Textos semi-verídicos sobre temas quase desinteressantes [e raramente revisados - sorry!].
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
O corpo dele fala
Meu empenho é tamanho que não hesitei nem em me adentrar no mundo cama-mesa-cama de Nova Cosmopolitan (argh!)para restaurar a fé dessa alma desgarrada no sexo oposto.
Vamos lá, vamos lá, que, como dizia o outro, o tempo ruge e a Sapucaí é grande!
* by Cissa Guimarães
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Texto: Luana Leme
Você sabe que há alguma coisa errada com ele, mas não faz idéia do que seja. É desesperador. "Como são encorajados a parecer durões, aprendem a guardar as emoções para si mesmos", diz o psicólogo Alon Gratch em A Essência do Amor(Campus). Felizmente, há um jeito de descobrir o que está consumindo seu homem: lendo as mensagens silenciosas que o corpo dele passa. "Quando um sujeito reprime um sentimento, a tendência é ele se revelar no rosto, nas mãos, nos pés e até na temperatura do corpo", explica o especialista em relacionamentos Kevin Hogan em A Psicologia da Persuasão (Record). Aqui estão algumas pistas para decifrar as mais íntimas emoções do seu amado e sugestões de como lidar com elas.
Atitude suspeita 1 Ele tem uma confissão a fazer
As pistas Ele se inclina para a frente, ombros caídos, olhando para um ponto qualquer acima da sua cabeça. "Notei essa atitude muitas vezes quando um suspeito estava a ponto de fazer uma confissão importante", garante Stan Walters, psicólogo que trabalha para a polícia americana. "Ao se inclinar para a frente e olhar para cima como se rezasse, ele assume uma postura submissa de quem pede perdão." Mas não imagine logo que vem chumbo grosso. Ele pode estar apenas pensando em lhe fazer um pedido.
Estratégia para lidar com ele Num tom despreocupado, fale algo no gênero "Parece que você tem uma coisa para me dizer". E cale a boca. Na tentativa de arrancar informações de um homem, as mulheres costumam fazer perguntas e/ou tentar adivinhar o assunto, o que é um erro, pois tira dele a chance de se abrir. Se a grande revelação é que precisa viajar bem no dia do seu aniversário, provavelmente não fará rodeios. Mas, quanto mais demorar para contar, maior a possibilidade de você se aborrecer com a novidade. Portanto, prepare-se e tente não entrar em pânico. Assim será mais fácil lidar com o problema.
Atitude suspeita 2 Ele está inseguro
As pistas Coloca as mãos embaixo das pernas, como se estivesse sentado sobre elas. "As pessoas costumam gesticular quando se expressam sem reservas", lembra Hogan. "Portanto, se um sujeito faz o oposto, prendendo as mãos, é sinal de que está tentando se controlar para não falar o que não deve." É uma atitude infantil que adotamos sem perceber, como explica Jo-Ellan Dimitrius, que atuou como consultora em mais de 600 julgamentos. Mãos nos bolsos, embaixo da mesa ou debaixo dos braços cruzados podem indicar o mesmo tipo de insegurança ou preocupação em desagradá-la.
Estratégia para lidar com ele Cubra o rapaz de elogios. Outra sacada é usar a sua linguagem corporal. Tipo: adote uma postura aberta, sentando-se com o braço esticado no encosto da poltrona. Ao captar a mensagem de que você está relaxada, ele se sentirá mais confiante.
Atitude suspeita 3 Ele está uma fera
As pistas Punhos e maxilar cerrados, olhar distante. Como a raiva é difícil de esconder, seu homem evitará contato visual - sabe que, se seus olhares se cruzarem, você perceberá que está fervendo de ódio. Punho fechado e maxilar rígido também são indícios inconscientes de um humor de cão.
Estratégia para lidar com ele A maioria dos homens tem verdadeira fobia de um confronto com as mulheres - preferem engolir a raiva a brigar ou mesmo falar. Ficar cheia de dedos diante da irritação dele só servirá para confirmar que é melhor mesmo não abrir a boca. Para saber se a coisa é com você ou não, olhe nos olhos dele. Se desviar a vista, pode apostar que é o objeto da ira. Nesse caso, seja direta: "Já percebi que está zangado; então, por que não diz logo qual é o problema?" Isso mostra que se importa com ele e com a relação o suficiente para encarar qualquer dificuldade. Já se estiver furioso com outra pessoa, diga que vai se sentir muito melhor se botar a raiva para fora e lembre a última vez que você explodiu.
Atitude suspeita 4 Ele está estressadíssimo
As pistas Não pára de mexer no cabelo ou passar as mãos na cabeça. "Brincar com o cabelo alivia a tensão", explica Walters. "Ele está tentando manter o controle, mas precisa descarregar o nervosismo; por isso, leva as mãos à cabeça." Ficar mexendo na roupa (rodando um botão da camisa ou o relógio, por exemplo), dobrando e desdobrando um guardanapo, arrancando o rótulo da garrafa de cerveja, tudo isso sugere a mesma coisa: está uma pilha de nervos. E, quanto mais estressado, mais freqüentes serão os "sintomas". Também pode balançar as pernas ou tamborilar com os dedos na mesa.
Estratégia para lidar com ele Tente trazê-lo de volta à vida real. "Ficar obcecado por um problema impede que veja a situação com clareza", alerta a dra. Susan Campbell em Getting Real (Caindo na real). Sugere darem um passeio a pé ou de bicicleta, ou mesmo irem ao cinema. O importante é afastá-lo de seja o que for que o deixa ansioso. Quando relaxar, é bem provável que converse com você sobre o assunto.
Atitude suspeita 5 Ele está mentindo
As pistas Cobre a boca com a mão, coça o nariz e as orelhas. Se seu homem faz isso, abra o olho. "Quando um sujeito está enganando você, é comum o sangue fluir para o rosto", explica Hogan. "Nariz e orelhas ficam quentes e começam a coçar." E, se esconde os lábios, é sinal de que está tentando omitir a verdade. Outros indícios: a voz fica mais aguda ou grave e ele tropeça nas palavras. Pode ainda ficar com a boca seca e passar a língua nos lábios a toda hora, além de desviar o olhar para os lados e para baixo.
Estratégia para lidar com ele Como saber se é uma mentirinha à toa ou uma das grandes? Geralmente, gestos sutis, como um rápido puxar de orelha, significam que não há grande motivo para preocupação. Mas aquele tipo de mentira que os homens contam e que têm a ver com o relacionamento provocam mais desconforto, coceira e rubor. A melhor política nesse caso é não fazer acusações. Diga calmamente: "Pode ser honesto comigo". Mesmo que não seja verdade, é importante que ele entenda que não está magoada nem zangada. Se ainda assim o mentiroso não falar, fique alerta para outras pistas porque alguma coisa ele está escondendo.
Atitude suspeita 6 Ele está cansado de você
As pistas Não pára de olhar para os lados e evita contato físico. "Se ele olha em todas as direções, menos na sua, é porque está com o pensamento em outro lugar, provavelmente em outra mulher", explica Hogan. Sentar-se afastado, com a cabeça e o tronco inclinados para trás, também é um indício de que gostaria de estar longe. Assim como só responder às suas perguntas com um mínimo de palavras e não fazer o menor esforço para puxar ou manter uma conversa.
Estratégia para lidar com ele Percebendo que não está nem aí para o que você diz, pare de falar; dê a ele 30 ou 40 segundos para se tocar. Ou desvie a atenção para outra coisa e ignore-o. Provavelmente, estranhará sua atitude e dirá alguma coisa. Se não disser, considere a possibilidade de que essa relação não irá a lugar nenhum - esse homem não está dando tudo que você merece. Mas, como a linguagem do corpo não é uma ciência exata, melhor procurar outros indícios de desinteresse antes de mandá-lo passear.
"A maioria das pessoas pisca de oito a 12 vezes por minuto, mas quando está mentindo pisca duas vezes mais."Kevin Hhogan, em A Psicologia da Persuasão" 55% das informações que você consegue sobre seu homem vêm de contato visual e linguagem corporal; 38% do tom da voz dele. Apenas 7% do que ele diz." Dr. Albert Mehrabian, em Silent Messages (Mensagens Silenciosas)
Lendo lábios
Sinais gritantes de que ele está enganando você.
