segunda-feira, 11 de abril de 2011

Direito de Escolha

Ontem assisti a um filme que há muito já tinha curiosidade de ver: My sister´s keeper, que em português ganhou o péssimo título Uma prova de amor (se eu dependesse só dessa informação teria desistido do filme pensando ser uma pieguice só, e ele está longe disso).
A sinopse é a seguinte:
"Concebida por meio de fertilização in vitro, Anna (Abigail Breslin, a menininha de Pequena Miss Sunshine) foi trazida ao mundo para ser uma combinação genética para a sua irmã mais velha, Kate (Sofia Vassilieva), que sofre de leucemia promielocítica aguda. Quando Kate faz 15 anos, ela passa a sofrer de insuficiência renal. Sabendo-se que ela terá que doar um de seus rins para sua irmã, Anna processa os pais para a emancipação médica e os direitos sobre seu próprio corpo."
Se Anna se recusar a doar o rim, Kate não vai ter nenhuma chance de sobreviver, mas se ela doar, nada garante que a irmã irá se salvar. E mais: Anna terá restrições para o resto da vida por conta da doação do órgão. 
O pai das meninas, a partir do processo jurídico, começa a refletir se a filha de 11 anos foi negligenciada durante todos esses anos. A mãe fica furiosa com a recusa da caçula (na verdade, ela está quase enlouquecendo de desespero ao perceber que são poucas as chances de salvar Kate) e tenta conseguir a autorização para o transplante na justiça.
Difícil, não é? Até porque as duas irmãs não são rivais. Pelo contrário, se amam, e muito.
Gosto de filmes polêmicos. A deste filme é das boas. Mesmo sendo por um motivo muito nobre, é justo sacrificar tanto o corpo de alguém que tem uma saudade perfeita? E se essa pessoa não quiser se submeter a isso, ela está errada, ela não tem o direito de zelar pela sua integridade? Mas, por outro lado, tá valendo uma outra vida essa escolha pessoal...
De quebra, "Uma prova de amor" nos oferece uma reflexão sobre vida e morte (mas não vou me estender muito a respeito, pois teria que contar cenas do filme).
Enfim, assistam o filme. Garanto que não vão se arrepender (só não esqueçam o pacote de lenços).


domingo, 27 de março de 2011

É Fantástico!

Frase da Semana

By Martha Medeiros!

Você será o que sempre foi – e isso já é muito bom, pois presumo que você não seja nenhum contraventor, apenas não consegue dar conta de todos os seus bons propósitos, quem consegue? Às vezes não dá. Vá no seu ritmo, siga sendo quem é, não espere entrar numa cabine e sair de lá vestido de super-homem ou de supermulher. Deixe de fantasias. Deixe-se em paz.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Surfistinha

Estreou mês passado o filme da Bruna Surfistinha. Pensei em ver, mas como li uma crítica ruim e ouvi um comentário negativo de uma amiga minha, desisti. É o tipo de história que periga, e muito, cair em uma abordagem medíocre. Não fiquei surpresa com o resultado decepcionante.
Tenho mania de pensar sobre as motivações alheias, e um caso como o da ex-prostituta de classe média é - vamos admitir - intrigante. Eu poderia dizer que ser prostituta é uma vocação, como ser freira (não acredito que alguém permaneça nessa atividade contra a vontade, à exceção, claro, dos casos em que há tráfico de mulheres). A pessoa simplesmente é "inclinada a", e ponto. Mas o que faz um ser humano tolerar oito, às vezes 10 pessoas desconhecidas, por dia, fazendo sexo com ela? Não é algo usual na "fauna humana".
Fui, então, pro primeiro livro da Surfistinha, "O Doce Veneno do Escorpião". Muito melhor investigar lá do que no filme (fora que ninguém merece mais uma performance canastrona de La Secco, né?). Penso que poderia, com o perdão do trocadilho, ter sido um puta relato. Poxa, com tantos programas na lista, Bruna poderia ter explorado melhor as histórias dos clientes, ter contado mais sobre quem frequenta esse universo (não diz que quer ser psicóloga? Então!...). Ela basicamente conta a história dela  resumidamente e faz comentários sexuais sobre meia dúzia de programas.  
O que ficou latente foi uma vontade de chocar/agredir, derivada de uma carência afetiva profunda. A prostituição foi, também, uma vingança do meio social do qual, originalmente, ela não faz parte por ter sido abandonada pelos pais biológicos ("Se eu, que estou nesse meio degradante, vim da mesma classe média que você, então não dá para você se achar tão superior assim, afinal, como aconteceu comigo hoje, amanhã pode ser com você, sua irmã, ou sua filha"). Das vezes em que teve como clientes ex-colegas de colégio, fez questão de dizer quem era.
A prostituição também foi um canal de satisfação da vaidade. Se por um lado a atividade é degradante, na medida em que a mulher tem que ir com qualquer um e fazer qualquer coisa que esse lhe pedir (se bem que, a depender da competência da "prost", ela detém o comando da situação), por outro lado é lisonjeiro para a mulher, que tem na sua frente um homem que está  precisando dela, que está pagando para transar com ela (não deixa de ser uma forma de humilhar o sexo oposto, o que pode fazer bem ao ego de algumas mulheres nesta posição. Em algumas passagens, Bruna deixa claro que é importante para ela ser escolhida pelo cliente). Ela fala o tempo todo em busca pela liberdade, mas interpretei essa escolha dela como uma busca por poder.
Como típica escorpiana, Bruna gosta de testar os limites - os dela e os das pessoas, para ver se aquilo é de verdade mesmo ou conversa fiada -, afinal "o que não mata, fortalece". Ela aprontou loucuras com a família adotiva (apesar de ter entendido o ponto de vista dela, de qualquer modo, creio que foi ingrata com os pais). E com ela mesma. A sorte é que teve força de vontade. Bruna poderia ter assinado o seu atestado de óbito, por exemplo, ao se envolver com droga, que é um troço difícil de largar.
 E por falar em difícil, descobri, ou melhor confirmei, que não dá mesmo para confiar na higiene desse povo do ramo sexual: Surfistinha confessou que usava o mesmo lençol em dois programas. Não deve ser muito diferente nos motéis (pensando bem, até nos hotéis. Arrrrgh!...). Melhor nem pensar nessas coisas. hehe...



