(Post em homenagem aos 25 anos de Nandy! risos)
Como fase na vida de algumas pessoas, não vejo problema, mas anos e anos a fio de sexo casual é uma coisa estranha; a liberdade toma ares de vício, de síndrome de Peter Pan. Para os homens, essa é uma via mais tranqüila, diria até natural. Ao contrário das mulheres, só agora é que eles estão aprendendo a juntar as duas coisas, amor e sexo, e descobriram que a mulher não é bicho de estimação e que há vida além do coito. Aliás, não sei como conseguiam não misturar as estações, ma vá bé. [meus amigos do sexo masculino, não se traumatizem por conta do meu linguajar neste post. o tópico pede isso]
O que sempre me pergunto, quando ouço mulheres elogiando o sexo casual, como nessa matéria que verão a seguir, é se estão sendo sinceras, se são bem-resolvidas de fato, ou se essa é uma atitude pra atender a vaidade. Sim, porque entre a vaidade e a auto-estima existe um abismo, uma coisa não implica na outra. Conheço mulheres vaidosíssimas que o são justamente porque não têm auto-estima alguma e desejam demasiado o amor alheio pela falta de amor próprio. Desprender-se do próprio corpo, ainda mais no caso da reprimida classe feminina, é louvável (mulheres com o nível de liberdade de uma Leila Diniz são admiráveis, sem dúvida, e às vezes acho que Rita Lee viajou legal quando disse que "Toda mulher é meio Leila Diniz"; quem dera; eu acho que "toda mulher é meio Nicéia Pitta"! Sua tia é tão elegante quanto Jackie Kennedy!? Ah é, deixa ela se sentir traída, pra você ver se o espírito de Nicéia não baixará nela! kkk). Acho que entrar nessa, ou em qualquer outra, por pura vaidade, é muita estupidez.
É mais corajoso ser uma Sandy da vida do que uma falsa liberada. Não sei se tem a ver ou se é coisa minha, mas forçar a barra para parecer ser o que não é sempre me soou a humilhação, a perda de dignidade. Eu evito, embora - não vou mentir - a tentação de cair nessa esparrela seja grande, por vezes (todo mundo prefere ser aceito. a questão é: quanto você tá disposto sacrificar em nome disso?).
Por outro lado, a falta de recato, simplesmente, não leva junto a dignidade de uma mulher. Por essas e outras, não gosto da expressão "moça de família". É veladamente repressora. Equivale àquilo que as pessoas de boa-fé te dizem na época do vestibular: "Ah, você vai passar, você é inteligente". E se eu não passar, eu viro burra, de repente? Se a mulher quiser experimentar ou optar por isso, vira vagabunda, perde a boa formação moral? É cada uma... Nessas horas eu entendo quem inventou esse negócio de que "de boas intenções, o inferno está cheio"...
Esse negócio de pureza... Eu conheço umas aí que são que nem as latas de leite condensado que as mães escondem da gente (não é porque não foram abertas que ninguém tirou as suas lasquinhas... Cê conhece algum caso assim, Nandy?). Veja Ingrid. Santa, santa, santa, mas em pleno Carnaval (a festa da carne!), se mandou com um bando de gente pro Vale do Capão - e todos amontoados no mesmo quarto! Se uma moça que se diz "inocente" me conta que já foi pro Capão, eu já não coloco mais a minha mão no fogo por ela!...
Fico intrigada: Como será que esses homens com que elas ficam as encaram? Porque não são quaisquer mulheres, mas as de classe média, como suas primas e irmãs, se permitindo certas liberdades, digamos, historicamente masculinas. Rola um cinismo ou respeito mesmo?
