Um ser humano, por mais libertário, raramente não vai ter seus estranhamentos. É normal. Todos viemos de um recorte social.
Estou numa fase em que, apesar de não lutar contra os meus estranhamentos, eu quero apoiar quem é estranho. Por mais que me desagrade, algumas bizarrices são necessárias para que todos comecem a se acostumar com a diversidade.
E acho que nem todo discurso hipócrita deve ser combatido. Explico. Por exemplo, nosso ex-professor WG não é aquela criatura justa e amável do Facebook. Não mesmo! Qualquer um que tenha sido aluno dele por um mês sabe que ele é preconceituoso e elitista. Mas o discurso dele nas redes sociais, ainda que hipócrita, tem sido muito importante. É um discurso liberal, de aceitação da diversidade, democrático. É uma falsidade do bem. Ele ganha muito com isso, obviamente, mas, inegavelmente, produz um bem ao botar um pouco de luz na cabeça de quem acredita que ele é assim mesmo.
A mesma coisa penso do Jean Wyllys. Se bem que sinto que ele, apesar de elitista e deslumbrado, tem uma essência amorosa, se importa de verdade. Ele está tendo o seu momento "Super Xuxa Contra o Baixo Astral", mas tem feito a diferença na luta das minorias.
Enfim, babies, há situações em que "mentiras sinceras" super interessam.
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