quarta-feira, 9 de março de 2011

"Ê, São Paulo, ê, São Paulo..."

Finalmente, neste Carnaval, pisei em solo paulistano, após muito ouvir falar dessa cidade. Quase sempre mal, diga-se de passagem. Cheguei com o pé atrás. Saí com uma impressão muito melhor do que a que tinha até então. Quero voltar a São Paulo. Um bom motivo? Bem, como costuma dizer Cláudio, trata-se de uma cidade diversa. A reunião de várias tribos e etnias, as opções de atividades que oferece enchem os olhos, sim. Na Paulicéia Desvairada, as pessoas são educadas e eficientes e tudo é imenso e, principalmente, rápido. Dá vertigem. Mas, apesar de reclamar o tempo todo da lerdeza dos "salvadorenhos", no fundo, como dizia Nelson Rodrigues, "ainda conservo o deleite dos bondes que não chegam nunca". Não conseguiria morar lá. 

Por exemplo, ao vivenciar cinco dias de "gincana" na estação de metrô, percebi o quanto o nosso transporte poderia ser melhor mas também o quão fundamental foi, nos meus tempos de estudante, não tê-lo como opção. No metrô, perderia dois dos meus maiores prazeres (e consolos diante do estresse dessa rotina): dormir no buzão e ver a paisagem (risos).
O visual da metrópole, aliás, é um caso à parte. Muito concreto, muito cinza, marginais feiosas... "Então", à primeira vista me pareceu uma cidade "encardida". Apesar da imponência de seus prédios, falta natureza, falta, enfim, beleza a São Paulo. E vendo isso, foi que percebi mesmo que essa tal de Salvador, que eu amo, é realmente "bonitinha mas ordinária" (tão charmosa!... que custava ser mais bem-cuidada, hein?). 

Bem, seguem algumas fotos e mais detalhes sobre a viagem. 
Sampa Crew: Luize Meirelles, Ingrid Campos y yo! "Agradecimento" especial à tradicional garoa paulistana, que nos acompanhou do começo ao fim.

Estação Pinacoteca, Memorial da Resistência. Nossa presidente Dilma ficou presa nesta cela. Amigas que lá estiveram depois dela escreveram seu nome na parede (atrás da toalha branca) em homenagem.

Museu da Língua Portuguesa, um dos meus preferidos nesta viagem (outro maravilhoso é o Masp. Aliás, a Av. Paulista é toda massa!). Esse vulto sou eu! hehe...
Wall Street, Vila Olímpia. A ideia do bar é bem legal: conforme os clientes vão fazendo os seus pedidos, a cotação dos itens do cardápio sobe ou desce. Na foto, os primos de Ingrid.
OBS.: Perceberam uma luz esquisita no rosto de Luize e do rapaz? Pois é, "efeitos especiais" nos acompanharam durante a (as fotos) viagem. Essa luz será Jesus ou um flash muito do vagabundo?! Hummm...



Programa tipicamente paulistano: boate no sábado à noite. Não é muito a minha praia, mas gostei!

