Ô Ingrid diz que é preciso democratizar a comunicação no País [ela está para mim assim como Otto Lara Resende está para Nelson Rodrigues]. Sim, cada vez mais vejo que isso é necessário. Há dois anos trabalhando em jornalismo diário, frustra-me ver que entra ano e sai ano, a gente faz as matérias, reúne dados, se indispõe com as fontes oficiais, briga internamente pra zorra sair e o máximo que conseguimos é um burburinho.
Não sei os colegas, mas sou o tipo de jornalista que vibra com mudanças. Não me importo de ninguém saber o meu nome, contanto que seja útil a quem me lê. Não saberia, por isso, fazer esporte, cultura ou turismo. Gosto dos temas sérios, ainda que às vezes com uma abordagem mais leve.
Mas do que adianta o esforço da classe se não há uma opinião pública que cobre mudanças? "Os cães ladram...".
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