"Se eu estivesse comendo cocô, pela pedagogia, a senhora deveria acolher o meu cocô".
Essa frase, dita pela aluna que partiu pra cima da professora da Facom, diz bem o que se tornou a deturpação do verbo "acolher" na nossa sociedade. É impressionante a capacidade de algumas pessoas da esquerda de deturparem completamente os termos que nascem com uma boa inclinação. Dos mesmos criadores/deturpadores do verbo "empoderar"... RIP.
Sinceramente, bicho, eu acolho incondicionalmente criança de até 4 anos, bebê, que tá chegando ao mundo e não se governa. Acima disso, as pessoas já entendem um pouco das regras sociais, já têm alguma capacidade de autoregulação, então eu vou "acolher" na medida em que a pessoa mesma se ajuda. Já vivi tempo suficiente pra saber que é jogar pérolas aos porcos gastar tempo com quem não quer se ajudar.
E cá pra nós, quem aqui tá com esse tempo, essa energia vital, essa saúde mental pra ficar "acolhendo" todo mundo, inclusive gente mimada que gosta de largar o corpo em cima dos outros em vez de procurar se cuidar? Eu não tenho. Não tô conseguindo nem ver filme tenso na televisão, que dirá ser fofa com quem não tá nem aí pra ferrar o meu babado e da geral. Citando a "grande filósofa" Jô, defunto, quando encontra quem o carregue, fica pesado. Um monte de gente querendo ser o centro da atenção "causa" em cima dos outros pra se sentir bem, se sentir vítima, pra receber apoio e tapinhas nas costas 0800, e você "têm que acolher"?! Ah, vá se catar e comer o seu próprio cocô. Amadurecer ninguém quer, né?
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