1. Se ele diz "Com certeza", "Sinceramente", "Para falar a verdade"... está apenas usando clichês para dar credibilidade a uma mentira deslavada.2. Se responde a uma pergunta sua com outra pergunta, está tentando ganhar tempo para encontrar uma boa desculpa.3. Se exagera ao negar alguma coisa - "Eu? De jeito nenhum! Nunca! Mas nem pensar, juro!" -, provavelmente está mentindo. Se fosse verdade, teria confiança e consciência tranqüila para negar só uma vez. Fonte: Dr. Stan Walters
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Mais um
Mas estou superdecepcionada com a Companheira. Cadê você, que ainda não foi beijar a mão do mais novo Dom Corleone do jornalismo on-line?! Camarada, ai, ai, ai!... Vamos tratar de cuidar da invasão desse latifúndio, aê!...
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Ilhas desconhecidas
QUANDO ERA criança, um senhor canadense, Mr. Evans, foi contratado por meus pais para "treinar" meu inglês. O método de Mr. Evans consistia em narrar grandes eventos da História (com H maiúsculo) como se ele tivesse sido uma testemunha ocular. Conseqüência: há detalhes íntimos de várias cenas famosas que não sei mais se são fatos ou fantasias de Mr. Evans.
Uma fonte de inspiração de Mr. Evans era a expedição de Lewis e Clark, que, entre 1804 e 1806, abriu o caminho do Oeste americano. Segundo Mr. Evans, em 7 de abril de 1805, deixando Fort Mandan para se aventurar no território desconhecido das grandes planícies, Lewis, pensativo, teria dito a George Gibson (o melhor atirador da expedição): "New land, George" (uma nova terra, George).
Nunca pude confirmar a veracidade da dita conversa. Mas essa frase, aparentemente trivial, foi incorporada no meu léxico familiar. A cada vez que, numa viagem de férias, saíamos do país, meu irmão e eu não parávamos de repetir: "New land, George". Ainda hoje, quando chego num lugar desconhecido, penso em Lewis e Gibson.
Mais tarde, meu irmão e eu passamos a usar a mesma expressão quando - numa festa, por exemplo - avistávamos mulheres que despertavam nosso interesse. Um dos dois, invariavelmente, levantava a mão espalmada, como se quisesse proteger os olhos do sol, e dizia: "New land, George".
Na literatura, não é raro que um corpo amado e desejado seja comparado à paisagem de terras incógnitas. John Donne, num de seus mais lindos poemas (do século 17), chamou sua amada de "minha América, minha terra recém-descoberta". De fato, há mesmo uma relação entre o amor e a verdadeira viagem. Vamos ver qual.
De vez em quando, tenho vontade de viajar. O que chamo de viajar não tem muito a ver com viagens de férias. Tampouco significa necessariamente desbravar terras virgens.
Encontrei a melhor definição do que é viajar numa maravilhosa e breve fábula de José Saramago, que acaba de ser publicada, "O Conto da Ilha Desconhecida" (Companhia das Letras). O protagonista explica assim seu desejo: "Quero encontrar a ilha desconhecida. Quero saber quem eu sou quando nela estiver". Viajar é isto: deslocar-se para um lugar onde possamos descobrir que há, em nós, algo que não conhecíamos até então. Sem estragar o prazer dos leitores, só direi que, no fim da fábula de Saramago, talvez o protagonista não encontre sua ilha, mas ele encontra uma mulher. A moral da história é incerta, entre duas leituras opostas.
Primeira leitura: quem casa não viaja (a não ser de férias); casar-se é desistir de viajar. É o que pensam, com freqüência, homens e mulheres casados. E é também o que os leva, às vezes, a se separarem. Quando achamos que o outro nos impede de viajar, ou seja, que ele nos priva da aventura de descobrir o que poderia haver de diferente em nós, o casal se torna nosso inimigo. Claro, na maioria dos casos, acusamos o casal de uma inércia que é só nossa.
Exemplo: anos atrás, na França, um amigo se interessava pelas pessoas que desaparecem sem razão aparente e refazem sua vida alhures, sob outro nome, como se tivessem sido vítimas de uma amnésia repentina. Em todos os casos em que meu amigo conseguira entrevistar esses "desaparecidos", os mesmos constatavam que, depois de seu sumiço, em poucos anos, eles tinham reconstruído uma situação de vida parecida com aquela que tinha motivado sua fuga.
Segunda leitura: o protagonista descobre que a mulher ao seu lado é a própria ilha desconhecida que ele procurava e que a verdadeira viagem é o encontro com um outro amado. Faz todo sentido, pois o amor e a viagem, em princípio, têm isto em comum: ambos nos fazem descobrir em nós algo que não estava lá antes.
O outro amado nos transforma. Tanto quanto a chegada numa terra incógnita, ele nos revela algo inesperado em nós. Por isso, aliás, o viajante e o amante podem esbarrar em problemas análogos: às vezes, ao sermos transformados pela viagem ou pelo amor, não gostamos do que encontramos, não gostamos dos efeitos em nós do amor ou da viagem. Essa é, em geral, a única razão séria para se separar ou para voltar da viagem.
Moral dessa coluna (e talvez da fábula de Saramago): os outros não são nenhum inferno, são uma viagem. Agora, para amar, como para viajar, é preciso ter determinação e coragem.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
ABC...
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Vertigo
Essa dupla me emociona, o amor fraterno ali é grande, e certamente teriam um lugar garantido caso eu resolvesse organizar um TOP 10. Gosto mais do que de O gordo e o magro, Mutley e Dick Vigarista!
Claro, não tenho condições de ler tudo que os meus amigos produzem, mas, quando dá, passo o olho, dou uma conferida. Meu lado "mãe de miss" aparece com vocês (risos).
Eliano, sinceramente, do que eu já li, esse foi o seu melhor texto. Seu relato da tragédia superou até a morte de Fernanda em "Mulheres Apaixonadas"! (Ok, isso foi uma piada, mas o elogio foi sério) Amigos, quando encontrarmos com Claudinho no Natal, aproveitem também para se despedirem do ex-filho da Pituba que, em breve, será mais um da Bahia a ser tragado pelo "portal magnético" do Aeroporto 2 de Julho (droga, perdi minha carona!...). MC Claudinho, o Habib´s de Sampa também serve suco de morango?! (risos)
(Companheira, não fique enciumada! Você certamente será a próxima e sabe disso - ou tá pensando que não saquei que a compra do automóvel foi com o intuito de barbarizar nas curvas da estrada de Santos?! Vruuuuuuum!...)
Sobre o Bahia e a Fonte Nova, prefiro nem fazer um comentário sério; não quero andar uma casa a frente no tabuleiro do Jogo do AVC. Há muito que divulgo a minha teoria de que existe um complô do Brasil para exterminar o brasileiro, mas ninguém me leva a sério...
O Bahia é um time hitchcockiano, e nos últimos anos, anda numa fase "Um corpo que cai". A gravidade anda tão forte por aquelas bandas, que, quando o time sobe, a arquibancada vai abaixo.
Eu sinto triplamente pelos mortos na tragédia: sinto pela morte em si; sinto pela negligência; e sinto por eles terem sido vítimas do amor ao Bahia (até a campanha "Salvem os patos" tem mais utilidade!...). Isso vale por uma ficha policial movimentada. Se fosse meu parente, ocultaria o motivo do óbito.
Mas poderia ser pior (sempre pode!). Houve uma vez, há uns dois anos atrás, em que uma menina morreu durante um show. Até aí, nada de novo. Agora sinta o que é uma morte baixo-astral: a garota morreu com 14 aninhos, afogada com a água das 3 garrafas que havia bebido, movida pela ansiedade pré-show. Não entendeu? Explico: ela desmaiou de emoção quando o grupo subiu ao palco, a água desceu toda para os pulmões e ela morreu afogada. Achou ridículo?! Tem mais... Sabe qual era o show? DO KLB!!! Ninguém merece um treco desses! Eu, se fosse a mãe, me sentiria devastada por ter criado uma filha pra morrer pelo KLB (isso se não chegasse ao ponto de esbofetear o cadáver em pleno velório! Aff!... Eu me ofendo com essas coisas...).
