Era uma vez uma amiga, muito amiga, mas que tinha valores/atitudes incompatíveis com o que eu acho certo e despertava meu pior lado (sim, isso existe. tem gente que aciona seu melhor lado, tem gente que traz à tona seu pior e esse era o caso dela). A pessoa se aproveita da intriga de outra, que não gostava de você, para piorar a situação, ainda se fazendo de vítima (pior do que estar errado é ainda querer tirar onda de certo. eu me recuso a conversar, a negociar, com quem não consegue nem fazer o exercício da autocrítica). Você decide puxar o carro e procurar sua turma, e acaba realmente achando pessoas mais afins. Anos mais tarde, com a mágoa superada, resolve reativar a amizade. O tempo prova que "pau que nasce torto, nunca se endireita", e você perde de vez a admiração. Na verdade, se toca que a pessoa é pobre de espírito, não lhe acrescenta nada e só lhe aborrece. Lógico, como a criatura é difícil, o fim se dá de forma infantil e turbulenta. No fundo, você lamenta, porque não quer mal a ninguém, apenas não quer mais, como canta Lulu Santos, no entanto, mais no fundo ainda, até que vê serventia nisso, porque a coisa ficou tão feia que é impossível cair na tentação de dar uma terceira chance que, obviamente, ia acabar em briga de novo, porque a incompatibilidade é latente.
Dei essa volta toda para contar que, realmente, percebi que funciono, preciso, tenho que admirar quem tenho por perto. Eu, quando perco o respeito, fico desaforada; a língua vira chicote. Eu, sem qualquer pingo de admiração, estou lidando com o outro como se fosse um morto vivo: não escuto, não vejo, não sinto. É bizarro, mas vou te confessar: é libertador. Ainda mais para uma pessoa como eu, apegada, que sofro pra me desligar, mesmo de coisas/pessoas das quais preciso me afastar, apenas pela força do hábito, pela exigência interna de conciliação e resiliência (tô ficando de saco cheio dessa última parte). A pessoa do parágrafo anterior lançou um trabalho. Mandou trailer no grupo da turma. O marido me marcou na página do tal trabalho - nunca saberei se por descuido ou para provocação, mas isso não importa. E eu? Nem aquela curiosidade raivosa, de quem tem no outro um desafeto, eu tive. Nem pra ver se é ruim eu quis abrir o link. Indiferença total. Pode ir para Hollywood, que não me interessa. A pessoa, em si, já é broxante, nada mais a salva.
Outro dia, uma "mulé" que quis disputar um cara comigo há muitos anos atrás (coisa que eu não faço nem morta, me recuso a dar esse cartaz todo a quem quer que seja), me viu em um bar depois de muito, muito tempo. Faz anos que ela não está mais com o Fulano, mas fez questão de "ir duas vezes ao banheiro", em menos de 30 minutos, para ver como eu estava, se estava pior ou melhor que ela. Eu fingi que nem estava vendo. Nem comentei com minhas amigas. Ela sacou e, por fim, quietou a bunda na cadeira. Comportamento bem típico da pessoa pequena que ela é, o que passa batido por causa do status social que acumula e que as pessoas, ao que parece, valorizam (aquele velho papo sobre privilégio de raça e classe). Uma coitada; por dentro é mesquinha, bobinha, feita de vaidade. Olha a que a criatura se presta! Não dá, gente, nem para brigar com uma pessoa dessa. É muita mesquinhez, não tá no meu nível. Aliás, ela mesma, com a atitude dela, concorda com isso. Se não se sentisse por baixo perto de mim, não se daria ao trabalho de ficar me medindo. Fiquei feliz com a constatação, naquele dia, que aquele passado, aquela pessoa, já não me mobiliza. Só quero distância.
Gente, isso é muito legal. Recomendo a todos essa libertação. Indiferença rules!
Outro dia, uma "mulé" que quis disputar um cara comigo há muitos anos atrás (coisa que eu não faço nem morta, me recuso a dar esse cartaz todo a quem quer que seja), me viu em um bar depois de muito, muito tempo. Faz anos que ela não está mais com o Fulano, mas fez questão de "ir duas vezes ao banheiro", em menos de 30 minutos, para ver como eu estava, se estava pior ou melhor que ela. Eu fingi que nem estava vendo. Nem comentei com minhas amigas. Ela sacou e, por fim, quietou a bunda na cadeira. Comportamento bem típico da pessoa pequena que ela é, o que passa batido por causa do status social que acumula e que as pessoas, ao que parece, valorizam (aquele velho papo sobre privilégio de raça e classe). Uma coitada; por dentro é mesquinha, bobinha, feita de vaidade. Olha a que a criatura se presta! Não dá, gente, nem para brigar com uma pessoa dessa. É muita mesquinhez, não tá no meu nível. Aliás, ela mesma, com a atitude dela, concorda com isso. Se não se sentisse por baixo perto de mim, não se daria ao trabalho de ficar me medindo. Fiquei feliz com a constatação, naquele dia, que aquele passado, aquela pessoa, já não me mobiliza. Só quero distância.
Gente, isso é muito legal. Recomendo a todos essa libertação. Indiferença rules!
