Hoje acordei de um sonho com esse trecho de música: "Acredite no final feliz". Em minha defesa, digo que nem de Jorge Vercilo eu gosto. Vou levar como premonição. Pode ser golpe do meu inconsciente, mas vou me apegar à melhor versão.
Textos semi-verídicos sobre temas quase desinteressantes [e raramente revisados - sorry!].
sábado, 9 de dezembro de 2023
sexta-feira, 24 de novembro de 2023
No seu lugar
Outro dia fui me despedir da minha ex turma de Teoria Junguiana indo ao ultimo dia de aula deles. Uma das colegas, comentando sobre a dedicação de uma outra colega que trabalha no CAPS, disse que era "lindo ver alguém encontrando seu lugar no mundo". É lindo mesmo e em alguns casos, misterioso.
É impressionante como os caminhos se abrem quando ele é o seu. A força que as coisas têm quando precisam acontecer. Não basta você escolher; precisa ser escolhido. E não precisa ter talento. Algumas pessoas são escolhidas, quer tenham isso ou não, mas melhor ainda se vier esse plus, pra embelezar o cenário.
domingo, 12 de novembro de 2023
Feridas e perseverança
Eu adoro documentários e adoro biografias. Nessa semana que passou, assisti três na Netflix, dois muito parecidos, já que foram sobre contemporâneos de Hollywood: Sylvester Stalone e Arnold Schwarzenneger. Os dois tiveram um início de vida sofrido, Sly muito mais que Schw Schw. O doc de Stallone é melancólico. Ele veio de um lar muito fodido, a busca dele pela fama foi na base do desespero (me identifiquei! hehe), foi marcado por mais altos e baixos, inclusive muitos dos sentimentos dele só tiveram vazão nas telas. Seus personagens falavam o que ele não tinha coragem de dizer às pessoas. O que me chamou atenção é que o doc cheira a testosterona. O pai importa, a mãe sequer é citada por ele. As mulheres e filhas não são mencionadas, mas o filho que morreu sim. O homem é um suco da masculinidade clássica. Não à toa, sente o fim como algo melancólico. Envelhecer é sobre perder o poder do macho alfa e se tornar o velho leão da montanha. Pra quem veio de um início de vida de extrema desvalorização, deve doer um pouco mais.
Schw Schw é uma figura. Um cara de pau carismático, muito focado (embora ele se ache americano, foi a mente germânica que fez ele ser quem se tornou). Teve três vidas: a de atleta, a de ator e a de político. Se lançava nas coisas mais improváveis, mas com muita energia e carisma, e se dava bem. Sente o peso da idade, a perda do poder de quem já foi macho alfa, mas continua otimista.
Os dois são mais inteligentes do que se pode presumir. Eu não me surpreendi. Por mais que a pessoa não viva do intelecto, não se chega e se sustenta num nível de poder desse sem ter algo na cabeça, sem ser inteligente. Mas admirei muito a motivação, a energia de fazer acontecer. Queria metade disso, e estaria feita. Se bem que ambiciono muito, muito, muito menos que eles na vida... Pra começar, não quero fama.
Corta pra Feira da Fraternidade. O namorado de uma colega, professor de colégio público, conta que três ou quatro alunos de cada turma se animam a fazer o Enem. Fiquei incrédula. Óbvio que vim de uma condição social melhor do que a desses alunos, mas também frequentei escola pública, nunca tive quem me estimulasse nos estudos e só recebi o dinheiro da inscrição da UFBA (o da Uneb, depois de muita pressão da minha irmã, minha mãe me deu por conta dela), mas eu sempre tive a ambição de um futuro melhor. Estou lascada e quase velha, ainda não cheguei aonde queria, mas não deixo de tentar. E continuo sem torcida a favor, só na base da resiliência mesmo, e às vezes acho até que é loucura. Se tivesse mais energia, faria mais, não tenha dúvida. Uma das coisas das quais me ressinto é não ter a energia física e mental que eu gostaria. O carro até que é bom, mas faltou combustível... Enfim, aceitar é também uma das tarefas da vida.