PS: Agora entendi Fante, com o seu "Pergunte ao pó". O pó está para o Universo assim como as obviedades estão para o pensamento. É incrível como, no êxito ou na tragédia, tudo o que nos resta são as obviedades. Bobô diz "Estava tudo tão bonito". So what?
Mas alguns seres humanos conseguem fugir da raia da bobagem.
Tenho antipatia por Fernanda Venturini desde que a vi na Contigo!, sentada no colo de Maurício, na boate Limelight, quando reataram o namoro em 94, mas é dela, na minha opinião, uma das melhores frases de derrotado. Um repórter tentou consolá-la lembrando que o segundo lugar (Mundial de 94) era um ótimo resultado. Segurando as lágrimas (de raiva, pois havia acabado de perder o ouro pras cubanas, jogando em casa!), ela disparou o seguinte, em resposta: "Você, por acaso, já viu rua batizada com o nome de vice-campeão?". Depois seguiu que nem uma bala em direção ao ônibus, pra ser consolada por... Maurício! (grrr!...) Como diria Lion Wolf, "Escorpiana, né, meu bem!..." (risos)
A doçura que faz falta no relacionamento
À Ingrid e a Davi, pessoas doces por natureza e, principalmente, por determinação.
por Paula Taitelbaum
Eu, você, sua melhor amiga, sua prima, todas nós - e os homens também - temos um quê de abelha. Sabemos fabricar mel e, ao mesmo tempo, conservamos nossos ferrões escondidos. Faz parte da natureza, diria. Só que, às vezes, até por instinto de sobrevivência, alguns exageram nas ferroadas e esquecem de produzir o doce que alimenta os relacionamentos. Há doçura na vontade de ir correndo pra casa depois do trabalho só pra dar um beijo naquele que nos espera. Ou no interesse em perguntar como foi o dia dele e querer mesmo saber a resposta. Lembra daquelas palavrinhas mágicas que tanto tentamos ensinar aos nossos filhos? Pois eu acredito que há doçura quando sabemos dizer "com licença", "por favor" e "me desculpe". Sem exageros, é claro, pois tudo o que é melado enjoa. O excesso de cuidados e atenções sufoca, abafa, afasta, engasga. É aquela velha história de ficar repetindo "eu te amo" sem parar. Lá pelas tantas, banaliza e perde a graça. Sem contar que ninguém é tão carente a ponto de precisar escutar isso a cada dois segundos. Precisamos, sim, de quem nos compreenda, nos surpreenda, nos estimule em todos os sentidos. E precisamos devolver na mesma moeda. Doçura é uma via de mão dupla. A gente dá e a gente quer receber. Se não for assim, bem, aí as abelhas podem picar.
Algumas situações falam por si, não mentem. Por exemplo, a televisão sempre ligada, interagindo mais do que o casal. Ou um dormindo sozinho no quarto, enquanto o outro não sai da frente do computador. Quando imagens como essas se tornam corriqueiras, a relação já mergulhou na acidez. A gente percebe os sinais. Sentimos que falta tempo, vontade e dedicação, mas, muitas vezes, não chegamos a acreditar que o relacionamento esteja correndo perigo. Ficamos acostumadas com a falta de doçura, e a frieza instala-se no ambiente como se fosse um móvel de canto. Se você assistiu ao filme Beleza Americana, lembra da personagem interpretada por Annette Bening, um caso típico de como a amargura pode chegar ao casamento. A atriz vive uma mulher de relativo sucesso profissional que critica o marido em tudo, que o vê como um fracassado, que renega um carinho porque a cerveja pode cair no sofá. É a caricatura de muitas relações em que o ter está acima do ser, a famosa crise de valores que faz com que muitos casamentos mais pareçam uma sociedade com fins lucrativos. A parceria, o amor e o carinho, tudo isso fica nas cláusulas miúdas do contrato. E a doçura... Bem, essa coitada já nem faz parte da história.
A luta por conquistas materiais influencia, e muito, nosso nível de doçura. Há poucas gerações, as pessoas decidiam ficar juntas com expectativas diferentes das nossas. Vejo meus pais, por exemplo. O que eles mais queriam no início da vida de casados era uma casa própria e um automóvel econômico. O resto, se viesse, era lucro. Não que eu quisesse trocar de lugar com a minha mãe ou a minha vó. Não consigo me imaginar casando virgem ou sem ter um trabalho que eu ame. A questão é que, naquela época, havia mais paciência para se constituir um patrimônio. Hoje, nossa meta é muito mais do que um teto. Almejamos um apartamento de cobertura com vista para o mar. Não basta ter um carro que ande - precisamos daquele modelo com design arrojado, air bag duplo e motor 2.0. E tem ainda o aparelho celular último tipo, o computador que praticamente pensa sozinho, o DVD ultracompleto, a roupa de grife e a viagem à Europa nas férias de verão. Tudo para ontem, pois a vida é breve e ninguém tem tempo a perder. Sinto muito dizer, quem não herdar uma megafortuna terá que trabalhar pelo menos 20 horas por dia para conquistar tudo isso. Então, como arranjar tempo para preparar um jantar à luz de velas ou curtir um banho a dois bem demorado? Se você encontrou alguma semelhança entre essa história e a sua, é hora de repensar os valores. Existe muita coisa maravilhosa que não dá para comprar. E a doçura é uma delas.
Tenho um casal de amigos que está junto há mais de 20 anos. Ele é um advogado de prestígio; e ela, sócia de uma empresa de design. No início do casamento, no entanto, faltava tudo em casa, até dinheiro para pagar a luz. Vergonha, irritação, revolta com isso? Que nada. Eles lembram essa época com ternura. Aproveitavam o escuro para se divertir, criando um clima romântico com velas. Claro que a situação não durou muito, mas o legal é que eles faziam questão de encarar o problema com bom humor. Minha amiga conta que foi um período maravilhoso. Há pouco tempo, declarou que o marido era tão ou mais importante do que os filhos. Eu fiquei meio chocada, questionei a afirmação, e ela deu uma resposta muito clara: filhos crescem e vão embora de casa, o marido vai envelhecer com ela, é aquele que escolheu como companheiro. A lição que tirei dessa conversa toda foi a de que, quando sentimos que encontramos alguém especial, único e insubstituível, precisamos investir na doçura. Uma pessoa assim merece nossa admiração, respeito, carinho e atenção. É difícil determinar a dose certa de doçura. Alguns gostam de uma pitada de açúcar, outros de uma colher de sopa. Depende da personalidade e das expectativas de cada um. Pessoas meigas e tranqüilas são naturalmente mais doces, muito mais dadas a rompantes de romantismos. Já as de temperamento duro nem por isso são avessas à ternura. Apenas encaram tudo de uma forma mais racional. Mas nada impede que um tipo se relacione muito bem com o outro. O importante é estabelecer uma cumplicidade, cada um com o seu mundo, mas ambos pelo bem da relação. Um dia desses, participei de um encontro cultural com o tema maturidade feminina. Os relacionamentos e suas nuances foram o foco principal do bate-papo e, a certa hora, levantou-se a questão da tendência que temos em confundir os termos individualidade e individualismo. Enquanto o primeiro significa preservar as características pessoais, garantindo liberdade de movimento e pensamento, o segundo é a lei do eu em primeiro lugar. Uma senhora, casada há 40 anos, foi muito enfática ao dizer que, para a relação dar certo e a amargura não imperar, é vital que sejamos nós mesmas. Mas sem fazer tudo à nossa maneira. É isso. Doçura é como maturidade, exige flexibilidade e tolerância, equilíbrio entre o querer e o poder, entre o dar e o ceder. E, principalmente, necessita de muitos cuidados de manutenção. Todo cuidado é pouco, até com o que se diz sem pensar. Ainda que a TPM esteja elevada à potência máxima, que o vestido novo tenha manchado, que o chefe esteja com o diabo no corpo, mesmo assim, precisamos nos policiar para não despejar uma avalanche de raiva sobre o nosso companheiro. Geralmente ele não tem culpa de nada. Nem preciso dizer que palavras ferem fundo, mesmo sendo proferidas em um momento de destempero. Por isso, fique atenta. Frases e palavras impensadas podem ser o pontapé que a relação estava esperando para começar a rolar ladeira abaixo. Não ofender o próximo é um dos mandamentos do relacionamento tranqüilo, saudável e... doce. Vale a pena se conter. Se não tiver jeito, se for mais forte do que a razão, o pedido de desculpas deve chegar a tempo de consertar a besteira. Mas, se a poeira baixar e você continuar achando que aquelas palavras maldosas realmente descrevem a pessoa que estará ao seu lado, nesse caso provavelmente sua relação está com os dias contados. É importante lembrar que açúcar não faz milagre. Quando o relacionamento está naufragando, a tendência é buscar um bote salva-vidas e tentar achar o pote de mel perdido. Nesse momento, alguns embarcam numa canoa furada. Como acreditar que um filho poderá resgatar a doçura do passado. Idéia que, com o perdão do trocadilho, é uma doce ilusão. Ter um filho é bastante complicado mesmo quando as coisas estão ótimas entre um casal. Crianças são uma fofura, a coisa mais maravilhosa do mundo, mas não consertam o inconsertável. Já vi mulheres estressadas, workaholics sem tempo pra nada, que um belo dia decidem que precisam de um bebê para a harmonia chegar ao lar. A criança nasce e o que acontece? A relação descamba de vez. Raciocine comigo: se não sobra tempo para a vida a dois, imagine para a vida a três... Se a mulher fica irritada com a camisa que o marido usa, terá um surto quando ele vestir o filho com a roupa errada. Se a relação é doce, crianças a transformam em melado. Se é azeda, aí vira puro limão. Até a culpa que a mãe ocupadíssima sente acaba respingando na relação amorosa. Você está confusa, já não tem certeza de que há doçura entre seus lençóis? Que tal fazer um teste? Comecemos pelo sexo. Não importa a freqüência. Cabe analisar se há intimidade, carinho e aquela vontade de permanecer abraçados durante alguns segundos. E quando vocês saem para jantar? Conversam, trocam olhares, seguram na mão um do outro? Ou sentam, pedem, comem e vão embora correndo? Pense também em como anda a intensidade dos abraços e a freqüência das risadas juntos. E, se parece complicado rir com tanto problema para resolver, analise o quanto vocês andam sendo solidários um com o outro, o quanto de compreensão há nos gestos e nas expressões trocadas. Para sermos felizes, precisamos prestar atenção nos pequenos detalhes que tornam a vida mais doce. Fiquei sabendo que aquele casal de velhinhos que citei no início da matéria almoça todo dia no mesmo restaurante. Brindam, sorriem e são sempre gentis um com o outro. Decidi que quero ser como eles. Ter a cabeça deles. Na verdade, agora é que eu entendi. Os cabelos brancos são puro algodão-doce.
domingo, 25 de novembro de 2007
Black or White
Monica, toda pimpona, com Walters
Ó pa isso, Alosa!...- igualmente desengonçada
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Close
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Bodas de Prata
Estou eu lá, toda torta, olhando para o nada (normal), quando o Homem de Lata - que, by the way, anda em clima de lua-de-mel com o Leão e o Espantalho - veio de lá para acabar com a magia da minha amOZtração: "Juliana está fazendo pose. Tá parecendo aquelas crianças da Talentos Brilhantes". A essa nem o ego dos gatos nem das baratas sobreviveria, que dirá de uma pobre mortal do sexo feminino, como yo. Mas tudo bem, ele agora mora longe e isso já é castigo sufiente (aliás, duvido que nos tempos de morada na Pituba ele ousasse sair com uma dessas!...).
Aquecimento: Ingrid, Martina e Fernanda vão ao jogo. Tá vendo no que dá deixar Fernanda freqüentar a familiar torcida do Vitória (mas pelo talento fotográfico, eu te perdôo, Nan, a pouca vergonha!)?!
Made in Brazil: Martina, hein, com esse jeitinho de escoteira, conseguiu flagrar o muso da noite, le garçon. O ângulo e a luz não colaboraram p/ fazer jus ao charme 100% brasileiro do rapaz, mas tá valendo.
Milagre: Nanda, eu, Tia Gri, Lu e Martina. Anote aí mais uma façanha ingridiana: fez Luize dar o ar da graça!
Paparazzi: Eliano pede à fotógrafa um minuto de privacidade para conversar com Fernanda, mas tudo no maior respeito, garante (Cacau, não fique triste. É um clássico: quando o "titular" não joga direito, o melhor amigo sai do "banco de reservas" e "entra em campo" - olhe no post "Mulheres de Marte")quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Ai, que inveja!

Narcisa: "Deviam comprar (ecstasy) na farmácia"
Quarta, 14 de novembro de 2007, 10h05
Claudio Leal
Um apocalipse. O mundo está de cabeça pra baixo. Em bom inglês, upside down. Espantada com a prisão de traficantes da classe média alta do Rio de Janeiro, a socialite carioca Narcisa Tamborindeguy se convenceu da inutilidade das palavras:
- O mundo está upside down. É um apocalipse. Virou um apocalipse. Não tenho mais opinião pra nada - desabafa em entrevista a Terra Magazine.
Na autobiografia "Ai, que loucura!", Narcisa se revelou viciada em drogas. Em 1998, procurou tratamento clínico. Ex-mulher de José Bonifácio Brasil de Oliveira (Boninho) e Carlos Gerdau, ela agora se dedica a um novo projeto editorial: "Ai, que absurdo!", no qual questionará os "absurdos do mundo". Pretende incluir o tráfico de drogas na lista das mazelas.
- Eu acho um absurdo esse negócio de tráfico, deviam comprar esses remédios na farmácia. Dane-se. Tem uns piores ainda vindo.
Semana passada, oito traficantes da classe média alta carioca - chamados por parte da imprensa de "jovens da Zona Sul" - foram detidos após investigação policial com 16 mil horas de escutas telefônicas. Em nova operação, a polícia prendeu ontem mais um membro do grupo: Sérgio Corlett, 19 anos. Bruno Pompeu D'Urso, 18, é apontado como o articulador do tráfico de ecstasy e de LSD na Zona Sul carioca.
A quadrilha comprava drogas no morro e revendia, no asfalto, a usuários da classe alta. A imagem que mais marcou Narcisa foi a da jovem Jéssica Albuquerque acuada pelas câmeras. Quase ingênua, 18 anos, dedo na boca, Jéssica ganhou as primeiras páginas dos jornais brasileiros.
- Ela tava linda. (silêncio) Ela não merecia passar por isso.
Para a socialite, apesar de os traficantes saberem o que fazem, Jéssica entrou "numa descoberta" e terminou mal.
- Às vezes, começa como uma brincadeira e tá na primeira página a foto da menina. Entrou numa descoberta... É uma crueldade o que estão fazendo com ela.
Leia a entevista completa de Narcisa Tamborindeguy:Terra Magazine - Qual foi seu sentimento ao ver, nos jornais, as fotos de uma quadrilha de traficantes da classe média alta do Rio?Narcisa Tamborindeguy - O mundo está upside down. É um apocalipse. Virou um apocalipse. Não tenho mais opinião pra nada. Normalíssimo isso ter acontecido. Essa mulher é linda, a da capa (Jéssica de Albuquerque Corrêa). Linda, a mulher.
O que os atraiu ao tráfico?Saírem da realidade, que é muito chata.
Apesar de ricos, o mundo é chato?Ah, não sei. Pergunta pros traficantes. Porque com o ecstasy dá um colorido a mais. Deve dar, né?Mas eles não eram simples usuários. Eram traficantes.Eram traficantes? Mas o que é traficar, depois de quantos quilos? Eu acho ridículo. Tem que liberar tudo.
Por que liberar?Porque tudo que é proibido é melhor. Em vez de ficar esse tiroteio, essa guerra, esse negócio ridículo, essa hipocrisia, todo mundo faz o que quer e assume seus erros, paga impostos. Vende na tabacaria, na drogaria... Você paga imposto, você tem um médico que vai cuidar de você, entendeu? Melhor do que ficar em tiroteio, morte...
A senhora está escrevendo um livro novo?"Ai, que absurdo!".
E vai falar sobre...Os absurdos do mundo. Eu acho um absurdo esse negócio de tráfico, deviam comprar esses remédios na farmácia. Dane-se. Tem uns piores ainda vindo.
Quando viu a imagem...Da menina?
Sim.
