"Como uma deuuuuuusaaaaaaaaa
Você me mantééééééééééééééém
E as coisas que você me diiiiiiiiiz
Me levam alééééééééééééém..."
("O Amor e o Poder" - Rosana)
Você me mantééééééééééééééém
E as coisas que você me diiiiiiiiiz
Me levam alééééééééééééém..."
("O Amor e o Poder" - Rosana)
Ah! Eu adoro o tema de Nandy Braga... Aliás, eu adoro essas coisas bregas dos anos 80! Adriana me faz levitar (lembram da loira, a mãe das gêmeas?)! Zé Augusto, então!... E é dessa década uma das melhores canções de novela: "Dona", do Roupa Nova. "Seguindo o trem azul" também é ótima. Um dia, ainda vou aprender a tocar "Whisky a go go". A batida do refrão é massa de fazer na viola!... Roberto Carlos, Roupa Nova, Vinícius de Moraes e Legião Urbana são a trilha sonora da vida do brasileiro contemporâneo. Ou melhor, do coração do brasileiro contemporâneo. Ou melhor (acrescente aí): dos despudoradamente bregas!
Definitivamente, não posso com essas "drogas alternativas"! hahaha
Mas não vim aqui falar de Amor - embora o trânsito de Vênus por Leão crie um ambiente altamente propício a isso (risos). Vim para falar do Poder. Acho que fiquei inspirada por conta do aniversário de falecimento de ACM. Whatever... O caso é que o desejo desenfreado de algumas pessoas pelo Poder sempre me intrigou. Poderia pesquisar e escrever uma tese sobre isso, sem o menor receio de cair no tédio.
Não falo da busca pelo poder sobre si mesmo, que, aliás, deveria ser a meta principal de todo ser humano. Qualquer pessoa realmente inteligente sabe que, no final das contas, a briga que conta é aquela que travamos com nós mesmos.
Refiro-me a obsessão de alguns em dominar o ambiente. Posso estar falando besteira, mas o preconceito é inevitável e lá vai o meu palpite sobre o tema: esse tipo de atitude sempre me cheirou a uma auto-estima muito baixa, a uma carência afetiva enorme. Quero dizer, todo mundo passa por seus ciclos ou tem lá seus níveis de carência e baixa auto-estima, mas daí a se deixar dominar por isso, são outros quinhentos.
Há obsessões e obsessões. A de minha mãe por varrer a casa é útil e até simpática, mas esse tipo de obsessão por Poder, sempre achei, sei lá, sem fundamento, sem função prática. Chega num ponto em que o sujeito nem precisa mais disso, que não sabe nem mais o por quê de estar correndo atrás daquilo. É um negócio animal demais - no mau sentido. Para mim são uma gente tão nociva quanto um drogado, ou melhor, são tão pouco confiáveis quanto.
No cursinho, havia um professor com quem quase ninguém simpatizava, porque o cara era casca grossa e não era dado a fazer gracinhas para entreter os alunos. Um dia, chegou para um garoto e perguntou se ele era irmão de uma fulaninha "assim e assado" do Sartre. O rapaz disse que não. Olha a resposta dele: "Ah! Porque você tem a mesma cara de puta que ela". A criatura era terrível, mas era jeitão mesmo. Eu, particularmente, nunca fui "alvo" da língua dele, não me importava com a eventual rudeza (às vezes até me divertia) e adorava viajar nas coisas que ele dizia a respeito da vida. Pena que, por conta da "embalagem" pouco convidativa, muita gente passou batida pelas lições de sabedoria que ele nos deu naquele ano.
Uma década depois, ainda ressoam na minha mente as coisas que ele dizia em sala de aula. Não só elas, como a letra de uma música que ele adorava pôr a gente pra cantar. Se Kelly ou Erica estiver passando por aqui, vai lembrar, imediatamente, da letra de "Calix Bento" (risos). Imagine 200 alunos cantando e batucando nas carteiras ao mesmo tempo. Eiiiita tempo bom!
