sábado, 5 de setembro de 2009

O mistério de Russel Crowe


Entre as minhas obsessões fixas, está a aparência dos ingleses. Fico maravilhada, por exemplo, em ver como os genes ingleses produziram gente bonita nas suas colônias, menos na própria Inglaterra. :(
Outro dia, estava lendo a resenha de um livro de uma francesa, cujo título é algo do tipo "O belo corpo dos homens". Digamos que se trata de uma versão mais lírica de Bruna Surfistinha (por falar nisso, já viram quem vai interpretá-la no cinema? Deborah Secco! Só podia!... Aliás, eis outra obsessão fixa minha: falar mal da Secco!hehe).
Fiquei pensando sobre as diferenças entre os corpos masculinos e femininos. O corpo masculino, para ser belo, precisa de uma atitude de seu dono. As mulheres deram sorte neste sentido. No nosso caso, "o meio é a mensagem".
Onde entra Russel Crowe nessa história? Australiano, genes ingleses, e uma aparência de gerente de banco. Seria mais um na multidão se não fosse a energia masculina que emana na tela. Mesmo malhado, convenhamos que o aussie actor é baixinho e parrudinho demais para encarnar um gladiador. Mas quem percebeu isso, pelo amor de Deus?! Saí do cinema querendo entrar na máquina do tempo e regressar a Roma.
É... O ser humano é realmente um bicho incrível!

E por falar em francesas, nossa, fico maravilhada com a capacidade desse povo de falar putaria de forma poética! Esse livro da francesa me lembrou o de outra francesa, Marguerite Duras - se não me engano -, cuja obra mais famosa é "O Amante". Adoro esse livro, em especial o final dele. Nós, brasileiros, somos grosseiros. Como dizia Nelson Rodrigues, somos o único povo que grita um segredo de uma calçada a outra. O mais perto que chegamos disso que os franceses fazem foi com a Bossa Nova. Mas não faz mal. Essa nossa falta de tato, que beira às vezes a cara-de-pau, de vez em quando até nos confere algum charme. ;)

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