Então, mesmo entendendo em parte o desânimo dessa turma, eu nunca compreendi muito bem quem desiste da vida aos 10, 15, 20 anos. Porque por mais que você não tenha as condições favoráveis, você tem tempo pra trabalhar nelas, você pode ao menos melhorar um pouco a sua situação, você no mínimo vai se desenvolver.
Mas aí é que tá. Corta de novo pra mesma Feira da Fraternidade, só que em outra conversa. Minha amiga disse que preferia que o sobrinho fosse extrovertido. Eu respondi que discordava. Os extrovertidos ganham muitas coisas, ainda mais num país que valoriza isso numa autoimagem, como vimos, enganosa de si como um povo alto-astral. Mas os extrovertidos perdem muito também. A começar que são dependentes num alto grau do feedback dos outros, da companhia alheia. São mais carentes e com menos recursos internos, na minha opinião. Isso ficou muito desenhado na pandemia, quando os introvertidos lidaram bem melhor com a situação, se arriscaram menos, ficaram menos intranquilos, etc. Lógico que há extrovertidos com profundidade, mas todo extrovertido que conheço passa por uma série de situações desagradáveis que os introvertidos não passam porque precisam bem menos dos outros pra se sentirem bem, pra se autorregularem. Acho que ela ficou chocada porque nunca havia pensando por esse lado. Lembrando aqui que introversão e timidez são coisas diferentes. Mas numa cultura extrovertida, que cada vez mais, por causa da internet, valoriza a extroversão, somos exacerbadamente estimulados a nos pensar dependendo da opinião dos outros sobre nós, como o produto a ser aceito pelo público consumidor - e cada vez mais exigente. Viver em sociedade é fazer propaganda de si, não tem jeito, mas estamos deixando 98% pra esse mercado e 2% pro espírito. E precisa ter espírito pra aspirar mais, pra se desenvolver, pra se aguentar, pra aprender a cair em cima de si mesmo, pra se aceitar. Pra transformar o limão em algo mais gostosinho. Note que nesses dois docs que eu citei, os personagens deles são pessoas que não só chegaram lá, como se mantiveram, se reinventaram em outras posições e continuam a se reinventar. Se fosse só sobre dinheiro e fama, não teriam chegado tão longe.
quarta-feira, 25 de outubro de 2023
Aquela dos 40
Sandy disse em uma entrevista a Bial que ao longo dos anos experimentou outros tipos de felicidade, mas que por outro lado se tornou mais calejada. Tinha um sorriso melancólico, quase triste, ao dizer isso, e eu entendo. Experiência é coisa boa, ensina, é preventiva, mas geralmente leva muita coisa linda da gente também. Isso ninguém conta.
No meu caso, gosto menos de gente hoje do que aos 15 e aos 20. É como quando eu andava entre uma piscina e outra de água quentíssima em Caldas Novas: eu passava por ali, mas com cautela pra não cair e me queimar. Pra quem gosta de se expandir, é terrível ter que pisar em ovos. Tá no meu top 3 coisas que mais odeio na vida.
sábado, 14 de outubro de 2023
O futuro pertence a quem?
Quando eu tinha cinco pra seis anos, num dia de verão na casa da família de consideração de minha mãe, no bairro de Itacaranha, eu ouvi dizer que a filha de tia Nicinha estava pra morrer de câncer, que eu acho que foi de ovário. Ela tinha 40 e poucos anos, mais ou menos a idade da minha mãe. Eu nem tinha idade pra entender a profundidade da coisa, mas tenho a nítida lembrança de ter me arrepiado toda ouvindo aquilo, como se aquele fosse ser o meu destino também.
Meu mapa astral fala em morte súbita, rápida, por coração, circulação ou pulmão (ou intestino, se considerarmos mercúrio em virgem) e que eu vou morrer em casa. Prefiro essa versão da minha morte.