Outra coisa que me intriga é essa ditadura do atletismo sexual (toco no assunto, pois, como vão perceber, a "pegada", o orgasmo, são a justificativa mais recorrente para o gosto por esse tipo de relação). Em que momento e por qual motivo isso se tornou mais importante que a troca de afeto? Até que ponto é desejo, é natural? Existe uma competição com o sexo oposto e onde ela começa? Nesses depoimentos das mulheres, abaixo, desconfio que nem com os namorados havia amor; era just sex coberto pela embalagem da relação estável. É como aquele amigo com quem a gente vai pros reggaes e um dia, quando precisa de algo mais que curtição, vê que não era amigo mas apenas alguém com quem era bacana estar junto na hora do bem bom. Isso me leva a um dos questionamentos que sempre me faço, na vida: é melhor qualquer coisa a nada ou nada a qualquer coisa? Cartas à Redação...
Falta especialmente para a mulherada a habilidade ThunderCats, a tal "visão além do alcance", porque essa miopia dos relacionamentos humanos tá f***!
Direitos iguais à parte, penso que também falta muita informação científica sobre o assunto. As pessoas teorizam sobre as relações, mas são ignorantes sobre o corpo humano. A dignidade de homens e mulheres deve ser a mesma, mas, sem dúvida, os corpos são diferentes, não tem feminismo certo nessas horas, assim como não há machismo certo com cólica e TPM, que não são desculpas esfarrapadas e são tão reais quanto a dor "naquelas partes" deles.
Qualquer especial sobre o tema, e lá vem a mesma ladainha da mulherada: "Eu tenho "x" anos e nunca tive um orgasmo. Não é triste?!" ou "Chego lá de vez quando". Não, madame, nunca é realmente esquisito, mas não tê-lo às vezes, isso é normal. Até porque os hormônios femininos são "de lua" e não somos abundantes em testosterona, que é a mola do desejo.
Li uma vez uma teoria que me convenceu: a vagina não é prioritariamente um órgão sexual e sim reprodutor. Se tivesse a sensibilidade do órgão masculino, o parto seria, das duas uma: ou a experiência mais dolorosa da face da Terra ou o maior orgasmo que um ser humano poderia ter. Por isso que ela não é facilmente estimulada, pois foi projetada para a passagem do bebê. [Mas como Deus é misericordioso, deu às suas filhas, como compensação pela lerdeza do equipamento, imaginação, muiiita imaginação. Só isso explica a proeza de mulheres, como a modelo Juliana, que conseguiu casar com o abominável homem dos gramados, Sir Amaral. Se eu fosse da alta cúpula da Globo, a contrataria para escrever novelas!... Acho que foi o dr. Gikovate que disse uma coisa tão engraçada quanto fundamentada: homens ficam atraídos pelo que passa pelos olhos, mulheres, com o que lhes atravessa as orelhas - algumas são sensíveis ao barulho de moeda, ao som da palavra "milionário", etc, fazer o quê?!... são uma minoria, felizmente, e cada dia são menos numerosas]
Se bem que até os casos de ausência podem ter uma explicação: o condicionamento ao longo da evolução. Se existe uma memória que pode ser transmitida através dos genes, é possível que as mulheres desenvolvam essa inibição sexual não só por conta da cultura, mas da memória evolutiva. Por muitos séculos, desde os tempos da caverna e se brincar até os dias de hoje, a equação foi assim: sexo = possibilidade de gravidez = risco de vida. Quantas mulheres não morreram por conta de uma gestação, antes do tremendo avanço médico nas últimas décadas?
Suspeito que nem Bruna Surfistinha saiba disso, o que prova que expert técnico não é tudo nessa vida...
Agora, eu acho interessante é essa relação entre atração sexual e inacessibilidade. Pense em alguns personagens com "pegada" - O Fantasma da Ópera, Zorro, Superman e Homem Aranha. Todos eles vivem rodeando suas respectivas amadas, mas nunca as deixam chegar muito perto, serem conhecidos intimamente. E elas se apaixonam perdidamente, parece, justamente por isso. A atração tem a ver com a existência do mistério, de uma zona nebulosa, nem que seja a dos olhos, cobertos por uma máscara (aliás, nada mais simbólico que esconder os olhos). O excesso de intimidade é a criptonita da atração física, pelo que observo...
Bem, deixemos as conjecturas. Segue a matéria.
(Hummm... Pelo tom caliente da matéria, acho que a repórter deve ter vindo do teatro!...)