Ela tava linda. (silêncio) Ela não merecia passar por isso.
O mundo, então, está...
Upside down. De cabeça pra baixo. Não tem mais solução. Não dá pra comentar nada. Amanhã vai ser uma coisa pior ainda. Cada dia é uma coisa, você não pode mais ficar comentando. Deixa rolar. Eu acho que ela podia estar muito melhor, essa moça. Uma beleza. Perder a juventude dela nisso? Por quê? É uma bobagem. Eu argumento porque eu sou igual ao (Fernando) Gabeira, acho que o Gabeira tem razão (sobre a legalização das drogas).
A guerra do tráfico é por motivos banais?Só pode ser, né? Isso interessa a quem? Pra mim, não interessa. Só interessa pra quem ganha nisso. Às vezes, começa como uma brincadeira e tá na primeira página a foto da menina. Entrou numa descoberta... É uma crueldade o que estão fazendo com ela. Ela entrou pra descobrir um negócio, a droga... Ou morria, ou caía fora. Com 18 anos já passar por isso...
Os membros da quadrilha sabiam o que faziam, não?Sabem. E sabem muito bem o perigo que eles estão correndo.
Esse tema entra em seu livro?É o melhor de todos, "Ai, que absurdo!". Sabe que não tinha pensado nesse assunto?
Faz a matéria que eu recopio em meu livro! (risos) Nem me lembrei desse caso. Vamos fazer uma controvérsia!
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Até tu, Brutus!?

Intervenções estéticas são normais, é natural querer se ver melhor e em alguns casos elas são a porta para o início do amor próprio, mas tem gente que perde o limite e o senso de ridículo. Cultivar algumas "avarias de estimação" pode até fazer muito bem, elas nos ajudam a ter mais tolerância com a gente mesmo. Amadurecer não passa só pela determinação de mudar para melhor, ou seja, pôr em prática aquilo que você deseja, mas também pela experiência de se aceitar como é (porque certas mudanças beiram o impossível. e aí, vai fazer o quê? se jogar da ponte?). A meu ver, o lance é mudar sem se descaracterizar; é a diferença no campo da estética, por exemplo, entre ser Demi Moore e virar Michael Jackson.
Se você não muda nada ou muda tudo, provavelmente está com sérios problemas internos.
Uma coisa que me incomoda é esse negócio de toda artista midiática ter que tirar a roupa para ser bem-sucedida (por essas e outras que gosto de Malu Mader, Fernanda Lima, Patrícia Pillar e Letícia Sabatella...). O problema não é a exposição do corpo, mas a ditadura da exposição do corpo. Eu sou superinvocada com esses "tem que" sem consistência... Engulo o mínimo possível, o suficiente para não ficar totalmente marginal.
Quase caí de costas quando vi pela primeira vez a versão USA de Shakira, chacoalhando a barriga (de fora) na MTV para fazer sucesso no mercado gringo. Logo ela que sempre foi tímida e discreta e vivia de calça e blusa na fase "en español" (e dá pra perceber que foi/é jogada de marketing, que não faz parte dela esse tipo de atitude, que, a meu ver, deveria ficar restrita a quem se enquadra naturalmente no estilo, como Pamela Anderson ou Jessica Simpson). Até Nelly Furtado entrou na onda... (Quando Maria Rita, Marisa Monte ou Norah Jones fizerem o mesmo, mandarei o mundo parar pra eu descer disso aqui...)
Alguém avisa pra elas que nem todo mundo nasceu para ser Madonna! Aliás, não foi pela nudez, não foi pelo sexo em si, que ela se tornou um ícone. No fundo, o que nos fascina em Madonna é a sua esperteza, seus insights em diferentes fases da carreira. Mad é uma raposa do ramo do entretenimento, sem dúvidas. Até uma burra lendária como Marilyn Monroe teve uma estratégia mais engenhosa (bem, não foi bem uma estratégia, foi mais uma atitude impulsionada pela rígida moral da época): expunha o corpo sem nunca revelar tudo. "Sede é tudo, imagem é nada", já dizia um comercial, e entenda-se "sede" aqui, obviamente, em seu sentido figurado. Isso: ainda não surgiu nada mais sexy do que saber usar a inteligência...
Uma coisa é ser sensual, outra é ser sexual gratuitamente. Você não vê Angelina Jolie tirando a roupa por aí e, no entanto, em qualquer enquete, é eleita a mais sexy. Como diria aquele outro das tardes de domingo, "quem sabe faz ao vivo".
Lógico que não há só o apelo da carreira para essas mulheres do showbiz, existe ainda a questão da vaidade pessoal. Não precisa ir muito longe, não: qualquer garota comum, de 11 a 28 anos, com um corpo mais ou menos, se puder, sai de brinco e tapa-sexo. O mais chocante é que as mães incentivam, ignorando que estão, inclusive, colocando as filhas em risco (o Brasil, pelo menos, ainda é um país bem machista e agressivo; o rapaz que tentou beijar a força a Juliana Paes na praia, há alguns dias, é um exemplo disso). Gostaria de dizer a qualquer um "faça o que quiser que os outros não têm nada a ver com isso", mas não é verdade. O corpo comunica, o meio é a mensagem, e a mulherada, fisicamente mais frágil, tem que ficar de olho no que está dizendo aos homens. A gente não pode confiar na força do politicamente correto; há de se contar também com os loucos, com os ignorantes, com aqueles que vivem segundo suas próprias convicções absurdas (não é agradável mas é a realidade). Não é porque "tem que ser" que nós devemos fechar os olhos pro que "é na prática". É suicídio... Mulheres, protejam-se! (mas sem paranóias com os pobres machos comuns... quem vê assim, até pensa que mais de dez pessoas vão ler isso! hihi)
Sinto falta da época em que criança era um ser humano "café-com-leite", protegido das paranóias dos adultos. Qualquer forma de poder só tem serventia para quem está preparado para lidar com ele ou do contrário torna-se uma bomba. Vaidade física é também sinônimo de impulso erótico e isso não é para as crianças pequeninas, mesmo que elas sejam espertas demais neste século 21.
Eu só lembro do maluco que há uns dez anos assassinou uma garotinha, ex-miss mirim, no Colorado. Aos seis anos, JonBenet parecia uma mini-mulher, era bizarro de ver, mas fez o maior sucesso lá na terra do Tio Sam, os adultos achavam uma graça. E ela também, pois qual criança não gosta de atenção? Depois, quando o pedófilo ataca, os incentivadores desse tipo de aberração ainda se dizem chocados. Fala sério!... É antipático dizer isso, mas os próprios pais cavaram a cova da menina ao colocá-la nesse tipo de vida... Outro dia estava na sala de espera e vi Sasha na capa da Contigo!. Detalhe: Xuxa já tingiu os cabelos da menina de loiro. Pra que ela precisa tacar química nos fios aos oito anos de idade?! Eu sabia que isso ia acontecer, mas fiquei surpresa mesmo assim. Santa ignorância!...
Detesto esse tipo de conclusão-chavão, tenho calafrio quando ouço isso, mas nesse caso não tem pra onde correr: é culpa da mídia. Um dos grandes males do progresso é o bombardeio de informação e um dos desdobramentos disso é a imposição de uma única estética para todos. Qualquer que seja o produto midiático, vai ter pelo menos uma notinha te dando dica de beleza ou mostrando alguém em pose sensual. Eu queria de R$ 1 as vezes em que vi alguém nu ou seminu na mídia. Já estaria na lista da Forbes!... E eu escolho isso? Bem, é quase como a luz do sol: a gente abre a janela e ela vem logo batendo na nossa cara, invadindo o nosso espaço. Às vezes eu fico cheia disso tudo. Pode não parecer, por conta da embalagem e da velocidade, mas o mundo é repetitivo à beça. Será que em Marte é esse tédio também? (Poxa, gente, por falar nisso, leiam Ray Bradbury. Detesto ficção científica, mas o cara vale a pena ser lido)
Os homens são "heróis", na boa. Como é que conseguem manter o desejo em alta diante de tamanha exposição do corpo feminino? Não é à toa que existem tantos gays hoje em dia. No tempo do buraco da fechadura, eles deviam ser menos numerosos, aposto.
domingo, 11 de novembro de 2007
Morre Norman Mailer
Mailer repórter foi maior que o romancista
Com Tom Wolfe e Truman Capote, o polêmico Norman Mailer formou a santíssima trindade do "novo jornalismo"
CARLOS EDUARDO LINS DA SILVA
ESPECIAL PARA A FOLHA
Norman Mailer prometeu a si mesmo e ao público que escreveria "o maior romance americano". Não cumpriu. Produziu muitos livros bastante longos, mas no terreno da ficção só um foi importante: o primeiro, "Os Nus e os Mortos", de 1948, fruto de suas experiências como combatente na Segunda Guerra Mundial. Se não inscreveu o seu nome entre os dos grandes romancistas do país, Mailer conquistou um lugar na história dos melhores jornalistas e dos mais intensos polemistas que os Estados Unidos conheceram.
