O amor está no ar nesse mês de Santo Antônio e de São João! Como acontece todo ano desde que esse blog existe, a data não vai passar em branco por aqui. Como poderia, não é? Esse espaço é totalmente feito com amor, por amor e para o amor, ora bolas!O tema de 2009 é nada menos que “Namorados de Papel”. A idéia é realizar uma homenagem aos heróis românticos da ficção que fazem ou fizeram a mulherada suspirar profundo, sonhando com um “genérico” na vida real. A seleção não foi nada fácil. Foi duríssimo ter que cortar alguns guapos da lista, mas só cabiam 12 nesse ranking. :( A participação do “produto nacional” é pequena, como vocês poderão notar. Mas que se pode fazer se os brasileiros carecem de charme? – ao menos nas telas. Poderiam se espelhar um pouco nos gringos.
That´s all, folks!! Segue o ranking.
12º Keanu Reeves
Essa escolha foi absolutamente baseada em “critérios carnais” – a única desse tipo em todo o ranking. Apesar do ar demasiadamente zen – que beira o sem graça -, Keanu tem uma das melhores aparências de Hollywood. Que olhinhos puxados!... Dois momentos são inesquecíveis na filmografia do bonitão: o papel em “Velocidade Máxima” e a cena da piscina em “Caçadores de Emoção”. Essa Sandra Bullock (foto) é uma sortuuuudaaa! Imagine Keanu, assim, coladinho, hein!... Acho que eu partiria para a chantagem descarada, no lugar da personagem de Sandra: “Não se levante, não se mova! Eu posso me mover por causa disso e ter algum problema fatal na minha coluna! Quer ser o culpado disso?”. Acham que Jack/Keanu cairia na minha malandragem? hahaha...
11º Christopher Reeve
O eterno Super-Homem tinha uma das aparências mais clássicas do cinema. Reeve foi o dono de um dos rostos mais belos da telona, em todos os tempos! Além da beleza, o galã ainda concedeu ao mundo um exemplo de coragem e determinação após a fatídica queda do cavalo que o deixou tetraplégico e culminou no seu falecimento aos 52 anos. Reeve era, de fato, todo lindo, por dentro e por fora!... A viúva dele, Dana, merece uma menção aqui. A esposa foi de uma fidelidade canina ao marido, após o acidente. Isso é que é amor, isso é que é casal!...
E foi justamente por causa do papel mais famoso de Christopher Reeve, na pele do “homem de aço”, que ele figura na 11ª posição. Se há um super-herói que se pode chamar de gentleman, este é o Super-Homem. A melhor faceta dele, porém, está na sua personalidade civil de Clark Kent. O jornalista do Planeta Diário é o que se pode chamar de príncipe. Vejam que classe, que generosidade: quase sempre entrega de mãos beijadas as matérias que levantam o ibope da intrépida repórter Lois Lane, e ainda acha graça quando a moça se gaba dos “seus” furos de reportagem. Achou pouco? Clark ainda tem a maior paciência em ouvir dona Lois quando essa resolve tecer dois metros de elogios ao sujeito que passeia com ela no céu, o “rival” do seu colega de jornal e admirador (quase) secreto, ele mesmo, o Clark Kent.
Está certo que o tímido jornalista sabe, claro, que os elogios de qualquer forma são para ele, mas um homem menos humilde ficaria com alguma ponta de ciúme desse deslumbramento um tanto quanto explícito da sua amada por “outro” cara. Definitivamente, esse sujeito só poderia ser mesmo de outro planeta!
10º Patrick Swayze
Todas nós “tivemos o momento” com esse bonitão. Dois, pelo menos, são comuns a 99% das mulheres que conheço: em “Dirty Dance” e em “Ghost”. Sejamos justas, o segundo filme não precisava tanto assim da presença dele, embora Swayze tenha se encaixado perfeitamente no que imagino que foi o conceito do personagem Sam. Mas em “Dirty Dance” sua presença no elenco foi providencial! Digo mais: de-ci-si-va! Quem se importa com Jennifer Grey? Ela é apenas aquela menina chata que queria acabar com a diversão do irmão, Ferris, em “Curtindo a Vida Adoidado”! Ninguém gosta dela! :P...
Várias mulheres, certamente, já se imaginaram no lugar de Baby, dançando com Patrick ao som de “I had the time of my life”. Isso ajudaria a explicar a explosão de classes de dança de salão na época do lançamento do filme.
