quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A vida é tão rara

Quem me conhece mais intimamente sabe que meu "medo de estimação" é da pobreza. Enfim, pelo meu histórico familiar, por ter tido um pai que nos tratava como gado, sem qualquer apoio ao nosso crescimento ou respeito às nossas subjetividades, sempre soube que dinheiro é liberdade. Não tê-lo é estar nas mãos dos outros, dependendo da bondade de estranhos, como disse Blanche, ou pior, de conhecidos que podem te humilhar muito por causa disso. Não quero. Só vou descansar em paz quando atingir a minha tão sonhada estabilidade financeira.
Mas, durante essa jornada, descobri que há um medo que devemos ter: a falta de paixão. Por trás de todas as histórias de gente excepcional há ela. Mandela não aguentou 27 anos na prisão à toa. Nossos atletas, de origem bem pobre, não chegaram às medalhas olímpicas à toa. Eu só quero que meus sobrinhos tenham ética e uma paixão, que sejam movidos por alguma coisa nessa vida, nem que seja um time de futebol ou tocar violão.
Eu, aos poucos, estou tentando aflorar as minhas.

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