terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Keanu debaixo do nosso nariz!

Na moita
09/12 - 19:00 -
Esta só mesmo o Glamurama para descobrir. Quem está na Bahia desde quinta-feira passada abaixo do radar dos curiosos são as estrelas hollywoodianas Orlando Bloom e Keanu Reeves.

* Hospedados na Praia da Tiritica, os atores chegaram de van com um grupo animado de amigos para visitar a comunidade local Porto de Trás, em Itacaré. Keanu, que conversou com os locais falando português (isso mesmo!), fez aula até de capoeira junto com Orlando e os amigos. E já marcou mais outras.

* Lições de surfe também estão na agenda brasuca da dupla, que foi vista domando as ondas durante os últimos dias. Quem conversou com os astros conta que, além de simpáticos, eles fazem o tipo low profile, o que se comprova pelo fato de terem escolhido ficar em uma pousada em vez de optarem por um resort.

* Vale lembrar que esta é a segunda visita de Orlando ao Brasil, que esteve na Bahia e no Rio durante o Réveillon de 2004, junto com a ex-namorada Kate Bosworth e o casal de amigos Charlize Theron e Stuart Townsend.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Adiós, cariño!

Ohhh, Pacheco não está mais entre nós [ou nosotros]!... Meu locutor favorito era um doce! Não o conheci pessoalmente - por culpa de "Cláuuudio Liaalllll" -, mas só de perceber a sua educação e paciência em agüentar cada ouvinte chato do caramba entrando ao vivo... O povo lia poesia, relembrava coisas desinteressantes do arco da velha, reclamava da má vontade governamental com a Fonte Nova, e por aí ia... Pacheco tinha um sotaque meio portenho que me cativou muchísimo desde a primeira vez em que o sintonizei - coincidentemente, a caminho da minha aula de espanhol!
A matéria a seguir foi retirada do Jornal da Metrópole, de 05 de dezembro último. Nela, havia uma foto do lo más de la radio. Não consegui pegá-la na internet. Confesso, fiquei desapontada. Uma imagem tão certinha não combina com a dramaticidade da sua locução! Esperava Carlos Gardel e vi foi Ian McKellen. Sei lá, pintar o cabelo de negro - como Silvio Santos e Raul Gil fazem -, um bigodinho de vilão dos anos 40, um anel de ouro no dedo, isso seria mais a cara do meu cavalheiro radiofônico do que cabelho grisalho e camisa de botão! hehe... Bem, sem dúvida, Almoçando com Pacheco Filho vai fazer falta! :)

PS.: Sem saber que já havia falecido, me dei um "sesión de bolero", essa semana. E enquanto Pacheco via, pela última vez, "O corcunda de Notre-Dame", eu pesquisava sobre essa história no Google. Que sincronia! Que encaixe de almas! hahaha... Isso me lembrou a letra de um bolero do qual gosto muito, Sabor a mí: "Yo no sé si tenga amor la eternidad, pero alla, tal como aqui, el la boca llevarás... Sabor a mí".


Adeus, Pacheco Filho

Balbino Pacheco de Oliveira Júnior, conhecido como Pacheco Filho, nasceu em Salvador em 15/10/1926 e começou sua carreira no rádio aos 16 anos, depois de um concurso para locutores na Rádio Excelsior. Ele foi rapidamente afastado do cargo por conta de sua pouca idade, que não lhe permitia trabalhar. Quando o empresário Almeida Castro voltou à rádio como diretor, convocou Pacheco para retomar o cargo, visto que ele tinha quase 18 anos.
Com Humberto Santiago, Pacheco aprendeu a fazer radioteatro e foi galã da radionovela "A mulher inesquecível". Tempos depois, foi para Pernambuco trabalhar na Rádio Sociedade. Rapidamente, Pacheco se tornou produtor de programas, locutor e radioator. Dirigiu o setor artístico da Rádio Cultura, onde fazia diversos programas, sendo o mais conhecido deles o "Só para mulheres". Antes do lançamento do programa, a rádio costumava desligar os transmissores no horário entre 14 h e 16 h para que o "transmissor pudesse descansar".
O empresário Paulo Nacif começou a achar esta pausa um desperdício de dinheiro e convidou Pacheco para fazer um programa no horário, que seria baseado unicamente na interação com o público. Foi o primeiro programa brasileiro totalmente improvisado em conversas com os ouvintes. Para testar a audiência, Pacheco convocou os ouvintes a trazerem bolos para a emissora no aniversário de um mês do "Só para mulheres". No dia combinado, a polícia precisou conter a multidão. Pacheco Filho sempre foi conhecido por seu jeito cativante e extremamente polido que conquistava os ouvintes, sobretudo as mulheres.
A família de Pacheco era muito ligada à política. Seu pai havia sido vereador e deputado, seu tio idem e outro tio chegou a ser senador. Dois anos antes das eleições, seu pai morreu e começou a haver uma pressão familiar para que ele assumisse o lugar. Inicialmente, ele não queria, mas começou a se afeiçoar à vida pública e se tornou vereador em 1959.


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Bolero só para Pacheco Filho

"Frio en el alma porque no estás conmigo..."
[Gregório Barrios]

Pacheco Filho, uma delicadeza. Coluna empertigada para honrar a voz. Vincos fundos no rosto, carteira no sovaco, camisa de botões. Homem de gotejar uma indignação diária. Erguia o dedo e um discurso iracundo. "Não leio mais esta porcaria!" - e estalava o jornal na mesa do café. "Já leu a história de Marina transar com Gal Costa? Pois publicaram!"

Dividia musicalmente as sílabas, esse Balbino Pacheco de Oliveira Júnior. Na década de 40, quando iniciou a carreira radiofônica, arrastava as fãs e os erres. Guapo, bigode à Orlando Silva, amaciava travesseiros no programa "Só para mulheres...", da Rádio Cultura. Seu charme nascia da respiração. E a popularidade o conduziu à Câmara de Vereadores de Salvador (1959-1962).

