Existem muitas ideias legais, porém mal interpretadas e usadas, hoje em dia. E por causa disso, estabelece-se um estresse em cadeia, porque um lado manda bala e o outro aguenta. Uma delas é sobre flexibilidade e leveza. Precisamos tê-las e eu sou uma das que está nessa luta. Porém, as pessoas confundem isso com a permissão pra serem descuidadas. A gente pode e deve ter tolerância pra coisas pontuais, mas não para um hábito ruim dos outros que nos prejudica. Como diz uma amiga, até que me seja apresentado um atestado, eu não vou me lenhar por causa dos outros não. Uma coisa é você atrasar e deixar a pessoa plantada uma vez, outra coisa é o costume de fazer isso. Daí, você que tem cuidado com as coisas, quando perde a paciência - afinal nem todo dia é dia santo... -, ainda sai de ruim e fica com ressaca moral, afinal não foi "flexível" e "leve".
Textos semi-verídicos sobre temas quase desinteressantes [e raramente revisados - sorry!].
sábado, 20 de janeiro de 2024
Estresse em cadeia
E justamente porque a gente não pode mais expressar incômodo com nada, as coisas se acumulam e viram ressentimento. Exigimos flexibilidade dos outros com os nossos erros, que mesmo não sendo propositais são uma escolha quase sempre do indivíduo, mas não flexibilizamos a nossa escuta para a queixa, mesmo que devida. Ficamos na defensiva, jogamos de volta a culpa no outro, não assumimos a nossa parte neste latifúndio.
Quando estamos em mais de uma pessoa, é imperativo olhar por todos. É cansativo, mas é o justo. Se eu olho só pra mim, se eu não me ligo no entorno, alguém estará pagando esta conta, estarei puxando esse cacete armado, não tem jeito. O mínimo, nesse tipo de situação, é aceitar a galinha pulando na caixa dos peitos. Sabe o conceito de dolo presumido, em que alguém faz algo não esperando, porém assumindo que aquele resultado negativo pode ocorrer? Pois é. Não seja essa pessoa.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário