domingo, 20 de fevereiro de 2011

O Dia Em Que Alosa Parou (ou melhor, foi parado)

Daqui a dez dias vou pegar um vôo pra São Paulo. Em uma circunstância dessa, tudo pode acontecer, inclusive cair o avião. Percebi que, em 2011, não soltei uma linha aqui no blog falando (mal) de Alosa. Não dá pra viajar correndo este risco. "Posso não, quero não, minha consciência não deixa, não".

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Outro dia estava lembrando afetuosamente de um ex-professor da Facom. Não vou citar seu nome, mas basta dizer que ele gostava muito de ir à faculdade trajando uma calça rosa. "Por isso não provoque, é cor de rosa-choque...". Alosa provocou, um dia, e foi completamente desmascarado. Aliás, esse foi o único que detectou a maladragem do nosso amigo e deu um chega pra lá nas conversas fiadas dele (que  àquela altura estava se sentindo o dono da lábia milagrosa após ter passado um semestre todo enrolando uma certa professora baixinha, de uma disciplina de jornal laboratório).
O milagre faconiano aconteceu durante uma disciplina em que la fraude e eu fizemos um vídeo. A ideia era simples: filmar as diferenças entre as rotinas de um jovem rico e de um pobre, ou seja, como dizia o nome do vídeo, mostrar como vivem o lado A e o lado B da nossa sociedade. Só que, sem planejamento, aconteceu dos dois personagens serem negros. Alosa tentou jogar esse agá pra cima do professor, crente que seria parabenizado pelo recorte "genial". Mas tomou uma cortada daquelas. A resposta dada foi mais ou menos assim:

- Não, André, eu não vi nada... Um negro pobre e uma branca rica seria óbvio demais, né, André! Tenha santa paciência!...

A cara da fraude foi parar na chon. Se não estivéssemos na mesma equipe, eu teria caído na gargalhada ali mesmo! (ah, esses protocolos me matam)  

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Alosita está produzindo um programa para a TVE, o "Conversa na Varanda", que vai ao ar aos sábados às 20h30. Lá fui eu ver. Fora os problemas clássicos da TV Educativa (que não sabe o que é fazer audiovisual. E falta de grana não é desculpa: a MTV sempre teve poucos recursos, mas sempre usou a criatividade), o programa de Alosa ainda conta com um "plus": uma entrevistadora da língua presa.
(bem, eu sempre fui da opinião que antes a língua que o rabo)

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