Sim, "a vida é a arte dos encontros, embora haja tantos desencontros pela vida". Mas um ou outro relacionamento vai vir assim, "de graça", configurando um encontro de almas. Para todas as outras coisas, nem MasterCard resolve; é esforço de conquista mesmo. Pena que estamos tão imersos nessa cultura da imagem, iconizada pelo mundo da celebridade, que acabamos incorporando o "celebrity behavior" no dia-a-dia. Achamos que o nosso simples aceno é o suficiente para arrebatar a multidão [quem já não se sentiu "platéia" de algum amigo, parente?]; a maioria de nós se sente especial demais para fazer o "trabalho braçal" do cuidado e do companheirismo, na convivência diária. Ledo e Ivo engano. Aviso aos navegantes: nem o seu dente vai permanecer na sua boca se você não cuidar direito dele! [risos] Não é à toa que os relacionamentos, quando não terminam, são frágeis demais, superficiais ou conturbados. É um querendo tirar do outro o que esse tem de melhor; pouca gente anda interessada em trocar, e menos ainda, em dar algo desinteressadamente.
Segue um trecho de "O pequeno príncipe", que achei muito oportuno postar aqui. Olha, as misses podem até serem leitoras de um livro só, mas elas sabem escolher!
Segue um trecho de "O pequeno príncipe", que achei muito oportuno postar aqui. Olha, as misses podem até serem leitoras de um livro só, mas elas sabem escolher!
Então a raposa apareceu. "Bom dia", disse a raposa. "Bom dia", o Pequeno Príncipe respondeu educadamente. "Quem é você? Você é tão bonita de se olhar." "Eu sou uma raposa", disse a raposa. "Venha brincar comigo", propôs o Pequeno Príncipe. "Eu estou tão triste". "Eu não posso brincar com você", a raposa disse. "Eu não estou cativada". "O que significada isso – cativar?" "É uma coisa que as pessoas freqüentemente negligenciam", disse a raposa. "Significa estabelecer laços". "Sim", disse a raposa. "Para mim você é apenas um menininho e eu não tenho necessidade de você. E você por sua vez, não tem nenhuma necessidade de mim. Para você eu não sou nada mais do que uma raposa, mas sem você me cativar então nós não precisaremos um do outro". A raposa olhou fixamente para o Pequeno Príncipe durante muito tempo e disse: "Por favor cativa-me." "O que eu devo fazer para cativar você?" perguntou o Pequeno Príncipe. Você deve ser muito paciente". disse a raposa. "Primeiro você vai sentar a uma pequena distância de mim e não vai dizer nada. Palavras são as fontes de desentendimento. Mas você se sentará um pouco mais perto de mim todo dia." Então o Pequeno Príncipe cativou a raposa e depois chegou a hora da partida dele – "Oh!" disse a raposa. "Eu vou chorar". "A culpa é sua", disse o Pequeno Príncipe, "mas você mesma quis que eu a cativasse". "Adeus", disse o Pequeno Príncipe. "Adeus", disse a raposa. "E agora eu vou contar a você um segredo: nós só podemos ver perfeitamente com o coração; o que é essencial é invisível aos olhos. Os homens têm esquecido esta verdade. Mas você não deve esquecê-la. Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa".
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