Sexo casual - Elas só querem diversão
O número de mulheres que buscam o prazer pelo prazer só aumenta. cada vez menos, elas querem estabelecer compromisso. aqui elas contam suas experiências mais excitantes
por CAMILA DOURADO
A história é deliciosa. Sandra Germano (o nome é real), uma publicitária de São Paulo, 35 anos, charmosa e bonita, conta a seguinte história: “Ele não era tão bonito, mas tinha ‘pegada’ e beijava bem. Não perguntava, fazia. Transamos na cama, no chuveiro e até na varanda da pousada. Foi ótimo. Gozei muito, intenso, como há muito tempo não acontecia. Quando acordei, ele tinha ido embora. Não deu nem nome. Adorei. Prefiro mesmo não saber o nome do cara, nem ele o meu.” Hoje é assim. Amor rápido, paixão sem o menor compromisso. Há muito que as mulheres não ficam tão loucas assim em pedir telefone, endereço, CIC, RG, comprovante de residência. Nada de amarras e muito menos de sentimentos que limitem. Paixão, agora, só se for por algumas horas. É o que muitas mulheres querem. Elas estão experimentando cada vez mais aquilo que os homens sempre conheceram: o prazer pelo prazer. E elas contam, sem qualquer pudor, suas aventuras despretensiosas.
RÁPIDA, FORTE E SUADA
“Eu costumava ficar com homens por apenas uma noite. Minhas amigas achavam absurdo. Eu não ligava. Até que comecei a namorar. No começo, era especial: ele era carinhoso, experiente, beijava bem, e tinha um fôlego, um fogo... fazia de tudo pra eu gozar. Para resumir, namorei, fiquei noiva e quase casamos. A história acabou porque ele passou a transar meio que por obrigação. Descobri, também, que ele ficava com outras. Ele chegou ao extremo de flertar com a minha irmã. Separei. Um tempo depois, voltei à minha vida de antes. Transei bêbada, fiz sexo com mulher e homem ao mesmo tempo, saí até com um amigo do meu ex. A melhor foi no quarto de uma festa, num apartamento. Eu estava na varanda, sozinha, bebendo. Um cara se aproximou. Disse que era um pecado ele e eu ficarmos a sós daquele jeito. Então, ele me beijou e me levou para o quarto dos donos da festa. Loucura. Transa rapidinha, mas forte, suada. A gente nem tirou a roupa direito. Ele só abaixou meus jeans. Transamos duas vezes, uma de pé e outra na cama. No final, ele saiu, disse que tinha sido maravilhoso e voltou pra festa, sem dar maiores explicações. O melhor de transa assim é a falta de regra, a despretensão, uma coisa meio adolescente. Dá tesão só de pensar. Um dia caso, mas antes vou transar muitas vezes desse jeito – como se fosse a última vez que vou ver a pessoa. Sou uma mulher realizada desse jeito.”Valeska, 25 anos, jornalista
“O MELHOR DE TRANSA ASSIM É A FALTA DE REGRA, A DESPRETENSÃO, UMA COISA MEIO ADOLESCENTE”
VALESKA, 25 ANOS, JORNALISTA
SEM NOME
“Eu fui casada por oito anos. Só traí quando descobri que ele começou a sair com uma amiga minha. Fiquei triste, mas era meio que previsível: a gente não se gostava mais, nem tinha aquele fogo de quando começamos a namorar. Como eu não transava, vivia mal-humorada. Me separei. Resolvi mudar a postura. Um dia, fui pra Florianópolis, fiquei com um garoto de uns 20 anos. Ele me levou de madrugada para a pousada dele. Não era tão bonito, mas tinha ‘pegada’ e beijava bem. Não perguntava, fazia. Transamos na cama, no chuveiro e até na varanda. Acordamos a pousada toda. Foi ótimo. Gozei muito, intenso, como há muito tempo não acontecia. Quando acordei, ele tinha ido embora. Não deu nem nome. Depois pensei: foi exatamente a falta de compromisso que deu tesão na história. Tive várias transas assim. A maioria não pergunto nem o nome. Fiz sexo em motel, no capô do carro, na praia, escondido em cantos de uma festa num sítio. É uma delícia. Não sou do tipo que não quer se apaixonar mais. Até já namorei um cara nos últimos meses. Mas quero curtir sem ter obrigações. Pra que saber nome se o que busco é ter prazer, aproveitar?” Sandra Germano, 35 anos, publicitária