Não fez mal em largar o emprego para cortejar uma bailarina em Buenos Aires. Outro amor retornou nos anos da velhice, na Rádio Metrópole (única a abrigá-lo nos anos finais). A fã em idade provecta surgia no ar, e mordiscava. Pacheco, assim-assim, ressabiado, esboçava o desgrude. Mas a madame insistia em relembrar as noites de priscas eras. Longe dos microfones, ela segredou: "Aquilo que você me pediu há 30 anos, eu posso lhe dar agora..."

Pacheco se definia por canções e filmes. Conhecia profundamente a música brasileira e o cancioneiro espanhol. Nos últimos dias, sobraçava uma cópia do filme "O corcunda de Notre-Dame". Nem a versão de Anthony Quinn, nem a de Lon Chaney. Preferia Charles Laughton, da RKO.

Guardava as cerimônias dos locutores de antanho. O naufrágio do universo radiofônico imprimiu à sua voz uma cadência anacrônica. Alertei-o que uma amiga era sua fã. E ele se desfez, no microfone, em forma de música: "Só nós dois é que sabemos/ O quanto nos queremos bem/ Só nós dois é que sabemos/ Só nós dois e mais ninguém".

Era o radialista da palavra medida, da memória de almanaque; e não das ameaças veladas, da valentia contada na bandeira 2, dos achaques de outras bocas da Província. Gramou a pobreza, ao fim da glória que não consola. Um entre tantos náufragos da era de ouro.

Aos 82 anos, sentia a perda do fôlego, o desfazimento do corpo. Como haveria de reconquistar as fãs que lhe negaram o ouro há 30 anos? Para Pacheco, uma música a mais: "Frio en el alma", de Miguel Ángel Valladares, na voz de Gregorio Barrios. "Qué loco empeño/ de revivir las cosas/ de un pasado ya muerto,/ del fantasma de ayer."

Claudio Leal

Frase da Semana

"Abraço e punhalada a gente só dá em quem está perto."

Otto Lara Resende, jornalista e escritor mineiro.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

GINO

“Picaaaaaaaas, tchê!”. Ninguém nunca entendeu o que tão exótica saudação significava - mas também ninguém nunca se interessou em perguntar. Da figura em questão, esperava-se qualquer coisa, inclusive frases absurdas. Eu tenho a minha teoria sobre o bordão do personagem deste post, porém isso não vem ao caso... O “criativo” autor da frase acima é o vô Gino, amigo da família desde 1900 e lá vai fumaça, a quem minha irmã mais velha cresceu chamando de vô, e, por tabela, se tornou meu avô e de minha outra irmã, também.

Ginobaldo Simões dos Santos nasceu em Ilhéus, a 28 de abril de 1928. Aos 18 anos, mudou-se para São Paulo. Queria trabalhar com aviões e em não muito tempo, conseguiu realizar o seu sonho: virou mecânico de aeronaves. Casou-se, teve duas filhas. Separou-se e foi para Brasília levado por uma nova namorada. E depois arranjou, por lá, outra, que pra azar de tia Marinalva era ela, a própria.

Aqui vai minha primeira alfinetada em Gino – o Baldo: não o desejaria a minha pior inimiga. No duro! Com vô Gino e Tia Marinalva percebi, 15 anos antes de seu Marquinhos, pai de Julia, nos dizer que mulher namora qualquer um, “e só não investe na cobra porque não dá pra saber o sexo do animal”, que a falta de critério no amor é uma falha do cromossomo X.

Minha tia, que era uma mulher risonha, bem-sucedida e elegante, nos anos seguintes, com Gino, perdeu tudo... menos o bom-humor, graças a Deus! Mas todo mundo dizia, pelas costas: “Gino acabou com a Marinalva! Coitada!...”.

Um dia, já adolescente, e cansada de saber dos casinhos de dr. Gino, perguntei a minha mãe como é que um sujeito velho, barrigudo, chato, bruto, pobre, etc, etc, conseguia ter esposa e ainda amante. Minha mãe ficou muda. Realmente, era um afronto à lógica.

É. Não adianta querer discutir o sexo dos anjos. O caso é que, com o tempo, a gente entende que mulher ama diferente de homem, e no fim são eles que se dão bem: o cara pode ser um traste e a mulher o quer porque ele desperta nela “aquele sentimento”; o homem pode não sentir nada pela mulher, mas ele a quer porque “ela é conveniente na vida dele”... e só enquanto não surge outra melhor. Que diabos o Gino despertava na Marinalva, eu nunca entendi. Carma? Amarração para o amor? Autoflagelação? Falta do que fazer? Vá saber...

Baldo, o Gino, é a cara do Natal. Todos os de minha infância me trazem a lembrança dele. Uma vez, me perguntou o que queria ganhar. Tentei exercitar a minha humildade goiana, e num ato de hipocrisia pura, disse: “Ah, vô, qualquer coisa. O que você quiser me dar!”. E ele obedeceu, sem a menor cerimônia: me deu uns papéis de carta, que eu odiei, mas sorri, agradeci a lembrancinha, enquanto dizia, em pensamento, pra mim mesma: “Otááária! Toooma pra aprender!”. No ano seguinte, entretanto, me vinguei: pedi o LP do Bozo – e ele que se virasse pra achar essa “raridade” pelas lojas de Brasília. Pra minha surpresa, ele comprou.

Foi surpresa mesmo, porque Gino era conhecido pela sovinice crônica. Era padrinho de minha irmã do meio. Quase nunca dava presente. No seu aniversário de quatorze anos, lhe deu um cheque que deveria equivaler a uns R$ 20, hoje. Minha irmã nunca conseguiu descontá-lo. Quando chegava perto do dia combinado, ligava Gino [nessa época, já residindo no Rio de Janeiro]: “Ó, não desconta, não! Segura aí!”. Minha irmã passou várias semanas “segurando aí”. Um dia, mandou um recado via meu pai: “Diga ao vô que o que ele gastou de interurbano me mandando não descontar o cheque, já dá o dobro do valor”.

