
Desde o primeiro capítulo, a nova trama das oito, "A Favorita", me causou uma impressão positiva. João Emanuel Carneiro, o favorito do horário das sete, chegou no topo da montanha e ousou fazer diferente: nada de cenas no exterior, de takes cinematográficos e essas coisas grandiosas as quais o telespectador das oito vem sendo acostumado. Como diria dona Glória Kalil, menos é mais...
A impressão foi a de que havia pegado a novela já em sua metade, digo, em relação ao ritmo da narrativa. Particularmente, mil vezes isso que os inícios "poéticos" de um Benedito Ruy Barbosa da vida, que depois caem num tédio miserável nas tais "segundas fases" (Pra quê ele foi inventar isso? Tão melhor as construções de "Cabocla" e "Sinhá Moça"... Se bem que, não vou mentir, sou apaixonada pelo início de "Renascer"! Estreou no dia do meu aniversário, e até esqueci que era minha festa e parei em frente a tv para conferir a estréia de Leonardo Vieira. Que primeiro capítulo foi aquele?!). Odeio que me prometam o que não vão, mais tarde, cumprir. Prefiro ver pouco, num primeiro momento, e me surpreender positivamente, mais tarde. Mentira é a senha para ter acesso ao meu pior lado... Nossa, e como o horário de novelas da Globo andava mentiroso, meu Pai!...
O espelho tem duas faces - "A Favorita" trabalha com um conceito interessante: numa sociedade em que os discursos são cada vez mais manipulados, como saber quem fala a verdade? Provavelmente não tem nada a ver, mas, coincidentemente, é o mesmo tipo de construção ambígua que vem fazendo sucesso nas séries americanas como "Desperate Housewives" e "Lost". Além de enriquecer os personagens - que se tornam mais "gente como a gente" -, mantém a atenção do público na trama.
Mas JEC - como os noveleiros o chamam, pra facilitar a comunicação - relativiza os caráteres não é de hoje. Mesmo em suas tramas anteriores, mocinhos e vilões tinham seus momentos no "lado oposto da força". Como esquecer do Afonso Lambertini, de Lima Duarte, em "Da cor do pecado"? O melhor personagem do mineiro em anos!...
Na verdade, suponho, desde "Central do Brasil" que JEC é adepto da idéia de que um homem é suas circunstâncias, e de que o dinheiro, ao invés de só facilitar as relações externas, às vezes corrompe a dinâmica interna das pessoas.
Ontem, em "A Favorita", vi uma cena que exemplificava muito bem isso. Lara (Mariana Ximenes) dava uma bronca no avô por ter, juntamente com Donatela (Claudia Raia), armado um seqüestro para Flora (Patrícia Pillar). São personagens considerados "do bem", na trama, mas a teia de proteção que o dinheiro (poder) lhes dá não é ignorada quando lhes convém. Ambos já declararam que, para atingirem seus objetivos (o da vez é o de "proteger" a família), são capazes de qualquer coisa.
Os defeitos do pessoal do núcleo negro, por exemplo, nada tem a ver com a cor da pele (se bem que é uma idéia meio estranha essa...), mas com o acesso ao poder, com o fato de serem ricos. Aliás, é até forçado dizer que é a família negra; é a família de ricos, de políticos da novela.
Os pobres de "A Favorita" têm mais preocupação com a ética que os afortunados, até porque são mais vigiados pela sociedade. Dinheiro = Poder = Liberdade (que pode ser = Abuso). Flora, que em tese deveria ser mais "livre" para cometer atos ilícitos, se vigia o tempo inteiro, pois sabe que, entre outras coisas, não dispõe nem de dinheiro, nem de boa reputação e nem de contatos que a protejam caso as coisas andem mal para o seu lado.