Um dia, ele nos disse: "Neném (chamava a gente assim), cuidado com o dinheiro e com o que você elege como necessidade. Porque a coisa funciona assim: no dia em que vocês receberem o primeiro salário, vão querer realizar alguns desejos com ele. E daí você vai achar que aquilo só não basta e vai correr atrás de mais dinheiro, para ter novas necessidades que te levarão a correr atrás de mais dinheiro para mantê-las e satisfazer outros desejos que vão aparecendo pelo caminho. Um dia - e isso se você for esperto o suficiente -, percebe que entrou na roda-viva de ter dinheiro pra ter necessidades, pra ter mais dinheiro e criar mais necessidades, e enfim, já cansado de correr atrás da grana, vê que não precisa de muitas das coisas que elegeu como necessidade e que se tornou, por causa delas, escravo do dinheiro".
Poucos meses depois de ter recebido meu primeiro dinheiro, lá na revista, eu já tinha minhas dívidas fixas - passei três meses trabalhando praticamente para pagar contas - e me encontrava infeliz com a bolsa que recebia. Lembrei das palavras dele. É assim mesmo que a coisa acontece, se a gente não se vigia.
Claro que ele não nos aconselhou a desprezar o dinheiro; apenas nos orientou a ter critério ao elegermos as nossas necessidades e a não nos tornarmos escravos do "vil metal". Ele mesmo, já avô e beirando os 60 anos, trabalhava num ritmo incessante. Entretanto, ele era apaixonado pelo que fazia e se permitia "loucuras" com a grana que recebia, como dar R$ 100 a um mendigo só para testar a reação dele. Que figura!...
"Eu não peço desculpas e nem peço perdão"
A viagem do Poder, imagino, é mais ou menos como uma montanha-russa: tem uma fase de subida, que geralmente é impulsionada pelo desejo de irradiar poder pessoal e que pode ser deliciosa e libertadora ou o início do fim, o começo do vício.
Quando chega-se ao topo, se já há muita gente no seu carrinho, talvez seu "eu" vá pras cucuias por falta de espaço, em queda livre, e então entra em cena uma imagem pública, amarrada a outras instituições e pessoas. Veja que os poderosos sempre irradiam uma imagem de onipotência, mas, se a gente prestar atenção, a última coisa que alguém assim pode fazer é ser ele/a mesmo/a. Talvez seja essa a condição mais insuportável para alguém que almeja o Poder: ser ele mesmo. Será que o poderoso não se tolera? "Mistéééério!..."
Percebi isso claramente quando estourou o escândalo do Mensalão, de Lula. Fiquei indignada com o ex-operário, odiei a atitude cínica dele; esperava uma posição mais corajosa, honesta. Ocorre que numa dessas mesas, Lúcia Hippolito fez cair a minha ficha: "É complicado para o Poder pedir desculpas". Lula não era Lula mas o ícone de toda uma máquina por trás dele. Até hoje piro na questão: como é que alguém faz pra ser indivíduo uma vez que está inserido numa estrutura dessa, que permite pouca mobilidade individual? Deve ser muito doido!... A alma dessa gente não "bate na porta"? Ou será que isso é fenômeno restrito aos meros mortais? "Mistéééério!..."
Convenhamos, o Poder é dado pela coletividade e só é conferido a alguém porque acreditamos que ali há mais perfeição que na média das pessoas, que em nós mesmos. Um sujeito muito sincero provavelmente não vai muito longe. O que aconteceria com Lula se ele se assumisse falível em seu caráter? Ou seja, o poder de alguns só existe por conta das fantasias infantis de um determinado grupo. Numa sociedade de gente bem-resolvida, provavelmente os poderosos entrariam em extinção.
Alguém aqui já leu "O Mágico de Oz"? Pois é, acho que ali há uma metáfora excelente do que é o Poder: o Mágico era apenas um mágico qualquer, nunca teve poderes especiais, como propagavam aos quatro ventos. Mas quando chegou naquele mundo, "caído do céu", as pessoas quiseram acreditar que o mágico os tinha, e então ele passou a se comportar como se os possuísse, embora tivesse plena consciência de que era uma fraude. Mas, àquela altura, não sabia mais como sair daquilo - e nem queria muito, apesar de se incomodar um pouco com a mentira em torno de si.