Uma das frases mais conhecidas do cinema americano, aliás, é a breguíssima “Ninguém deixa Baby no canto!” - a senha para o início do show de dança da seqüência final. Olha, não perguntem o porquê, pois não tenho a mínima idéia, mas até hoje me emociona a lembrança de vê-lo de roupa colante, se equilibrando em cima de um tronco de árvore, em “Dirty Dance”! hahaha... Detalhe essencialíssimo: além de ser lindo e bailar muchísimo, o moço ainda soltou a voz em “She´s like the Wind”, canção de sua autoria que integrou a trilha desse clássico dos anos 80! Uauuuuuuuu!... Tinha que ser, mesmo, o nº 10 desse ranking! ;)
9º Michael Schoeffling
Vou pagar esse mico e confessar: o moço, popular astro dos filmes adolescentes dos anos 80, foi o meu sonho de consumo quando eu era adolescente. Noooooossa!... Quem consegue esquecer dele em “Sixteen Candles”? Lembram da seqüência final, quando Sam (Molly Ringwald) volta arrasada do casamento da irmã, que foi uma baixaria só, cabisbaixa porque ninguém na família se lembrou justo do seu 16º aniversário (o correspondente aos 15 anos no Brasil)? Mas tudo vira café pequeno quando, no final do processo, Jake Ryan está lá, lindo e com as madeixas a la James Dean, encostado em um carrão vermelho e só à espera dela!
Sobra fôlego para assoprar alguma velinha depois dessa?
8º Mel Gibson
“Tivemos que repetir o beijo umas 30 vezes e eu não achei nada ruim”. A frase pra lá de assanhada saiu da boca da musa de Woody Allen, a respeitada Diane Keaton, sobre o seu partner em “Mrs. Soffel”, Mel Gibson. Ela não foi a única a elogiar os beijos do australiano (que na verdade é nova-iorquino). Jodie Foster também disse que acordava feliz quando sabia que filmaria beijando o colega de “Maverick”. Dizem as más línguas que a estrela mirim de “Taxi Driver” é lésbica... Ou seja, o sujeito não é fraco, não!
Eu nem deveria estar falando aqui do astro de “Eternamente Jovem” e "Coração Valente", já que Gibson morreu para mim depois da palhaçada com aquela “cantora” russa, mas temos que prezar nossa honestidade intelectual acima de tudo. Sorry, companheira Robyn, mas fazer o quê se o bofe fecha fácil e contundentemente no quesito masculinidade?!...
É exatamente isso, aliás, que encanta nos australianos (ou melhor, caras da Oceania): a masculinidade. De Mel ao falecido Heath Ledger todos possuem isso em comum. É incrível como eles, mesmo quando bem novos, nunca aparentam que são tão jovens. Parecem que já nasceram com barba e aquelas marcas de expressão na cara que os deixam lindos. A humildade calculada também é um charme! Sabe aquela coisa de estar na crista da fama, se achando completamente por dentro, mas fazer questão de posar de indiferente só para a turma lá de casa saber que é durão o suficiente para não amolecer diante do dinheiro e da bajulação? Russel Crowe tem tudo a ver com isso, não?... Essa turma do Novo Continente é o que há!...
Mel é o nosso oitavo. Aliás, nada mais apropriado para quem vai ser pai pela 8ª vez!
7º Cigano Igor
“A cada novela das oito, a mesma pergunta se repete: ‘Será ele o novo Cigano Igor?’. Muitos tentaram imitá-lo; todos fracassaram. Não adianta, o Cigano Igor é o REI, não tem pra ninguém. Difamado, perseguido por aqueles que invejam o seu talento, Cigano Igor soube dar a volta por cima. Ele precisou apenas de UMA novela das oito para atingir a imortalidade, um lugar de honra no panteão dos deuses da teledramaturgia brasileira. Um canastrão? Claro que não! Cigano Igor é O Canastrão. Ele soube elevar a Canastrice ao status de Arte Maior”.
Deboche à parte, o autor do texto da comunidade “Eu venero o cigano Igor” tem toda a razão. Aliás, essa é a tragédia da escolha de Macchi para o papel do cigano de “Explode Coração”: o personagem era bom e poderia ter roubado a cena na novela, caso seu interprete tivesse ao menos mais de uma expressão facial.
