domingo, 25 de novembro de 2007

Black or White

Monica, toda pimpona, com Walters

Ó pa isso, Alosa!...

Outro dia estava conversando com uma das minhas amigas blonde ambition, e ela me contou que vai virar assessora de um político. Sem querer, ela resolveu meu dilema sobre o que lhe dar de presente de Natal. Decidi: uma caixa de charutos, que, dizem, têm efeitos terapeuticos em situações em que há necessidade de ficar no escritório com o chefe, fazendo hora extra. Teoria testada e aprovada nos EUA (Bill e Monica Lewinsky que o digam!...).

Por falar nela, Alosa, à luz da semana, que celebrou duas afrodatas, fiquei pensando nas diferenças entre os escândalos de Monica e de Divine Brown (aquela prostituta negra que foi pega literalmente com a boca na botija, com Hugh Grant, dentro do carro do ator). Apelo à sua sapiência (croc! croc! croc!) para elucidar a questão.

Vejamos o caso, step by step ("oh baby!..."):

Monica (a branca):

- não é bonita
- é graduada em psicologia
- foi pega fazendo "aquilo", via charuto (ou seja, indiretamente), com o presidente, no confortável Salão Oval
- não foi presa pela falta de decoro
- ganhou reality show na tv
- escreveu um livro sobre o caso com Clinton
- "Lewinsky" virou uma das formas dos americanos se referirem ao sexo oral, hoje em dia
- sua bio aparece nas versões em inglês e português da Wikipedia
- foi entrevistada por Barbara Walters, a Marília Gabriela americana.

Divine (a negra):

- igualmente desengonçada
- não tem nenhuma especialidade, fora o sexo e ser fichada na polícia
- foi pega fazendo "aquilo" com um famoso ator inglês, apertada num automóvel, e metendo a mão na massa, sem "intermediários"
- foi presa pelo ato
- não ganhou seu próprio programa na tv e ninguém se interessou em publicar sua história
- voltou às ruas por falta de grana, anos mais tarde
- muita gente nem se lembra dela, tanto é que o Wikipedia Brasil não tem a sua bio
- não deu entrevista para Barbara (ohhhh!).

Dado relevante: Clinton negou (tá vendo, Gri, porque eu gosto dele: é um canalha com cara de Papai Noel. that´s fantástico! o caso não teria sido tão bom se ele não tivesse negado que brincar com o charuto não é sexo oral, até Madonna se divertiu com a saída pela tangente de Bill. ele é ótimo, o último presidente do tipo na América, infelizmente!); Hugh Grant assumiu o ocorrido e limpou a própria barra.

Entonces, that´s the question for you: Divine se ferrou porque Hugh admitiu e pediu perdão ou só porque ela é negra?

Por falar nisso - pra variar - outro dia lembrei de você. Estava numa das livrarias da UFBA, vendo títulos, e me deparei com um que dizia mais ou menos assim: "Mulher, negra, pobre e mãe solteira". Fiquei comovida com o azar dessa(s) pessoa(s) a quem o título se refere, mas consegui resistir ao golpe abaixo da cintura da editora (ufa!). Confesso, porém, que, se eles tivessem tido a malícia de acrescentar um "... e mora longe", eu não conseguiria, teria adquirido sem nem raciocinar, num lance abrupto de compaixão!

Nenhum comentário:

Postar um comentário