Mas eu tô achando que eu me preparei, inconscientemente, pra viver só 40 e poucos anos. Na verdade, nunca achei que fosse chegar tão longe. E desde que fiz essa idade, tô preenchendo meu tempo como nunca porque simplesmente estou sem ideia do que fazer. Na verdade, há um tempão que eu estou, mas antes sentia que tinha tempo e agora não. Sem qualquer ideia de futuro e temendo o futuro ao mesmo tempo, por vários motivos que não cabe aqui dizer.
Há uns dois meses, recebi um e-mail de Fernanda Miranda via sonho. No assunto só Dia D, no corpo o nome de uma música de Marisa Monte que eu não consegui ver.
Não sei quanto tempo viverei, mas não sinto que tenho futuro. Preciso mais uma vez me reinventar, mas os anos já pesam e tenho preguiça.
A seguir cenas dos próximos capítulos...
quarta-feira, 11 de outubro de 2023
Acolher? A colher!, não à colher
"Se eu estivesse comendo cocô, pela pedagogia, a senhora deveria acolher o meu cocô".
Essa frase, dita pela aluna que partiu pra cima da professora da Facom, diz bem o que se tornou a deturpação do verbo "acolher" na nossa sociedade. É impressionante a capacidade de algumas pessoas da esquerda de deturparem completamente os termos que nascem com uma boa inclinação. Dos mesmos criadores/deturpadores do verbo "empoderar"... RIP.
Sinceramente, bicho, eu acolho incondicionalmente criança de até 4 anos, bebê, que tá chegando ao mundo e não se governa. Acima disso, as pessoas já entendem um pouco das regras sociais, já têm alguma capacidade de autoregulação, então eu vou "acolher" na medida em que a pessoa mesma se ajuda. Já vivi tempo suficiente pra saber que é jogar pérolas aos porcos gastar tempo com quem não quer se ajudar.
E cá pra nós, quem aqui tá com esse tempo, essa energia vital, essa saúde mental pra ficar "acolhendo" todo mundo, inclusive gente mimada que gosta de largar o corpo em cima dos outros em vez de procurar se cuidar? Eu não tenho. Não tô conseguindo nem ver filme tenso na televisão, que dirá ser fofa com quem não tá nem aí pra ferrar o meu babado e da geral. Citando a "grande filósofa" Jô, defunto, quando encontra quem o carregue, fica pesado. Um monte de gente querendo ser o centro da atenção "causa" em cima dos outros pra se sentir bem, se sentir vítima, pra receber apoio e tapinhas nas costas 0800, e você "têm que acolher"?! Ah, vá se catar e comer o seu próprio cocô. Amadurecer ninguém quer, né?
segunda-feira, 31 de julho de 2023
Em crise com a criança interior
Este final de semana serviu para me mostrar que definitivamente não superei a minha infância. Dois tapas na cara no mesmo dia. Primeiro vendo "Barbie". Velho, só aquele cenário de brinquedo já valeu o ingresso. As piadas com o patriarcado e o feminismo foram boas, mas eu achei Ryan Gosling bonito como nunca. Apaixonei no boneco - e o meu Ken nem era o loiro...
De noite, fui pro show de Fabio Jr., meu primeiro crush famoso. Reza a lenda que eu bebê me agarrei ao compacto de "O que é que há?" (pelo visto, minha pergunta desde sempre) no Carrefour, e o jeito foi meu pai - que detesta Fabio Jr.! - comprar o LP pra poder ir pra casa. Fui ver o show dele despretensiosamente, pedi o ingresso a um amigo, e além de ver que sabia cantar todas, ainda não parei de ver os vídeos desde então. Não superei Fabão!...
sábado, 22 de julho de 2023
Frances Ha
Ontem assisti "Frances Ha" pela primeira vez. Me lembro de ter tentado assistir faz alguns anos, mas alguma coisa me irritou e eu desisti - sim, eu desisto mesmo, tenho zero problema em não ir até o fim.