A razão dessa opinião é a mesma da presença de Macchi nesse ranking: Que homem é esse que ama tanto uma mulher ao ponto de casar com ela mesmo após ter sido recusado anteriormente, mesmo sabendo que ela está grávida de outro, mesmo sabendo que ela ainda ama esse outro, e isso sendo um líder numa comunidade que valoriza à beça a virgindade, ao ponto de punir a mulher que não chegue virgem ao casamento? O ponto alto do romantismo do Cigano Igor foi ter cortado o próprio pulso e manchado de sangue o lençol da noite de núpcias só para garantir que ninguém desconfiasse de Dara (depois dessa, não há espaço para dúvidas na relação, do tipo Dara ou não Dara, não é? hahaha...).
Se isso não for amor incondicional, como diz Martha Medeiros, garanto que é da mesma família. “Que estoy enamorado y tu amor me hace grandeeeeee”... Buááá! Eu quero um par modelo cigano Igor pra mim! “Ligeiro, ligeiro, ligeiro!...” :P
6º Paul Newman
O homem perfeito existiu e faleceu no ano passado; atendia pelo nome de Paul Newman e tinha um par de olhos que pareciam duas safiras. O marido de Joanne Woodward conseguiu a façanha de reunir várias qualidades num ser só: lindo, inteligente, humilde, solidário, amigo, competente, bem-humorado, fiel, etc, etc, etc. A quem lhe elogiava, ponderava que nada disso havia caído de mãos beijadas em sua vida, que não foi o tipo de sujeito que nasceu com o dom para o que quer que fosse. Newman gostava de ressaltar que todas as suas qualidades e conquistas foram fruto de muito trabalho árduo seu.
Sem sombra de dúvidas, tratava-se de um americano à moda antiga, o tipo durão que fazia tremendo sucesso nas telas da primeira metade do século 20.
A primeira vez que o vi foi no conhecido “A cor do dinheiro”, no qual contracenou com Tom Cruise. Apesar de ter odiado seu papel no filme, chamou minha atenção os olhos azuis - muito brilhantes até o fim da vida. Anos depois comecei a pesquisar mais sobre ele e fiquei deslumbrada com a sua imagem em “Gata em Teto de Zinco Quente”. Nada mais americano: porte atlético, de ombros largos, alto, rosto de traços clássicos, olhar de soslaio e um ar rebelde sem causa. Dispensável mencionar outra vez seus magníficos olhos azuis, mas eles impressionavam, realmente, em qualquer época.
Dizem as línguas de Hollywood, nunca foi infiel a esposa, embora tivesse sido um dos atores mais desejados de todos os tempos. Newman brincava que não via graça em comer hamburguer na rua se tinha filé em casa. Ademais, o ator dizia não se deslumbrar com o assédio feminino, que sua empolgação com isso foi muito breve e durou apenas o tempo dele perceber que era algo relacionado aos personagens e não a ele como homem. Joanne Woodward, com quem viveu por mais de meio século, não foi sua primeira esposa. Separar-se foi, a propósito, uma das decisões que mais lhe custou na vida. Homem de valores muito sólidos, Newman relutou em deixar a primeira esposa quando se viu apaixonado por Joanne.
Sofreu muito com a morte de Scott, décadas mais tarde, seu filho do primeiro casamento, que se envolvera com drogas. Dedicou parte dos lucros de sua fábrica de molhos em favor da causa e das corridas de carro, sua paixão.Uma declaração de Newman resume bem o espírito da sua longa e produtiva vida:
Eu gostaria de ser lembrado como o sujeito que tentou - tentou ser parte da sua época, tentou ajudar as pessoas a se comunicarem, tentou encontrar alguma decência na sua própria vida e tentou expandir-se como ser humano. Alguém que não é complacente, que não abandona o barco.
Que homem fantástico!... Paul, levanta dessa cova e remoça uns 50 anos, aí, para eu poder casar com você, vai!
5º Hugh Grant
Quando o eterno namorado de miss Elizabeth Hurley anunciou que cortaria suas madeixas, deixou a Inglaterra de coração partido. Para os ingleses, a idéia de ver Hugh Grant sem a sua farta cabeleira era um sacrilégio quase tão grande quanto imaginar a rainha penhorando alguma das jóias da Coroa.
E foi com esse badalado hair style, o jeitinho irônico-desajeitado e um encantamento acanhado pela personagem de Andie MacDowell que Hugh conquistou 11 entre 10 mulheres após o lançamento de “Quatro Casamentos e Um Funeral”, em 1994.