Numa situação ideal, alguém poderia chegar ao Poder sem "sujar as mãos", ou melhor, sem fazer concessões éticas severas e sem esmagar gente pelo caminho. Mas a vida real não é novela e essas coisas não rolam. É um clichê exagerado mas tem lá seu fundamento: ninguém chega até o topo sem estar disposto a vender a mãe. Como disse um amigo meu, quando falávamos do meio artístico, há uma seleção natural nessas coisas. Não basta ser o máximo; há de se ter uma personalidade que se encaixe no perfil médio daquele meio. Ou ter uma mente forte o suficiente para aceitar os incômodos sem sucumbir à descrença.
Fico pensando o que poderia fazer um certo tipo de gente gostar mais de uma posição social, de um objetivo, do que de princípios éticos e das pessoas ao redor. Trocando em miúdos, por que algumas criaturas são tão competitivas e obcecadas com prestígio e dinheiro? "Cartas à Redação". Ok, todo mundo quer vencer, todo mundo gosta de ser admirado. A questão é: a que preço? É nessa hora que separamos o joio do trigo.
Certo, haverá ocasiões em que algo precioso vai ter que ser sacrificado em prol de algo maior. Às vezes somos egoístas, mesmo, e vamos ter que dormir com um barulho desse. Mas há um certo tipo de gente para o qual nada, além do seu próprio objetivo, é igualmente ou mais precioso. O próprio ACM era um caso desse. O que me assustava nele era a facilidade para odiar e destruir. Tinha espírito de trator. O poder tem disso: "ele é fera, devora".
Eu não sei, não... Força é uma coisa muito relativa. Como disse a "toda poderosa" Madonna, às vezes ser forte é não fazer nada. Ainda não vi qual é a graça, o sentido, de querer ter poder absoluto sobre outro alguém. Talvez por ter um coração meio bumerangue, as pessoas que tiveram mais poder sobre mim foram justamente aquelas que nunca fizeram questão disso (meu ex-professor, por exemplo, aposto que ele nem sonha que me influenciou, nem lembra mais que existo). Pois o Poder não é uma questão de vertical e horizontal. Quando é real, se irradia por aí, sem saber direito em qual alvo vai acertar. Ele não se impõe; simplesmente acontece.
Pessoalmente, acho a caça um esporte vulgar. Prefiro a pesca! ;)
(guys, tô cansada. volto mais tarde pra corrigir isso aqui)
Definitivamente, não posso com essas "drogas alternativas"! hahaha
Mas não vim aqui falar de Amor - embora o trânsito de Vênus por Leão crie um ambiente altamente propício a isso (risos). Vim para falar do Poder. Acho que fiquei inspirada por conta do aniversário de falecimento de ACM. Whatever... O caso é que o desejo desenfreado de algumas pessoas pelo Poder sempre me intrigou. Poderia pesquisar e escrever uma tese sobre isso, sem o menor receio de cair no tédio.
Não falo da busca pelo poder sobre si mesmo, que, aliás, deveria ser a meta principal de todo ser humano. Qualquer pessoa realmente inteligente sabe que, no final das contas, a briga que conta é aquela que travamos com nós mesmos.
Refiro-me a obsessão de alguns em dominar o ambiente. Posso estar falando besteira, mas o preconceito é inevitável e lá vai o meu palpite sobre o tema: esse tipo de atitude sempre me cheirou a uma auto-estima muito baixa, a uma carência afetiva enorme. Quero dizer, todo mundo passa por seus ciclos ou tem lá seus níveis de carência e baixa auto-estima, mas daí a se deixar dominar por isso, são outros quinhentos.
Há obsessões e obsessões. A de minha mãe por varrer a casa é útil e até simpática, mas esse tipo de obsessão por Poder, sempre achei, sei lá, sem fundamento, sem função prática. Chega num ponto em que o sujeito nem precisa mais disso, que não sabe nem mais o por quê de estar correndo atrás daquilo. É um negócio animal demais - no mau sentido. Para mim são uma gente tão nociva quanto um drogado, ou melhor, são tão pouco confiáveis quanto.