Museu do Ipiranga: acervo "meeiro" e um jardim belíssimo. Pense em 3 pessoas que andaram. Fomos nós nesta viagem! Sem contar as saídas noturnas, a média foi de 8 horas por dia. Meus pés voltaram só o bagaço (depois disso, o Caminho de Santiago foi definitivamente descartado da minha lista de possíveis viagens. hehe).

O lugar é mesmo grande à beça...

Lá embaixo, perto de um monumento, muitas pessoas praticam atividades físicas. Os skatistas são figuras habituais da área.
Na "balada" em Vila Madalena, na madrugada de terça, a galera caiu no samba. Neste dia eu não ri foi pouco, não: havia um bêbado se acabando de dançar (ou melhor, tentando fazê-lo). Houve um momento, durante uma música de axé, que ele se atrapalhou tanto nos movimentos que acabou foi dançando passos do Créu (O bar não cobrou couver, mas se o bebum me pedisse, pagaria de boa!). Hahaha... Aliás, nesta noite foi a primeira vez em que vi gente sem noção em São Paulo; já tava até ficando triste. De minha parte, digo que foi reconfortante. Encarei como um presente de aniversário da cidade para moi. :P
Outra "interna" entre mim e ela, neste dia, foi a última canção que a banda tocou: "Trem das Onze". Pra mim, essa música é a cara da cidade, a que mais me faz lembrá-la.

 Ô Ingrid na pista...

Que mêda: minha alma quis sair do meu corpo bem na hora dos parabéns!... Nem Shyamalan conseguiria este efeito especial ("I see friendly people". :D)!
Meu "pequeno bolo" de aniversário! Estava uma delícia, aliás, como tudo que comi durante a viagem. Só fiquei ressentida com a falta de churros pelas ruas. :(
Ibirapuera. Pense em um parque enorme... Muito bom para passear com a família, mas é difícil ir até lá de transporte público.
É neste parque que fica o prédio onde acontece a Bienal. Ingrid ficou de boca aberta com o que viu, pena que estava fechado para visitação na terça de Carnaval. Ah, sim, uma reclamação: assim como boa parte dos museus deste parque, vários comércios fecharam durante esse feriado em SP. Nova Iorque brasileira? Não, não. Ao contrário da megalópole americana, que não dorme nunca, Sampa dá algumas boas cochiladas, sim, que eu vi!
A ponte do parque. Embaixo, uns patos feios e uma água bem sujinha.
São Paulo soube que o blog iria até lá nesse feriado e fez essa singela homenagem. ;)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Esquentando as turbinas para o Carnaval

Reunião de criação do roteiro da viagem, no Mahi-Mahi (conselho de mãe para filho caçula: nunca vá lá aos domingos. O lugar fica super mal frequentado.)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O Dia Em Que Alosa Parou (ou melhor, foi parado)

Daqui a dez dias vou pegar um vôo pra São Paulo. Em uma circunstância dessa, tudo pode acontecer, inclusive cair o avião. Percebi que, em 2011, não soltei uma linha aqui no blog falando (mal) de Alosa. Não dá pra viajar correndo este risco. "Posso não, quero não, minha consciência não deixa, não".

***
Outro dia estava lembrando afetuosamente de um ex-professor da Facom. Não vou citar seu nome, mas basta dizer que ele gostava muito de ir à faculdade trajando uma calça rosa. "Por isso não provoque, é cor de rosa-choque...". Alosa provocou, um dia, e foi completamente desmascarado. Aliás, esse foi o único que detectou a maladragem do nosso amigo e deu um chega pra lá nas conversas fiadas dele (que  àquela altura estava se sentindo o dono da lábia milagrosa após ter passado um semestre todo enrolando uma certa professora baixinha, de uma disciplina de jornal laboratório).
O milagre faconiano aconteceu durante uma disciplina em que la fraude e eu fizemos um vídeo. A ideia era simples: filmar as diferenças entre as rotinas de um jovem rico e de um pobre, ou seja, como dizia o nome do vídeo, mostrar como vivem o lado A e o lado B da nossa sociedade. Só que, sem planejamento, aconteceu dos dois personagens serem negros. Alosa tentou jogar esse agá pra cima do professor, crente que seria parabenizado pelo recorte "genial". Mas tomou uma cortada daquelas. A resposta dada foi mais ou menos assim:

- Não, André, eu não vi nada... Um negro pobre e uma branca rica seria óbvio demais, né, André! Tenha santa paciência!...