Suas férias, depois que a gente se mudou pra Bahia, passaram a ser total free. Olha que moleza: A Vasp dava direito às passagens, e ele ficava aqui em casa, de boa, sem fazer nada. Se fosse só isso...

Gino passava dois meses aqui – de março a maio – e eu demorava mais dois meses pra me recuperar psicologicamente disso. Primeiro, que ele grudava no banco da frente do carro de meu pai. Segundo, que o sujeito acordava às cinco da manhã e tomava uma chuveirada – que por vezes nos acordava -, de uns 40 minutos. Depois, pegava todas as verduras da geladeira, metia na centrífuga pra fazer um único copo de vitamina. Não é exagero, não: era uma cacetada de coisas pra render um misero copinho! E se a gente desse o azar de cruzar com ele na cozinha, nessa hora, ele sacava uma tabela com as “propriedades” de sua receita matutina e dava uma “aula” de nutrição.

Sim, ainda tinha essa: era metido a sabichão. Quando Renata e eu começamos no inglês, um dia foi nos buscar com meu pai. Tirou a maior onda:

- Porque quando eu estudava inglês, a gente não conversava em português nem no intervalo! Quero ver se vocês sabem: I am, you are, he is...

Não passava disso. Um dia, minha irmã não se agüentou e me puxou pela gola, no banco de trás:

- Ele sabe inglês coisa nenhuma! Já reparou que ele não sai nunca do verbo To Be?!

Era todo cheio dos apetrechos semi-inúteis. A primeira vez que vi uma mão de plástico [pra coçar as costas] foi na casa dele. Uma vez, nos presenteou com um “mexedor de bebidas”. Coisa “utilíssima”, afinal é uma tarefa e tanto mexer o café com leite, o toddy... Mas o pior é que o treco era viciante. Ganhei por volta de 96 e ele se foi mais ou menos em 2000. Gastei pilhas e pilhas só pra ver aquele trequinho mexendo os líquidos. Confesso: até que era massa! hehe

Ninguém merecia aquela criatura... Que, acima de tudo, nos fazia passar vergonha. A barriga de Gino podia ser vista a 10 km. Minhas colegas, na saída da escola - quando mais uma vez ele estava grudado no banco da frente -, ao ver tão extensa pança, me perguntavam, com um risinho de canto de boca:

- Aquele lá é o seu avô, é?

Eu só balançava a cabeça afirmativamente.

Durante uma temporada, a barriga tava tão grande que a turma da praia o apelidou de “Ginossauro”. Ainda assim, Gino se achava “o delícia”...

Ainda por cima, o figura era sonâmbulo. Morávamos em prédio, e havia uma italianada chata pra burro, dona de restaurante, que chegava muito tarde – coincidentemente, quando nosso agregado resolvia dar umas “voltinhas” debaixo do bloco, durante o sono. Perdi as contas de quantas vezes fomos “caçá-lo” pra que o povo não desse de cara com ele zanzando por aí [sabe-se lá em que traje!]...

Um dia, o mico foi dentro de casa mesmo.

Feira das Nações, sabem como é: vários detalhes para resolver de véspera. Minha irmã convidou a amiga para dormir lá em casa. Conversa vai, conversa vem, e eu vou no quarto. Quem eu encontro lá, no colchão onde ia dormir a menina? Gino, chutando o Baldo das boas maneiras: roncando pra caramba, deitado de bruços [quase uma gangorra humana, porque a pança, tocando o chão, criava um desequilíbrio tremendo entre as partes do corpo]. Chocada com a cena dantesca, chamei as meninas. Minha irmã caiu na risada. A amiga ficou toda sem graça. Eu fiquei refletindo sobre as implicações da posição gangorra de “seu” Gino – acordo ou não acordo ele pra se ajeitar nessa zorra?

Digo e repito: ninguém merecia aquela criatura de hóspede! Por isso, após anos comendo o pão que o diabo amassou, de março a maio, resolvi apelar a Deus, nosso Senhor. Rezei, rezei e rezei muito, dois meses antes da data fatídica. Um dia, toca o telefone. Era Gino avisando que não ia poder vir, que FHC havia tirado o direito a passagem, e blábláblá... Nossa, aquilo pra mim foi final de Liga Mundial! Desculpem-me os politicamente corretos, mas eu sambei no meu quarto, de felicidade! Dididipá!...

No ano seguinte, minha fé foi um pouco longe demais: Gino novamente não poderia vir, mas porque faleceu. Fiquei um pouco desconfiada. “Será que foi por que rezei pra ele não vir?” Minha mãe, impressionadíssima com a coincidência, ficou dizendo “Ta vendo! Ta vendo! Olha só o que você foi arranjar com essa sua brincadeira!...”. Meu melhor amigo, “chocado”, apenas perguntou: “Juliana, mas que porra foi essa que você fez?!”. Mas, claro, sarros à parte, Gino partiu dessa para a melhor porque abusou demais de seu organismo em vida – “prefiro não comentar”. O estrago que os maus hábitos fizeram em seu organismo foi tão grande, que nem “as propriedades” de sua "santa" vitamina matinal puderam evitar.

Anos mais tarde, eu que não sou nem um pouco de sonhar, sonhei com ele. O mesmo físico, mas uma expressão relaxada, feliz, que não batia muito com o Gino da vida real – um cínico de carteirinha. Ele estava muito bem. Fiquei feliz por ele e por mim - pelo visto, já liberada da maldição [rs]. E que ele não me escute, mas até que faz um pouquinho de falta sim - muiiito de vez em quando, mas faz. Só um pouquinho.

domingo, 30 de novembro de 2008

Bora, Baêa!!!