"GOZEI MUITO, INTENSO, COMO HÁ MUITO TEMPO NÃO ACONTECIA. QUANDO ACORDEI, ELE TINHA IDO EMBORA. NÃO DEU NEM NOME”
SANDRA, 35 ANOS, PUBLICITÁRIA
SÓ QUEREM GOZAR MAS NÃO PENSE QUE A MULHER ESTÁ ADOTANDO UMA POSTURA MASCULINA E NEM QUE ELA ESTÁ PERDENDO O ROMANTISMO E A SENSIBILIDADE
Mulheres que transam sem compromisso parecem (ou pensam) agir como homens. Não é bem assim. “As mulheres não deveriam achar que adotam a mesma postura do homem no que diz respeito a sexo casual inconseqüente”, diz J. A. Gaiarsa, psicoterapeuta. “Mulher e homem são biologicamente diferentes. A mulher precisa inventar um novo orgasmo. Não adianta ela querer gozar como ele. O homem ejacula para a fertilização. A mulher, não”, completa. Não quer dizer que ela perdeu sua capacidade de se envolver emocionalmente. A mulher ainda é romântica e sensível, mesmo no sexo casual. Só está mais livre. Elas só querem gozar. Que gozem e sejam felizes.
NADA DE CULPA
“Há uns dois anos, disse para um amigo que invejava os homens, porque transam por transar e não estão nem aí para o que vão dizer. Ele falou que bastava fazer sem culpa. Demorei algum tempo para levar isso a sério. Numa noite em São Paulo, num pub, fiquei muito a fim de um cara que estava na minha mesa. Ele se sentou ao meu lado. Passou a mão na minha perna. Depois enfiou a mão por baixo da minha blusa. Aí saí da mesa com ele, para um canto do bar. Depois do amasso meio adolescente, fomos para o apartamento dele. Fizemos a loucura de transar antes de chegar lá – na garagem, dentro do carro. Depois, rolou na casa do cara. Dormi lá. Acordei, ele tinha feito até café da manhã. Mas eu não estava mais a fim dele. Agradeci, dei um telefone falso e fui embora. Lembro dessa noite como uma das melhores da minha vida. Já repeti isso, de sair, transar e nunca mais ver. Experimentei umas fantasias – tipo sair com amigo de ex-namorado. Agora, falta transar com dois caras de uma vez. Vou conseguir. Quero me divertir muito.” Renata, 29 anos, advogada
“AGORA QUERO TRANSAR COM DOIS CARAS DE UMA VEZ”
RENATA, 29 ANOS, ADVOGADA
DE TIRAR O FÔLEGO
“Ninguém me ensinou a transar sem compromisso. Aprendi numa escapada do meu casamento. Era apaixonada. Mas o ciúme dele aumentou tanto que passei a fazer o que ele desconfiava – sair com outros. A primeira vez foi numa ocasião em que meu marido – hoje ex – viajou. Tinha ido jantar num restaurante perto do meu trabalho. Estava esperando uma amiga. Antes de ela chegar, um cara da mesa ao lado veio até mim. Disse uma besteira do tipo: ‘como uma mulher tão bonita está sozinha’. Fiz cara de descaso. E ele: ‘Posso melhorar a cantada conversando com você ?’ Deixei. Ele era charmoso, bom de papo. E logo eu já estava abraçada ao cara. Depois, fui com ele pra um motel. Estava excitadíssima. No motel, ele nem falava – só me puxava, me agarrava com tesão. Transas longas, de tirar fôlego. Gozei muitas vezes. Depois ele me deixou num ponto de táxi. Não me pediu pra ligar no dia seguinte. Só falou um ‘a gente se vê’. Não nos vimos. Fiquei apaixonada naquela noite – umas quatro horas, acho. Hoje, prefiro essas paixões rápidas. Uma hora vou amar alguém. Não é prioridade.” Alessandra, 31 anos, analista financeira
“ME APAIXONO POR QUATRO HORAS – É O LIMITE”
ALESSANDRA, 31 ANOS, ANALISTA FINANCEIRA
OS LADOS DA QUESTÃO
Vantagens e desvantagens dos relacionamentos descompromissados
• As relações descompromissadas não incentivam o ciúme e a posse.