A cara da fraude foi parar na chon. Se não estivéssemos na mesma equipe, eu teria caído na gargalhada ali mesmo! (ah, esses protocolos me matam)  

***
Alosita está produzindo um programa para a TVE, o "Conversa na Varanda", que vai ao ar aos sábados às 20h30. Lá fui eu ver. Fora os problemas clássicos da TV Educativa (que não sabe o que é fazer audiovisual. E falta de grana não é desculpa: a MTV sempre teve poucos recursos, mas sempre usou a criatividade), o programa de Alosa ainda conta com um "plus": uma entrevistadora da língua presa.
(bem, eu sempre fui da opinião que antes a língua que o rabo)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

"Ninguém me ensinou na escola, ninguém vai me responder"

Educação sentimental deveria ser matéria curricular. Conviver é troço difícil de aprender por conta própria - e tenho dito.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A melhor definição de jornalismo que já vi

Pessoas, quando puderem, visitem o blog Desilusões Perdidas, do jornalista Duda Rangel. É catártico: ele mete o pau na profissão o tempo inteiro (risos).
Conheci o espaço por causa de um link que uma amiga me passou, Afinal, o que é jornalismo? Muito bom! Confesso que me identifiquei com um determinado trecho:

Jornalismo é o marido boêmio e safado que seduz as moças no bar, o marido que você já prometeu largar um milhão de vezes, mas não larga, porque ele sempre te convence que você não saberia viver sem ele. E sem ele você não saberia mesmo viver.


Eu saberia. Ou não... A questão é que me vi muito em outro texto do blog, Sintomas de um jornalista em crise. Eu me pergunto, pela milhonésima vez: por que diabos eu fui escolher ser jornalista?
Isso é que dar empurrar as neuroses com a barriga!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Quem dera ser um peixe...

Ôôôô...Ô Ingrid agora é assídua frequentadora da natação. A Companheira - a legítima, já que Deborah (agora em versão globalizada, com H no final) e Lília sucumbiram total ao capitalismo - está superengajada na luta em prol do Velho Chico. 
Provando que a lei da atração não é mito esotérico, Ô Ingrid vem dividindo a piscina com ninguém menos que Luiz Mott (Gri, o povo quer saber: Mott nada melhor crawl ou costas? - peito sabemos que não é o estilo dele, que já, também, passou da idade de nadar borboleta).
A princípio, fiquei preocupada. Mas depois, ao relativizar os últimos acontecimentos, cheguei à conclusão que poderia ser pior: Ingrid poderia estar envolvida, por exemplo, no documentário sobre a diáspora de Alosa. E mais: fazendo todo o trabalho braçal para, nos créditos, figurar como assistente enquanto Alosa sairia como "coordenador".

(Agora fiquei em dúvida: o movimento, como diria Bragaboys, continua sendo sexy, ou deveríamos dizer que atualmente ele é wet?!)


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ghost Writer

Quem chegou esta semana foi Julia Lima, diretamente de Portugal (em tempo: a alma retrô de nossa amiga providenciou ao corpo uma chegada similar a dos espanhóis que vieram para o País, entre a vida e a morte por causa da gripe espanhola, no início do século passado). É engraçado como entra ano e sai ano e as frases de Julinha se repetem. "Se tornou uma grande paixão minha", "Ele(a) é muito inteligente, foi um encontro de almas", "Li muito, pesquisei bastante, estou uma expert no assunto", "Voltar para o Brasil?! Deus me livre!". Tudo, claro, regado a muitas exclamações (!!!). É uma pessoa definitivamente apaixonada! :D
Isso vai ser bom para mim se um dia ela se tornar celebridade. Simmmm!... Na velhice, além de escrever a biografia não-autorizada de Alosa - que, espero, vai vender que nem água, ainda mais com o prefácio que vou fazer questão que Bomba escreva -, vou ter uma segunda fonte de renda: vender entrevistas da cine-astra Julia Lima. E o melhor: sem nem precisar me dar ao trabalho de entrar em contato com ela (amiga, você não vai me processar, né?).

Julia, fale-nos do seu novo filme, "As sandálias da humildade".
JL: Bem, sem dúvida esse é o melhor roteiro que já escrevi. Eu passei um ano inteeeiro pesquisando a vida de Jesus Cristo, que se tornou uma grande paixão na minha vida!
O trabalho ficou muito, muito bom, as imagens estão lindas. Certamente vamos ganhar o Festival de Cannes. O Oscar eu não dou certeza porque, enfim, é um prêmio comercial, depende de lobby, etc, é um prêmio para um tipo de cinema que, definitivamente, não é o meu estilo (fazendo cara de desdém).

Os católicos estão reclamando do argumento do filme, há muitas críticas sobre a veracidade da versão apresentada...*
JL: Eu tenho conhecimento suficiente sobre o assunto para refutar qualquer crítica; posso dizer que conheço a história de Jesus Cristo como poucos!

