segunda-feira, 30 de abril de 2012

O bom versus o correto

Pense nas escolhas da sua vida. Em muitas delas houve tensão entre o que é "bom" para você e o que é "correto" fazer, duas qualidades que quase nunca andam juntas em se tratando de situações da vida. Escolher entre o bom e o correto é desgastante porque sempre vamos deixar algo que é fundamental para trás (sim, é aquela história do urgente sempre passando por cima do importante). Durante muito tempo, dei prioridade ao correto em detrimento do bom. Mas estou começando a fazer o movimento inverso. Sabe como é: estou envelhecendo, e começo a apreciar as coisas que me vêm facilmente, sem cansar essa carcaça que começar a ficar cansada pelo tempo de uso.
No fundo, a opção pelo correto vem da falta de fé, basicamente. Não acreditamos que ficaremos bem se não seguirmos as regras ou que as pessoas supostamente atingidas pela falta de correção não sobreviverão a isso. Mas veja bem, fazer o correto é mesmo uma boa saída, desde que haja algum "bom" nela. Se nada de bom houver, é furada. E daquelas.
Como água para chocolate - Quando não há nenhum bom na alternativa e a gente, às vezes por preguiça e covardia, opta pelo correto, aos poucos, vamos contaminando a escolha feita e, inconscientemente, começamos a colaborar para tornar o correto incorreto e sermos forçados e buscar de novo o bom. É como aquele filme "Como água para chocolate". A protagonista fez o que era correto, e não se casou com o seu amor, mas passou a vida transformando o correto - ato de cozinhar e servir a família - em incorreto - a tristeza que passava através dos alimentos por não ter feito o que era bom para ela.
Sei lá, quando a gente é mais novo, com tempo para gastar, se submete a essas coisas achando que a recompensa vai vir. Na minha idade, sei que ela pode não vir e ainda me causar perda de tempo, frustração. Melhor garantir a satisfação no presente mesmo, que não há tempo a perder fazendo sacrifícios ao nada.
(Paz aos que vêm de longe!)

sábado, 21 de abril de 2012

Eu comi Ricky!


Não costumo falar de minhas experiências pessoais neste blog, mas hoje vou começar com uma confissão: eu comi Ricky sábado passado. E devo dizer que foi ótimo, uma delícia mesmo, mais do que esperava, babies!
Bem, achei que só a Ana Carolina poderia ficar chateada comigo por isso, já que há um bom tempo anda espalhando que comeu a Madonna. Mas contei o ocorrido a Ô Ingrid, e ela pareceu não ter gostado nadinha do meu relato:

- É, na minha vez ele não veio tão avantajado assim. - comparou a santa, com ar de desdém.

Amizade abalada? Tomara que não, pois tô pensando em dar umas mordidas em Ricky em breve.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Data de validade

Há uns oito anos atrás, quando me formei, tive a estúpida ideia de participar do trainee da Votorantim. Penúltima etapa, a primeira presencial, hora de ficar de frente com Gabi, ou seja, com a head hunter do grupo. Nunca esqueci dela: toda de preto, roupa sem corte, sem expressão e altamente objetiva. Um homem sem pinto ou mulher-tanque, como eu chamo - típico da geração dela.
Fiz alguns contatos com os candidatos que conheci lá e mantivemos alguma conversação enquanto durou o Orkut. Mas o que ficou de lembrança desse evento, além da inveja da pele perfeita de Fernanda Palhares, sem um poro sequer (risos), foi a pergunta da head hunter da Votorantim: qual o seu prazo de validade? A gurizada de vinte e pouquíssimos anos não soube responder a pergunta, e eu tampouco lembro o que disse a ela, mas deve ter sido algo inexpressivo, assim como foi a minha participação naquele dia. A galera entendeu que a validade era profissional, mas a mulher nos perguntava o que nos motivava. Qual o seu prazo de validade? O que é tão vital pra você que, na falta, te tornaria um produto vencido? Hoje eu responderia: aprendizado. Sem aprender, eu perco a minha validade, minha razão de ser, sou um ser impróprio para o consumo social, laboral, da vida.
Pois é, reflita e pergunte-se: qual é o seu prazo de validade?

