terça-feira, 29 de dezembro de 2020

A hora da virada


Tem pouco tempo que aprendi a viver no tripé objetivos-planos-prioridades. E que o bom muitas vezes é melhor que o ótimo. Em um ano como 2020, foi difícil viver de acordo com esse tripé, mas foi essencial exercitar esse lema. Estamos a poucas horas de 2021 e, apesar do tempo ser uma convenção, muita gente gosta de usar a mudança de calendário para refazer os planos. Eu já fiz os meus. Bem enxutos, de acordo com o que eu realmente acredito que sou capaz de tocar dadas as condições limitadas da pandemia. Sim, é preciso aceitar que esse período, por melhor que alguém o administre, vem produzindo prejuízos físicos e psicológicos e que precisamos nos ajustar a isso e, principalmente, nos acolher; não é hora de puxar a corda demais sob o risco de arrebenta-la.

Mudar não é fácil, e isso não é novidade para ninguém - quem já fez a tal lista de Ano Novo e depois checou o que foi feito sabe disso bem. Isso porque o cérebro não entende contextos, mas considera os resultados, e se ele entende que você chegou vivo fazendo o que você faz, ele vai tentar te sabotar na mudança de hábito ao melhor estilo "não se mexe em time que está ganhando".

A meu ver, o grande problema é que quando a gente consegue finalmente força para mudar, já está tão esgotado com a situação que quer se livrar dela quase que por decreto. E minha experiência, não só pessoal, mas observando amigos nesse movimento, me diz uma coisa: metas mais humildes e uma boa dose de paciência são recursos preciosos. Afinal, não foi da noite para o dia que a situação que você quer finalizar se estabeleceu, não é? Outro pulo do gato é pensar no agora, resolver o dia. Se você focar lá na frente, vai ficar ansioso e provavelmente desanimará. É preciso também respeitar os limites - o lance do bom ser melhor que o ótimo, lembra? Se só é possível, pelo motivo que for, poupar 50 reais por mês, isso já é melhor que nada.

E você, já fez o seu planejamento? Planejar faz a gente pensar mais claramente em como atingir os nossos objetivos. Mas lembre-se também que não tem coisa mais previsível que o imprevisto. É preciso ser flexível quanto às mudanças de rota. Está aí uma boa meta para 2021 e qualquer outro ano.

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