Dedicado a Luciana
Outro dia estava pensando sobre isso, sobre a criança que um dia fui. Estava vendo um vídeo no Youtube sobre criatividade, e a resposta de uma criança, protagonista de um caso que o palestrante deu como exemplo, me chamou a atenção. Perguntada pela professora sobre o tema de seu desenho, uma garotinha respondeu que estava desenhando Deus. O adulto argumentou com a criança que ninguém conhece a aparência de Deus. A menina, de pronto, respondeu: "Vão conhecer num minuto!". Eu ri muito porque, na idade dela, eu responderia a mesmaaaa coisa!!!... Mas, como cantava Renato Russo, "não sou mais tão criança, a ponto de saber tudo". :(
Olhando para trás, nunca fui tão legal (e tão minha própria fã! :D) como quando era pequena. Meu pai até hoje dá risada de uma vergonha que o fiz passar numa das festas de final de ano da matriz da CEF, quando tinha de cinco para seis anos.
O pai tinha um colega de trabalho - o Paulinho - que era deficiente físico. Eu o vi a festa inteira passando de muleta pra cá, de muleta pra lá. Em determinado ponto, cheguei para Paulinho, e na lata ordenei: "Ei, passa pra cá! Você já brincou demais, e agora é a minha vez!". Meu pai quase imitou a Ana Maria Braga, e quis se enfiar debaixo da mesa. Levei um berro dele me ordenando que deixasse o sujeito em paz - justo de meu pai cuja voz de barítono sempre me impressionou, em especial na infância. Paulinho ficou uns dez segundos parado, certamente se perguntando de onde eu havia tirado que aquilo era um brinquedo e que a deficiência dele era divertida, mas desconfio que devido a minha criatividade em bolar uma versão "colorida" para o drama de locomoção dele, e provavelmente com pena da pagação que levei de meu pai, resolveu me deixar dar umas voltinhas no "seu brinquedo". E lá fui eu, de muletas, feliz da vida e achando que andar com aquilo era pura diversão! hehehe...
Vou soar brega, mas acreditem que falo a mais pura verdade: ser novamente essa pessoa é um dos meus objetivos atuais. É nessa criatura vivaz e espontânea que um dia fomos que reside a nossa verdade, o nosso eu real. Quanto mais me sinto adulta, mais me dou conta disso!...
Esse blog pergunta: você tem mantido contato com a sua criança interior?
PS.: Sem dúvida, a nossa infância foi a melhor, ou a última das melhores. Domingo, no desfile do Barrinha (alô, Mônica!!!...), só tocaram as canções dos anos 80: Trem da Alegria, Xuxa, Balão Mágico...
Outro dia estava pensando sobre isso, sobre a criança que um dia fui. Estava vendo um vídeo no Youtube sobre criatividade, e a resposta de uma criança, protagonista de um caso que o palestrante deu como exemplo, me chamou a atenção. Perguntada pela professora sobre o tema de seu desenho, uma garotinha respondeu que estava desenhando Deus. O adulto argumentou com a criança que ninguém conhece a aparência de Deus. A menina, de pronto, respondeu: "Vão conhecer num minuto!". Eu ri muito porque, na idade dela, eu responderia a mesmaaaa coisa!!!... Mas, como cantava Renato Russo, "não sou mais tão criança, a ponto de saber tudo". :(
Olhando para trás, nunca fui tão legal (e tão minha própria fã! :D) como quando era pequena. Meu pai até hoje dá risada de uma vergonha que o fiz passar numa das festas de final de ano da matriz da CEF, quando tinha de cinco para seis anos.
O pai tinha um colega de trabalho - o Paulinho - que era deficiente físico. Eu o vi a festa inteira passando de muleta pra cá, de muleta pra lá. Em determinado ponto, cheguei para Paulinho, e na lata ordenei: "Ei, passa pra cá! Você já brincou demais, e agora é a minha vez!". Meu pai quase imitou a Ana Maria Braga, e quis se enfiar debaixo da mesa. Levei um berro dele me ordenando que deixasse o sujeito em paz - justo de meu pai cuja voz de barítono sempre me impressionou, em especial na infância. Paulinho ficou uns dez segundos parado, certamente se perguntando de onde eu havia tirado que aquilo era um brinquedo e que a deficiência dele era divertida, mas desconfio que devido a minha criatividade em bolar uma versão "colorida" para o drama de locomoção dele, e provavelmente com pena da pagação que levei de meu pai, resolveu me deixar dar umas voltinhas no "seu brinquedo". E lá fui eu, de muletas, feliz da vida e achando que andar com aquilo era pura diversão! hehehe...
Vou soar brega, mas acreditem que falo a mais pura verdade: ser novamente essa pessoa é um dos meus objetivos atuais. É nessa criatura vivaz e espontânea que um dia fomos que reside a nossa verdade, o nosso eu real. Quanto mais me sinto adulta, mais me dou conta disso!...
Esse blog pergunta: você tem mantido contato com a sua criança interior?
PS.: Sem dúvida, a nossa infância foi a melhor, ou a última das melhores. Domingo, no desfile do Barrinha (alô, Mônica!!!...), só tocaram as canções dos anos 80: Trem da Alegria, Xuxa, Balão Mágico...
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