domingo, 15 de abril de 2012

Dia do Jornalista

O Dia do Jornalista foi comemorado em 7 de abril e com atraso - involuntário, preciso dizer - deixo aqui os parabéns para todos os amigos que fazem parte da profissão. Sim, a classe merece os parabéns MESMO. Poucos trabalham tanto, ganhando tão pouco e com tanta boa vontade como os jornalistas. 
Dúvidas e conflitos pessoais à parte, a profissão me deu experiências muito bacanas, que contribuíram para o meu aprimoramento como pessoa, inclusive. 
Uma das mais intensas foi a de um acidente, no Dia das Crianças do ano passado, na Ilha de Itaparica. Até hoje não se sabe direito o que aconteceu para que o caminhão invadisse a festa que um lojista promovia para a criançada. Mas ver as crianças sendo transportadas de helicóptero, outras chorando a morte de alguns coleguinhas, e principalmente o monte de sandalhinhas das vítimas no chão, amontoadas, varridas como se nada tivesse acontecido, foi uma experiência e tanto que sei que vou lembrar por muito tempo. 
Também tive boas experiências jornalísticas no plantão noturno, que me deram "a real", como dizem, sobre a fragilidade da vida. Veio a chuva, e alguém teve a casa desmoronada e ficou soterrado. Isso acontece direto quando chove, cheguei a cobrir uns quatro casos desse em um mês. Sorte minha que ninguém morreu nas coberturas que fiz. 
Local também foi uma lente e tanto. Adorei fazer matérias sobre questões femininas, religiosas e raciais. Ajudou-me a pensar sobre muita coisa e me levou a eventos que eu nunca escolheria ir, espontaneamente, mas que adorei ter vivenciado. A greve da PM da Bahia, apesar da canseira, foi uma experiência interessante, também.
Pois é, isso é o mais bacana da profissão: ir a lugares nunca cogitados e aprender mais sobre o ser humano. São dois motivos fortes para seguir essa profissão, não é mesmo?
Fotos: Fernando Vivas

segunda-feira, 9 de abril de 2012

LOCAL...

Local é como é conhecida a editoria de cidade, no jornal A TARDE. É um nome perfeito, de certo modo, porque a editoria em questão é um local mesmo de gente boa, que eu tive o prazer de conhecer nessa temporada 2011-2012 na redação. Galerinha muito especial!
Não liguem para as expressões, que isso foi no amigo secreto de Natal, já de madrugada, e estávamos todos cansados e bêbados. hehehe... Eu não apareço porque sou a autora da foto. :)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sobre o amor

"Às vezes eu sinto tanto amor dentro de mim que até machuca, uma vontade de abraçar o mundo, não sei se você me entende. Daí passo um dia na faculdade e me lembro exatamente os motivos que me fizeram entender que quase ninguém nesta vida merece seu melhor lado. E retomo meu hábito de desprezar as pessoas em vez de amá-las."

Um amigo meu escreveu isso no Facebook. Sempre senti assim, igualzinho, sem tirar nem pôr nada na fala dele. Reconheço essa catraca interna em mim, da qual nunca soube a senha, o que teria sido útil em alguns momentos de emergência.
É que as coisas para mim vão evoluindo aos poucos; a cautela está no meu DNA. Como os cachorros, eu cheiro e farejo antes de lamber. Conto nos dedos as vezes em que tive um sentimento forte por um conhecido - e eu só consigo agir, de fato, se estiver motivada emocionalmente. A pessoa só começa a existir pra mim com a intimidade, a proximidade, e vice-versa (por isso que o povo diz que eu sou blasé, fechada e que nunca sabe o que estou pensando). É como se a cada "quilômetro" de convivência fosse liberada uma chave. O caso é que não nasci para superficialidades; tenho necessidade de elaborar.
A situação é clássica: você engata a marcha da afeição e passa dias e anos construindo uma relação, um afeto, aos poucos vai conseguindo afrouxar as defesas e vai se mostrando, fazendo o melhor que pode para alguém que você quer bem, e aquela pessoa na qual você investiu (quase sempre) te faz cair do cavalo de um modo lamentável, que é mostrando pobreza de espírito.
Há muita gente assim no mundo, tanto que dá preguiça de se relacionar. Uma sensação de desperdício danada bate no coração. Isso me lembra uma frase que ouvi de alguém do candomblé, quando comentei que os búzios reveleram que Oxóssi é meu orixá de cabeça: "O caçador é aquele que alimenta muita gente, mas passa quase todo o tempo só, na mata". Já fiquei triste por causa disso, mas passei a viver bem melhor quando resolvi me esforçar para canalizar para mim mesma toda essa afeição.
Talvez seja isso: talvez estejamos fadados a sermos o grande amor da nossa vida, a amarmos alguém que não pode, exatamente, nos amar de volta (nesse caso, a vida é que passa a nos retribuir). E então espero que no dia em que eu conseguir construir todo esse afeto gigante por mim mesma, possa amar todo mundo, mesmo não precisando do amor de ninguém. Porque eu acho que no fundo é isso: a gente se nega a amar com medo de o outro não merecer porque somos mendigos desse outro, que queremos amar para, na verdade, suprir nossas carências, nossas necessidades de reconhecimento. É por isso que amar é tão difícil, penso eu, porque nunca é uma coisa tão pura quanto deveria ser, já chega com metas e demandas, não nasce livre, pelo contrário, é um escravo de sentimentos não ou mal resolvidos dentro da gente.

