sexta-feira, 7 de julho de 2017

Revolucionário é ser natural

No meu grupo de pesquisa acadêmica, há três grupos: os de 30 e tantos; os de 20 e tantos; os de 20. Desses três, o mais fechado, por incrível que pareça é o dos mais novos. São as pessoas menos simpáticas [só com quem interessa] e que agem como se fossem os fodões. Ok, Renato Russo já cantava "não sou tão criança a ponto de saber tudo", portanto talvez essa arrogância faça parte mesmo do jeitão de quem está chegando no mundo [embora não me lembre de ter sido assim]. Quanto mais a vida vai te desafiando, menos certeza [e prepotência] você cria. Bem, isso funciona para quem tem lucidez, coisa que nem todo mundo ganha conforme vai envelhecendo, infelizmente. 
Em todas as faixas, a minha impressão é de que é pior estar entre as pessoas se você é mulher. Minha sensação é a de que se você é um cara, basta você chegar e ficar como quiser, inclusive imóvel, que ainda haverá quem se preocupe se você está se sentindo bem ou não. Quando você é uma mulher, é obrigada o tempo todo a seduzir as pessoas, ou nem vai contar para elas. Tive essa epifania ontem enquanto estava no grupo de pesquisas. Ficaria eu tão preocupada em agradar If I were a boy, Beyonces? E quer saber? Foda-se. Começo a achar que o ato mais feminista, mais revolucionário que pode vir de uma mulher é se permitir ser como quiser. Essa ainda é a prerrogativa dos homens.  

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