O dinheiro/poder foi, por falar nisso, o divisor nos destinos das duas protagonistas da história: Donatela era casada com o morto (Marcelo) e, portanto, era influente e rica na ocasião do crime; Flora, além de ser "remediada", era "a outra". São irmãs de criação, tiveram um passado similar e possuem personalidades próximas, mas a questão é: não basta ser; é preciso estar do lado certo, na hora certa. Donatela tirou a sorte grande.
"Central do Brasil", como bem dizia o nosso nada saudoso WG (risos), é um filme que fala basicamente sobre a solidão. Dora (Fernanda Montenegro) tenta suprir a aridez sentimental pela avidez por dinheiro, o que só começa a mudar quando o menino cai de pára-quedas em sua vida. Situação semelhante acontece com o personagem de Lima Duarte em "Da cor...". Em ambos os casos, nada como a alegria infantil para amolecer um velho coração endurecido pela vida (e pelo desamor).
Antes de continuar falando de "A Favorita", queria fazer um parêntese sobre "Da Cor do Pecado". Além de ter revelado o potencial de JEC como novelista, foi nesta novela que senti que Gianecchini havia se tornado um ator. Outro parêntese, antes disso: Luiz Fernando Carvalho fez - pra "variar" - um excelente trabalho com Giane em "Esperança". É como sempre digo: se a direção de Carvalho e o texto de Nelson Rodrigues não derem jeito, desista do ator, que ali não tem mais solução! Acho que, para a crítica, o ator Reynaldo Gianecchini nasceu ali, em "Esperança". Para mim, foi mesmo em "Da cor...". Sou da opinião de que quando um ator consegue transmitir a emoção, a idéia da cena, só com o olhar, ele já está "batizado" na profissão. Dali em diante, é só aparar algumas arestas.
Uma das cenas que mais me marcou na teledramaturgia recente foi a do (re)encontro de Germana e Apolo (que, na verdade, era Paco).
Resuminho para quem não viu a novela: Paco e Apolo são gêmeos, filhos de Edilásia ("Mamuska") com o Afonso Lambertini (na época, ela era empregada da casa dele). Como a esposa do milionário não podia engravidar, ele forçou a empregada a dar-lhe o filho. Só que Lambertini nunca ficou sabendo que eram, na verdade, gêmeos, pois Edilásia ficou com um deles (Apolo), desapareceu do mapa e criou o filho como se fosse do marido (Sardinha), que ela conheceu após ter saído da casa do ex-patrão. Só Germana sabia da existência do outro gêmeo. Anos depois, Paco resolve sair de perto do pai - cujo abuso de poder ele sempre detestou - e encontra, por acaso, com o irmão Ulisses no momento em que ele acabara de sair de um acidente onde o outro gêmeo (Apolo) havia desaparecido. Paco também havia sofrido um acidente e foi dado como morto. A partir daí, ele se aproveita da situação para esquecer o passado e é acolhido pela família Sardinha - mas se passando por Apolo.
Pois bem, voltando a cena... Germana e Paco se encontram e ela fica maravilhada ao ver como Apolo se parece com o seu "filho" morto. Nessa hora, as lágrimas vêm aos olhos de Paco; ele não consegue encará-la, evita tocá-la. Primeiro, acho, porque ele vê como a ausência dele dói naquela que foi, na prática, sua mãe. Segundo, porque a saudade que ele sentia dela veio toda à tona naquele instante. E porque está se passando pelo irmão e encontra-se diante de toda a família, tem que domar o impulso natural de chorar, abraçar e beijar a pessoa que mais gosta dele no mundo - o que deve ser "duro, muito duro, duríssimo". Gianecchini está perfeito na cena. Se eu não me cuido, quase pago o mico de chorar junto com ele! :)
Lindo momento da trama! Lindo o trabalho do Gianecchini! Lindo o Gianecchini! hehe... Revendo a cena, assim, isolada no You Tube, não fica tão bom. Mas, no contexto da novela, foi excelente! Para mim, a melhor cena de todas! Por coincidência, apesar de não ter visto a reprise, me deparei com ela novamente no "Vale a Pena Ver de Novo". Quase chorei... de novo! hehe
Gosto muito disso em JEC, da simplicidade e da verdade com que ele descreve os sentimentos humanos. Adoro o texto de Manoel Carlos, mas às vezes ele poetisa demais, e, pelo menos para mim, menos é quase sempre mais. Porque o audiovisual é um sonho que acontece fora da cabeça, qualquer excesso faz você sair dele e "despertar". Um sonho que temos enquanto dormimos, se for "enfeitado" demais, dá na cara que é sonho. Diga aí se os sonhos que geralmente te impactam não são aqueles mais simples, que de tão ordinários e banais parecem mesmo situação da vida real? Na tela, quanto menor for a intenção de aparecer do autor, maior a chance desse fazer um trabalho sincero, realista, bem-sucedido.