É como Deus quer

Recentemente, publiquei uma matéria sobre aborto. Percebi que o tema mexe com muita gente e produz opiniões muito radiciais a respeito (não me refiro só aos religiosos, como pode parecer, mas também às feministas). Eu tenho a minha própria opinião formada sobre isso, na minha visão a mais conciliatória entre os dois extremos que esse tema pode comportar. Me assusta, embora eu compreenda, quando o povo se apega a Deus para defender seu ponto de vista. Mas acho que Deus não tem ponto de vista, ou melhor, ele não quer que a gente tenha, ele quer que a gente pense, se for o caso teste e principalmente CRESÇA. Se ele quisesse certeza, não nos daria a tecnologia, a possibilidade dessas alternativas polêmicas. Enfim, penso que Deus ama o erro, do contrário não teria criado uma humanidade errante e falha.

Espírito da Fundação

Eu sempre achei que os lugares conservam o espírito da sua fundação. Olhe só Minas Gerais. Dizem que mineiro é desconfiado e "solidário só no câncer". Mas o que esperar de um povo que nasceu em clima de caça ao tesouro? Dizem que carioca se acha e pensa que o Rio é a melhor coisa do mundo. Síndrome de corte, que um dia foi. São Paulo nasceu isolada do resto do país, era a única cidade que não estava no litoral. Era a mais pobre da colônia e atraía bandeirantes, que caçavam índios - na falta de grana para comprar escravos - e riquezas. Esse espírito de estranho no ninho, de self made impera até hoje. E Salvador? Eterno porto, que adora receber e se mostrar a quem vem de fora. A ladainha de eterna abandonada é secular, vem desde quando fomos trocados pelo Rio de Janeiro. O Brasil nasceu explorado e colonizado por um povo de moral bastante flexível, e não conseguiu superar essas características até hoje.
Eu tive um professor de Psicologia das Relações Humanas na UFBA que nos aconselhava a investigar o nosso passado pré-útero, ou melhor, o contexto dos nossos nascimentos, pois a vida da gente começa muito antes de estarmos no ventre de nossas mães. Concordo. O destino das pessoas e dos povos está na origem.

domingo, 25 de março de 2012

Perdão

Quanto mais eu envelheço, mas eu acho o perdão um negócio difícil. Eu não falo daquele não-perdão amargurado, que odeia, corta relações ou até quer vingança; falo daquele tipo no qual se instala uma desconfiança irreversível sobre alguém. Porque há ofensas que são feitas sem querer (e fatalmente vai acontecer em algum ponto do relacionamento); outras, nem tanto assim (se é que me entendem). Por mais que você compreenda a situação, não sinta mais nada sobre o que aconteceu e continue a levar a sua vida incluindo a pessoa, você nunca mais consegue enxergá-la do mesmo jeito. Algo se quebra e não pode ser recomposto. Você vê algo que não via antes e que, a depender da situação, pode mudar muita coisa entre vocês. É difícil detectar perversidade no outro e ser neutro em relação a isso. Ser objeto do egoísmo alheio não é uma experiência neutra e, no fundo, não dá para respeitar quem não respeita a gente.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

So fucking tired!...

Ando muito cansada. Evito dizer isso em voz alta porque dizem que quanto mais a gente fala em algo, mais esse algo cresce. Mas é um tipo de cansaço estranho, um cansaço mental em um nível que eu nunca tinha experimentado: ando tão cansada que os problemas chegam e eu não consigo me estressar com eles por pura falta de energia.
Eu fico pensando que seria mais feliz se abandonasse o ritmo da vida na cidade. É evidente que não fui feita pra isso: trânsito, fila, empurra empurra. Mas quando penso em ir para um interior, aquele lugar sem nada para fazer, sinto que não tenho opção. Fico pensando em que tipo de alternativa tem alguém como eu, que não é urbanóide nem faz o estilo bicho do mato? Já com 30 e poucos anos, não me interessa só ter conquistas mas viver com qualidade de vida. Digo, por exemplo, que não me basta ter um emprego; ele tem que me proporcionar alguma condição de viver a minha vida.
Quem foi que criou essa necessidade de viver freneticamente que nos impuseram? É muito louco o ser humano viver assim, bicho! Olha, eu até amo ser produtiva, mas eu amo mais ainda poder escolher, coisa que eu não posso fazer. Como se faz pra ter saúde numa situação dessa?
Bem, eu penso em tudo isso, mas a verdade é que, por enquanto, eu tô sem energia para tentar algo diferente.

