sábado, 22 de julho de 2023

Frances Ha


 

Ontem assisti "Frances Ha" pela primeira vez. Me lembro de ter tentado assistir faz alguns anos, mas alguma coisa me irritou e eu desisti - sim, eu desisto mesmo, tenho zero problema em não ir até o fim.

Me impressiona a opinião geral de que Frances anda pelos percalços da vida adulta de forma otimista. Não acho que ela tava bem ali não. A falta de disciplina e de energia pra mudar, a insistência numas situações degradantes e a impulsividade são bem de quem tá na merda. Aquela cena no banheiro da casa dos pais é bem típica de quem está com um pezinho na depressão. E depressão é o oposto de otimismo.

A questão é que há formas e formas de manifestar a bad, a depressão. Nem todo mundo é tipo Maísa. No final do filme é que ela começa a se recuperar e a inclusive tomar atitudes pra sair dessa.

Confundiram doçura com otimismo. Ela é doce, e é isso que dá pena, faz você se afeiçoar a ela. Um labrador humano, que foi ficando mal a medida que foi experimentando rejeições (porque é muito difícil mesmo), a começar a da amiga-irmã. Aliás, achei aquela cena de Sophie comunicando que ia morar com outra colega tão vida real. Como ouvi uma vez, não é que as pessoas, aquelas que te magoam, estão contra você; elas estão a favor delas mesmas. E Sophie até engoliu alguém que ela não tolerava em nome de realizar um desejo. Mais típico que isso, impossível.

Pelo menos, pra aquecer o coração da gente, essa milenium teve um final feliz.

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