Você ficou muito amiga do ator principal do filme, o Josh Andrews...
JL: Nooossa, o Josh é incrível, um dos atores mais brilhantes que eu já vi. Meu, quando ele começou o teste, eu tive uma intuição: tinha que ser ele, eu queria aquele homem no meu filme. Nossa, foi um completo encontro de almas - meu marido anda até com ciúmes (risos).

Eu no lugar dele estaria (risos)...
JL: Meu, o Josh é viado, né!? Acho uma caretice tremenda dele não admitir isso (fazendo careta), até porque todo mundo no set sabe que ele tem um caso antigo com o diretor de arte.

(Cof, cof... Mudando de assunto para disfarçar a saia-justa) Julia, você é baiana e filma há muito tempo na Europa. Você pensa em fazer algum filme em sua terra natal?
JL: Eu acho o Brasil riquíssimo culturalmente, é um país lindo, a Bahia tem coisas belíssimas e certamente um dia vou fazer um filme sobre isso. Mas vai ser filmado no Havaí, Ibiza ou outra ilha dessas. Filmar na Bahia nem fud****!

* as reticências é porque Julia, como boa tagarela, nunca deixa o entrevistador terminar a zorra da frase! :P

domingo, 12 de dezembro de 2010

É Royal!

Ficou linda a foto, né?

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Fator omissão

Não sei se vocês tomaram conhecimento (a imprensa noticiou bastante o caso na semana passada, mas confesso que só soube da história porque me deram a pauta), mas há uma polêmica envolvendo a Construtora Fator, de origem fluminense, e um grupo de compradores do edifício Ícone, na Pituba. A empresa, que deveria entregar os apartamentos em maio de 2008 até agora não o fez e nem deu satisfação aos clientes. Por último, o prédio está penhorado por dívidas trabalhistas (o pessoal da construtora não separou as escrituras por unidade, então é como se o prédio todo fosse de um dono somente). A construtora ainda argumenta que não entregou os apartamentos porque essas pessoas estão inadimplentes. Mentira. O que a Fator chama de inadimplência é a recusa dos compradores em fazer o financiamento por meio do banco indicado pela empresa. O pessoal já está com os créditos aprovados, mas cadê a documentação da construtora necessária ao financiamento?!
Apartamento não é só um bem que vc compra; é um projeto de vida. Então dá para imaginar o impacto que isso tudo teve na vida de quem comprou. O único momento em que realmente me emocionei foi quando falei com um dos compradores, o Humberto, que me contou que no primeiro dia morando no apartamento (eles conseguiram liminar na segunda retrasada), após ter subido 17 lances de escada com saco de supermercado nas mãos, começou a chorar ao entrar no imóvel. Ele disse, com a voz embargada pela emoção: "Foi a luta de Davi contra Golias. Chorei de felicidade, de raiva, foi tudo junto". O cara juntou dinheiro um tempão pra comprar o imóvel, teve que desmarcar o casamento duas vezes, enfim, sofreu à beça. No final, disse que não esperava que a justiça baiana fosse ser sensível ao caso e me deu o conselho, que ouvi de dois dos quatro compradores com quem falei: "Nunca compre imóvel na planta".
Mas sabe de quem é a culpa? Do brasileiro, omisso e frouxo. Veja este caso. De 100 apartamentos, 83 já foram vendidos. Desses, 20 quitaram o apê e receberam as chaves. Ou seja, sobraram 63 nessa história. Só 11 deles entraram na justiça. E olha que os preços dos apartamentos variam entre R$500 mil e R$2,5 milhões, não se trata de pouca grana, não.
Os empresários fazem essas coisas já contando com a omissão. Por mais que eles tenham prejuízo com esse grupo de 10, 52 estão deixando a coisa pra lá. Ó que dinheiro fácil!... Nasci no país errado. Isso aqui é terra pra quem tem veia de picareta - e tenho dito!


domingo, 5 de dezembro de 2010

Meias Pretas

J-Lo e o marido, Marc Anthony, no Grammy Latino. Meu Deus, até hoje não entendo como ela casou com ele, que além de tudo é um péssimo cantor, sem charme algum. (Acho que Tia Cléo tem razão: a macumba está chegando forte ao Hemisfério Norte!) Já imaginaram o que é esse homem pelado, ou de short e meias pretas (ok, tudo bem, admito que de meias pretas no máximo o George Clooney fica bem)?!... Olha, Ben Affleck deve ter deixado ela bem mal no término do namoro, viu?... Pô, J-Lo, na moral, que marido é esse?!...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O exército paralelo do tráfico de drogas

“Penso que algo vai ter que cair primeiro: ou a gente ou a maldade”. A frase não é de um popular, mas bem que poderia. Seu autor é o sociólogo e diretor de pesquisas do Instituto Sangari, Julio Jacobo Waiselfisz, responsável por estudos como o Mapa da Violência. As tragédias e crimes provocados pelo tráfico de drogas pode dar à população a sensação de encurralamento e impotência. Mas, apesar do panorama desanimador, há sim como acabar com o poder do dos criminosos - é, pelo menos, o que garante os especialistas no assunto como o próprio Waiselfisz.