Felipelindo

E às 7h58 de 07/02 chegou o meu sobrinho e afilhado Felipe, no Hospital Aliança. Um meninão: 3,480 kg, 51 cm! A coisa mais linda, já nasceu com cara de homenzinho. :)
Mas o bichinho promete ser genioso, viu (como já indicavam os chutes que ele dava na barriga de Renata)? Abriu o berreiro assim que nasceu e foi o que mais se mexia no berçário. Também foi o primeiro a abrir os olhos, para o orgulho da madrinha. :P
Na verdade, não sei se genioso seria a melhor definição. Às vezes ele me parece carente. Lembro de uma das primeiras trocas de fralda do meu sobrinho. Chorava como se estivessem arrancando um pedaço do seu corpo. Assim que dei o meu dedo indicador para ele segurar, ficou quietinho, a coisa mais fofa do mundo - que é como ele se parece quando está quieto, com aquela boca de coração dele sugando o peito ou o bico ou dormindo com a mãozinha embaixo da cabeça e as perninhas cruzadas. Felipe teve dificuldade para dormir mesmo em casa. Houve uma noite em que o pai resolveu colocá-lo apoiado sobre a barriga, e ele dormiu por cinco horas seguidas e nem sendo chamado para mamar quis despertar. Ele também fica quietinho quando minha mãe, que conversa até com poste, dana a tagarelar com ele. Felipe prefere dormir no carrinho, onde ele tem encaixe, do que no bercinho que é grande demais pra ele.
Eu sinceramente fiquei surpresa com isso tudo. Não sabia que a gente já nascia tão gente, tão carente, tão necessitado de aconchego. Pensava que isso tudo era coisa que a cultura enfiava na mente das pessoas. Mas pelo visto não é: assim como Lipe, em seus 22 dias de vida, vivemos procurando o quentinho, o encaixe perfeito de dois corpos da época da barriga, chorando pelo aconchego primário e perfeito perdido. 

As Piriguetes

Nem Daniela, nem Ivete. Nas ruas, só se fala, só se pede a “piriguete”. É assim que ficaram conhecidas as latinhas de 269 ml de cerveja vendidas desde o Carnaval passado ao preço módico de R$ 5 o trio e em alguns casos R$ 1 a unidade. A entrada de uma prestigiada marca de cerveja neste mercado é a novidade deste ano. “É uma piriguete de valor. É facinha, mas é da boa!”, explica a ambulante Fátima Sacramento.
Mas porque a latinha leva o nome de piriguete? São muitas as teorias. A ambulante Luciene Gonçalves destaca a relação custo/benefício. “Ela é que nem mulher piriguete: com R$ 5 você pega três”, compara. A explicação da estudante Hilma Santos é mais comportada. “Porque ela é pequena e toda arrumadinha”, define. Comportamento é o que o folião não vai ter com a piriguete, na opinião da ambulante Débora Alves. “Olha, se beber com vontade, ela arregaça. Com 20 contos de piriguete, você fica louca”, garante.
Na versão cerveja, a “piriguetagem” não é exclusividade da mulherada. “É coisa de homem também”, afirma o técnico de telecomunicações Adelino Júnior. Ele acredita que a similaridade com as piriguetes vem do fato de serem ambas “atrevidas”. “Ah, quanto mais a gente bebe, mais a gente quer”. O historiador José Libânio aposta numa explicação parecida, e afirma que o apelido da latinha tem a ver com o poder de fazer a libido aumentar. “Essa cerveja é boa e dá um fogo danado, que nem a piriguete”, teoriza. Já o taxista Jaime Evangelista acredita que as duas se aproximam na “temperatura”. “Ela é pequenininha e por isso é difícil que perca a temperatura. Está sempre no ponto, geladinha, que nem as piriguetes”, observa Jaime.
Diretamente dos mares do Caribe, o pirata Jack Sparrow ficou confuso ao responder a questão. “Quando as piriguetes chegarem por lá, eu te explico”, esquiva-se o pirata.
Mas, ao contrário das piriguetes de carne e osso, as latinhas estão ajudando uma turma de trabalhadores da folia a faturar mais. “Elas têm aumentado um bocado o número de latinhas que pego nas ruas”, conta o catador de latas Rafael da Silva.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Free Guided Tours

Nessas grandes cidades européias, o turista encontra fácil esses guias turísticos gratuitos. Descobri que existem no curso de francês (ou melhor, no albergue que ficava próximo ao curso). Fiquei enrolando um tempão pra ir, até porque estava esperando as colegas-fraudes do curso realmente fazerem da promessa realidade. Por fim, no último mês na capital francesa, já sem patacas pra gastar, resolvi testar um trecho desses. Lá fui eu pra frente do cavaleiro que fica à direita da entrada de Notre-Dame esperar o guia de colete rosa da Discover Walks Paris. 
Foi uma experiência bem legal. Primeiro, porque estive com gente do mundo todo, da Austrália ao Canadá (pela primeira vez, ouvi alguém falando inglês com a língua presa. very interesting experience!). Segundo, você recebe informações sobre os lugares que não seriam fáceis de conseguir, assim (a não ser que você se pendure em guias de turismo, o que tem menos graça). Terceiro, conheci Marie (essa de saia branca e sapatilha amarela), uma francesa que de tão simpática mais parecia americana; quebrei essa imagem de que francês não é extrovertido. (Aliás, ela me deu uma dica de passeio que vou executar quando Ô Ingrid, Lu e eu formos para o nosso mochilão: andar por Paris à meia-noite de bicicleta, naquela área da Champs-Elysees. Me pareceu incrível!)
Por fim, tiramos essa foto em frente a Sorbonne, numa pose que imitava os estudantes de maio de 68. À primeira vista, fiquei confusa sobre o motivo de estar encolhida, quase invisível na foto. Depois lembrei: achei mico demais e me abaixei. Pra vocês verem que os estereótipos não garantem nada. (risos)

sábado, 29 de outubro de 2011

Vassoula

(Paris, em alguma rua próxima a Place do Tertre, por volta das 17h de uma sexta-feira do final de junho)


