(Oh, my God, acabei de assistir "Os descendentes". Quero me casar com o personagem de George Clooney!!! Vou escrever para a Dilma Bolada requisitando a minha Bolsa-Clooney.)
Há quatro meses fui convidada a participar de uma dinâmica piscoterapêutica chamada Constelação Familiar. Minha psicoterapeuta é holística e traz de vez em quando esse tipo de curso pra cá. Eu sempre fico desconfiada dessas coisas, mas a curiosidade - e a vontade de andar pra frente - me faz embarcar nessas experiências. Digo que gostei. E muito. Foi um intensivão sobre as relações humanas. Eu vi gente cinquentona, casada, bem empregada e com filhos chorar por não ter sido amada por papai e mamãe. Diria que 80% dos casos apresentados tem essa origem.
Tive vários insights durante a experiência. Aprendi coisas muito boas que aos poucos abordarei aqui. Um dos ensinamentos que ganhei lá, repetido à exaustão pela coordenadora da atividade, é de que há várias formas de amar. É amor até aquilo que não parece amor. Marisa, a especialista em constelações, dizia em alguns casos constelados: "Está tudo certo entre o seu pai e a sua mãe. Você é que está criando um problema onde não existe. E mais: vai levar esse problema para as próximas gerações. E tudo isso sem um pingo de necessidade".
É isso aí: teimamos nos achismos e arrastamos o mundo ao nosso redor junto.
Comprei o livro de Alexey Dodsworth, "Os seis caminhos do amor", porque, antes de tudo, eu sou stalker desse cara. rs... Bem, além de falar de um tema tão importante, a obra é divida em três perspectivas que, para mim, não poderiam ser mais satisfatórias: filosofia, psicologia e astrologia. (Ele é o máximo, gente! rs)
Explico qual é a abordagem do livro: existem seis tipos de amor e seremos mais felizes com alguém que veja o amor pelo mesmo prisma que a gente. São eles:
Pragma - amor conveniente
Ludus - amor jogador
Eros - amor carnal
Agape - amor compassivo
Philia - amor amizade
Pathos - amor paixão
Cara, confesso, eu entendo perfeitamente o que ele quer dizer - na verdade, os gregos -, mas tenho dificuldade em aceitar eros e ludus como tipos de amores. Para mim são modos de interação, o que é bem diferente. Porque nessas duas modalidades não há uma personalização, não há um contato íntimo. Troque a pessoa - não fará diferença - e a ação será a mesma. A circunstância é o que dá prazer. Quem é eros e/ou ludus muitas vezes mal lembra o nome das pessoas com quem se envolveu.
Alguém pode dizer que no Agape há a mesma despersonalização. Creio que não. Agape, na minha visão, é um transbordar. Você faz por todos, mesmo por gente que não lhe é íntimo, porque cada pessoa, independentemente, é relevante para você só por existir.
Mas é importante, também, não supervalorizar nenhuma forma. Todas possuem as suas vantagens e desvantagens, como bem demonstra Alexey. E, enfim, apresentamos boa parte delas, em maior ou menor proporção, embora seja impossível reunir todas e ser completo. Por isso, talvez, tenhamos tanta necessidade do outro.
É engraçado que, enquanto lia sobre os tipos, tive um insight: venho atraindo gente que justamente é forte nos tipos de amores que tenho dificuldade em manifestar. Sempre me chateio por estar recebendo "o pedido trocado". Mas agora vejo claramente que Deus anotou direitinho. É o que eu preciso, por hora, para aprender certas habilidades que não só me servirão no amor, como na vida.