No cursinho, havia um professor com quem quase ninguém simpatizava, porque o cara era casca grossa e não era dado a fazer gracinhas para entreter os alunos. Um dia, chegou para um garoto e perguntou se ele era irmão de uma fulaninha "assim e assado" do Sartre. O rapaz disse que não. Olha a resposta dele: "Ah! Porque você tem a mesma cara de puta que ela". A criatura era terrível, mas era jeitão mesmo. Eu, particularmente, nunca fui "alvo" da língua dele, não me importava com a eventual rudeza (às vezes até me divertia) e adorava viajar nas coisas que ele dizia a respeito da vida. Pena que, por conta da "embalagem" pouco convidativa, muita gente passou batida pelas lições de sabedoria que ele nos deu naquele ano.
Uma década depois, ainda ressoam na minha mente as coisas que ele dizia em sala de aula. Não só elas, como a letra de uma música que ele adorava pôr a gente pra cantar. Se Kelly ou Erica estiver passando por aqui, vai lembrar, imediatamente, da letra de "Calix Bento" (risos). Imagine 200 alunos cantando e batucando nas carteiras ao mesmo tempo. Eiiiita tempo bom!
Um dia, ele nos disse: "Neném (chamava a gente assim), cuidado com o dinheiro e com o que você elege como necessidade. Porque a coisa funciona assim: no dia em que vocês receberem o primeiro salário, vão querer realizar alguns desejos com ele. E daí você vai achar que aquilo só não basta e vai correr atrás de mais dinheiro, para ter novas necessidades que te levarão a correr atrás de mais dinheiro para mantê-las e satisfazer outros desejos que vão aparecendo pelo caminho. Um dia - e isso se você for esperto o suficiente -, percebe que entrou na roda-viva de ter dinheiro pra ter necessidades, pra ter mais dinheiro e criar mais necessidades, e enfim, já cansado de correr atrás da grana, vê que não precisa de muitas das coisas que elegeu como necessidade e que se tornou, por causa delas, escravo do dinheiro".
Poucos meses depois de ter recebido meu primeiro dinheiro, lá na revista, eu já tinha minhas dívidas fixas - passei três meses trabalhando praticamente para pagar contas - e me encontrava infeliz com a bolsa que recebia. Lembrei das palavras dele. É assim mesmo que a coisa acontece, se a gente não se vigia.
Claro que ele não nos aconselhou a desprezar o dinheiro; apenas nos orientou a ter critério ao elegermos as nossas necessidades e a não nos tornarmos escravos do "vil metal". Ele mesmo, já avô e beirando os 60 anos, trabalhava num ritmo incessante. Entretanto, ele era apaixonado pelo que fazia e se permitia "loucuras" com a grana que recebia, como dar R$ 100 a um mendigo só para testar a reação dele. Que figura!...
"Eu não peço desculpas e nem peço perdão"
A viagem do Poder, imagino, é mais ou menos como uma montanha-russa: tem uma fase de subida, que geralmente é impulsionada pelo desejo de irradiar poder pessoal e que pode ser deliciosa e libertadora ou o início do fim, o começo do vício.
Quando chega-se ao topo, se já há muita gente no seu carrinho, talvez seu "eu" vá pras cucuias por falta de espaço, em queda livre, e então entra em cena uma imagem pública, amarrada a outras instituições e pessoas. Veja que os poderosos sempre irradiam uma imagem de onipotência, mas, se a gente prestar atenção, a última coisa que alguém assim pode fazer é ser ele/a mesmo/a. Talvez seja essa a condição mais insuportável para alguém que almeja o Poder: ser ele mesmo. Será que o poderoso não se tolera? "Mistéééério!..."