Rapaz (em francês): Boa tarde. Nós gostaríamos de uma garrafa de água, por favor.
Proprietária do Restaurante Grego: De acordo. Mas só temos da maior, de 1 litro. Custa 1,90 euro.
Moça (cochichando para o rapaz, em português): Até que o preço está bom. No metrô, a de 200 ml tá por 2 euros...
Proprietária (interrompendo, em francês): Ei, não está caro nada; está super barato!
Moça: Mas eu...
Proprietária: Não, eu quero ver você encontrar uma garrafa deste tamanho por esse preço!
Rapaz (em francês): O que ela estava dizendo era exatamente isso, que está barato.
Proprietária (ar desconfiado): Ah tá. Pois é mesmo.
                     Um minuto que eu já trago a água.
(Rapaz e moça folheiam um caderno de visitantes que está em cima da mesa. A dona do restaurante chega com a garrafa de água)
Prop.: Vocês dois são de onde?
Rapaz: Brasil. A senhora é grega, não é?
Prop.: Siiiiiiim!
Rapaz: Meu avô era grego.
(Ela começa a conversar em grego com ele, que fica sem graça por não entender patavinas do que ela está falando)
Rapaz: Oh, me desculpe, mas eu não falo grego.
Prop.: Humpf... Vê-se que seu avô não lhe ensinou nada.
(Ela volta para detrás do balcão)
Rapaz (cochichando em português com a moça): Na verdade, eu quis dizer meu bisavô, mas eu não sei como dizer isso em francês. (Pausa) Madame, é possível usar o banheiro?
(Neste momento chega um senhor, amigo da proprietária do restaurante)
Prop. (respondendo ao rapaz, enquanto sai do balcão em direção à porta para receber o amigo que a espera): Só um minuto, jovem, que eu preciso te orientar em como usar a descarga.
Rapaz: Ok.
(Cinco minutos depois, ela ainda continua conversando com o amigo, na porta do restaurante, de costas para a dupla de turistas)
Moça: Hum, acho que comprar a água não foi um bom atalho para conseguir um banheiro.
Rapaz: Qual é mesmo o nome dela? Vassélia? Valinda?...
Moça: Vassoula.
Rapaz: Com licença, Vassoula... Posso usar o banheiro?
Prop.: Me dê só um minuto e eu já vou aí.
(Cinco minutos depois, ela vai explicar o uso da descarga ao rapaz, que finalmente consegue usar o banheiro)
Moça: E aí? Fez tudo como ela mandou? Deu tudo certo?
Rapaz (sem graça): Eu acho que acabei fazendo tudo que ela me mandou não fazer.
Moça: Então agradeça logo e vamos nos mandar antes que ela perceba.
Moça e Rapaz: Tchau. Foi um prazer conhecê-la!
Vassoula: Até mais!
(Neste momento, ela saca um perfume spray e dá uma borrifada nos dois jovens, que ficam sem entender a "saudação de despedida")
Moça (cochichando com o rapaz, ambos já de costas para o restaurante, rindo da situação): Por essa eu não esperava: viajar 12 mil km da Bahia até a França para ganhar um banho de cheiro de uma maluca grega!


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Imigrante, profissão coragem

Foi no meu segundo dia em França que fiquei frente a frente com uma das imagens cristalizadas em minha mente sobre a vida dos imigrantes: um apartamento minúsculo, daqueles em que a sala de estar fica embaixo do beliche, sem janelas, com alguns móveis e objetos amontoados. Senti, vindo da cozinha, uma fumaça de comida (boa) que empestiava todo o pequeno apartamento. Confesso que tive pena do casal que morava ali: "Deus do céu, do jeito que eu gosto de ficar em casa, nunca conseguiria viver assim, sem espaço", disse a mim mesma.

Mas para aqueles dois jovens vindos do interior do Brasil, a modesta moradia era um luxo. Residiam em França há quatro anos e ali há menos de um. Antes disso, viveram em um apartamento com mais seis pessoas, onde passaram sete meses dormindo "como irmãos" acanhados em trocar qualquer tipo de carinho na frente dos colegas de quarto.