Charles, o personagem principal dessa comédia romântica, era uma gracinha até quando perdia a graça, como quando chamou uma ex-namorada de “cara de pato” e a moça escutou, ficando magoada.
Grant é um charme dentro e fora da tela. Mesmo não sendo muito caloroso e cultivando a famosa impessoalidade britânica, é capaz de comentários fofos, como quando falou a um programa de TV sobre o seu início de namoro com Liz Hurley: “Eu poderia ser um ator de respeito hoje em dia caso nunca tivesse me apaixonado por ela. Quando a vi, aceitei imediatamente um papel em um filme de segunda categoria, filmado na Espanha, só para tê-la por perto”, riu-se o ator.
“I feel it in my fingers, I feel it in my toes. Love is all around, and so this feeling grows…”. Quem liga para o comprimento do cabelo, não é mesmo?
4º Robert Redford
Quando vejo um filme antigo de Robert Redford, não consigo me conter e logo exclamo: “É um Redford!”. É mais ou menos por aí: em se tratando de galã, Redford é quase como se fosse uma grife para mim.
Amiga, se você suspira fundo quando vê Brad, sugiro uma viagem pela filmografia do sujeito que inventou Sundance! Aliás, Brad e Robert poderiam regravar aquele bordão do “Eu sou você amanhã”. É impressionante a semelhança!...
Dois filmes dele, em particular, me tocam muito: “Entre Dois Amores” e “O Nosso Amor de Ontem”.
Se você me perguntasse como seria meu homem ideal, eu lhe responderia que seria como Dennis de “Entre Dois Amores”. Bem, é certo que sou uma grande entusiasta do sujeito que figura na primeira posição desse ranking, mas Dennis/Redford é, digamos, mais abrangente. Nossa, lembro que fiquei passada na primeira vez em que vi o filme, durante a cena em que Redford lava os cabelos da personagem de Meryl Streep enquanto recita um trecho da Bíblia. Vemos mulheres até lavando os pés do amado, mas nunca o contrário. Exclamei: “Meu Deus, que homem seria tão dedicado ao ponto de lavar os cabelos de sua mulher (ou melhor, paquera, pois nem juntos ainda estavam)?!”. Resignei-me ao fato de que isso só aconteceria em minha vida caso pagasse cinco contos ao cabeleireiro – supostamente gay – do salão da esquina! hahaha... (Se bem que tem marmanjo que pinta até a unha da namorada de francesinha, que já fiquei sabendo!... Esse negócio de homem sensível não vai dar em boa coisa, viu!... Por essas e outras, vou tomar precauções com meu filho, que se chamará propositalmente Janjão! :P)
“O Nosso Amor de Ontem” é um filme que não pode ser visto por todo mundo. Não, a meu ver, por quem anda amargo, desiludido com o amor, ou por quem é demasiado idealista neste assunto. O filme é um balde de água fria na idéia de que o amor por si só é capaz de vencer tudo. De quebra, tem um dos finais mais melancólicos entre os filmes românticos. Mas só por Robert já vale o ingresso.
3º Richard Gere
A eleição de Richard foi ponto de angústia nessa lista. Isso porque ele rivaliza com outros dois contemporâneos seus que não são nada, nada desprezíveis: Denzel Washington e Kevin Costner. Apesar de Kevin ter enlouquecido a mulherada em “O Guarda-Costas”, ele pulou fora pela brevidade da sua filmografia – ao menos da banda A, digamos, dela. Denzel é de derreter o asfalto, mas a ele nunca foram dadas muitas oportunidades de ser o galã romântico.
