sábado, 7 de novembro de 2020

O Gambito da Rainha


É mais uma história de superação com todos os clichês hollywoodianos. Acho que os diferenciais são: 1) o magnetismo da Anya Taylor Joy que faz Beth, a protagonista e 2) a protagonista não tem aqueles conflitos clichês com as pessoas, o babado é mais dela com ela mesma (e isso é universal, porque desse conflito ninguém escapa).

Pessoalmente, me chamaram atenção dois aspectos da história: 1) a quantidade de abandonos que ela sofreu ao longo da vida; 2) não sei dizer se a personagem conseguiu lidar com isso, já que é um tipo bem mental, racional, de gente que não se abala com facilidade. Há um diálogo mais pro final no qual é indicado que ela é movida pela raiva. Pois bem, o que mais gostei nela foi a capacidade de seguir em frente. Abandono e solidão assustam pra caramba, imagine uma menina que cresceu nos anos 1950. Ela não se sentiu indefesa e seguiu em frente. Em parte o xadrez foi muito importante enquanto motor, mas mesmo assim, Beth mostrou foi resiliência. Tinha potencial para dar muito mais merda do que deu. O final foi como uma espécie de reconciliação com o passado, com as pessoas de um modo geral, já que no inicio da vida fizeram mal a ela. 

Enfim, é aquela história: a vida é como andar de bicicleta, e se parar, cai.


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