Ele contava dias piores que a esposa, cuja chegada em terra estrangeira deu-se sete meses após a dele. No início, morava em um apartamento com 20 pessoas. Todas brasileiras. Foi ajudado pelos colegas durante momentos críticos em Paris. "O dinheiro que eu tinha para fazer o mercado eram os 20 euros que o pessoal me dava; cada um me emprestava 1 euro, que eu fazia questão de devolver quando recebia o salário. Alguns não queriam receber a moeda de volta, mas eu insistia: 'Aceita, porque se um dia eu precisar de novo, você vai confiar em me emprestar´", recorda o rapaz. A lembrança de gestos de solidariedade como esses não serviram para apagar a desconfiança gerada nesses anos no exterior, incluindo a dos próprios compatriotas."Quem mais sacaneia o brasileiro fora do Brasil é o próprio brasileiro", disse - eu ouviria essa mesma frase de outros imigrantes.
O primeiro golpe veio em menos de duas horas após a chegada em solo europeu. Os 2 mil euros que trouxera evaporaram-se nas mãos do homem - irmão de uma colega de trabalho de seu último emprego no Brasil - que havia articulado a sua mudança para Paris, com promessas de trabalho fácil e ganhos financeiros abundantes. O sujeito argumentou que precisava da quantia para saldar as despesas iniciais do rapaz, e nunca mais apareceu, deixando-o com apenas um mês de aluguel pago. À esta altura, voltar não era mais opção. "Precisava pagar o empréstimo de R$8 mil que havia pegado no Brasil pra vir pra cá", conta.


Teste de esforço - Geralmente o imigrante sai de seu país intermediado por outro conterrâneo que já mora no exterior, mas há histórias em que a disposição de tentar a sorte dispensou mediadores e, diriam alguns, o bom senso. Um dos casos mais impressionantes que ouvi em Paris foi de uma mineira que há seis anos saiu do Brasil para tentar a sorte na Europa. O destino original era Londres. Como muitos brasileiros, a moça foi barrada na Imigração. Mas não desanimou: desviou a rota e aventurou-se na cidade luz, sem ninguém para ampara-la, sem saber uma palavra de francês ou de qualquer outro idioma. Hoje, casada com um francês, realizou o projeto de uma vida, se não luxuosa, ao menos mais confortável fora de sua terra natal.
Ficar rico não é uma meta fácil de ser alcançada, mesmo quando se é pago em euro. Primeiro porque aos estrangeiros cabem os empregos braçais que os nativos já não querem mais desempenhar, cujas remunerações basicamente propiciam a sobrevivência. Além disso, é comum  o uso de parte do salário para saldar débitos no país de origem ou socorrer a família.
Mas é possível fazer uma poupança. Viver no exterior é especialmente gratificante para quem não tem qualificações. Sabe o casal do início desse texto? Eles já possuem dois imóveis em sua cidade, feito difícil de realizar se não houvessem imigrado. Não foi fácil: "Após quase três anos trabalhando aqui, compramos roupa nova pela primeira vez no final do ano passado", conta a esposa.
Os empregos mais comuns são no bâtiment (construção civil), de babá e na limpeza. Os trabalhos exigem fisicamente - especialmente no deslocamento entre um local de trabalho e outro, pois quase ninguém tem apenas um empregador -, mas as condições laborais costumam ser boas. Só se encrenca quem (poucos, felizmente) realmente está desesperado por dinheiro e precisa faturar muito além da média salarial. Nesse caso, a jornada de trabalho torna-se um verdadeiro teste de esforço. O pessoal da limpeza, por exemplo, produz principalmente antes e após o horário comercial. Há quem se sujeita a jornadas que começam às 4h da manhã e terminam às 22h. Com três horas de sono por dia, muitos sucumbem, e quem resiste sabe que esse ritmo intenso de atividade tem "prazo de validade": até o corpo não mais suportar.

Nunca de mochila -  Há um código não-verbal e não-escrito que permeia a vivência em terra estrangeira. Uma das regras seguidas, por exemplo, pelos homens imigrantes é não usar mochila. "A polícia fica de olho e as chances de te pararem são maiores", explica um imigrante brasileiro. Evitar estar perto de tumultos e multidões também é um cuidado básico.
Mesmo sustentando aquela expressão sossegada típica de quem é do interior de Minas, o brasileiro Roberto já foi levado quatro vezes pela polícia e deportado uma vez. A última prisão, no inicio deste ano, aconteceu quando o mestre de obras, distraído, se entretinha assistindo a uma briga no meio da rua. O mal-entendido não poderia ter acontecido em hora pior: sua esposa estava no início de uma gravidez delicada de gêmeos. Os amigos mais próximos se mobilizaram para contatar um advogado e tira-lo da detenção. Mas houve, também, quem sequer telefonasse com receio de ser rastreado pela polícia.
Apesar de admitir nunca ter sofrido qualquer tipo de agressão das autoridades francesas, a sequência de apreensões deixou um trauma. Em visita a amiga, também imigrante brasileira, elogiou-lhe o carro, mas se recusou a passear nele. "Ele tem medo de ser reconhecido como brasileiro, pois o carro dela tem um adesivo com a bandeira do Brasil", revela, num cochicho, a esposa.