O que livrou a cara de Gere por aqui foram, na verdade, duas cositas: ter protagonizado – e tre bien! – um dos maiores hits do gênero romance, “Uma Linda Mulher”, e ter feito um filme inteirinho vestido com o uniforme da Marinha (“A Força de Um Destino”), no auge da beleza e da juventude. Ô, meu Deussss!... Homem de uniforme tem total preferência nesse ranking!!!! Quer dizer, contanto que o uniforme não seja da Limpurb, nem de empresa de ônibus, nem de frentista e nem de guarda de trânsito, né! hahaha
2º Brad Pitt
Quando comentei com uma amiga sobre a idéia desse texto, ela quase imediatamente me alertou: “Não vá esquecer de Brad Pitt em ‘Encontro Marcado’, viu?”. Calma, pessoa, que falou em sex appeal, falou em Brad Pitt, ora! Como não? Além do mais, morro de medo da problemática da Jolie. Vai que ela fica sabendo que ele não marcou presença aqui e resolve encarnar a Lara Croft! :D
Brad é como aquele trecho da canção do Leo Jaime (“tenho tudo programado pra te conquistar”). Ele sabe como se mover, ele tem O olhar. E o melhor: sabe como fazer parecer natural. Nem precisa ir muito longe na filmografia do sujeito, não. Basta prestar atenção na cena de sexo dele com Geena Davis em “Telma & Louise”. Incrível! Um charme certificado pelo INMETRO!!! Depois de “Lendas da Paixão” era impossível imaginá-lo mais sedutor (aliás, eis uma nota desinteressante: eu, ferrenha opositora dos homens com cabelo comprido, adorei ver Brad com o cabelão nesse filme, e até levei em conta tal fato para considerá-lo um fenômeno do gênero galã!).
Mas Brad é Brad. No referido filme lembrado por minha amiga, ele mostra o porquê de ser o 2º lugar: na
cena da cafeteria, ele simplesmente está o
charme em pessoa! Depois desses primeiros vinte minutos com Brad, os outros 120 minutos restantes do filme se tornam absolutamente desnecessários. Melhor gastá-los voltando o dvd umas seis vezes a essa parte – vão por mim!
1º Mr. Darcy
Não, não é do George Clooney o primeiro lugar. Ok, o melhor amigo de Brad Pitt é a personificação do charme masculino (na minha modesta opinião, Clooney é o herdeiro de Clark Gable), mas não inspira muito romantismo, não, nem dentro nem fora da telona. Veja o título deste post e diga se tem a ver com um sujeito cujo relacionamento mais estável é com um porco de estimação. Não dá!
O primeirão desse ranking não é nem de carne e osso, para início de conversa. Trata-se de Mr. Fitzwilliam Darcy, o mocinho da obra-prima da inglesa Jane Austen, “Orgulho e Preconceito”. Li esse livro em 2003 e o terminei em menos de 24 horas (só não entrei no banho com ele pra não detonar com o papel, claro! hehe)!... O título se refere a uma das mais famosas histórias de amor da literatura, que quase não se concretiza por conta do orgulho de Mr. Darcy e o preconceito de sua amada, Elizabeth, em relação a ele, como indica o título da obra.
Os dois personagens, aliás, dão uma aula de integridade pessoal. Nora Ephron, que é fã confessa do livro de Austen, fez uma análise afiadíssima de Elizabeth, num programa de tv, e pontuou bem esse aspecto do caráter da heroína do romance – seus filmes, a propósito, bebem muito nessa fonte.
Aliás, é fascinante pensar que numa época na qual as posições e os papéis sociais eram tão rígidos, uma autora pudesse pensar tão à frente do seu tempo, criando personagens de conduta subversiva ainda que sob a capa de romances água com açúcar. Jane foi uma transgressora, sem dúvida.
Mas voltemos a Mr. Darcy, a razão desse texto. Nas primeiras páginas, o rapaz é apresentado como um sujeito, digamos, sincero demais para o gosto de qualquer mulher, ou melhor, ser humano. Levante a mão quem leu o livro e não teve vontade de dar-lhe com o rolo de macarrão na cabeça depois dele ter dito que Elizabeth não era bonita mas apenas “tolerável” – o que seria equivalente a dizer, hoje, que um homem, na cama, é “tolerável”, por exemplo. Até Elizabeth, que por acidente ouviu tudo, teve essa vontade, aposto!
Mas eis que, aos poucos, Darcy se apaixona perdidamente pela tal “moça tolerável”. Só que a essa altura ela pensa que ele é o diabo em forma de gente e distorce negativamente toda ação vinda dele, ainda que, a partir de um determinado ponto da narrativa, elas sejam direcionadas a moça e com a intenção de conquistá-la.
Lá pro meio da história, Darcy finalmente se declara à amada. Só que do pior jeito possível. Franco e sem tato que só ele, o ricaço pondera, antes de entrar no mérito do seu amor por Elizabeth, que a ama muito apesar da família dela ser um horror e de não terem dinheiro, e ele ainda confessa a Liz que, por tudo isso, vinha lutando bastante consigo mesmo contra esse sentimento (olha, nessa hora, se Liz tivesse um rolo de macarrão por perto, aposto, não teria pensado duas vezes!). Que "romântico", né!...
