
Pois é, até a bunda, hoje em dia, é falsa. Que o diga Beyoncé, desmascarada no excesso de derrière, usando um enchimento debaixo da calcinha. Baixaria!... Pra que diabos ela quer mais bunda???!!!
Intervenções estéticas são normais, é natural querer se ver melhor e em alguns casos elas são a porta para o início do amor próprio, mas tem gente que perde o limite e o senso de ridículo. Cultivar algumas "avarias de estimação" pode até fazer muito bem, elas nos ajudam a ter mais tolerância com a gente mesmo. Amadurecer não passa só pela determinação de mudar para melhor, ou seja, pôr em prática aquilo que você deseja, mas também pela experiência de se aceitar como é (porque certas mudanças beiram o impossível. e aí, vai fazer o quê? se jogar da ponte?). A meu ver, o lance é mudar sem se descaracterizar; é a diferença no campo da estética, por exemplo, entre ser Demi Moore e virar Michael Jackson.
Se você não muda nada ou muda tudo, provavelmente está com sérios problemas internos.
Uma coisa que me incomoda é esse negócio de toda artista midiática ter que tirar a roupa para ser bem-sucedida (por essas e outras que gosto de Malu Mader, Fernanda Lima, Patrícia Pillar e Letícia Sabatella...). O problema não é a exposição do corpo, mas a ditadura da exposição do corpo. Eu sou superinvocada com esses "tem que" sem consistência... Engulo o mínimo possível, o suficiente para não ficar totalmente marginal.
Quase caí de costas quando vi pela primeira vez a versão USA de Shakira, chacoalhando a barriga (de fora) na MTV para fazer sucesso no mercado gringo. Logo ela que sempre foi tímida e discreta e vivia de calça e blusa na fase "en español" (e dá pra perceber que foi/é jogada de marketing, que não faz parte dela esse tipo de atitude, que, a meu ver, deveria ficar restrita a quem se enquadra naturalmente no estilo, como Pamela Anderson ou Jessica Simpson). Até Nelly Furtado entrou na onda... (Quando Maria Rita, Marisa Monte ou Norah Jones fizerem o mesmo, mandarei o mundo parar pra eu descer disso aqui...)
Alguém avisa pra elas que nem todo mundo nasceu para ser Madonna! Aliás, não foi pela nudez, não foi pelo sexo em si, que ela se tornou um ícone. No fundo, o que nos fascina em Madonna é a sua esperteza, seus insights em diferentes fases da carreira. Mad é uma raposa do ramo do entretenimento, sem dúvidas. Até uma burra lendária como Marilyn Monroe teve uma estratégia mais engenhosa (bem, não foi bem uma estratégia, foi mais uma atitude impulsionada pela rígida moral da época): expunha o corpo sem nunca revelar tudo. "Sede é tudo, imagem é nada", já dizia um comercial, e entenda-se "sede" aqui, obviamente, em seu sentido figurado. Isso: ainda não surgiu nada mais sexy do que saber usar a inteligência...
Uma coisa é ser sensual, outra é ser sexual gratuitamente. Você não vê Angelina Jolie tirando a roupa por aí e, no entanto, em qualquer enquete, é eleita a mais sexy. Como diria aquele outro das tardes de domingo, "quem sabe faz ao vivo".
Intervenções estéticas são normais, é natural querer se ver melhor e em alguns casos elas são a porta para o início do amor próprio, mas tem gente que perde o limite e o senso de ridículo. Cultivar algumas "avarias de estimação" pode até fazer muito bem, elas nos ajudam a ter mais tolerância com a gente mesmo. Amadurecer não passa só pela determinação de mudar para melhor, ou seja, pôr em prática aquilo que você deseja, mas também pela experiência de se aceitar como é (porque certas mudanças beiram o impossível. e aí, vai fazer o quê? se jogar da ponte?). A meu ver, o lance é mudar sem se descaracterizar; é a diferença no campo da estética, por exemplo, entre ser Demi Moore e virar Michael Jackson.
Se você não muda nada ou muda tudo, provavelmente está com sérios problemas internos.
Uma coisa que me incomoda é esse negócio de toda artista midiática ter que tirar a roupa para ser bem-sucedida (por essas e outras que gosto de Malu Mader, Fernanda Lima, Patrícia Pillar e Letícia Sabatella...). O problema não é a exposição do corpo, mas a ditadura da exposição do corpo. Eu sou superinvocada com esses "tem que" sem consistência... Engulo o mínimo possível, o suficiente para não ficar totalmente marginal.