Me impressiona a opinião geral de que Frances anda pelos percalços da vida adulta de forma otimista. Não acho que ela tava bem ali não. A falta de disciplina e de energia pra mudar, a insistência numas situações degradantes e a impulsividade são bem de quem tá na merda. Aquela cena no banheiro da casa dos pais é bem típica de quem está com um pezinho na depressão. E depressão é o oposto de otimismo.
A questão é que há formas e formas de manifestar a bad, a depressão. Nem todo mundo é tipo Maísa. No final do filme é que ela começa a se recuperar e a inclusive tomar atitudes pra sair dessa.
Confundiram doçura com otimismo. Ela é doce, e é isso que dá pena, faz você se afeiçoar a ela. Um labrador humano, que foi ficando mal a medida que foi experimentando rejeições (porque é muito difícil mesmo), a começar a da amiga-irmã. Aliás, achei aquela cena de Sophie comunicando que ia morar com outra colega tão vida real. Como ouvi uma vez, não é que as pessoas, aquelas que te magoam, estão contra você; elas estão a favor delas mesmas. E Sophie até engoliu alguém que ela não tolerava em nome de realizar um desejo. Mais típico que isso, impossível.
Pelo menos, pra aquecer o coração da gente, essa milenium teve um final feliz.
Sem olhos para você
Por mais que a gente queira o reconhecimento de determinadas pessoas (geralmente aquelas da família ou de uma convivência bem antiga ou próxima), uma hora é preciso ACEITAR que certas pessoas NÃO TÊM olhos para a gente, e nunca vão reconhecer nossas qualidades, nos olhar de modo justo, atualizado e generoso, simplesmente porque elas estão projetando coisas delas em nós. Projeção é foda, babe. Pra quebrar esse feitiço, nêgo precisa olhar pra dentro, se refazer, coisa que dificilmente vai rolar da criatura bancar porque é bem mais gostoso e menos oneroso despejar em alguém próximo.
Olha só quanta energia a gente não poupa deixando de correr atrás do impossivel. Queira não.
quinta-feira, 13 de julho de 2023
Um homem só
Outro dia vi uma postagem, daquelas bem intencionadas, que dizia mais ou menos assim: independente do que acontecer, você escolhe como reagir. É bem intencionada, mas é cretina. É como aquele tipo de frase pseudo animadora: "tenha fé, que você vai se curar". Ou seja, se eu não me curar é porque não tive fé o suficiente.
Eu acredito naquela frase de Gasset y Ortega, de que o homem é o homem e suas circunstâncias. Genéticas, ambientais, temporais e econômicas. O próprio Freud disse em um de seus livros que algumas pessoas são mais talhadas pra lidar com a vida do que outras. E alguns tiveram muito apoio e orientação durante a vida e outros não; outros estão em grupo, outros sozinhos da vida. E por aí vai. Não temos os mesmos recursos. Às vezes aquele resultado que parece pouco, dependendo de onde a pessoa partiu, é vitória pura.
Enfim, acho perigoso e desumano falar de um homem só, como se todos nós tivessemos os mesmos recursos na vida.
sábado, 8 de abril de 2023
Está faltando espiritualidade
Outro dia estava conversando com um amigo sobre a relação entre violência e desigualdades sociais. Não acredito que a pobreza seja definidora. Há países mais pobres que o Brasil e menos violentos. E há países ricos, como os EUA, violentos pra caramba.
Faz tempo que acho que o problema é o materialismo. A pessoa pode até conviver com um certo nível de privação material contanto que ela tenha sentido de existir, tenha uma certa espiritualidade. Mas nesta nossa cultura das Américas, em que você é o que você consome, se você não tem dinheiro, vira quase invisível. E é isso que, a meu ver, impulsiona a violência. Ninguém suporta ser invisível e ignorado.
E este materialismo reflete-se nos "relacionamentos". O povo está achando que like é afeto, validação, vínculo, e não é.