Banharam de criptonita o uniforme do Super-Homem do Bahia! Não foi dessa vez que o time foi "para o alto e avante"! Torci muchísimo, mas não deu dessa vez! :(
Foi azar. Na Era Arturzinho, só deu empate [aliás, o último jogo, contra o Gama, deu em empate]. Se pelo menos metade deles tivessem sido revertidos em derrotas para os adversários, o time estaria, talvez, lá na série A, a essa altura... Mas o Bahia não fez feio, não! Apesar de uma recente fase "Balança mas não cai", terminou em 10º lugar. E esse número - 10 -, no futebol, costuma trazer sorte. Tomara mesmo! O Bahia precisa pôr fim a essa sina de Maria do Bairro, porque nem eu, que adoro um dramalhão mexicano, tô tendo mais saco pra tanto azar! :D
Mas, aguardem!, que dias melhores virão! É o Bahia na primeira divisão em 20...10!!! - e tenho dito!!!

Claudinho fez uma matéria sobre o time com Gilberto Gil. Vale a pena dar uma conferida.

sábado, 29 de novembro de 2008

Abril-te Sésamo!


Pois é, a editora Abril anda revolucionando!
Olhem a capa de Veja, desta semana: pra quê ler Reader´s Digest, se temos uma revista riquíssima que dá destaque aos heróis e dramas do dia-a-dia?!

Mais uma capa de Nova com a Angélica vem por aí. Há algum tempo, já vinha percebendo que a revista em questão sofre da "síndrome da Santa Ceia": são sempre as mesmas doze a posar para as suas capas.

E por falar em Nova Cosmopolitan, me senti traída. Ou melhor, senti que a revista foi traída. E pela sua própria editora, que criou a versão de saias da Men´s Health, a Women´s Health - o Ken ganhou sua Barbie, mas eu preferia a nossa velha e "boa" Susie, mesmo!... Eu me senti uma leitora feita de idiota, sabe? Há séculos, quando pousava nas páginas de Nova, fazia questão de colaborar nas enquetes para a Men´s Health, crente que estava dando um empurrãozinho ao romance entre as duas publicações e tal, e agora eu descubro que o par de MH não é a Nova!... E aí? Fiz ou não fiz papel de besta?! Tô passada!...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

"Então é [quase]Natal... e o que você fez?!"

Você, eu não sei. Só sei do que fiz [no máximo, do que Fernanda fez! :P]!
Papai Noel, eu me comportei, viu? [até no Sfrega! Pode acreditar! :D]

Um ano, 12 meses... Muitos planos, muitas emoções, algumas descobertas.
As coisas, pelo menos pra mim, nunca saem conforme o planejado [mas isso não quer dizer que eu saia no 0x0]. Eu ainda planejo de descarada que sou! [rs]
2008 foi um ano sui generis, mas bastante proveitoso do ponto de vista pessoal. Gostei, por exemplo, de ter aderido a certas posturas, digamos, mais modernas. Vejam, até fui ao ginecologista, este ano! Brincadeira, brincadeira [foi grosseiro, mas eu não quis perder a piada!]... Não mudei uma vírgula no meu comportamento [e acho difícil que aconteça, a essa altura], entretanto abri a mente para outras idéias, ampliei minha visão de mundo. É nisso que dá conhecer gente nova! Aliás, conheci algumas pessoas que vão ficar na memória! :)
Mas, confesso, que se 2009 for tão intenso quanto 2008, vou começar a considerar a hipótese de pedir as contas e me mudar para Marte! [rs]
Espero boas notícias para 2009 [uma em específico...].
Do Natal, não espero nada. Acho que a festa só vai voltar a significar quando aparecerem os sobrinhos/filhos. Mas Natal é bom de qualquer jeito. Eu gosto só por ser Natal. :)


* No destaque, meu amigo Jean - moço de ouro, coração boníssimo e o sorriso mais bonito de Juazeiro! Pois é, não recebi a visita do bom velhinho em 2007, mas Jean veio no lugar... e não fez feio! hehe... Natal bom é assim: cheio de gente, de amigos!
Essa minha cara de sono, cá entre nós, tá "ótima"! rs

Fraude total!

Olha, tô começando a ficar descrente dessas listas.
A primeira a causar polêmica foi a da Rolling Stone Brasil.
Depois, veio a eleição dos homens mais sexies da People. Fraude total [desde que essa onda de "promover a diversidade" pegou, essas eleições nunca mais foram as mesmas. Algumas escolhas são descaradamente "politicamente corretas"!].
Mas a da VIP, das 100 + sexies, se superou!
Pense numa lista que traz Giovanna Antonelli em 97º, Daniela Sarahyba 88º, Jennifer López em 87º, Carolina Dieckmann 34º e, por outro lado, Joelma [Calypso] em 48º, Jaque Khury 9º [que mais parece a Cassandra Peterson, de "Elvira, a rainha das trevas"], Deborah Secco em 3º!!! [Alguém me explica o que tem de sexy em Deborah Secco!!!!]
Detalhe básico: são os leitores que escolhem! Tsc, tsc...
Ou seja: mulheres de bom senso, esqueçam o homem brasileiro [e o seu mau gosto]. Verão vem aí, e uma boa pedida é investir nos estrangeiros![Mas esses, de vez em quando, pegam cada uma!... rs]

sábado, 22 de novembro de 2008

Sem lenço, sem documento

Eu estava pensando em como economizar, no que cortar, quando Tia Galisteu me veio com a solução [rs]:


Sou do tipo sem calcinha

Adriane Galisteu, apresentadora, contando ao jornal "Extra" que, sempre que pode, dispensa a peça íntima.

ps.: hoje é aniversário de Ticiana. Aniversário no sábado é tão bommm!...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Frase da Semana

  • “O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que as pessoas escalassem o Everest ou fizessem grandes sacrifícios. Ele só pediu que nos amássemos uns aos outros.”
(BACCELLI, Carlos. O Evangelho de Chico Xavier. São Paulo: Didier, 2000, p. 109)

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Aussie Boys









Entre as coisas "essenciais" do ano está, sem sombra de dúvida, a eleição do "Sexiest Man Alive" da revista People! Ah, eu não me esqueço da primeira vez em que pus as mãos numa People impressa com a foto do homem do ano, Richard Gere [2000]! É marcante! [risos]
Neste ano, elegeram o australiano Hugh Jackman [Wolverine, de "X-Men"]. Aliás, o primeiro eleito pela People foi um outro australiano muiiiito sexy, Mel Gibson [vou tomar um suco, ali, e já volto!... :P].
Eu já falei, aqui, da minha admiração pelos genes irlandeses, né? Pois esses genes definitivamente foram providencais para a constituição da beleza masculina no novo mundo!
O que gosto nos australianos, ou nos atores australianos, pelo menos, é o fato deles nunca terem tido cara de menino, como acontece com os descendentes de irlandeses da América. Na Oceania, eles já nascem com cara de homenzinho [vide o galãzinho da foto acima, mr. Caio!], cheios de charme. Qualquer dúvida, peguem aquele filme "Dez coisas que odeio em você", com o Heath Ledger ainda adolescente, ou "Mad Max", que foi filmado quando Mel estava com apenas 22 aninhos.