Exílio afetivo - É comum que os imigrantes, após o período inicial de adaptação, queiram fixar raízes na nova pátria. A organização dos países desenvolvidos e os bons salários - se comparados com os ganhos deles no Brasil - seduzem quem se aventura em terra estrangeira. "Quando a gente chega aqui percebe que o Brasil não é um país tão legal quanto a gente pensa quando mora lá. Só volto se puder ter um negócio próprio, mas a verdade é que gosto daqui, não tenho vontade de ir embora", confessa uma imigrante nordestina. A satisfação com a nova vida esbarra em um obstáculo natural e dificil de driblar, apesar da tecnologia: a saudade da família. Quem tem filhos, então, sofre a frustração de não estar acompanhando momentos fundamentais do crescimento deles: "Outro dia liguei chorando para uma amiga porque não reconheci meu filho mais velho em uma foto que meus pais me enviaram", conta uma rondonense.
Entretanto, é justamente a ausência de estrutura familiar que faz alguns desconsiderarem a volta para casa. "Minha mãe é separada do meu pai e cuida de um irmão meu que usa drogas. Ele já tem outra mulher e só faz beber. Daqui eu tenho condições de ajudar mais ela", diz a moça goiana, para depois revelar o real motivo de não querer voltar para Goiás: "Pra quê vou voltar se ninguém me dá bola? Minha irmã casada tem internet e ninguém nunca entra em contato comigo. Se eu não telefono, eles me esquecem", ressente-se.
Seu marido pensa diferente e aponta outro motivo que não a família para retornar em um futuro próximo: "Tenho saudade de jogar futebol com os amigos", confessa.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Momento Luiza Marilac


Porque se isso é estar na pior, pohaaan, o que é estar bem, né? hahaha

Ay, te dejo Salvador!

Eu te digo, Salvador, que após 20 anos já não te amo mais. Nada pessoal - você continua lindíssima -, mas apenas o que é meu não está guardado aqui. Definitivamente. Sinto cada vez mais isso.
Mas qual vai ser dessa separação: amigável ou litigioso?
A seguir cenas dos próximos capítulos.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

6 centímetros

Hoje finalmente vi as primeiras imagens de Felipinho. Fiquei impressionada: como alguém que só tem 6 cm pode já possuir tantos detalhes?! Até o pintinho dele dá pra ver no ultrassom. Ao assistir o vai e vem daquele grão de gente no útero de minha irmã, tive um insight - acredite se quiser: vai ser um cara tranquilo (tomara!). Mas já digo que rolou uma simpatia à primeira vista. :)
O saco é que ainda falta muito tempo pra ele nascer, mais de cinco meses (gravidez não deveria durar mais que 6 meses). Vou estar estourando de curiosidade pra saber como ele é.

Pra quem duvida da minha sensibilidade, saiba que eu não sou fraca, não: acertei todos os 4 palpites dos sexos dos bebês das minhas amigas grávidas. Esse par de tênis mesmo, que vai ficar um espetáculo no meu sobrinho na ocasião das Olimpíadas de Londres, eu comprei bem antes de saber o sexo (levei até bronca de minha irmã, mas, dá licença, eu confio no meu taco! hehe). Na mesma semana em que os comprei, vi um guri de uns 2 anos calçado com um par igual. Interpretei como um sinal.

Aliás, tem coisa mais fofa que sapatinho de criança?!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

As cinco pessoas que me inspiram (no Facebook)

Às vezes coisas aparentemente idiotas nos fazem pensar na vida. Fui preencher meu perfil no Facebook, e acabei escolhendo, como manda a página, cinco pessoas que me inspiram. Depois, fiquei pensando no por que delas me inspirarem e constatei que, não por acaso, essas pessoas cultivam posturas que prezo bastante. 

Lázaro Ramos - Simplicidade
Pessoalmente, sinto muita falta de referências jovens. Quase todo mundo que admiro não é da minha geração. Não concordo com algumas das posturas dos meus contemporâneos. Mas, como sempre existem as exceções, gosto muito de Lázaro Ramos. Primeiro porque foi contra todas as expectativas. Lembro de um comentário de uma colega de faculdade um pouco antes dele ganhar fama nacional: "É um ótimo ator, pena que nunca vai ser escalado pra fazer o galã da novela", foi mais ou menos o que ela disse. Alguns anos depois, esse baiano interpretou um pegador em plena novela das oito. O talento quebra regras, isso é fato.
Geralmente quando uma pessoa não corresponde aos estereótipos de seu meio, acaba sendo criado um rancor, uma espécie de mágoa por conta da rejeição. Sinto que esse ator é bem-resolvido consigo mesmo;  ele me transmite simplicidade e dignidade. Creio que ter vindo do Bando de Teatro Olodum tenha a ver com isso. Aliás, a Bahia é um raro reduto da autoestima afro (talvez se Lázaro fosse gaúcho sentisse diferente). Está aí uma coisa que, a propósito, faz mais ainda a diferença no caso dele: apesar de ter orgulho da sua raça, ele não é panfletário e tem a elegância de não encher o saco da audiência com "pregação"; deixa a mensagem fluir na sua própria postura pública.


Susan Sarandon - Integridade
Sempre que digo que admiro essa atriz, o povo me pergunta a razão. Pra mim não tem dúvida, é só olhar para a face dela (embora acredite que "quem vê cara, não vê coração"). Susan faz parte de uma geração de atores (internacionais e nacionais também, claro) que cultiva ideais, estrelas cujas escolhas profissionais são coerentes com o que pregam.
Ela tem um tom firme, que eu aprecio e transmite dignidade. E, sabe, mais do que exatamente defender boas ideias, admiro gente que acredita no que fala e no que faz, que pensa as suas ações e escolhas. Isso demonstra critério na vida e integridade.