"Maneco" tá perdendo a mão. Mas já chuparam até o caroço da criatividade desses novelistas. Quem tem mais alguma coisa a dizer, a essa altura da carreira? E a Globo não pode se queixar, pois está tendo sorte: JEC, Carrasco e essa autora da novela das sete, a Andréa Maltarolli, estão fazendo bonito.
Aliás, por falar em "Beleza Pura", gostaria de fazer um apelo, senão ao Skank, às agências de publicidade, ou à Som Livre, ou a Santo Expedito, em última instância: parem de gravar músicas que vocês sabem que ou vão parar na novela das sete ou vão servir para o comercial da Rider! Jota Quest, isso é para vocês também!
"Não me amarra dinheiro, não..." Tá certo!... Sei!... (risos)
ps.: tô gostando da trilha sonora sertaneja. altas recordações da fase goiana/brasiliense! kkkk
A impressão foi a de que havia pegado a novela já em sua metade, digo, em relação ao ritmo da narrativa. Particularmente, mil vezes isso que os inícios "poéticos" de um Benedito Ruy Barbosa da vida, que depois caem num tédio miserável nas tais "segundas fases" (Pra quê ele foi inventar isso? Tão melhor as construções de "Cabocla" e "Sinhá Moça"... Se bem que, não vou mentir, sou apaixonada pelo início de "Renascer"! Estreou no dia do meu aniversário, e até esqueci que era minha festa e parei em frente a tv para conferir a estréia de Leonardo Vieira. Que primeiro capítulo foi aquele?!). Odeio que me prometam o que não vão, mais tarde, cumprir. Prefiro ver pouco, num primeiro momento, e me surpreender positivamente, mais tarde. Mentira é a senha para ter acesso ao meu pior lado... Nossa, e como o horário de novelas da Globo andava mentiroso, meu Pai!...
O espelho tem duas faces - "A Favorita" trabalha com um conceito interessante: numa sociedade em que os discursos são cada vez mais manipulados, como saber quem fala a verdade? Provavelmente não tem nada a ver, mas, coincidentemente, é o mesmo tipo de construção ambígua que vem fazendo sucesso nas séries americanas como "Desperate Housewives" e "Lost". Além de enriquecer os personagens - que se tornam mais "gente como a gente" -, mantém a atenção do público na trama.
Mas JEC - como os noveleiros o chamam, pra facilitar a comunicação - relativiza os caráteres não é de hoje. Mesmo em suas tramas anteriores, mocinhos e vilões tinham seus momentos no "lado oposto da força". Como esquecer do Afonso Lambertini, de Lima Duarte, em "Da cor do pecado"? O melhor personagem do mineiro em anos!...
Na verdade, suponho, desde "Central do Brasil" que JEC é adepto da idéia de que um homem é suas circunstâncias, e de que o dinheiro, ao invés de só facilitar as relações externas, às vezes corrompe a dinâmica interna das pessoas.
