
"Cada um de nos compõe a sua historia, cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz, e ser feliz"
("Tocando em frente", de Almir Sater e Renato Teixeira)
Pequi, gueroba, Cora Coralina, rio Araguaia e música sertaneja. Não importa quando e onde, sempre vão me remeter ao velho e distante Goiás e no ser que personifica toda essa herança goiana: meu pai. Não consigo lembrar de alguém que goste mais de ser goiano que o Seu Adilson!
Aliás, é ouvir música sertaneja e só conseguir lembrar do velho. Digo a ele que quando morrer, a moda sertaneja não vai poder existir por no mínimo uns 15 anos. É realmente impossível ouvir esse gênero musical sem lembrar de meu pai. Gosta tanto disso que até o nome dessa que vos escreve foi retirado de uma canção sertaneja (bonitinha, até, a letra, mas o refrão!... Sai de baixo! Argh!) - até ele ter resolvido comemorar meu nascimento colocando um dos discos caipiras para tocar, estava decidido que me chamaria Carolina (é um nome com "prazo de validade" maior que Juliana, mas eu adoro "J". Pense no maior homem que já viveu: Jesus. No traidor mais famoso: Judas. No povo mais rico: Judeus. Na maior potência tecnológica: Japão. O Beatle mais famoso: John Lennon. A roqueira mais popular: Janis Joplin. A atriz mais popular dos últimos tempos: Julia Roberts. O whisky mais famoso: Johnnie Walker... Jota é "a" letra! Eme é outra boa letra...).
Quando ouvi "Milionário & Zé Rico" ("Você me pede na carta que eu desapareeeeeeeça, que eu nunca mais te procuuuuure e pra sempre te esqueeeeeça!...") na trilha de "A Favorita", quase tive um troço! Nada mais a cara de meu pai que essa dupla! Nossa, minhas irmãs e eu sofremos pouco com Seu Adilson, nas viagens de carro Brasília-Salvador-Brasília, ouvindo essas coisas!? "... Mas o tempo cercou minha estraaaaaaaada, e o cansaço meeeeeeeeeeeeeeee dominooooouuuu, minhas vistas seeeeeeeeee escureceeeeeeeram, e o final da corrida chegooooou". Olha, apesar de não gostar das vozes de Zezé Di Camargo e Xororó, graças a existência de duplas como as deles, essas viagens ficaram um pouco mais suportáveis. Só por essa informação, dá para ter uma idéia da "trilha sonora" das nossas road trips! (risos)
"Pantanal" e "Cabocla" contribuem para esse revival meu. "Pantanal", aliás, me lembra a época que minha prima Valéria deixou Goiânia para passar uns meses aqui com a gente, em Salvador. Eu queria ver "Rainha da Sucata" (ainda tenho esperança que Claudinho vá me levar, um dia, para conhecer o Boqueirão! hahaha), ela, "Pantanal", claro. Era uma briiiga!... Ô caboclinha custosa, sô!...
Eu nem tô acompanhando direito a novela que lançou Cristiana Oliveira, mas de vez em quando, dou um pulo na sala só pra escutar Almir Salter cantando "Chalana" ("Ah, chalana, sem querer, tu aumentas minha doooor, nessas águas tão sereeeenas, vai levaaaando o meu amooor. E assim ela se foiiii, nem se despediu de miiiiiim. A chalana vai sumindo na curva lá no rio. E se ela vai magoada, eu bem sei que tem razão. Fui um fraco, eu feri o seu pooooobre coração") ou "Tocando em frente". Lindaaas!