• Há a possibilidade de experimentar diferentes sensações, com pessoas de universos diferentes.
• Favorece a intensidade, pois é muito mais fácil se soltar numa relação em que você não tem preocupação nenhuma.
• Pode acontecer uma inversão: “Sexo é uma oferta tão fácil de se encontrar, que deixou de ser um atrativo”, diz a psicoterapeuta Carmita Abdo.
• Descrença nos relacionamentos sólidos, pois as pessoas se questionam se toda essa liberdade é boa ou ruim, principalmente pela questão da fidelidade, da exclusividade. Será que isso vai deixar de existir?
• Mesmo que seja só sexo casual, isso não significa que você não pode procurá-la no dia seguinte ou depois. Vocês podem aprimorar a transa ou até namorar.
SEXO DELIVERY
“Eu sempre faço sexo casual. E eu gosto de sexo pelo sexo, sem vínculo, apenas uma troca e tchau. Já fiz muito, sou desencanada. Tenho uma lista de amigos que basta ligar que eles vêm à minha casa. Não temos envolvimento nenhum, apenas sexo. Quando estou sozinha em casa, carente, eu telefono. Não quero namorar agora, quero pensar e focar no meu trabalho. Quando você se envolve acaba dispersando seus objetivos. Assim, tenho quem eu quero, na hora em que eu quero. Só me aproveito do momento e não tenho mais problemas.” Giselly, 31, stylist
“TENHO UMA LISTA DE AMIGOS. É SÓ LIGAR E PRONTO!”
GISELLY, 31, STYLIST
PAGUE PRA VER FILMES COM MULHERES QUE FAZEM
SEXO POR DIVERSÃO, SÓ PELO PRAZER DE FAZER
Instinto Selvagem (1992): Sharon Stone interpreta a escritora Catherine Tramell, suspeita de assassinato e que deixa investigadores sem ar na célebre cena da cruzada de pernas sem calcinha. Catherine tem a vida sexual movimentada, com homens e mulheres, e enlouquece o detetive Nick Curran (Michael Douglas), que se vê seduzido pela escritora meio ninfomaníaca.
A Útlima Ceia (2001): Leticia (Halle Berry) faz uma cena tórrida, com detalhes que parecem reais, com Hank (Billy Bob Thorton), o guarda de prisão que executou o marido condenado dela. Leticia transa sem amor, sem compromisso, só para se satisfazer.
O Último Tango em Paris (1972): no filme de Bernardo Bertolucci, Maria Schneider procura um apartamento para alugar em Paris. Pede a chave pro síndico, encontra outro cara (Marlon Brando) e transa enlouquecidamente com ele. Sem romance. Sexo pelo sexo.
Rainha Margot (1994): Isabelle Adjani faz a monarca que sai alucinada pelas ruas de uma cidade na França, na época das guerras religiosas (século 16), e transa com um desconhecido até numa estrebaria.
Uma Relação Pornográfica (1999): Uma mulher transa e não quer nem saber o nome. Nem se falam. Quando se apaixona, ela vai embora.
ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE
Pelo estudo da vida sexual do brasileiro, no livro Descobrimento Sexual do Brasil, de Carmita Abdo, a idade de iniciação da vida sexual vem diminuindo nas últimas quatro décadas. As mulheres começavam a transar por volta dos 22 anos. Hoje, iniciam aos 15. O compromisso, no entanto, foi adiado. Antes, a mulher casava lá pelos 23 anos. Hoje, aos 28. O mesmo aconteceu com os homens. “Abriu-se uma lacuna entre o início da vida sexual e o casamento. E a mulher ficou sem ter com quem firmar compromisso”, explica Carmita. Por isso, também ficou difícil encontrar pessoas com o mesmo plano de vida. Hoje, jovens recebem essa informação de namoros rápidos desde o início de sua vida sexual. E assim eles lidam mais facilmente com essa fórmula.