Ontem, em "A Favorita", vi uma cena que exemplificava muito bem isso. Lara (Mariana Ximenes) dava uma bronca no avô por ter, juntamente com Donatela (Claudia Raia), armado um seqüestro para Flora (Patrícia Pillar). São personagens considerados "do bem", na trama, mas a teia de proteção que o dinheiro (poder) lhes dá não é ignorada quando lhes convém. Ambos já declararam que, para atingirem seus objetivos (o da vez é o de "proteger" a família), são capazes de qualquer coisa.
Os defeitos do pessoal do núcleo negro, por exemplo, nada tem a ver com a cor da pele (se bem que é uma idéia meio estranha essa...), mas com o acesso ao poder, com o fato de serem ricos. Aliás, é até forçado dizer que é a família negra; é a família de ricos, de políticos da novela.
Os pobres de "A Favorita" têm mais preocupação com a ética que os afortunados, até porque são mais vigiados pela sociedade. Dinheiro = Poder = Liberdade (que pode ser = Abuso). Flora, que em tese deveria ser mais "livre" para cometer atos ilícitos, se vigia o tempo inteiro, pois sabe que, entre outras coisas, não dispõe nem de dinheiro, nem de boa reputação e nem de contatos que a protejam caso as coisas andem mal para o seu lado.
O dinheiro/poder foi, por falar nisso, o divisor nos destinos das duas protagonistas da história: Donatela era casada com o morto (Marcelo) e, portanto, era influente e rica na ocasião do crime; Flora, além de ser "remediada", era "a outra". São irmãs de criação, tiveram um passado similar e possuem personalidades próximas, mas a questão é: não basta ser; é preciso estar do lado certo, na hora certa. Donatela tirou a sorte grande.
"Central do Brasil", como bem dizia o nosso nada saudoso WG (risos), é um filme que fala basicamente sobre a solidão. Dora (Fernanda Montenegro) tenta suprir a aridez sentimental pela avidez por dinheiro, o que só começa a mudar quando o menino cai de pára-quedas em sua vida. Situação semelhante acontece com o personagem de Lima Duarte em "Da cor...". Em ambos os casos, nada como a alegria infantil para amolecer um velho coração endurecido pela vida (e pelo desamor).
Antes de continuar falando de "A Favorita", queria fazer um parêntese sobre "Da Cor do Pecado". Além de ter revelado o potencial de JEC como novelista, foi nesta novela que senti que Gianecchini havia se tornado um ator. Outro parêntese, antes disso: Luiz Fernando Carvalho fez - pra "variar" - um excelente trabalho com Giane em "Esperança". É como sempre digo: se a direção de Carvalho e o texto de Nelson Rodrigues não derem jeito, desista do ator, que ali não tem mais solução! Acho que, para a crítica, o ator Reynaldo Gianecchini nasceu ali, em "Esperança". Para mim, foi mesmo em "Da cor...". Sou da opinião de que quando um ator consegue transmitir a emoção, a idéia da cena, só com o olhar, ele já está "batizado" na profissão. Dali em diante, é só aparar algumas arestas.
Uma das cenas que mais me marcou na teledramaturgia recente foi a do (re)encontro de Germana e Apolo (que, na verdade, era Paco).
Resuminho para quem não viu a novela: Paco e Apolo são gêmeos, filhos de Edilásia ("Mamuska") com o Afonso Lambertini (na época, ela era empregada da casa dele). Como a esposa do milionário não podia engravidar, ele forçou a empregada a dar-lhe o filho. Só que Lambertini nunca ficou sabendo que eram, na verdade, gêmeos, pois Edilásia ficou com um deles (Apolo), desapareceu do mapa e criou o filho como se fosse do marido (Sardinha), que ela conheceu após ter saído da casa do ex-patrão. Só Germana sabia da existência do outro gêmeo. Anos depois, Paco resolve sair de perto do pai - cujo abuso de poder ele sempre detestou - e encontra, por acaso, com o irmão Ulisses no momento em que ele acabara de sair de um acidente onde o outro gêmeo (Apolo) havia desaparecido. Paco também havia sofrido um acidente e foi dado como morto. A partir daí, ele se aproveita da situação para esquecer o passado e é acolhido pela família Sardinha - mas se passando por Apolo.