Foi empurrado para o mundo dos ensaios e reportagens em revistas e jornais em parte a contragosto (precisava do dinheiro que a ficção não lhe proporcionava) e em parte por convicções políticas (tinha consciência de que os meios de comunicação lhe garantiriam mais proeminência no debate público do que os livros).
Com Tom Wolfe e Truman Capote, formou a santíssima trindade do "new journalism", o gênero literário que mesclou as técnicas da ficção com o factualismo da reportagem.
"Os Exércitos da Noite - Os Degraus do Pentágono" (1968), sobre os protestos contra a Guerra do Vietnã, e "A Canção do Carrasco" (1979), sobre Gary Gilmore, um assassino confesso que pediu para ser executado, estão entre os mais brilhantes espécimes desse tipo de literatura (ambos estão entre as cem melhores reportagens do século 20, selecionadas pela New York University).
Como um dos fundadores do jornal "Village Voice" e freqüente colaborador de excelentes periódicos como "The New York Review of Books", Mailer contribuiu enormemente para melhorar a qualidade do jornalismo americano e -por extensão- de todos os países que se deixaram influenciar por ele.
Mas Mailer foi muito além de simplesmente escrever. Tornou-se militante político e crítico ácido do estilo de vida americano, fascinado pelo papel preponderante que o sexo, a ambição e a violência exercem sobre a cultura nacional.
Iconoclasta, calculadamente agressivo, mas quase sempre instigante, talentoso, alcançava as manchetes da imprensa sensacionalista (ao esfaquear sua segunda mulher, por exemplo) com quase a mesma facilidade com que freqüentava o noticiário político, como ao se candidatar a prefeito de Nova York.
Apesar de ter sido tão famoso e importante, Mailer morreu ressentido por saber que seria lembrado na posteridade não pelos romances, mas pelo jornalismo.
Numa de suas últimas entrevistas, disse: "Eu acho que o romance é uma forma superior [ao jornalismo]. Como eu posso expressar isso? É muito mais difícil escrever um romance. Eu não concordo que eu vá ser mais lembrado como jornalista, embora eu concorde que muitos irão dizer isso. A ironia é que talvez eu tenha tido muito mais influência como jornalista do que como romancista."
CARLOS EDUARDO LINS DA SILVA , livre-docente e doutor em jornalismo pela USP e mestre em comunicação pela Michigan State University, é diretor de relações institucionais da Patri Políticas Públicas.
sábado, 10 de novembro de 2007
Mulheres de Marte
É mais corajoso ser uma Sandy da vida do que uma falsa liberada. Não sei se tem a ver ou se é coisa minha, mas forçar a barra para parecer ser o que não é sempre me soou a humilhação, a perda de dignidade. Eu evito, embora - não vou mentir - a tentação de cair nessa esparrela seja grande, por vezes (todo mundo prefere ser aceito. a questão é: quanto você tá disposto sacrificar em nome disso?).
Esse negócio de pureza... Eu conheço umas aí que são que nem as latas de leite condensado que as mães escondem da gente (não é porque não foram abertas que ninguém tirou as suas lasquinhas... Cê conhece algum caso assim, Nandy?). Veja Ingrid. Santa, santa, santa, mas em pleno Carnaval (a festa da carne!), se mandou com um bando de gente pro Vale do Capão - e todos amontoados no mesmo quarto! Se uma moça que se diz "inocente" me conta que já foi pro Capão, eu já não coloco mais a minha mão no fogo por ela!...
Falta especialmente para a mulherada a habilidade ThunderCats, a tal "visão além do alcance", porque essa miopia dos relacionamentos humanos tá f***!
Qualquer especial sobre o tema, e lá vem a mesma ladainha da mulherada: "Eu tenho "x" anos e nunca tive um orgasmo. Não é triste?!" ou "Chego lá de vez quando". Não, madame, nunca é realmente esquisito, mas não tê-lo às vezes, isso é normal. Até porque os hormônios femininos são "de lua" e não somos abundantes em testosterona, que é a mola do desejo.
Bem, deixemos as conjecturas. Segue a matéria.
(Hummm... Pelo tom caliente da matéria, acho que a repórter deve ter vindo do teatro!...)
Sexo casual - Elas só querem diversão
O número de mulheres que buscam o prazer pelo prazer só aumenta. cada vez menos, elas querem estabelecer compromisso. aqui elas contam suas experiências mais excitantes
por CAMILA DOURADO
A história é deliciosa. Sandra Germano (o nome é real), uma publicitária de São Paulo, 35 anos, charmosa e bonita, conta a seguinte história: “Ele não era tão bonito, mas tinha ‘pegada’ e beijava bem. Não perguntava, fazia. Transamos na cama, no chuveiro e até na varanda da pousada. Foi ótimo. Gozei muito, intenso, como há muito tempo não acontecia. Quando acordei, ele tinha ido embora. Não deu nem nome. Adorei. Prefiro mesmo não saber o nome do cara, nem ele o meu.” Hoje é assim. Amor rápido, paixão sem o menor compromisso. Há muito que as mulheres não ficam tão loucas assim em pedir telefone, endereço, CIC, RG, comprovante de residência. Nada de amarras e muito menos de sentimentos que limitem. Paixão, agora, só se for por algumas horas. É o que muitas mulheres querem. Elas estão experimentando cada vez mais aquilo que os homens sempre conheceram: o prazer pelo prazer. E elas contam, sem qualquer pudor, suas aventuras despretensiosas.