Para o sociólogo, minar o poder de atração dos traficantes demandaria três condições político-sociais básicas: a competência e a continuidade política; a formação de uma polícia bem preparada, integrada e com boas condições de trabalho; e o investimento em educação para as crianças e jovens.

“A sociedade não criou melhor mecanismo de inclusão social que a educação”, defende o sociólogo.

Um exemplo de que a escola é uma boa estratégia está bem próximo, na Região Metropolitana de São Paulo. Deixar as escolas públicas abertas aos finais de semana foi uma das medidas que levaram à expressiva redução da criminalidade. Ao perceber que nestes dias a violência crescia, as prefeituras de cidades como Diadema e Guarulhos decidiram disponibilizar a área escolar aos jovens. Deu certo. A região, que até a virada da década era uma das mais violentas do Brasil, em menos de dez anos conseguiu reduzir a um terço os índices de homicídio.

A baixa escolaridade dos jovens em idade produtiva é uma porta aberta para a entrada no tráfico. Em tempos de globalização e valorização do saber, possuir nível escolar inferior ao ensino médio completo pode ser um trampolim para a marginalidade. “Nessa situação, qualquer saída é uma boa saída. É preciso que a criança aprenda e permaneça na escola por mais anos. Isso não vai dar a solução, mas vai dar as condições”, diz Julio Jacobo Waiselfisz.

Poderes Falidos
A debilidade das instituições no Brasil é um forte fator indireto do crescimento do contingente de envolvidos com a criminalidade. “Quando o jovem convive com bandidos, vê que o que eles têm dificilmente vai poder comprar com o salário que ganha, e que não são alcançados pela Justiça, sente-se atraído”, diz o professor da Unifacs e coordenador do Observatório de Segurança Pública da Bahia, Carlos Costa Gomes.

A conivência social, que vai de quem é tolerante com a criminalidade para não ter problemas e estende-se até os efetivos participantes do sistema do tráfico, gera condições para que o crime prolifere. A permissividade por vezes flerta com a cumplicidade. “O Rio de Janeiro, por exemplo, tem uma pré-história ligada ao jogo do bicho. As organizações que infringiam a lei eram também as financiadoras dos grandes eventos da cidade, e isso criou facilidades para que o crime se instalasse”, diz o diretor de pesquisas do Sangari.

O despreparo e a falta de unidade da polícia formam outra mazela da segurança pública. As diversas polícias não dialogam entre si, e isso dificulta o combate ao narcotráfico. A falta de preparo e de condições técnicas adequadas também contribuem para a debilidade da polícia, que não consegue, por exemplo, indicar a autoria de 90% dos homicídios no País.

Mas é complicado falar em controle do tráfico quando este já está infiltrado até nas mais altas esferas do poder político. “Alguns deputados em determinados estados foram eleitos pelo narcotráfico”, diz Waiselfisk.

Se não é por corrupção, muitas vezes a falha está na incompetência dos representantes do povo. Para Carlos Costa Gomes, enquanto o governo federal não tomar atitudes básicas como o controle de fronteiras, estará “enxugando gelo” ao tentar combater o crime. “Esse pessoal utiliza armas contrabandeadas, assim como o traficante também vende droga que vem de fora”, observa. “O governo federal ajuda os estados a combater o tráfico, mas ao mesmo tempo não faz a sua tarefa de governo federal”, critica.

O quadro é desolador, mas exemplos de outros países provam que, com vontade política, é possível revertê-lo. Um caso famoso é o da Colômbia, que conseguiu reduzir bastante os índices de violência, inclusive em cidades problemáticas como Medellín e Bogotá, com medidas como ordenamento urbano das regiões de risco, campanhas socioculturais para jovens, promoção do desarmamento da população e depuração do corpo policial.

Antecipar-se ao crime, assim como fizeram os vizinhos sul-americanos, é a saída apontada por ambos os especialistas. “O Estado entra em uma favela para prender o bandido, mas não entra para não sair dela, oferecendo uma estrutura que previna a influência do tráfico”, diz o coordenador do Observatório.

sábado, 20 de novembro de 2010

Ê, camará!