Quase caí de costas quando vi pela primeira vez a versão USA de Shakira, chacoalhando a barriga (de fora) na MTV para fazer sucesso no mercado gringo. Logo ela que sempre foi tímida e discreta e vivia de calça e blusa na fase "en español" (e dá pra perceber que foi/é jogada de marketing, que não faz parte dela esse tipo de atitude, que, a meu ver, deveria ficar restrita a quem se enquadra naturalmente no estilo, como Pamela Anderson ou Jessica Simpson). Até Nelly Furtado entrou na onda... (Quando Maria Rita, Marisa Monte ou Norah Jones fizerem o mesmo, mandarei o mundo parar pra eu descer disso aqui...)
Alguém avisa pra elas que nem todo mundo nasceu para ser Madonna! Aliás, não foi pela nudez, não foi pelo sexo em si, que ela se tornou um ícone. No fundo, o que nos fascina em Madonna é a sua esperteza, seus insights em diferentes fases da carreira. Mad é uma raposa do ramo do entretenimento, sem dúvidas. Até uma burra lendária como Marilyn Monroe teve uma estratégia mais engenhosa (bem, não foi bem uma estratégia, foi mais uma atitude impulsionada pela rígida moral da época): expunha o corpo sem nunca revelar tudo. "Sede é tudo, imagem é nada", já dizia um comercial, e entenda-se "sede" aqui, obviamente, em seu sentido figurado. Isso: ainda não surgiu nada mais sexy do que saber usar a inteligência...
Uma coisa é ser sensual, outra é ser sexual gratuitamente. Você não vê Angelina Jolie tirando a roupa por aí e, no entanto, em qualquer enquete, é eleita a mais sexy. Como diria aquele outro das tardes de domingo, "quem sabe faz ao vivo".
Beyoncé, mesma, é enorme, pra cima e pros lados - como disse a prima de Ingrid, "um exagero". Que necessidade ela tem de usar roupas curtíssimas e se balançar de forma grosseira? É esteticamente feio, de mau gosto. (Ingrid, eu sei que você já lascou o dvd dela de tanto assisti-lo, mas a verdade tem que ser dita!) Roupa curta foi feita para quem, na falta do que exibir, precisa expor tudo pra chamar alguma atenção (por essas e outras é que a moda gosta das magricelas, pois, na ausência de curvas, até uma saia da espessura de um cinto não faz a criatura cair na vulgaridade).
Como diz minha irmã do meio, vulgaridade e celulite tem o mesmo pré-requisito: a presença de carne. Ah, essa é boa: "Já viu celulite aparecer em osso?", ela me respondeu quando disse que conhecia, sim, mulher sem celulite (uma fulana que pesava 20 quilos abaixo da altura). O mal é que o despeito da minha irmã geralmente tem algum fundamento. [Pois é, minha gente, percam as esperanças em relação a mim, que o veneno está no DNA! (risos)]
Lógico que não há só o apelo da carreira para essas mulheres do showbiz, existe ainda a questão da vaidade pessoal. Não precisa ir muito longe, não: qualquer garota comum, de 11 a 28 anos, com um corpo mais ou menos, se puder, sai de brinco e tapa-sexo. O mais chocante é que as mães incentivam, ignorando que estão, inclusive, colocando as filhas em risco (o Brasil, pelo menos, ainda é um país bem machista e agressivo; o rapaz que tentou beijar a força a Juliana Paes na praia, há alguns dias, é um exemplo disso). Gostaria de dizer a qualquer um "faça o que quiser que os outros não têm nada a ver com isso", mas não é verdade. O corpo comunica, o meio é a mensagem, e a mulherada, fisicamente mais frágil, tem que ficar de olho no que está dizendo aos homens. A gente não pode confiar na força do politicamente correto; há de se contar também com os loucos, com os ignorantes, com aqueles que vivem segundo suas próprias convicções absurdas (não é agradável mas é a realidade). Não é porque "tem que ser" que nós devemos fechar os olhos pro que "é na prática". É suicídio... Mulheres, protejam-se! (mas sem paranóias com os pobres machos comuns... quem vê assim, até pensa que mais de dez pessoas vão ler isso! hihi)
Lógico que não há só o apelo da carreira para essas mulheres do showbiz, existe ainda a questão da vaidade pessoal. Não precisa ir muito longe, não: qualquer garota comum, de 11 a 28 anos, com um corpo mais ou menos, se puder, sai de brinco e tapa-sexo. O mais chocante é que as mães incentivam, ignorando que estão, inclusive, colocando as filhas em risco (o Brasil, pelo menos, ainda é um país bem machista e agressivo; o rapaz que tentou beijar a força a Juliana Paes na praia, há alguns dias, é um exemplo disso). Gostaria de dizer a qualquer um "faça o que quiser que os outros não têm nada a ver com isso", mas não é verdade. O corpo comunica, o meio é a mensagem, e a mulherada, fisicamente mais frágil, tem que ficar de olho no que está dizendo aos homens. A gente não pode confiar na força do politicamente correto; há de se contar também com os loucos, com os ignorantes, com aqueles que vivem segundo suas próprias convicções absurdas (não é agradável mas é a realidade). Não é porque "tem que ser" que nós devemos fechar os olhos pro que "é na prática". É suicídio... Mulheres, protejam-se! (mas sem paranóias com os pobres machos comuns... quem vê assim, até pensa que mais de dez pessoas vão ler isso! hihi)
Nem a infância está mais imune a isso. Conheço meninas de 3 anos que são mais vaidosas que todas as minhas amigas juntas. Sério. Os adultos acham a maior graça, talvez, em parte, pela má vontade que eles têm em entrar e respeitar o universo infantil.
