domingo, 20 de novembro de 2016

Confusão mental

Recebemos tantas informações hoje em dia que, pelo menos eu, confesso, não sei mais de nada. Tanta gente saindo do armário, tantas coisas saindo das sombras, que fica difícil organizar o pensamento, ponderar, garantir que está dando conta de todas as nuances. Às vezes nem quero saber de mais nada, de tanta coisa que já pede a minha atenção, por mais que eu reconheça que é tudo muito legítimo e necessário. Eu quero sossego. Quero não ser invadida, por mais bacana que seja o exército invasor. Tempos modernos.
Então, acontece que em meio a informações e militâncias, deixamos escapar coisas graves. Deixa eu me fazer entender. Uma vez, Fernanda Montenegro disse que via muita gente com problemas emocionais e até mentais ingressando no teatro pra tentar esconder esses problemas, já que na arte "tudo pode". 
A mesma coisa eu acho que acontece nas formas "alternativas" de sexualidade (na verdade, em todas as formas). Olhem essa matéria: http://revistamarieclaire.globo.com/Web/noticia/2015/12/homem-transgenero-abandona-familia-e-passa-viver-como-uma-menina-de-seis-anos-de-idade.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=post. O título diz: "Homem transgênero abandona família e passa a viver como uma menina de seis anos de idade". Não precisa ser psiquiatra pra saber que ele tem um problema psiquiátrico grave. Ele é um caso extremo, mas quando olho pra um Liniker, que tá todo mundo amando em alto grau, não vejo muito equilíbrio, não. 
E é muito complicado falar disso, já que o movimento LGBTi historicamente luta para sair do estigma de doença, de perversão, que a sociedade cristã teima em lhe imputar. Então, essas questões vão sendo varridas para debaixo do tapete em nome de um bem maior. Será que isso vai dar problema? Olha, amigo, estamos em 2016 e eu não sei mais de nada.

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