Que aperto de mente, meus caros! Que cansaço! Que final agridoce!
E Jonas mais lindo que nunca, apesar de não tomar banho há 33 anos! <3 Aliás, achei o elenco masculino, dessa vez, bem melhor (o adulto). Mas achei alguns personagens novos chatos, porém os antigos (com exceção da Martha histérica) valeram a pena continuar. Menção de honra para Claudia, la reina! Sempre acreditei em você, Claudjenha, hehe.
Dark revelou, nesta temporada, não só alguns mistérios, mas realmente a que veio: é uma série interessada em ciência, embora o fio da meada seja as famílias de Winden. Os showrunners nos mostraram dramas familiares na primeira temporada, arrependimentos e esperanças antigos na segunda e um artigo científico de física na terceira, hehe (é modo de dizer, porque quem entende de Física disse que os roteiristas se apropriaram dos conceitos fazendo uma ficção em cima deles). Foi uma temporada densa, com alguns buracos na história, mas satisfatória. Gostei mais das outras temporadas, mas valeu a espera.
Eu gostei de Dark, apesar de uma falha aqui e acolá e de achar que a série tinha potencial para ser melhor. No fundo, quanto a Dark, a pergunta não é o que mas como. Se você parar pra pensar, a história é simples, mas os autores embaralham tanto as coisas, que ficou a impressão de que era algo muito complexo.
O final foi agridoce: para salvar o mundo que eles queriam preservar a todo custo (Jonas até virar Adam), tiveram que aceitar desaparecer e que os seus afetos também desaparecessem, ou seja, desapegar do mais profundo desejo para que as coisas seguissem seu curso natural.
Definitivamente, se eu encontrar uma máquina do tempo, eu quebro toda, hehe.
Me despeço da série e desse texto com uma frase usada na entrada da terceira temporada:
"O homem é livre para fazer o que quer, mas não para querer o que quer."
(Schopenhauer)

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