Pois bem, voltando a cena... Germana e Paco se encontram e ela fica maravilhada ao ver como Apolo se parece com o seu "filho" morto. Nessa hora, as lágrimas vêm aos olhos de Paco; ele não consegue encará-la, evita tocá-la. Primeiro, acho, porque ele vê como a ausência dele dói naquela que foi, na prática, sua mãe. Segundo, porque a saudade que ele sentia dela veio toda à tona naquele instante. E porque está se passando pelo irmão e encontra-se diante de toda a família, tem que domar o impulso natural de chorar, abraçar e beijar a pessoa que mais gosta dele no mundo - o que deve ser "duro, muito duro, duríssimo". Gianecchini está perfeito na cena. Se eu não me cuido, quase pago o mico de chorar junto com ele! :)
Lindo momento da trama! Lindo o trabalho do Gianecchini! Lindo o Gianecchini! hehe... Revendo a cena, assim, isolada no You Tube, não fica tão bom. Mas, no contexto da novela, foi excelente! Para mim, a melhor cena de todas! Por coincidência, apesar de não ter visto a reprise, me deparei com ela novamente no "Vale a Pena Ver de Novo". Quase chorei... de novo! hehe
Gosto muito disso em JEC, da simplicidade e da verdade com que ele descreve os sentimentos humanos. Adoro o texto de Manoel Carlos, mas às vezes ele poetisa demais, e, pelo menos para mim, menos é quase sempre mais. Porque o audiovisual é um sonho que acontece fora da cabeça, qualquer excesso faz você sair dele e "despertar". Um sonho que temos enquanto dormimos, se for "enfeitado" demais, dá na cara que é sonho. Diga aí se os sonhos que geralmente te impactam não são aqueles mais simples, que de tão ordinários e banais parecem mesmo situação da vida real? Na tela, quanto menor for a intenção de aparecer do autor, maior a chance desse fazer um trabalho sincero, realista, bem-sucedido.
"Maneco" tá perdendo a mão. Mas já chuparam até o caroço da criatividade desses novelistas. Quem tem mais alguma coisa a dizer, a essa altura da carreira? E a Globo não pode se queixar, pois está tendo sorte: JEC, Carrasco e essa autora da novela das sete, a Andréa Maltarolli, estão fazendo bonito.
Aliás, por falar em "Beleza Pura", gostaria de fazer um apelo, senão ao Skank, às agências de publicidade, ou à Som Livre, ou a Santo Expedito, em última instância: parem de gravar músicas que vocês sabem que ou vão parar na novela das sete ou vão servir para o comercial da Rider! Jota Quest, isso é para vocês também!
"Não me amarra dinheiro, não..." Tá certo!... Sei!... (risos)
Carreira de JEC
Trabalhos solo na televisão
- 2008/09 - A Favorita
- 2006 - Cobras & Lagartos
- 2004 - Da Cor do Pecado
Trabalhos como colaborador na televisão
- 2002 - Desejos de Mulher
- 2001 - Os Maias
- 2000 - A Muralha
Trabalhos no cinema
- Central do Brasil (1998)
- O Primeiro Dia (1998)
- Castelo Ra-tim-bum (1999)
- Orfeu (1999)
- Cronicamente Inviável (2000)
- O Filho Predileto (2001)
- A Partilha (2001)
- Seja o que Deus Quiser” (2002)
- Redentor (2003)
- Cristina quer Casar(2003)
- Deus é Brasileiro (2003)
- A Dona da História (2004)
ps.: tô gostando da trilha sonora sertaneja. altas recordações da fase goiana/brasiliense! kkkk
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