Bem, pra quem quiser dar uma conferida na lista deste ano, segue o link: http://www.people.com/people/package/0,,20237714,00.html

De "Santos" ele não tem é nada!


Silvio Santos tá encapetado!
Primeiro, inventou uma chamada pavorosa para a novela escrita pela mulher ["Depois da eleição, vem aí ´Revelação´". Há uns quinze anos, lançou uma novela mexicana chamada "Eu não acredito nos homens". A chamada ficou assim: "Depois de ver 'Eu não acredito nos homens´, vocês é que não vão mais acreditar nas mulheres". Pode?!...]. Agora, veio com uma tal máquina da verdade, que o auxilia numa das tarefas que ele mais gosta, em tv: deixar o povo na saia-justa.
Confira algumas das perguntas do "Nada além da verdade":

Silvio Santos: Você é gay?
Daniel [cantor]: Não, muita gente fala isso por aí. Já pensou se a máquina confirma? Meu negócio é mulher.
A máquina: Verdadeira

Silvio: Já colocou enchimento na cueca para fazer volume?
Kiko [KLB]: Não. Elas não olham o volume para ver se é bom.
A máquina: Falsa

Silvio: Você se acha mais bonita que suas amigas?
Preta Gil: Gente, sou mais bonita que a Carolina Dieckmann e a Ivete Sangalo? Não! Me acho linda, mas cada uma tem a sua beleza. Mas mais bonita, eu não sou.
A máquina: Falsa

Silvio: Você tem orgasmo?
Roberta Close: Sou uma mulher normal, completa, com orgasmo e com ponto G.
A máquina: Falsa

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Para um amor de outro planeta

Não, não, amigos da Rede Globo, I´m not in love - embora venha aí um trígono de Plutão com a minha Vênus natal que promete abalar as estruturas de minha vida afetiva ["O amor e o poder"! Uhuuu!... Quero ver se esse tal de Plutão é "ão", realmente, ou se fizeram certo de rebaixar tal planeta a um mero "Plutinho"! hahaha]!
Mandaram-me este texto, pedindo que o postasse aqui. Tia Ju segue apenas ordens. De resto, a pessoa em questão me pediu, ainda, um último favor. Segue o recadinho do/a remetente, ipsi literis:
"Eu queria mandar um beijo pra minha mãe, pro meu pai e pra você!".
Beijoca pra você também, fofura! Smaacc! kkkk (foi Fernandinha quem me pediu, mas eu não vou contar-á! ;P)

Segue o tal texto [ó pra Hagamenon!... A propósito, o que será que ele quis dizer com "acredito também no amor que se compra"?! Na verdade, sei, mas prefiro não comentar! rsss]:



Hagamenon Brito - hbn@correiodabahia.com.br

No amor, nosso passado determina nosso porvir. Não porque os amores se assemelhem, nem porque tenhamos adquirido certa experiência, mas porque as angústias sofridas nos alertam, ainda que sem consciência disso, e nos obrigam a aproximar com maior prudência de amores que julgamos mais fáceis, menos complicados.

E então não nos colocamos inteiros sobre o tapete verde desde o princípio, antes avançamos com precaução, como o caçador que foi aprendendo, sem sentir, os costumes da presa e as leis, não muito mutáveis, da caça. E não adianta lamentar os amores passados ou as vezes em que a presa foi mais esperta. É tolice.
A plenitude do amor pode chegar a transformar-se numa dor inimaginável e numa humilhação por caminhos de fraudes, de ciladas, de espreitas, de adultérios. Ou pode transformar-se numa certa frieza positiva, que calcula por fim o que custa e o que nos traz; que percebe o desequilíbrio do pacto que firmamos.
Um grande homeboy disse que eu me tornei cético no amor cedo demais. Prefiro outro adjetivo, realista. Agora, acredito também no amor que se compra. De preferência, numa tarde agradável, como diria Gore Vidal. A brisa é uma boa companhia para os prazeres da carne, sempre mais agitados do que os do espírito.
O amor é como esses venenos que não imunizam, antes provocam efeitos acumulativos, e recaem sobre os envenenamentos anteriores, sobre as doses já assimiladas, até causar a morte. A maioria dos amantes não liga a mínima para os efeitos colaterais que toda paixão causa: quer vivê-la e pronto.
A passagem do amor à indiferença é um salto difícil: quase nunca acontece. Fica a mágoa ou a afeição indulgente e moderada. Há rejeitado que nunca esquece o amor que se foi. É um tipo obtuso. Geralmente, recorre ao orgulho ferido para disfarçar a sua incapacidade de autocrítica. O inferno não é o outro.