Uma chocada Elizabeth diz algumas verdades a Darcy e bota o desajeitado apaixonado para correr. O sujeito fica bastante abatido, pois além da rejeição, ainda descobre que a sua amada pensa que ele é um tipo arrogante e sem coração, que, inclusive, foi o responsável pelo rompimento entre a sua irmã mais velha e o melhor amigo de Darcy, Mr. Bing. Um detalhe fundamental junta-se a dor do fora: Liz está completamente fascinada pelo único e maior desafeto de Darcy. De doer, não? Como dizem os americanos, “aaaaalt!”.
Daí para frente – acho que até um pouco anterior a isso -, o leitor fica sabendo que por trás dessa fachada de esnobismo, existe um cara e tanto. A rejeição de Elizabeth começa a quebrar o único defeito do herói do romance, que é justamente o orgulho do seu título. A certa altura, fica impossível não se apaixonar por Darcy e até, pasmem!, começar a se irritar com a implicância de Elizabeth com o rapaz. O grande truque da história, a meu ver, é justamente esse: fazer o leitor saber como Darcy é incrível um pouco antes de Elizabeth ter consciência disso. Ai, que suspense!...
Darcy é o número 1, aqui, porque além de ser um sujeito de um caráter impecável, teve a integridade de vergar-se ao amor – o que não é pouco para um ser pragmático como ele - e em nome disso teve a coragem de quebrar as convenções de sua classe que tanto lhe importavam, a humildade de mudar a si mesmo e a generosidade de agir pelo bem da mulher que o rejeitou, ainda que com a certeza de que Liz nunca saberia o quanto ele já fez por ela nos “bastidores” e estando ciente de que ela pensa as piores coisas a seu respeito. Ohhhhh!... Obama, excuse me, mas Darcy sim é O cara!
Menções de Honra
O Marido Ideal
Gerard Butler – “P.S. Eu te amo”
O filme de Richard LaGravanese é uma sucessão de equívocos de escalação, de roteiro, etc. Mas numa coisa “P.S. Eu te Amo” acertou em cheio: na aposta em Gerry (Gerard Butler) como a tradução, para as telas, do ideal de herói romântico.
Casado há dez anos com uma americana, o irlandês Gerry continua apaixonadíssimo pela esposa, Holly, mesmo ela sendo uma reclamona de primeira. E ainda encontra humor para fazer graça depois de uma briga de casal daquelas. Como se não bastasse, o maridão ainda deixa preparado todo um esquema de “resgate” para tirar a esposa da fossa após a sua morte por câncer. É ou não é o fofo dos fofos esse sujeito?
Se o amor é devoção ao ser amado, Holly experimentou o ápice desse sentimento. Nesse caso, seria melhor fazer como as indianas e queimar na pira? Ou será que dá para conviver com a idéia de que nunca mais achará alguém à altura? Hummm... Resolvam aí esse Teorema de Cher ("Do you believe in life after love?") e me contem, depois, o resultado! :P
O Cafajeste Mais Adorável
Clark Gable - "... E o vento levou"
“Errol fazia meu coração bater mais rápido, mas a primeira vez em que vi Gable, meu coração parou de bater”. A atriz Joan Blondel compartilhava dessa mesma impressão da colega Ann Sheridan: “Só as mortas não se sentem atraídas por Gable”, sentenciou Joan.
O mais charmoso dos atores teve seu ponto alto com a estréia de “... E o vento levou”.
A propósito, eis aí uma exceção à regra: a atriz Vivien Leigh, interprete da mimada Scarlett O´Hara, tinha verdadeira aversão pelo seu parceiro de filme. Gable não fazia por menos: comia cebolas propositalmente antes de filmar cenas de beijo com a atriz. Mas Vivien, apesar da antipatia mútua, não conseguiu ficar tão imune assim ao charme do ator. Na época da filmagem, comentava-se sobre a química explosiva dos dois diante das câmeras – qualquer dúvida, é só passar na locadora.
Na história, Gable é Rhett Butler, um cafajeste charmoso e deveras cínico que tem uma relação pra lá de conturbada com a riquinha (e depois falidíssima) Scarlett O´Hara. Seu “carinho” pela amada tem a máxima tradução numa fala que é, aliás, famosíssima até hoje: “Francamente, querida, eu quero é que você se dane!”.