Hebe Camargo - Alegria
Nem todo mundo que você admira, admira por inteiro. Estranhamente, quando é assim o caso é mais notável, pois para continuar admirando alguém que te desagrada em parte, é preciso que o motivo de admiração seja maior que o usual.
Assim é a alegria de viver de Hebe. Nunca esqueci de uma declaração de Sílvio de Abreu sobre a Madrinha da Tv Brasileira, em que ele dizia que a coisa que mais o impressionou no tempo em que trabalhou com a loira foi o seu entusiasmo em exercer seu ofício, que não variava - quer o ibope marcasse 100 ou 0 pontos.
Eu acredito que felicidade é um dom (e não muita gente o possui hoje em dia). Hebe é inabalável neste quesito. É a personificação da máxima de uma outra loira, Marilyn Monroe: "Sei que nunca serei feliz, mas sei que posso ser muito alegre". E por que não?

Oprah Winfrey - Confiança
Oprah, como apresentadora, não me fascina. O que me impressiona nela é o exemplo de vida, a postura "para o alto e avante". Pire aí na bio dessa figura: mulher, negra e pobre, em um país preconceituoso como os EUA (lembrando aqui que ela foi jovem nos anos 60/70, época em que as coisas ainda eram muito difíceis para as minorias), veio de uma família desestruturada, e como se não bastasse, foi estuprada na infância e ainda jovenzinha perdeu um filho. Seria normalíssimo que uma mulher dessa não desenvolvesse autoestima e tampouco tivesse futuro. Oprah conseguiu os dois. Contra todas as probabilidades, ela confiou no próprio taco e, de quebra, acabou influenciando um monte de gente por aí.
Pois é, outra tendência que ela pôs por terra foi a de que celebridades são perfeitas, ao se mostrar acessível e vulnerável como qualquer ser humano. Geralmente quem chega ao topo não deseja compartilhar. Mesmo que ela não seja aquilo que demonstra, as confissões de Oprah ajudam a validar a humanidade da audiência.

Bethany Hamilton - Aceitação
Jovem, talentosa, bonita, atlética. Com tais características, essa menina poderia ser incluída no hall dos invejados. Mas eis que um dia, quando ela ainda tinha apenas 13 anos, essa mocinha passou a despertar a piedade de todo EUA ao ter um braço arrancado por um tubarão enquanto surfava no Havaí, na manhã de 31 de outubro de 2003. Mas não durou muito, pois a menina, ao invés de se lamentar, tocou a bola pra frente, tanto que hoje é uma das surfistas mais bem-sucedidas e participa de disputas com adversários sem qualquer deficiência.
Uma forte paixão pelo surfe? Certamente. Uma família que deu suporte? Sem dúvida. Mas, acima de tudo, uma alma forte. Porque não é fácil sustentar uma opinião sobre si mesma ("Eu ainda posso") quando todo mundo pensa o contrário de você ("Coitada dela, que tinha um futuro promissor pela frente"), ainda mais quando se tem 13 anos - isso fora o trauma de ser atacada por um tubarão, que ela logo superou.
A história de Bethany é uma aula de doçura, autoaceitação e, sobretudo, de dignidade. Um tapa na cara de uma sociedade de gente apegada (quase sempre a coisas sem a mínima importância), que adora uma reclamação.
(Quem quiser saber mais sobre a história dela, indico o filme Soul Sister.)

domingo, 14 de agosto de 2011

Versalhes

Sabe aquele passeio pelo qual você não dá muita coisa mas que te surpreende como um dos melhores?! Assim foi a visita ao Palácio de Versalhes. Eu já conhecia o lugar de filmes como "O homem da máscara de ferro" e sabia que era enormeee, suntuoso, mas, assim como a Torre Eiffel, só dá para saber o quão grande é esse castelo vendo-o de perto.
Meu primeiro pensamento ao entrar no jardim, confesso, não foi nada nobre: "Neste jardim deve ter rolado altas pegações, pois lugar para se perder com alguém por aqui é o que não falta!". (risos)

 A entrada do jardim. Veja como o lugar é extenso, de perder de vista mesmo.


  Esse passeio de barco é indescritível (e inesquecível), minha gente!
 Eu esperava apenas pique-niques no jardim, mas as pessoas utilizam o espaço para muito mais: correr, andar de bicileta, brincar com o patinete (os adultos usam isso como meio de transporte em Paris, acreditem, e até os idosos andam assim pelas ruas) e até brincar de princesa. :)



                                        
 Ai, que saudade, que dia perfeito e que lugar lindo!!!...
(e foi assim, fragilizada pela beleza de Versalhes, que cometi a tabarelice de comprar, numa lojinha na saída, uma camiseta "I love Paris". hahahaha)