Morbidez


Esta semana, como sempre faço todo sábado, fui ler a Veja. Muita gente não gosta da revista; eu também não. Mas é a única semanal cujo texto é tolerável. Também acho uma infantilidade essa exigência por perfeição. Quantos doze anos você tem? Nada é perfeito nessa vida. Seja inteligente: aproveite o que é bom e ignore o que é ruim, ora! Se a maçã tá um pouco estragada, corte a parte podre e caia de boca no resto, ué! Ora, ora!...
Pois bem, a capa dessa semana é o Fábio Assunção. Para quem não sabe, o galã global pediu dispensa de "Negócio da China" para se tratar do vício em cocaína.
A revista não foi mau caráter com o ator. Não, não achei. Por outro lado, penso que não foi apropriada tal exposição. O cara já deve estar arrasado por ter perdido o autocontrole ao ponto de já estar sendo irresponsável com a sua carreira. A última coisa que alguém precisa, numa situação dessa, é ser exposto. Sei lá, acho que é uma situação tão delicada quanto um suicídio. Ao contrário do que muita gente pensa, o usuário de drogas muitas vezes não é o bad boy, o durão; pelo contrário: os que conheci eram extremamente frágeis, carentes.
Mesmo com "todo o respeito" da Veja, me pareceu de mau tom "chutar cachorro morto". Mas, certamente, venderam horrores com essa história.

Há muito tempo, ando meio intrigada com essa morbidez da nossa sociedade.
Certo, há uma parcela da população - principalmente a menos estudada e ociosa - que adora o noticiário carniceiro. Mas há tragédias que mobilizam a atenção de muita gente, inclusive de muita gente boa. Todo mundo ficou grudado no caso Isabella, no caso Eloá. Um ou três dias, é compreensível, mas chega num ponto em que uma pessoa normal já não agüenta mais.
Parecem hipnotizadas. Credo!
Eu me pergunto, sinceramente, por que as pessoas se prendem tanto a esse tipo de caso, a essas misérias. Não consigo nem pensar em algo que me seja satisfatório como resposta a essa pergunta. Só sei que isso é indício de algo que se não é ruim, também não é bom, em nossa sociedade.
Um momento de reflexão, please.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

No Túnel do Tempo!

Cara, o tempo passa muiiito rápido! Já faz dez anos que prestei vestibular. Só percebi quando vi, ontem, a matéria sobre o vestibular, na tv. "O tempo é um ladrão". Não, não. Não ainda, no nosso caso.
A parte mais gostosa do vestibular, claro, foi a Festa dos Aprovados. Toda aquela galera que passou um ano junta, reunida, e já com a certeza de dever cumprido [ô!...]. Coisa boa!... Lembro que saí no lixão! [risos]
Ainda lembro do dia, ou melhor, do final de semana de provas da UFBA. Não dormi nada - pra variar -, com medo de perder a hora. A prova foi tranqüilíssima; eu tinha me preparado, aos pouquinhos, o ano todo. Empolguei-me tanto com Biologia, no cursinho, que fiz 70% da prova. Eu até cheguei a considerar Odontologia. Será que teria gostado? Bem, a Inglaterra poderia ser minha mina de ouro, a essa altura! hahaha... Também cheguei a pensar em Direito [eeeita! Teria sido colega de Companheiro Antonio!]. O povo daqui de casa sempre disse que eu levava jeito [talvez por estar sempre na "oposição"], mas achava chato. Na verdade, queria fazer Rádio & TV, mas não tinha curso disso por aqui. Na verdade, eu não sabia ao certo o que queria, e Comunicação me pareceu o menos chato. Jornalismo ganhou num sorteio que fiz entre 4 habilitações. :P
Mas acho que meu comportamento altamente relax na prova chocou o fiscal [risos]: eu comi Passatempo, deitei em cima da prova, fui ao banheiro zilhões de vezes, enfim, e ainda conquistei minha vaguinha no 1º semestre! Uhuuuuuu!... rsss... Por caminhos estranhos [e processos atrapalhados], as coisas, no final, acabam dando certo para mim.
Lembro de Juliana Protásio e de Julia. Protásio estava na minha frente, antes do início da prova. Eu não conhecia ninguém ali [meus colegas de curso, em peso, estavam prestando para Medicina]. Fiquei prestando atenção naquela menina estranha. A mãe grudada nela e ela conversando com uma amiga de colégio. Mamãe Protásio estava encantada de estar ali, com a filha única, no momento do vestibular. Só faltou a música de fundo. Ela quase entrou com a filha na sala, mas Juliana percebeu a tempo, e com toda aquela "delicadeza" que lhe é característica [acho que é mal de Juliana...], disse à senhora: "Desgruda, mãe!". hahaha... Fiquei com pena da bichinha!...
Julia foi um caso de irritação à primeira vista [risos]. Lembro que estava entregando a minha prova, quando ouvi uma voz estarrachada, quase gritando: "Ô menina, chama aí esse fiscal!". Demorei um pouco a perceber que era comigo, e pensei que um "por favor" nessa sentença teria caído bem. Mas como mamãe sempre me disse que não é bom contrariar maluco, fiz o que ela queria. rssss
Dia da matrícula. Pra variar, cheguei atrasada. Jorge, Cid e Juliana conversavam. Pedi a caneta a ela [também tinha esquecido a minha]. Na minha frente, outra retardatária: Julia. Fomos as últimas.
Depois disso, dei uma sumida de SSA. Reapareci quase em abril, perdi um monte de aulas [quase bombei por falta. Tinha uma imagem muito mais relax do curso de Comunicação e dos estudantes de Jornalismo]. Perdi o bonde das apresentações. De qualquer modo, não adiantaria nada ter chegado cedo. Os grupinhos já vieram formados do Anchieta, do ISBA, do Integral, etc [só fui encontrar o meu igual no semestre seguinte: Davi]. Vi, num cantinho, Mariana. Puxei conversa. Ela é quieta e eu simpatizo com a cara dela. Minutos depois, quem se junta a nós? Julia. Depois dessa, me rendi; tive que me conformar! hahahaha

Todas as fases são especiais. Já passamos por algumas e outras estão por vir. Mas a faculdade é um pouco mais especial. As pessoas que você encontra lá, os eventos, as viagens, os projetos em grupo... Talvez por ser um tempo de escolhas. Sinto muita pena de quem entra em qualquer universidade, só por entrar, ou de quem só bate o ponto e não adentra no clima universitário. Eu não tinha consciência de muitas coisas naquela época, mas sabia de uma coisa: que aquele tempo era único, tanto do ponto de vista da experimentação profissional, quanto do aprendizado e da constituição das amizades. E apesar de ter aproveitado, sinto não ter aproveitado mais!
Foi um tempo, apesar das dificuldades, bem "maaaaraaa"! ;)

sábado, 15 de novembro de 2008

Até o fim

Jabour fala sobre o amor, mas o conselho que dá, sem sombra de dúvida, pode ser estendido para qualquer área da vida humana, como observou uma amiga minha. O importante é ir até o fim, pra não deixar qualquer rastro de "e se...". Ou, como cantava Mr. Jackson, "Keep on with the force, don´t stop. Don´t stop til you get enough".