RÁPIDA, FORTE E SUADA
“Eu costumava ficar com homens por apenas uma noite. Minhas amigas achavam absurdo. Eu não ligava. Até que comecei a namorar. No começo, era especial: ele era carinhoso, experiente, beijava bem, e tinha um fôlego, um fogo... fazia de tudo pra eu gozar. Para resumir, namorei, fiquei noiva e quase casamos. A história acabou porque ele passou a transar meio que por obrigação. Descobri, também, que ele ficava com outras. Ele chegou ao extremo de flertar com a minha irmã. Separei. Um tempo depois, voltei à minha vida de antes. Transei bêbada, fiz sexo com mulher e homem ao mesmo tempo, saí até com um amigo do meu ex. A melhor foi no quarto de uma festa, num apartamento. Eu estava na varanda, sozinha, bebendo. Um cara se aproximou. Disse que era um pecado ele e eu ficarmos a sós daquele jeito. Então, ele me beijou e me levou para o quarto dos donos da festa. Loucura. Transa rapidinha, mas forte, suada. A gente nem tirou a roupa direito. Ele só abaixou meus jeans. Transamos duas vezes, uma de pé e outra na cama. No final, ele saiu, disse que tinha sido maravilhoso e voltou pra festa, sem dar maiores explicações. O melhor de transa assim é a falta de regra, a despretensão, uma coisa meio adolescente. Dá tesão só de pensar. Um dia caso, mas antes vou transar muitas vezes desse jeito – como se fosse a última vez que vou ver a pessoa. Sou uma mulher realizada desse jeito.”Valeska, 25 anos, jornalista
“O MELHOR DE TRANSA ASSIM É A FALTA DE REGRA, A DESPRETENSÃO, UMA COISA MEIO ADOLESCENTE”
VALESKA, 25 ANOS, JORNALISTA
SEM NOME
“Eu fui casada por oito anos. Só traí quando descobri que ele começou a sair com uma amiga minha. Fiquei triste, mas era meio que previsível: a gente não se gostava mais, nem tinha aquele fogo de quando começamos a namorar. Como eu não transava, vivia mal-humorada. Me separei. Resolvi mudar a postura. Um dia, fui pra Florianópolis, fiquei com um garoto de uns 20 anos. Ele me levou de madrugada para a pousada dele. Não era tão bonito, mas tinha ‘pegada’ e beijava bem. Não perguntava, fazia. Transamos na cama, no chuveiro e até na varanda. Acordamos a pousada toda. Foi ótimo. Gozei muito, intenso, como há muito tempo não acontecia. Quando acordei, ele tinha ido embora. Não deu nem nome. Depois pensei: foi exatamente a falta de compromisso que deu tesão na história. Tive várias transas assim. A maioria não pergunto nem o nome. Fiz sexo em motel, no capô do carro, na praia, escondido em cantos de uma festa num sítio. É uma delícia. Não sou do tipo que não quer se apaixonar mais. Até já namorei um cara nos últimos meses. Mas quero curtir sem ter obrigações. Pra que saber nome se o que busco é ter prazer, aproveitar?” Sandra Germano, 35 anos, publicitária
"GOZEI MUITO, INTENSO, COMO HÁ MUITO TEMPO NÃO ACONTECIA. QUANDO ACORDEI, ELE TINHA IDO EMBORA. NÃO DEU NEM NOME”
SANDRA, 35 ANOS, PUBLICITÁRIA
SÓ QUEREM GOZAR MAS NÃO PENSE QUE A MULHER ESTÁ ADOTANDO UMA POSTURA MASCULINA E NEM QUE ELA ESTÁ PERDENDO O ROMANTISMO E A SENSIBILIDADE
Mulheres que transam sem compromisso parecem (ou pensam) agir como homens. Não é bem assim. “As mulheres não deveriam achar que adotam a mesma postura do homem no que diz respeito a sexo casual inconseqüente”, diz J. A. Gaiarsa, psicoterapeuta. “Mulher e homem são biologicamente diferentes. A mulher precisa inventar um novo orgasmo. Não adianta ela querer gozar como ele. O homem ejacula para a fertilização. A mulher, não”, completa. Não quer dizer que ela perdeu sua capacidade de se envolver emocionalmente. A mulher ainda é romântica e sensível, mesmo no sexo casual. Só está mais livre. Elas só querem gozar. Que gozem e sejam felizes.
NADA DE CULPA
“Há uns dois anos, disse para um amigo que invejava os homens, porque transam por transar e não estão nem aí para o que vão dizer. Ele falou que bastava fazer sem culpa. Demorei algum tempo para levar isso a sério. Numa noite em São Paulo, num pub, fiquei muito a fim de um cara que estava na minha mesa. Ele se sentou ao meu lado. Passou a mão na minha perna. Depois enfiou a mão por baixo da minha blusa. Aí saí da mesa com ele, para um canto do bar. Depois do amasso meio adolescente, fomos para o apartamento dele. Fizemos a loucura de transar antes de chegar lá – na garagem, dentro do carro. Depois, rolou na casa do cara. Dormi lá. Acordei, ele tinha feito até café da manhã. Mas eu não estava mais a fim dele. Agradeci, dei um telefone falso e fui embora. Lembro dessa noite como uma das melhores da minha vida. Já repeti isso, de sair, transar e nunca mais ver. Experimentei umas fantasias – tipo sair com amigo de ex-namorado. Agora, falta transar com dois caras de uma vez. Vou conseguir. Quero me divertir muito.” Renata, 29 anos, advogada
“AGORA QUERO TRANSAR COM DOIS CARAS DE UMA VEZ”
RENATA, 29 ANOS, ADVOGADA
DE TIRAR O FÔLEGO
“Ninguém me ensinou a transar sem compromisso. Aprendi numa escapada do meu casamento. Era apaixonada. Mas o ciúme dele aumentou tanto que passei a fazer o que ele desconfiava – sair com outros. A primeira vez foi numa ocasião em que meu marido – hoje ex – viajou. Tinha ido jantar num restaurante perto do meu trabalho. Estava esperando uma amiga. Antes de ela chegar, um cara da mesa ao lado veio até mim. Disse uma besteira do tipo: ‘como uma mulher tão bonita está sozinha’. Fiz cara de descaso. E ele: ‘Posso melhorar a cantada conversando com você ?’ Deixei. Ele era charmoso, bom de papo. E logo eu já estava abraçada ao cara. Depois, fui com ele pra um motel. Estava excitadíssima. No motel, ele nem falava – só me puxava, me agarrava com tesão. Transas longas, de tirar fôlego. Gozei muitas vezes. Depois ele me deixou num ponto de táxi. Não me pediu pra ligar no dia seguinte. Só falou um ‘a gente se vê’. Não nos vimos. Fiquei apaixonada naquela noite – umas quatro horas, acho. Hoje, prefiro essas paixões rápidas. Uma hora vou amar alguém. Não é prioridade.” Alessandra, 31 anos, analista financeira
“ME APAIXONO POR QUATRO HORAS – É O LIMITE”
ALESSANDRA, 31 ANOS, ANALISTA FINANCEIRA
OS LADOS DA QUESTÃO
Vantagens e desvantagens dos relacionamentos descompromissados
• As relações descompromissadas não incentivam o ciúme e a posse.
PAGUE PRA VER FILMES COM MULHERES QUE FAZEM
Instinto Selvagem (1992): Sharon Stone interpreta a escritora Catherine Tramell, suspeita de assassinato e que deixa investigadores sem ar na célebre cena da cruzada de pernas sem calcinha. Catherine tem a vida sexual movimentada, com homens e mulheres, e enlouquece o detetive Nick Curran (Michael Douglas), que se vê seduzido pela escritora meio ninfomaníaca.
A Útlima Ceia (2001): Leticia (Halle Berry) faz uma cena tórrida, com detalhes que parecem reais, com Hank (Billy Bob Thorton), o guarda de prisão que executou o marido condenado dela. Leticia transa sem amor, sem compromisso, só para se satisfazer.
O Último Tango em Paris (1972): no filme de Bernardo Bertolucci, Maria Schneider procura um apartamento para alugar em Paris. Pede a chave pro síndico, encontra outro cara (Marlon Brando) e transa enlouquecidamente com ele. Sem romance. Sexo pelo sexo.
Rainha Margot (1994): Isabelle Adjani faz a monarca que sai alucinada pelas ruas de uma cidade na França, na época das guerras religiosas (século 16), e transa com um desconhecido até numa estrebaria.
Uma Relação Pornográfica (1999): Uma mulher transa e não quer nem saber o nome. Nem se falam. Quando se apaixona, ela vai embora.
ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE
COM MUITA AUTORIDADE
“NÃO HOUVE PREÂMBULOS; NÃO DISSEMOS NOSSOS NOMES NEM CONTAMOS NOSSAS VIDAS. ACONTECEU O QUE ERA PARA ACONTECER, E ÀS SETE DA MANHÃ, QUANDO SAÍ, ELE DORMIA”
“VOCÊ PODE MUITO BEM AMAR UMA PESSOA E IR PARA CAMA COM OUTRA. JÁ ACONTECEU COMIGO.”
“TRANSO COM MUITOS HOMENS, MAS NÃO É COM QUALQUER UM”.
“O QUE É VERDADEIRAMENTE IMORAL É TER DESISTIDO DE SI MESMA”
“EU APENAS QUERIA VER COMO É ESTAR COM PESSOAS DIFERENTES. NÃO PENSE QUE UMA GAROTA É UMA VAGABUNDA SÓ PORQUE GOSTA DE SEXO”
“PASSEI A VIDA TODA PROCURANDO OS HOMENS CERTOS. MAS ME DIVERTI MUITO COM OS ERRADOS”
“GOSTARIA DE NAMORAR TAMBÉM O PRÍNCIPE WILLIAM. SERÁ QUE ALGUÉM PODE PROVIDENCIAR?”
“FICO FELIZ PELAS PESSOAS QUE QUEREM SE CASAR, MAS ISSO NÃO É PARA MIM”
Consultoria: Carmita Abdo, psiquiatra e coordenadora do Projeto de Sexualidade da USP (ProSex), autora do livro Descobrimento Sexual do Brasil. (ed. Summus), e José Ângelo Gaiarsa, psicoterapeuta e autor de Meio Século de Psicoterapia Verbal e Corporal (ed. Summus).
