procurando o quentinho, o encaixe perfeito de dois corpos da época da barriga, chorando pelo aconchego primário e perfeito perdido.
Mas o bichinho promete ser genioso, viu (como já indicavam os chutes que ele dava na barriga de Renata)? Abriu o berreiro assim que nasceu e foi o que mais se mexia no berçário. Também foi o primeiro a abrir os olhos, para o orgulho da madrinha. :P
Na verdade, não sei se genioso seria a melhor definição. Às vezes ele me parece carente. Lembro de uma das primeiras trocas de fralda do meu sobrinho. Chorava como se estivessem arrancando um pedaço do seu corpo. Assim que dei o meu dedo indicador para ele segurar, ficou quietinho, a coisa mais fofa do mundo - que é como ele se parece quando está quieto, com aquela boca de coração dele sugando o peito ou o bico ou dormindo com a mãozinha embaixo da cabeça e as perninhas cruzadas. Felipe teve dificuldade para dormir mesmo em casa. Houve uma noite em que o pai resolveu colocá-lo apoiado sobre a barriga, e ele dormiu por cinco horas seguidas e nem sendo chamado para mamar quis despertar. Ele também fica quietinho quando minha mãe, que conversa até com poste, dana a tagarelar com ele. Felipe prefere dormir no carrinho, onde ele tem encaixe, do que no bercinho que é grande demais pra ele.
Eu sinceramente fiquei surpresa com isso tudo. Não sabia que a gente já nascia tão gente, tão carente, tão necessitado de aconchego. Pensava que isso tudo era coisa que a cultura enfiava na mente das pessoas. Mas pelo visto não é: assim como Lipe, em seus 22 dias de vida, vivemos procurando o quentinho, o encaixe perfeito de dois corpos da época da barriga, chorando pelo aconchego primário e perfeito perdido.
As Piriguetes
Nem Daniela, nem Ivete. Nas ruas, só se fala, só se pede a “piriguete”. É assim que ficaram conhecidas as latinhas de 269 ml de cerveja vendidas desde o Carnaval passado ao preço módico de R$ 5 o trio e em alguns casos R$ 1 a unidade. A entrada de uma prestigiada marca de cerveja neste mercado é a novidade deste ano. “É uma piriguete de valor. É facinha, mas é da boa!”, explica a ambulante Fátima Sacramento.
Mas porque a latinha leva o nome de piriguete? São muitas as teorias. A ambulante Luciene Gonçalves destaca a relação custo/benefício. “Ela é que nem mulher piriguete: com R$ 5 você pega três”, compara. A explicação da estudante Hilma Santos é mais comportada. “Porque ela é pequena e toda arrumadinha”, define. Comportamento é o que o folião não vai ter com a piriguete, na opinião da ambulante Débora Alves. “Olha, se beber com vontade, ela arregaça. Com 20 contos de piriguete, você fica louca”, garante.
Na versão cerveja, a “piriguetagem” não é exclusividade da mulherada. “É coisa de homem também”, afirma o técnico de telecomunicações Adelino Júnior. Ele acredita que a similaridade com as piriguetes vem do fato de serem ambas “atrevidas”. “Ah, quanto mais a gente bebe, mais a gente quer”. O historiador José Libânio aposta numa explicação parecida, e afirma que o apelido da latinha tem a ver com o poder de fazer a libido aumentar. “Essa cerveja é boa e dá um fogo danado, que nem a piriguete”, teoriza. Já o taxista Jaime Evangelista acredita que as duas se aproximam na “temperatura”. “Ela é pequenininha e por isso é difícil que perca a temperatura. Está sempre no ponto, geladinha, que nem as piriguetes”, observa Jaime.
Diretamente dos mares do Caribe, o pirata Jack Sparrow ficou confuso ao responder a questão. “Quando as piriguetes chegarem por lá, eu te explico”, esquiva-se o pirata.
Mas, ao contrário das piriguetes de carne e osso, as latinhas estão ajudando uma turma de trabalhadores da folia a faturar mais. “Elas têm aumentado um bocado o número de latinhas que pego nas ruas”, conta o catador de latas Rafael da Silva.
Mas porque a latinha leva o nome de piriguete? São muitas as teorias. A ambulante Luciene Gonçalves destaca a relação custo/benefício. “Ela é que nem mulher piriguete: com R$ 5 você pega três”, compara. A explicação da estudante Hilma Santos é mais comportada. “Porque ela é pequena e toda arrumadinha”, define. Comportamento é o que o folião não vai ter com a piriguete, na opinião da ambulante Débora Alves. “Olha, se beber com vontade, ela arregaça. Com 20 contos de piriguete, você fica louca”, garante.
Na versão cerveja, a “piriguetagem” não é exclusividade da mulherada. “É coisa de homem também”, afirma o técnico de telecomunicações Adelino Júnior. Ele acredita que a similaridade com as piriguetes vem do fato de serem ambas “atrevidas”. “Ah, quanto mais a gente bebe, mais a gente quer”. O historiador José Libânio aposta numa explicação parecida, e afirma que o apelido da latinha tem a ver com o poder de fazer a libido aumentar. “Essa cerveja é boa e dá um fogo danado, que nem a piriguete”, teoriza. Já o taxista Jaime Evangelista acredita que as duas se aproximam na “temperatura”. “Ela é pequenininha e por isso é difícil que perca a temperatura. Está sempre no ponto, geladinha, que nem as piriguetes”, observa Jaime.
Diretamente dos mares do Caribe, o pirata Jack Sparrow ficou confuso ao responder a questão. “Quando as piriguetes chegarem por lá, eu te explico”, esquiva-se o pirata.
Mas, ao contrário das piriguetes de carne e osso, as latinhas estão ajudando uma turma de trabalhadores da folia a faturar mais. “Elas têm aumentado um bocado o número de latinhas que pego nas ruas”, conta o catador de latas Rafael da Silva.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Free Guided Tours
Nessas grandes cidades européias, o turista encontra fácil esses guias turísticos gratuitos. Descobri que existem no curso de francês (ou melhor, no albergue que ficava próximo ao curso). Fiquei enrolando um tempão pra ir, até porque estava esperando as colegas-fraudes do curso realmente fazerem da promessa realidade. Por fim, no último mês na capital francesa, já sem patacas pra gastar, resolvi testar um trecho desses. Lá fui eu pra frente do cavaleiro que fica à direita da entrada de Notre-Dame esperar o guia de colete rosa da Discover Walks Paris.
Foi uma experiência bem legal. Primeiro, porque estive com gente do mundo todo, da Austrália ao Canadá (pela primeira vez, ouvi alguém falando inglês com a língua presa. very interesting experience!). Segundo, você recebe informações sobre os lugares que não seriam fáceis de conseguir, assim (a não ser que você se pendure em guias de turismo, o que tem menos graça). Terceiro, conheci Marie (essa de saia branca e sapatilha amarela), uma francesa que de tão simpática mais parecia americana; quebrei essa imagem de que francês não é extrovertido. (Aliás, ela me deu uma dica de passeio que vou executar quando Ô Ingrid, Lu e eu formos para o nosso mochilão: andar por Paris à meia-noite de bicicleta, naquela área da Champs-Elysees. Me pareceu incrível!)
Por fim, tiramos essa foto em frente a Sorbonne, numa pose que imitava os estudantes de maio de 68. À primeira vista, fiquei confusa sobre o motivo de estar encolhida, quase invisível na foto. Depois lembrei: achei mico demais e me abaixei. Pra vocês verem que os estereótipos não garantem nada. (risos)
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