Amores Mal Resolvidos

Arnaldo Jabour

Olhe para um lugar onde tenha muita gente: uma praia num domingo de 40º, uma estação de metrô, a rua principal do centro da cidade. Metade deste povaréu sofre de dor-de-cotovelo.
Alguns trazem dores recentes, outros trazem uma dor de estimação, mas o certo é que grande parte desses rostos anônimos tem um amor mal resolvido, uma paixão que não se evaporou completamente, mesmo que já estejam em outra relação.

Por que isso acontece?
Tenho uma teoria, ainda que eu seja tudo, menos teórico no assunto. Acho que as pessoas não gastam seu amor. Isso mesmo. Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim.

Você sabe, o amor acaba. É mentira dizer que não.
Uns acabam cedo, outros levam 10 ou 20 anos para terminar, talvez até mais.
Mas um dia acaba e se transforma em outra coisa: lembranças, amizade, parceira, parentesco, e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim.
Dor de Cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote.
O amor tem que ser vivenciado.
Platonismo funciona em novela, mas na vida real demanda muita energia sem falar do tempo que ninguém tem para esperar.

E tem que ser vivido em sua totalidade.
É preciso passar por todas etapas:
atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim.
Como já foi dito, este trajeto do amor pode ser percorrido em algumas semanas ou durar muitos anos, mas é importante que transcorra de ponta a ponta, senão sobra lugar para fantasias, idealizações, enfim, tudo aquilo que nos empaca a vida e nos impede de estarmos abertos para novos amores.

Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez. Gaste seu amor. Usufrua-o até o fim.

Enfrente os bons e maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade.

Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo... Isso é que libera a gente para ser feliz novamente.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

(Des)Ilusão

Pois é, mais um milagre by Nossa Senhora do Make-up Completo!
É como eu tava "discursando" no salão, sábado passado: esqueça a perfeição da capa de revista. As mulheres comuns, sem produção alguma, dão de 10 x 0 nessas famosas pálidas!

Pô, eu achava a J-Lo o máximo!!!... Sacanagem com moi!!! "Ain´t it funny", viu!... Ao contrário de Cazuza, meus heróis nem tiveram o glamour de morrerem de overdose. Morrem é via água-sabão-demaquilante, mesmo! :P

Os Sinais

" I should´ve seen it coming
I should´ve read the signs
Anyway, I guess it´s over
Can´t believe that I´m the fool again"
(WestLife - "Fool Again")

Toda vez que ignoro os sinais e me dou mal, me lembro dessas palavras da canção dos irlandeses da boy band "WestLife". Aliás, outro dia estava olhando cds nas Americanas, e vi que, a exemplo dos "Backstreet Boys", eles também voltaram - mas com jeitão de operários desempregados da Era Tatcher!... Aff!... Um parêntese, aqui, antes de introduzir o assunto [que apesar da letra e da foto de George Michael, na época do "Whaam!", não é sobre boy bands!]: o universo masculino pode ser mais simples, mais "feliz", mas parece ser muito menos rico que o feminino.
Os rapazes das boy bands, por exemplo, não são só heróis da cultura pop que sacrificam a saúde de seus quadris em prol do entretenimento juvenil, não [tucanei o rebolado! ui!...]! A coisa vai muito mais além: eles são o "simulado" das garotinhas, antes que elas adentrem, pra valer, no terreno amoroso [quer dizer, isso até o meu tempo, né? Hoje em dia, elas namoram com 9, 11 anos... Não dá nem tempo de fantasiar antes de viver pra valer].
Minha primeira lembrança de uma banda de garotos foi com aquela formação do "Menudo", na ocasião da entrada de Ricky. Tinha uns 4 anos, e lembro-me de minhas irmãs mais velhas e amigas colecionando papéis de carta do grupo, comentando sobre os passos de cada um, o jeito. Gostava-se de fulano porque era o mais bonito. De ciclano, pois era o mais tímido. De beltrano porque era o bad boy do grupo. Enfim, as meninas os usavam para montar o tipo de sujeito que fazia as suas cabeças, não somente do ponto de vista físico mas do psicológico também.
Os meninos da nossa geração tiveram a Tiazinha e a Feiticeira [quando digo que o Huck é um cafetão eletrônico, o povo ainda diz que eu exagero!... Ele mesmo casou com o símbolo sexual da geração 80: Angélica. Lembro de um show que ela fez em Brasília em 1988, ou por aí. Não foi uma criança sequer da quadra; só os rapazes, que, aposto, foram lá somente para expiar as pernas grossas da loira e nem deviam saber uma estrofe de "Vou de Táxi", né? Tsc tsc...]. As duas ofereciam apenas duas opções: mulher morena e encorpada naturalmente [Suzana Alves]; mulher loira e bombada [Joana Prado]. Não sei se é da natureza deles, mas o caso é que o modo como os homens são orientados, desde a adolescência, a ver o sexo oposto é muito pobre. São as revistas de nu, os programas de tv, as propagandas de cerveja...