Quando um sujeito fala isso para uma mulher e ainda assim faz platéias femininas do mundo inteiro quererem estar no lugar da fulana, é porque possui um magnetismo realmente a toda prova!
Amor, Estranho Amor
Harvey Keitel - "O piano"
Keitel não é bonito nem charmoso e nem grande conhecido do público, mas conseguiu ser atraente de um jeito muito rude e estranho em "O piano".
Em resumo, a história do filme é a seguinte: uma jovem viúva se muda, com a sua filha pequena, para a casa do novo marido, que fica nas proximidades de uma floresta. A mulher, que é muda, tem no seu piano a única ferramenta de expressão. E é justamente o dito cujo que seu atual marido se recusa a levar ao novo lar. O instrumento fica em posse de um vizinho, um lenhador solitário e bastante rude que faz com a pianista o seguinte acordo: a cada visita particular dela, ele lhe devolve uma tecla do piano. O que começou despretensiosamente (só da parte dela, claro) se transforma aos poucos numa bela história de amor, que, contada assim, pode soar grosseira, mas na tela é de uma sensualidade de derrubar uma floresta inteira - sem auxílio de machado!
Maluco Beleza
Johnny Depp – “Don Juan De Marco”
Depp é uma obra-de-arte da natureza. Lindo em qualquer papel, em suas várias fases, de todos os ângulos. Aliás, eis um dos seus pontos fortes: o rosto extremamente anguloso, que fica uma coiiisa, ainda por cima, quando ele resolve pegar sol. Como se não bastasse ser lindíssimo, eis um sujeito estiloso e versátil como ator – ele ainda arrisca uns acordes na guitarra. Ô, meu Pai!... Por último, mostrou ao mundo sua faceta de chefe de família dedicado quando tornou-se pública a doença de sua filha mais velha, Lily Rose.
Em "Don Juan", Depp interpreta um amante latino, versão contemporânea do Casanova, que após ter sido rejeitado pela mulher amada, por vergonha do seu passado, resolve cobrir os olhos com uma máscara. Verdadeira ou não, o caso é que a história de amor do moço acaba reacendendo o romantismo no psiquiatra que cuida do seu caso, um senhor entediado, casado há anos e que se encontra às portas da aposentadoria.
O tema do filme, “Have you ever really loved a woman?”, também marcou época. Meninos, se quiserem saber se já amaram uma mulher, eis a dica de Tio Brian Adams para descobrir: “E quando você vê seus futuros filhos nos olhos dela, você sabe que realmente ama uma mulher”.
Performance Vocal
Heath Ledger cantando “Can´t Take My Eyes Off Of You” - “10 Coisas Que Eu Odeio em Você”
Uma vez, conversando com um colega cinéfilo, ouvi dele que nunca imaginara, antes de "Brokeback Mountain", que Heath Ledger pudesse ser tão bom ator, muito menos quando o viu pela primeira vez nessa comédia adolescente. Eu disse que tinha percebido, sim, qualidade tanto nele quanto em Julia Stiles. Tem gente que tem “it”. Mr. Ledger tinha de sobra!
Heath estava longe dos traços finos de um Tom Cruise e nem tinha modos delicados, como Ryan Phillipe. Fazia a alegria de quem gosta do estilo macho clássico (eu! eu! eu!... hahaha). O contraste entre rudeza na aparência e sensibilidade no ser fez a felicidade das adolescentes dos anos 90 que assistiram “10 Coisas...”. Numa das cenas, para se redimir com a namorada, o personagem de Heath arrisca um cover do clássico “Can´t Take My Eyes Off Of You” (“Não consigo tirar meus olhos de você”) na frente da escola inteira... Lamentei, dentro do cinema, nunca ter visto uma cena tão fantástica assim na minha época!... :D
Amante Latino
Fernando Colunga - “Amor Real”
Deus é testemunha dos tremeliques, arrepios e taquicardias que sinto cada vez que vejo o mexicano Luis Miguel cantando, da minha admiração pelos rapazes de Almodóvar, Javier Bardem e Antonio Banderas, e do meu entusiasmo por Gael García Bernal. Entretanto, nenhum desses amantes latinos merece mais essa menção de honra do que o ator de novelas mexicanas Fernando Colunga. Eu sei o que estou dizendo!...