Se a gente reclama que a música que ele tanto gosta é pura dor de corno, berrada por uns carinhas com cara de índio e de voz estarrachada, Adilson retruca: "Pelo menos tem melodia, poesia! E essas músicas de Carnaval, que letra têm?". Scheeelp!... Eu também gosto de canções mais dramáticas, mas não precisa apelar tanto, né, pai! :)
Carrega o dom de ser capaz, e ser feliz"
("Tocando em frente", de Almir Sater e Renato Teixeira)
Pequi, gueroba, Cora Coralina, rio Araguaia e música sertaneja. Não importa quando e onde, sempre vão me remeter ao velho e distante Goiás e no ser que personifica toda essa herança goiana: meu pai. Não consigo lembrar de alguém que goste mais de ser goiano que o Seu Adilson!
Aliás, é ouvir música sertaneja e só conseguir lembrar do velho. Digo a ele que quando morrer, a moda sertaneja não vai poder existir por no mínimo uns 15 anos. É realmente impossível ouvir esse gênero musical sem lembrar de meu pai. Gosta tanto disso que até o nome dessa que vos escreve foi retirado de uma canção sertaneja (bonitinha, até, a letra, mas o refrão!... Sai de baixo! Argh!) - até ele ter resolvido comemorar meu nascimento colocando um dos discos caipiras para tocar, estava decidido que me chamaria Carolina (é um nome com "prazo de validade" maior que Juliana, mas eu adoro "J". Pense no maior homem que já viveu: Jesus. No traidor mais famoso: Judas. No povo mais rico: Judeus. Na maior potência tecnológica: Japão. O Beatle mais famoso: John Lennon. A roqueira mais popular: Janis Joplin. A atriz mais popular dos últimos tempos: Julia Roberts. O whisky mais famoso: Johnnie Walker... Jota é "a" letra! Eme é outra boa letra...).
Quando ouvi "Milionário & Zé Rico" ("Você me pede na carta que eu desapareeeeeeeça, que eu nunca mais te procuuuuure e pra sempre te esqueeeeeça!...") na trilha de "A Favorita", quase tive um troço! Nada mais a cara de meu pai que essa dupla! Nossa, minhas irmãs e eu sofremos pouco com Seu Adilson, nas viagens de carro Brasília-Salvador-Brasília, ouvindo essas coisas!? "... Mas o tempo cercou minha estraaaaaaaada, e o cansaço meeeeeeeeeeeeeeee dominooooouuuu, minhas vistas seeeeeeeeee escureceeeeeeeram, e o final da corrida chegooooou". Olha, apesar de não gostar das vozes de Zezé Di Camargo e Xororó, graças a existência de duplas como as deles, essas viagens ficaram um pouco mais suportáveis. Só por essa informação, dá para ter uma idéia da "trilha sonora" das nossas road trips! (risos)
"Pantanal" e "Cabocla" contribuem para esse revival meu. "Pantanal", aliás, me lembra a época que minha prima Valéria deixou Goiânia para passar uns meses aqui com a gente, em Salvador. Eu queria ver "Rainha da Sucata" (ainda tenho esperança que Claudinho vá me levar, um dia, para conhecer o Boqueirão! hahaha), ela, "Pantanal", claro. Era uma briiiga!... Ô caboclinha custosa, sô!...
Eu nem tô acompanhando direito a novela que lançou Cristiana Oliveira, mas de vez em quando, dou um pulo na sala só pra escutar Almir Salter cantando "Chalana" ("Ah, chalana, sem querer, tu aumentas minha doooor, nessas águas tão sereeeenas, vai levaaaando o meu amooor. E assim ela se foiiii, nem se despediu de miiiiiim. A chalana vai sumindo na curva lá no rio. E se ela vai magoada, eu bem sei que tem razão. Fui um fraco, eu feri o seu pooooobre coração") ou "Tocando em frente". Lindaaas!
Se a gente reclama que a música que ele tanto gosta é pura dor de corno, berrada por uns carinhas com cara de índio e de voz estarrachada, Adilson retruca: "Pelo menos tem melodia, poesia! E essas músicas de Carnaval, que letra têm?". Scheeelp!... Eu também gosto de canções mais dramáticas, mas não precisa apelar tanto, né, pai! :)
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