Percebi isso claramente quando estourou o escândalo do Mensalão, de Lula. Fiquei indignada com o ex-operário, odiei a atitude cínica dele; esperava uma posição mais corajosa, honesta. Ocorre que numa dessas mesas, Lúcia Hippolito fez cair a minha ficha: "É complicado para o Poder pedir desculpas". Lula não era Lula mas o ícone de toda uma máquina por trás dele. Até hoje piro na questão: como é que alguém faz pra ser indivíduo uma vez que está inserido numa estrutura dessa, que permite pouca mobilidade individual? Deve ser muito doido!... A alma dessa gente não "bate na porta"? Ou será que isso é fenômeno restrito aos meros mortais? "Mistéééério!..."
Convenhamos, o Poder é dado pela coletividade e só é conferido a alguém porque acreditamos que ali há mais perfeição que na média das pessoas, que em nós mesmos. Um sujeito muito sincero provavelmente não vai muito longe. O que aconteceria com Lula se ele se assumisse falível em seu caráter? Ou seja, o poder de alguns só existe por conta das fantasias infantis de um determinado grupo. Numa sociedade de gente bem-resolvida, provavelmente os poderosos entrariam em extinção.
Alguém aqui já leu "O Mágico de Oz"? Pois é, acho que ali há uma metáfora excelente do que é o Poder: o Mágico era apenas um mágico qualquer, nunca teve poderes especiais, como propagavam aos quatro ventos. Mas quando chegou naquele mundo, "caído do céu", as pessoas quiseram acreditar que o mágico os tinha, e então ele passou a se comportar como se os possuísse, embora tivesse plena consciência de que era uma fraude. Mas, àquela altura, não sabia mais como sair daquilo - e nem queria muito, apesar de se incomodar um pouco com a mentira em torno de si.
Numa situação ideal, alguém poderia chegar ao Poder sem "sujar as mãos", ou melhor, sem fazer concessões éticas severas e sem esmagar gente pelo caminho. Mas a vida real não é novela e essas coisas não rolam. É um clichê exagerado mas tem lá seu fundamento: ninguém chega até o topo sem estar disposto a vender a mãe. Como disse um amigo meu, quando falávamos do meio artístico, há uma seleção natural nessas coisas. Não basta ser o máximo; há de se ter uma personalidade que se encaixe no perfil médio daquele meio. Ou ter uma mente forte o suficiente para aceitar os incômodos sem sucumbir à descrença.
Fico pensando o que poderia fazer um certo tipo de gente gostar mais de uma posição social, de um objetivo, do que de princípios éticos e das pessoas ao redor. Trocando em miúdos, por que algumas criaturas são tão competitivas e obcecadas com prestígio e dinheiro? "Cartas à Redação". Ok, todo mundo quer vencer, todo mundo gosta de ser admirado. A questão é: a que preço? É nessa hora que separamos o joio do trigo.
Certo, haverá ocasiões em que algo precioso vai ter que ser sacrificado em prol de algo maior. Às vezes somos egoístas, mesmo, e vamos ter que dormir com um barulho desse. Mas há um certo tipo de gente para o qual nada, além do seu próprio objetivo, é igualmente ou mais precioso. O próprio ACM era um caso desse. O que me assustava nele era a facilidade para odiar e destruir. Tinha espírito de trator. O poder tem disso: "ele é fera, devora".
Eu não sei, não... Força é uma coisa muito relativa. Como disse a "toda poderosa" Madonna, às vezes ser forte é não fazer nada. Ainda não vi qual é a graça, o sentido, de querer ter poder absoluto sobre outro alguém. Talvez por ter um coração meio bumerangue, as pessoas que tiveram mais poder sobre mim foram justamente aquelas que nunca fizeram questão disso (meu ex-professor, por exemplo, aposto que ele nem sonha que me influenciou, nem lembra mais que existo). Pois o Poder não é uma questão de vertical e horizontal. Quando é real, se irradia por aí, sem saber direito em qual alvo vai acertar. Ele não se impõe; simplesmente acontece.
Pessoalmente, acho a caça um esporte vulgar. Prefiro a pesca! ;)
(guys, tô cansada. volto mais tarde pra corrigir isso aqui)
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