Sinto falta da época em que criança era um ser humano "café-com-leite", protegido das paranóias dos adultos. Qualquer forma de poder só tem serventia para quem está preparado para lidar com ele ou do contrário torna-se uma bomba. Vaidade física é também sinônimo de impulso erótico e isso não é para as crianças pequeninas, mesmo que elas sejam espertas demais neste século 21.
Eu só lembro do maluco que há uns dez anos assassinou uma garotinha, ex-miss mirim, no Colorado. Aos seis anos, JonBenet parecia uma mini-mulher, era bizarro de ver, mas fez o maior sucesso lá na terra do Tio Sam, os adultos achavam uma graça. E ela também, pois qual criança não gosta de atenção? Depois, quando o pedófilo ataca, os incentivadores desse tipo de aberração ainda se dizem chocados. Fala sério!... É antipático dizer isso, mas os próprios pais cavaram a cova da menina ao colocá-la nesse tipo de vida... Outro dia estava na sala de espera e vi Sasha na capa da Contigo!. Detalhe: Xuxa já tingiu os cabelos da menina de loiro. Pra que ela precisa tacar química nos fios aos oito anos de idade?! Eu sabia que isso ia acontecer, mas fiquei surpresa mesmo assim. Santa ignorância!...
Sinto falta da época em que criança era um ser humano "café-com-leite", protegido das paranóias dos adultos. Qualquer forma de poder só tem serventia para quem está preparado para lidar com ele ou do contrário torna-se uma bomba. Vaidade física é também sinônimo de impulso erótico e isso não é para as crianças pequeninas, mesmo que elas sejam espertas demais neste século 21.
Eu só lembro do maluco que há uns dez anos assassinou uma garotinha, ex-miss mirim, no Colorado. Aos seis anos, JonBenet parecia uma mini-mulher, era bizarro de ver, mas fez o maior sucesso lá na terra do Tio Sam, os adultos achavam uma graça. E ela também, pois qual criança não gosta de atenção? Depois, quando o pedófilo ataca, os incentivadores desse tipo de aberração ainda se dizem chocados. Fala sério!... É antipático dizer isso, mas os próprios pais cavaram a cova da menina ao colocá-la nesse tipo de vida... Outro dia estava na sala de espera e vi Sasha na capa da Contigo!. Detalhe: Xuxa já tingiu os cabelos da menina de loiro. Pra que ela precisa tacar química nos fios aos oito anos de idade?! Eu sabia que isso ia acontecer, mas fiquei surpresa mesmo assim. Santa ignorância!...
Detesto esse tipo de conclusão-chavão, tenho calafrio quando ouço isso, mas nesse caso não tem pra onde correr: é culpa da mídia. Um dos grandes males do progresso é o bombardeio de informação e um dos desdobramentos disso é a imposição de uma única estética para todos. Qualquer que seja o produto midiático, vai ter pelo menos uma notinha te dando dica de beleza ou mostrando alguém em pose sensual. Eu queria de R$ 1 as vezes em que vi alguém nu ou seminu na mídia. Já estaria na lista da Forbes!... E eu escolho isso? Bem, é quase como a luz do sol: a gente abre a janela e ela vem logo batendo na nossa cara, invadindo o nosso espaço. Às vezes eu fico cheia disso tudo. Pode não parecer, por conta da embalagem e da velocidade, mas o mundo é repetitivo à beça. Será que em Marte é esse tédio também? (Poxa, gente, por falar nisso, leiam Ray Bradbury. Detesto ficção científica, mas o cara vale a pena ser lido)
Ainda não somos livres como pensamos ser... Queeee!...
Os homens são "heróis", na boa. Como é que conseguem manter o desejo em alta diante de tamanha exposição do corpo feminino? Não é à toa que existem tantos gays hoje em dia. No tempo do buraco da fechadura, eles deviam ser menos numerosos, aposto.
Os homens são "heróis", na boa. Como é que conseguem manter o desejo em alta diante de tamanha exposição do corpo feminino? Não é à toa que existem tantos gays hoje em dia. No tempo do buraco da fechadura, eles deviam ser menos numerosos, aposto.
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