Hoje saiu o Caderno da Consciência Negra. O tema deste ano é a capoeira.
Ficou muito bacana o resultado!
Embora continue baiana não-praticante (não tenho vocação para tribos, definitivamente), a cultura desse estado é realmente linda. A Bahia é sui generis. Ponto.
Eu continuo nada atraída em jogar capoeira, mas foi muito enriquecedor aprender um pouco sobre ela. Ouvir as histórias dos capoeiristas, ver como as pessoas se envolvem de corpo e alma com essa atividade, conhecer os códigos dessa comunidade... E, claro, é sempre bom ouvir o povo das ciências sociais falando sobre qualquer tema. Adoro pautas históricas!
O interessante deste caderno, numa visão interna digamos, foi que, a exceção de Juracy, os textos foram feitos por mulheres - e sabemos que a capoeira ainda é uma prática mais masculina mesmo.
A parte que mais gostei foi ver os pequenos jogando. Muito fofo! Encontrei uma pecinha chamada Bob, de 4 anos (mas tão pequeno que aparentava ter 2 ou 3), que fez uma coisa que não esperava (aliás, é esse o barato de lidar com criança: elas sempre nos surpreendem). Virei pra ele e perguntei se gostava de capoeira. Ele fez uma expressão travessa pra mim e deu um aú (uma espécie de ponte com as pernas abertas). Melhor resposta que essa não existe, né?
(Vou tentar conseguir a foto dele pra pôr aqui)
O acolhimento que a capoeira dá às pessoas, em especial às crianças, é muito bacana. "Capoeira é liberdade" realmente, como me disse um dos entrevistados. Ninguém é forçado a jogar. Se não quiser, pode cantar ou tocar algum instrumento. Mas nem por isso há esculhambação, muito pelo contrário.  Apesar da capoeira ser "a arte da enganação", as relações são sérias, as pessoas se respeitam muito e hierarquia é coisa sagrada na roda.
Por falar nisso, vou aproveitar para agradecer e elogiar a "mestra" e editora dessa publicação, Cleidiana Ramos, que além de inteligentíssima, sabe como acolher uma equipe de repórteres. "Contramestre" Meire também deu uma colaboração preciosa ao trabalho (que vigor para o trabalho braçal de edição. Benzadeus!)

Saudações,
"Fala Mansa"

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Vale Tudo?

Depois desse blog ter chamado Alosa na chincha, finalmente a Fraude postou algo no Panáfricas - creiam!
Eu daria parabéns, mas, da vero, estou chocada. A víbora andou espalhando por aí que sou parente Wesley Snipes Roriz (vejam bem: ele mal deu início ao seu projeto de poder e já está reagindo assim diante das críticas).
Repito: estou chocada!!! Fazer um treco desse logo com io che amo solo te?!
(E, para o seu governo, meus parentes corruptos de Brasília não roubam nada acima de R$10 mil!)
Nosso amigo deveria dar workshop de vilania ao núcleo mau da próxima novela de Gilberto Braga.
Aliás, falando nisso, até já sei qual será a frase final da autobiografia de Alosa: "Maria de Fátima c´est moi!". E tenho dito!

(sobe som: "Alosa, mostra a sua cara, quero ver quem paga pra gente ficar assim...")

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Ela é o cara?

Pois é, enfim Dilma Doucheff é president(uç)a!
Eu até me emocionei, ontem, com a emoção dela no palanque, após o anúncio da vitória. E olha que emocionar alguém tendo o Temer do lado não é para qualquer um - será que ela teve um "media trainning" sobre isso com Companheira Débora?...

Eu tenho minhas reservas com o PT. O Mensalão, por exemplo, não me desce até hoje. Na verdade, embora não seja justificável, essa prática corrupta eu até consigo, no fim das contas, compreender. O comportamento de Lula foi o que me matou nesse episódio: cínico e presunçoso, ele mostrou ser um belo de um malandro, no mau sentido. Desde então, não suporto as "frases espontâneas" do presidente. Saio da sala. Criei com ele a mesma agonia que tenho com Agostinho Carrara (sim, aquele de A Grande Família. É tanta mentira, tanta esperteza que prejudica os outros, que não consigo me divertir com o personagem de Pedro Cardoso. E não é nem moralismo meu, pois adoro Mendonça, que ao menos é um malandro mais sentimental, digamos).

Se você me perguntar se eu gosto de Lula, vou dizer que não, mas só sendo muito do contra para não reconhecer os méritos dele. 

O primeiro, claro, foi ter deixado de ser um sujeito que praticamente só grunhia (era esse o Lula sindicalista: fera acuada) para um homem articulado, bem informado e leve. Esse é o meu critério para avaliar as pessoas: de onde saíram e onde chegaram. Não tem muita graça nascer em "berço esplêndido" e ser mais um na linhagem de advogados, médicos, políticos, o que seja, da sua família. É o mínimo, a obrigação. Lula é um exemplo de superação. Ademais, ele tem um tipo de inteligência que admiro, "pedra bruta" por assim dizer, no caso dele esculpida na rua, no dia a dia, através do saber dos outros.

