E às 7h58 de 07/02 chegou o meu sobrinho e afilhado Felipe, no Hospital Aliança. Um meninão: 3,480 kg, 51 cm! A coisa mais linda, já nasceu com cara de homenzinho. :)
Mas o bichinho promete ser genioso, viu (como já indicavam os chutes que ele dava na barriga de Renata)? Abriu o berreiro assim que nasceu e foi o que mais se mexia no berçário. Também foi o primeiro a abrir os olhos, para o orgulho da madrinha. :P
Na verdade, não sei se genioso seria a melhor definição. Às vezes ele me parece carente. Lembro de uma das primeiras trocas de fralda do meu sobrinho. Chorava como se estivessem arrancando um pedaço do seu corpo. Assim que dei o meu dedo indicador para ele segurar, ficou quietinho, a coisa mais fofa do mundo - que é como ele se parece quando está quieto, com aquela boca de coração dele sugando o peito ou o bico ou dormindo com a mãozinha embaixo da cabeça e as perninhas cruzadas. Felipe teve dificuldade para dormir mesmo em casa. Houve uma noite em que o pai resolveu colocá-lo apoiado sobre a barriga, e ele dormiu por cinco horas seguidas e nem sendo chamado para mamar quis despertar. Ele também fica quietinho quando minha mãe, que conversa até com poste, dana a tagarelar com ele. Felipe prefere dormir no carrinho, onde ele tem encaixe, do que no bercinho que é grande demais pra ele.
Eu sinceramente fiquei surpresa com isso tudo. Não sabia que a gente já nascia tão gente, tão carente, tão necessitado de aconchego. Pensava que isso tudo era coisa que a cultura enfiava na mente das pessoas. Mas pelo visto não é: assim como Lipe, em seus 22 dias de vida, vivemos procurando o quentinho, o encaixe perfeito de dois corpos da época da barriga, chorando pelo aconchego primário e perfeito perdido.
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