COM MUITA AUTORIDADE
FRASES SOBRE SEXO CASUAL
DITAS POR GRANDES MULHERES
“NÃO HOUVE PREÂMBULOS; NÃO DISSEMOS NOSSOS NOMES NEM CONTAMOS NOSSAS VIDAS. ACONTECEU O QUE ERA PARA ACONTECER, E ÀS SETE DA MANHÃ, QUANDO SAÍ, ELE DORMIA”
Danuza Leão em seu livro Quase Tudo, sobre uma noite de sexo casual que experimentou, num quarto de hotel, em Paris, no auge dos seus 70 anos. Sim, aos 70 anos.
“VOCÊ PODE MUITO BEM AMAR UMA PESSOA E IR PARA CAMA COM OUTRA. JÁ ACONTECEU COMIGO.”
Leila Diniz, atriz
“TRANSO COM MUITOS HOMENS, MAS NÃO É COM QUALQUER UM”.
Leila Diniz
“O QUE É VERDADEIRAMENTE IMORAL É TER DESISTIDO DE SI MESMA”
Clarice Lispector
“EU APENAS QUERIA VER COMO É ESTAR COM PESSOAS DIFERENTES. NÃO PENSE QUE UMA GAROTA É UMA VAGABUNDA SÓ PORQUE GOSTA DE SEXO”
Jessica Alba, atriz
“PASSEI A VIDA TODA PROCURANDO OS HOMENS CERTOS. MAS ME DIVERTI MUITO COM OS ERRADOS”
Cher, cantora.
“GOSTARIA DE NAMORAR TAMBÉM O PRÍNCIPE WILLIAM. SERÁ QUE ALGUÉM PODE PROVIDENCIAR?”
Renée Zellweger, atriz
“FICO FELIZ PELAS PESSOAS QUE QUEREM SE CASAR, MAS ISSO NÃO É PARA MIM”
Charlize Theron, atriz, na revista Isto É Gente 324 (Outubro de 2005)
Consultoria: Carmita Abdo, psiquiatra e coordenadora do Projeto de Sexualidade da USP (ProSex), autora do livro Descobrimento Sexual do Brasil. (ed. Summus), e José Ângelo Gaiarsa, psicoterapeuta e autor de Meio Século de Psicoterapia Verbal e Corporal (ed. Summus).
EVOLUÇÃOMulher não está adaptada para o sexo casual, diz estudo DO "INDEPENDENT"
A ciência -pelo menos um estudo divulgado pela revista "Human Nature"- poderá ser usada a partir de agora como álibi pelos homens praticantes do sexo casual.
É tudo culpa da evolução. Ela não preparou a mulher para se sentir contente após uma única noite com um parceiro inédito, dizem os autores do trabalho.
A pesquisa conduzida por Anne Campbell, da Universidade de Durham (Reino Unido), ouviu 1.743 pessoas. Todas tiveram relacionamentos de uma única noite.
Entre os homens, 80% afirmaram felizes com a experiência. Entre as mulheres, apenas 54% afirmaram a mesma coisa. As demais entrevistadas confessaram um sentimento de terem sido usadas pelos homens.
"A evolução oferece comportamentos por meio dos quais temos sentimentos positivos e negativos. A partir disso é que desenvolvemos certas adaptações", diz Campbell. "Se os nossos ancestrais do sexo feminino estivessem adaptados para os relacionamentos curtos, eles iriam desfrutar disso assim como o sexo masculino."
Os homens, diz a pesquisadora, são biologicamente capazes de se reproduzir com várias mulheres, o que pode explicar sua aparente felicidade com as relações casuais. "Mas para as mulheres a qualidade, e não a quantidade, que é realmente importante", diz Campbell.