Por último, mas não menos, o que ele fez pelo Brasil é inestimável. Lula lançou 25 milhões à classe média. E isso tem revolucionado a economia. Essa explosão imobiliária, por exemplo, é fruto, sobretudo, do aumento do volume de financiamento para imóveis até R$300 mil (lógico que corremos o risco de ver uma rebordosa disso, mas por enquanto tá tudo lindo!). Veja esse programa do Sebrae do microempreendedor individual. Milhares de pessoas vão sair da informalidade e passar a contribuir com a Previdência. E o Luz para Todos? Não tenho dúvida de que foi isso que alavancou, por exemplo, Jaques Wagner ao governo do estado em 2006. Luz em casa é algo tão básico, mas nem FHC nem Itamar se ligaram (com o perdão do trocadilho) nisso.

Lógico que não se trata de bondade pura. Tudo isso traz benefícios financeiros, pra começar. Sobretudo, há ganho de imagem. Pobre é bicho fiel. Lula, assim como Getúlio, vai ser (bem) praguejado durante 5 gerações dessas pessoas que ascenderam. Por falar em Getúlio, apesar de Lula sonhar em ser JK, é impressionante como as trajetórias do torneiro mecânico e do militar gaúcho se parecem (e, de um certo modo, a oposição tem uma certa razão com a paranoia: governos ditadores não raro são populistas, dados a agradinhos para o povão - mas, por favor, se você lê isso aqui, nunca dê ousadia a um tucano, pelo contrário: ressalte a paranoia. Aliás, eles deveriam trocar o bicho símbolo, de tucano para caranguejo: são tão paranoicos, desconfiados dos petistas que chegam a andar de lado, de olho esbugalhado quando falam do futuro do Brasil na mão dos adversários). Como bem lembrou o comentário do Noblat, na edição de ontem de A Tarde, até a dobradinha Getúlio-Dutra é bastante similar a Lula-Dilma.

Noblat também ressaltou algo que já vinha pensando faz algum tempo. Até o momento, sou só elogios para Dilma - tirando a expressão de maluca que ela às vezes assume, ao estilo Collor. Além de oito anos de atuação competente no governo petista, ela foi de uma determinação férrea durante a campanha e se superou, inclusive, pessoalmente, e isso sem contar que, como disse no início, Dilma é de uma gratidão comovente ao Lula. Mas será que ela vai segurar a onda do Palácio? Digo, será que o poder não vai subir à cabeça? Pergunto-me se essa lealdade a Lula vai sobreviver quando ela provar o gosto de mandar e não mais ser subordinada?
Brasileiros, sinceramente oremos!
(E seja tudo que Deus - ou a "energia" que rege o universo ou o nada dos ateus - quiser!)


Pois, apesar de ter sido eleita no Dia das Bruxas e na antevéspera de Finados, desejo que os 4 anos de Dilma não sejam um terror ou mesmo mortos. Muito pelo contrário! ;)

Excesso de bagagem

Há 25 dias, Alosinha não está mais entre nós. Calma, que o homem ainda não partiu dessa para uma melhor (mas depois que contar o fato que me leva a escrever este post - a seguir, a seguir...- , corroído(a) pelo desolamento, você vai até desejar que fosse isso mesmo - no sentido figurado, of course). A fraude do momento é a seguinte: Alosa partiu com uma equipe para filmar um documentário no continente africano. Sorry (for the), periferia!
Desde então, os comentários sobre a viagem pipocam do Twitter do nosso amigo. Nem sempre são "camaradas". Alguns são bem burgueses, como um no qual ele se queixava da cerveja quente (o povo passando fome e o nosso amigo de picuinha com o gerador?!). Em alguns momentos, dá para perceber nas entrelinhas um "Bendita diáspora que botou um continente entre mim e essa África".
Quando recebo esses tuítes, fico me perguntando que zorra Alosa anda contribuindo nesse projeto. Pelo visto, Paulo Rogério, que eu nem conheço mas já julgo um santo!, é quem está fazendo o trabalho duro (vide os posts no PanAfricas - cadê Alosa que não ajuda a atualizar o blog?). Nos créditos do vídeo, eu já prevejo o nome de Alosa em "Apoio Moral".

O que é isso, companheiro?
Aproveitando o questionamento acima, este blog pergunta: você pôs mega hair? Que cabeleira é essa?
(Cartas à redação!)


No destaque, Alosa, que de tão "prestativo", nem se abala em carregar a caixa da pobre senhora. Tsc, tsc, tsc... :(

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Nobre ou esnobe?

Ou estou amadurecendo ou estou ficando esnobe: tinha uma comentário sarcástico para fazer sobre alguém de quem não gosto, mas resolvi me conter.
Palmas para mim?!...