Em um “Amor Real”, Colunga está a quintessência do herói romântico de novela: másculo, um grande coração e muito, mas muiiito apaixonado pela mocinha da história. Aliás, na época em que a novela passava no SBT, por volta da hora do almoço, fiquei sabendo de muita gente que se atrasava na volta para o serviço. Tenho uma amiga que até hoje suspira quando lembra dos passeios pela fazenda e dos banhos de banheira de Manuel e Matilde. ;)
Voz da Sensualidade
Antonio Fagundes – “Bossa Nova”
Fagundes nunca foi o mais bonito, mas sempre que aparecia na telinha, causava taquicardia na mulherada – que o digam minhas tias, minha mãe, as vizinhas (Roberto Carlos e as baleias!). Eu ficava me questionando: “Será o sorriso?”, “Será o olhar?”.
Um dia, assistindo a “Bossa Nova”, tive a resposta dessa minha questão existencial: o magnetismo de Fagundes vem, sobretudo, da voz! Em uma das cenas, ouve-se apenas um off do ator, e isso é mais que o suficiente. Fiquei impressionadíssima com o seu "borogodó vocal". "É uma cilada, Bino". Bem, depende do ângulo pelo qual se quer ver a questão. (risos)
Não fui a única. Anette Bening ficou das mais empolgadas com Fagundes e fez perguntas sobre o brasileiro a Amy Irving, o par dele no filme. Para quem não sabe, dona Anette é nada menos do que a mulher que fez o lendário conquistador de Hollywood e ex-parceiro de farra de Jack Nicholson, Warren Beatty, aquietar o facho.
Olhar Matador
Ralph Fiennes – “O Paciente Inglês”
“De tanto levar frechada do teu olhar, meu peito até parece sabe o quê? Táubuaaa de tiro ao Állllvaro. Não tem mais onde furar...”
Nada mais anti-inglês que um samba, mas essa é exatamente a sensação após uma olhada poderosa de Ralph Fiennes. Ninguém tem um olhar mais matador que esse ator britânico.
Em “Fim de Caso” e “O Paciente Inglês”, ele é de uma intensidade de causar dor de estômago na mulherada. Gosto muito desse filme do Minghella. Adoro quando Almásy toma posse do “bósforo” de Katherine!
Gostei mais ainda do livro, que só tem um defeitinho: não contém a descrição da mirada de Ralph Fiennes. Mas tenho certeza que o autor a teria incluído caso pudesse imaginar que o ator seria o protagonista da versão cinematográfica.
Eu Reservaria Cota Para…
Denzel Washington – “Dossiê Pelicano”
Apesar de ser um grande intérprete e ainda por cima um homem muito atraente, Denzel nunca foi dado a cenas e filmes românticos. Quer dizer, Hollywood nunca deu essas chances a ele. Puro racismo – o próprio ator já cansou de reclamar publicamente disso. O blog protesta: se Halle Berry pode beijar os atores brancos, o que há de sujo em Denzel beijar as atrizes brancas? Hollywood nos deve uma explicação.
Nunca entendi, por exemplo, por que não rolou umas bitocas com Julia Roberts em “Dossiê Pelicano”. Coitada da moça, ficou só na vontade!... E olha que ela deu altos abraços no negão durante as coletivas de lançamento do filme. Ui!...
Alosa, eu tenho uma proposta irrecusável para a Secretaria de Reparação: bora se juntar a Gilberto Gil e fazer um protesto em Hollywood, baseado no caso de Denzel? Imagina que chique a gente lá na Sunset Boulevard, ao som de "E aí? Chupa todas!", pedindo o "beijaço casadinho" no cinema americano, hein!...
I Vote For ...
Barack Obama - Presidente dos EUA
Em mais de 25 anos de vida, nunca vi um presidente tão charmoso nas Américas. Ok, eu gostava de Bill, porém mais pela malandragem que por qualquer outra coisa.
Obama trouxe uma cara nova à Casa Branca. E, de quebra, levou ao sisudo Q.G. da política americana seu sorriso de parar o trânsito e uma informalidade confiante que nos faz acreditar que com um homem como ele no comando, “Yes! We can!”.
Quer coisa mais simpática que um presidente que vai pessoalmente à lanchonete comprar a comida da equipe inteira?
Dona Michelle, com todo o respeito, o seu marido é O cara!!! ;)