E essas informações e discussões sobre minorias... A galera está perdendo o foco. Tem uma turma crescendo com a equivocada ideia de que sofreram muito e são especiais e que por isso a vida lhes deve alguma coisa (spoiler: a vida é altamente aleatória, não funciona assim), confundindo reparação e equidade com "privilégio reverso". O que eu vejo de gente querendo ocupar o lugar e reproduzindo o opressor...
Estamos muito materialistas. Está faltando espiritualidade. E até as nossas tentativas de espiritualidade são materialistas hoje em dia. A religião que mais cresce no Brasil liga o amor de Deus à benção material. Não há salvação desse jeito. E, olha, a espiritualidade não precisa nem estar numa religião. A natureza é altamente espiritual.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2023
Aftersun
Escolha mais que acertada ter visto este filme hoje, primeiro dia do ano. Leve, mas profundo, a depender do que você conseguir extrair dele. Se bem que eu acho que no final a diretora deixa a intenção dela ficar mais explícita pro espectador, que vai ser direcionado pra algo além de uma memória sobre as férias de um pai e de uma filha.
Enfim, fiquei pensando neste filme o dia inteiro.
Aftersun é sobre o relacionamento de Sophie e de seu pai, Calum. O filme não entrega muitos detalhes sobre a relação deles, mas, se eu entendi bem, apesar deles morarem em cidades diferentes, na infância dela, são ligados e costumam passar alguns dias de férias no ano. Apesar de Calum não ter recebido muito afeto dos pais e dele mesmo estar passando por uma crise (que não sabemos se é apenas emocional, ou se está doente, até porque não sabemos se ele morre por volta da época em que Sophie adulta acessa essas memórias ou se morreu pouco tempo depois daquelas férias), ele se esforça para dar as melhores férias para a filha. Ela é uma criança que está na beirada da adolescência, com 11 anos recém completados. Ele é um sujeito de quase 31 anos que, portanto, foi pai quase menino. Por isso é fácil pra eles se conectarem e, apesar disso, a paternidade é uma das pontas da vida adulta que, de um modo geral, não está sendo fácil pra Calum atravessar. Pra quem é, pelo amor de Deus?!
Sophie sonha com o pai dançando com ela quando se torna mãe e revira o baú da memória mais especial que tem dele, as tais férias na Turquia. Ela remonta este pai agora de uma perspectiva adulta e materna. A criança não via a complexidade do que ele estava vivendo. A filha não sabia o quanto custa estar no lugar de pai ou mãe quando você nem sabe direito o que fazer consigo mesmo. A filha adulta agora percebe aquele pai que a inocência da infancia não deixou ver e teve empatia.
Por fim, o botão mais foda que este filme aperta é o da saudade de quem é parte constitutiva da gente, da nossa história. Há pessoas que são impossíveis de serem deixadas pra trás, e com algumas a gente não quer mesmo que isso aconteça.
Chorei, não vou mentir!
domingo, 18 de setembro de 2022
Aladin
terça-feira, 9 de agosto de 2022
Dancing with myself
Oh, oh, oh, oh...
Depois de uma viagem simpática e de três meses dentro de casa com minha mãe, enfim tô sozinha em casa, e adorando.
Como eu gosto de ficar sozinha em casa!
Posso fazer o que eu quero, no meu tempo, não tenho a carga mental de ter que conciliar minha vida com as dos outros.
terça-feira, 2 de agosto de 2022
El deseo
segunda-feira, 1 de agosto de 2022
Pronta pra errar?
Eu acho que sim. Ao contrário de quando eu era nova, quando eu não era validada pelos outros (continuo não sendo), eu hj sou validada pela minha própria história. Se eu errar, hoje eu sei que não sou meu erro. Tenho uma história que me faz maior do que momentos isolados.