EVOLUÇÃO
Mulher não está adaptada para o sexo casual, diz estudo
DO "INDEPENDENT"
A ciência -pelo menos um estudo divulgado pela revista "Human Nature"- poderá ser usada a partir de agora como álibi pelos homens praticantes do sexo casual.É tudo culpa da evolução. Ela não preparou a mulher para se sentir contente após uma única noite com um parceiro inédito, dizem os autores do trabalho.
A pesquisa conduzida por Anne Campbell, da Universidade de Durham (Reino Unido), ouviu 1.743 pessoas. Todas tiveram relacionamentos de uma única noite.
Entre os homens, 80% afirmaram felizes com a experiência. Entre as mulheres, apenas 54% afirmaram a mesma coisa. As demais entrevistadas confessaram um sentimento de terem sido usadas pelos homens.
"A evolução oferece comportamentos por meio dos quais temos sentimentos positivos e negativos. A partir disso é que desenvolvemos certas adaptações", diz Campbell. "Se os nossos ancestrais do sexo feminino estivessem adaptados para os relacionamentos curtos, eles iriam desfrutar disso assim como o sexo masculino."
Os homens, diz a pesquisadora, são biologicamente capazes de se reproduzir com várias mulheres, o que pode explicar sua aparente felicidade com as relações casuais. "Mas para as mulheres a qualidade, e não a quantidade, que é realmente importante", diz Campbell.
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Meu guri

domingo, 4 de novembro de 2007
Frase da semana
"Ele me bota pra cima e pra baixo, em menos de um minuto".
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
¡Que nivel de hombre!
É impossível não ser sentimental ao cubo sendo hispano hablante. Uma língua que usa a exclamação no início e no final da frase e tem termos fortes como "Te quiero" (ou seja, não é só um sentimento, como "Te amo", mas uma posse, um desejo imbutido), só poderia dar nisso. A falta de senso de humor também contribui para essa passionalidade (mas o excesso disso, como vemos em nosso próprio país, também não ajuda muito). hehehe
Pegando os famosos como amostras, vemos que definitivamente não estamos sós. Luciano Pavarotti, cantor de ópera da elegante Itália, era a personificação do termo "bonachão". A própria Ingrid já havia comentado que a mexicana Thalia é doidinha (realmente é, segundo o que vi num vídeo que peguei na internet). Acho que os hermanos são mais formais, à primeira vista, porém mais calorosos e dramáticos, num segundo momento, que os brasileiros.
Chato, a propósito, esse negócio de sermos um país a parte na América Latina. A colonização portuguesa foi péssima também sob esse aspecto, estamos ilhados, mesmo na América do Sul. Bem, tento me consolar com o fato de falarmos a língua mais bonita do mundo, "a última flor do lácio", e de sermos o pedaço de terra mais original dos últimos 500 anos.
Esbarrei com um vídeo do cantor Luis Miguel, outro dia, no You Tube. O que vi foi totalmente de encontro à primeira (e única) impressão que tive dele. LM, para mim, era aquele cara sério, vestido de smoking, que canta boleros, entre eles "La Barca", tema que uniu Edson Celulari e Claudia Raia. Achava a voz dele sensacional (tanto é que, se não me engano, foi o único latino a gravar em Duets, de Frank Sinatra, com direito a elogio de "a voz"), mas não gostava de ouvir seus cds: as interpretações me soavam engessadas e sem alma. (Nossa, a minha irmã do meio adora esse cd "Romance", ela era obcecada por "La barca"; eu sei letra desse bolero por osmose, aprendi muito antes até de aprender o verbo "ser" em espanhol!)
De formal, "El Rey Sol" não tem é nada, pelo contrário: o cara é muito extrovertido, interage com a platéia nas apresentações e dança todo desengonçado no palco, o que me fez simpatizar de cara com a pessoa ("jejeje"). Não é um artista para se ouvir o disco, é o tipo que mostra a que veio no palco quando reage ao público.
Descobri que Luis Miguel, ou Micky, é, na verdade, cantor pop (a série de boleros, "Romance", é exceção em seu repertório, acho que foi algo para marcar a entrada na fase adulta); que é bem mais novo do que eu pensava (tem só 37 anos); que não surgiu no meio artístico já adulto mas com 12 anos; que não é mexicano de nascimento mas portoriquenho.
Ah, não poderia deixar de citar: Luismi - outro apelido dele entre os fãs - é mais um a confirmar a minha teoria de que o sucesso estrondoso tem relação com uma origem familiar problemática. O cantor tem uma das histórias mais misteriosas e turbulentas do showbiz da AL: a mãe foi alcoólatra e desapareceu em meados dos anos 80; ele destituiu o pai do cargo de empresário, na adolescência, e parece que foi pela obsessão dele que o filho é o que é; demorou quase 17 anos para reconhecer uma filha que teve aos 19 anos com uma namorada; e tem uns tios que, vira e mexe, falam besteiras (mentiras, provavelmente) sobre ele na mídia.
Já namorou, ainda, meio mundo, de Salma Hayek a princesa Stephanie, passando por Thalia e Gabriela Sabatini, até Mariah Carey. Disseram que essa teve aquele colapso de 2001 por causa do término do namoro com ele, o que MC nega - quem daria o gosto? mas eu, no lugar dela, entraria também em crise (risos).
O sujeito é conhecido como um dos artistas mais generosos da música latina. Entretanto foge do comprometimento mais que o diabo da cruz. Teve filho só agora mas não casou com a namorada - típico de quem cresceu por conta própria e detesta perder o controle sobre si mesmo.
Ser latino é, mesmo pertencendo à nata, le gustar la bagacera!
Luismi curte uma esculhambação, e fiquei fã! Se bem que:
"Yo para querer
No necesito una razón
Me sobra mucho,
Pero mucho corazón..."
(Né não, Alosa?... Tem que ser, pois você nem tchum pra mim. Olha, "no llames corazón lo que tú tienes"... Alosa é a minha Sibéria!)
Com vocês, alguns vídeos do "Sol do México":
1 - Aos 12 anos, cantando "Dos enamorados". Muy fofo (olha a roupa de Power Ranger e os movimentos de quadril! hahaha)! LM confirma mais duas das minhas teorias: quem é muito bonito quando pequeno, dificilmente mantém o nível de beleza na idade adulta, e algo acontece aos 12 anos (pelo menos comigo, Xuxa, Mel Gibson, Britney e Luismi).
2 - LM começa a cantar "La Barca", se surpreende com o público, que canta mais alto que ele, resolve se divertir com a gafe e improvisa um karaokê.
3 - As origens pop. Quem diria que o vozeirão se pôs a serviço de canções como "Ahora te puedes marchar", "Isabel", "La chica del bikini azul", "Sol, arena y mar" e "Cuando calienta el sol"?! A classe é uma característica anti-humana, definitivamente. A qualidade da filmagem é ruinzinha, mas dá pra levar. O cabelo tá esquisito, né? Mais uma das minhas teorias comprovada por Luismi: cabelo bonito e fama são conflituosos - ou um, ou outro. Luismi apareceu nos concertos em Las Vegas com um visual a la Nelson da Capetinga, que vôtecontá!... Él es lo más!...
4 - Em Viña Del Mar, em 1994, cantando um dos seus sucessos pop - "Será que no me amas?". Pela maluca que "cantou" com Brian Adams e pelo vídeo a seguir, concluo que o festival deve ser interessante. Vou dar um pulo lá qualquer ano desses.
5 - Durante a turnê "Romance", com vinte e poucos anos e guapíssimo, cantando "La media vuelta". Será o visual Zorro um elemento de reforço da pegada de cabrón latino?! No lo sé, pero Nandy Bragaboysomovimentoésexy deu o seguinte parecer após ter assistido o vídeo: "Realmente, devo incluir Luis Miguel no time de Rick Martin and Diego Torres. Que pegada!". Fernandinha, o seu mal é que você nunca vai por mim! tsc tsc... Em homenagem a usted e a Cacau Baixaria, a letra do bolero:
"Te vas porque yo quiero que te vayas
A la hora que yo quiera te detengo,
Yo sé que mi cariño te hace falta
Porque quieras o no
Yo soy tu dueno"