O lado mãe do tempo, aliás.
domingo, 31 de julho de 2022
Olhando o mapa dos meninos - parte 1 Eduardo
Vou fazer uma série aqui lendo o mapa da meninada da família. Vamos ver se bate com a personalidade deles quando crescerem. Vou começar por Eduardinho, que nasceu anteontem. O mapa dele é esse:
Planeta
Signo
Casa
Grau

Sol
Leão

Lua
Leão

Mercúrio
Leão

Vênus
Câncer

Marte
Touro

Júpiter
Áries

Saturno
Aquário

Urano
Touro

Netuno
Peixes

Plutão
Capricórnio
Ascendente
Virgem
Meio do Céu
Gêmeos
Descendente
Peixes
Fundo do Céu
Sagitário
24°15'
Ele é uma mistura fogo-terra. Sendo esta mistura capitaneada por leão e virgem, e ainda mais com a educação que os homens recebem, vale muito trabalhar a empatia e a sensibilidade. Pois Eduardinho justamente tem bloqueio de ar-água, que são elementos mais relacionais. Ele tem muita força (Sol e Plutão/ Marte em Touro na 8) e terá sorte e altos ideais (bons aspectos de júpiter). Possui um mapa que eu leria como o de um potencial artista: sol, lua e mercúrio em leão, casa 12 (análoga a peixes) bem ativada, meio-céu em gêmeos ativado com vênus em câncer ali, casa 7 (a do público) também ativada e plutão na 5 (análoga a leão). Apesar de ser uma pessoa de fogo, vai ter um diálogo muito interno; ele tem 4 planetas retrógrados (plutão, jupiter, saturno e netuno), ou seja, as energias desses planetas não vão ser dirigidas para o exterior, mas para o interior, num movimento de revisão e ajustes.
Eduardo herdou um mesmo aspecto da mãe dele, minha prima, e que eu também tenho (é super comum em famílias certos aspectos se repetirem): lua em tensão com marte. Traduzindo em miúdos, significa a tendência de ter o território invadido. Traduzindo mais ainda, mamãe é meio helicóptero e tende a ser uma figura invasiva. As nossas mães realmente têm muita dificuldade de ocuparem os espaços delas e o tempo todo nos tratam como extensões delas mesmas. Se a mãe de Eduardo não tomar cuidado, vai repetir a mesma história.
Enfim, provavelmente Eduardo será uma pessoa realizadora, generosa e carismática. O único porém mesmo é a sensibilidade aos sentimentos dos outros (bloqueio de água) e a tendência a tomar tudo como pessoal (bloqueio de ar), até porque ele tem muitos signos fixos, o que, aliado com excesso em fogo, pode dar uma tendência a teimosias, chiliques e explosões.
Livre-arbítrio?
Vendo agora o doc sobre o assassinato de Daniela Perez, aumentei meus questionamentos sobre o livre-arbítrio. Parece que tudo ali não tinha como não acontecer. Foi a tempestade perfeita.
Eu tô achando que a gente mais reage que escolhe.
Mas, na aula, o professor de filosofia joga esta: "Ah, se não houver livre arbítrio, o que nós estamos fazendo aqui?".
Amore, e se for esse o exercício: aceitar que não podemos e tentar fazer banquete com as migalhas de liberdade que o universo nos concede?
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domingo, 24 de julho de 2022
O início de um sonho
Já conheci muita criança massa, mas ela segue sendo minha # 1.
Legenda alternativa desta foto: a dupla mais estourada do Bloco P, Samenina & Samambaia.
PS.: Quando der tudo certo, eu posto a foto da adulta aqui
Os trabalhadores da última hora
Sempre me intrigou a parábola dos trabalhadores da última hora, aqueles que, embora tenham chegado no finalzinho do dia, foram pagos como os trabalhadores que chegaram no início da jornada.
No século 21, isso renderia um belo processo trabalhista.
Mas, voltando à reflexão espiritual da coisa, acho que finalmente entendi. Acho. Penso que o que se quis dizer é que Deus premia o mérito, a diligência e a obediência, mas recompensa mais a entrega da fé e a coragem. Os trabalhadores da última hora queriam apenas trabalhar. Se jogaram sem saber ao certo o que iam receber por isso. Foram premiados com o equivalente a um dia inteiro de trabalho. Um ato de fé recompensado.