Mas não vim aqui pra beber; vim pra conversar. Vamos lá.
Muitas vezes, a vida sinaliza os perigos pra gente, e nós não vemos [ou os ignoramos]. Depois, olhando em retrospectiva, vemos que fomos avisados, mas não demos atenção. Destino ou teimosia? A gente passa o que tem que passar, mesmo, ou somos cabeça-dura? Os sinais estavam lá para nos avisar ou para nos irritar quando olhamos para trás?
Há uns dois anos, fui assaltada na Lucaia. No dia, recebi vários sinais de que não deveria ir até aquele local, entre eles, a passagem, por 4 vezes em menos de meia hora, do meu ônibus - isso não existe; é quase um acontecimento milagroso, e quem pega busú, sabe! Conclusão: ignorei, insisti e me dei mal.
Naquela tragédia da Indonésia, o mar, como de praxe num tsunami, deu uma recuada braba. Pouca gente estranhou o fato. Entre elas, uma guriazinha inglesa que tinha tido uma aula sobre isso e, de tanto fazer barulho, conseguiu salvar outras pessoas que acabaram cedendo ao apelo dela. Digo mais, sobre esse caso: a menina só deu atenção ao conteúdo da aula porque era criança ainda, um ser impressionável. Se fosse maiorzinha, ia jogar "a neura" pra escanteio e curtir a praia, "numa nice", até a onda vir e ela morrer afogada.
George Michael. Eis um ótimo exemplo! Hoje eu olho as imagens dele, nos anos 80, e me pergunto como eu pude acreditar que ele era HETERO!!! Não dá! Olha esse cabelo! Olha essa camisa de redinha!...
Então eu me pergunto: a gente que é muito mané mesmo, ou Deus é que é escroto? [risos]


PS.: O parceiro de George não é a cara do Clodovil?! Ah, eu achei!...
"Tem que ter carááááter, meu bem!" - Claudinho, Clô não usou esse seu bordão quando você o entrevistou, hein? kkk

domingo, 9 de novembro de 2008

Heróis da Resistência


Bem, o título correto seria "Heroínas da Resistência", mas eu não gosto da sonoridade da palavra heroína [e o título lembra a banda de meu queriiiido Leoni. :)], entonces ... Três das pessoas mais "sangue bom" da turma estão nessa foto, tirada na segunda passada, na comemoração tríplice de Ô Ingrid ("Ah, se você fosse sincera/ÔÔÔ... Ô Ingrid!..." rsss). Se é verdade que "semelhante atrai semelhante", eu posso me sentir bem comigo mesma, levando em consideração quem são meus amigos mais chegados. :)

A comemoração grega de Tia Ingrid começou no sábado, no Alphorria. Aliás, eis aí uma dica para quem quiser namorar sem ser visto. O lugar é distante, escuro à beça, tem uns cantos propícios ao vocêssabemoquê e é pouco freqüentado. Ah, também tem música ao vivo. Só cuidado com a tal da vela: queimei o cabelo umas 3 vezes nela. hehe
No dia seguinte, entretanto, a tia de Maluzinha conseguiu escapar dos parabéns coletivos na casa da família Braga [nota: Nandy aniversaria dia 10]. Ponto alto: "Caras Game" pra dupla formada por mim e por Ingrid. Uhuuuu!... Fernandinha ficou lá, de cara amarrada para a nossa vitória, perigando vencer o "Top 'Carisma' 2008", but sorry, my dear!... :P
Dia seguinte, Cinemark. Eu atrasei, mas ela atrasou por último - chegou a tempo de me "salvar" da casquinha horrorooosa do Burger´s King, que comprei só pra matar o tempo enquanto ela não chegava [não recomendo, não recomendo, não recomendo!]. Veio com aquele sorriso prateado, que a deixa com uma expressão mais infantil ainda, cheia de revistas nas mãos. Comprou a Rolling Stone desse mês, só pra conferir o ranking dos cem músicos mais influentes do Brasil (ou algo do tipo). Ufa!, Thaixxxx tava errada: Elis integra o ranking, sim. Ô Ingrid sente o peito descongestionar, mesmo sem o auxílio de Vicky Vaporub (how come?!)!
Ela chega e comenta:
- Me excedi comprando todas essas revistas, né? Mas hoje é meu aniversário, posso me permitir, não é mesmo? - e solta aquela sua risada característica.
Ô Ingrid é zen. Enquanto ainda não usufrui das condições ideais de temperatura e pressão, vai se divertindo com o trivial da vida, mesmo. Ela sustenta a teoria de que, em algum momento, pela lógica da vida, as coisas se ajeitam - "Vão ter que se ajeitar", ela diz. Em determinado momento, pensei, cá aqui com os meus botões: ou essa mulher tá muito certa ou ela tá muito errada.
Lendo, este ano, alguns livros de mestres orientais, comecei a desconfiar de que pequena Gri tá é vendo à frente de nosotros. Já convivi o suficiente com Ô Ingrid para poder dizer, aqui, que a conheço. De certo, ela não é menos "mortal" ou imperfeita que meus outros amigos, mas, sem sombra de dúvida, trata-se de uma alma mais evoluída, de alguém acima da média. "Eu digo e ela não acredita...". Vai ver é justamente esse o segredo...
Bem, e por falar em ambiente competitivo, Companheira Lília está indo em direção ao Planalto Central, a fim de curtir uma temporada na Disneylândia de JK. Vai respirar, enfim, o que Nelson Rodrigues classificou como "o pó fundamental". Já que o post é em homenagem à santa... Ô Ingrid, cê sabia que Brasília apareceu num dos sonhos de Dom Bosco? "A cidade no meio do deserto"! Ele deu as coordenadas corretas de onde se localizaria o DF. Wow!... Depois de Jk, tudo em Brasília leva o nome do Dom Bosco. Quando forem lá, reparem nisso.
Voltando à vaca fria, olhem bem para a tonalidade do cabelo da Companheira. Ela está novamente com o cabelo escuro, né!? Pois este blog aposta que as madeixas vão voltar clarinhas, clarinhas para SalCity. Quando estive lá, em 2005, percebi que em Goiás inteiro só existia a minha pessoa, ainda, com o cabelo escuro. Companheira vai voltar Blondie Ambition total! :P
[Um parêntese, aqui: carambola, com tanta gente bonita em Goiás, foram escolher aquela menina suuuper sem graça para ser a representante do time do Goiás no concurso do Caldeirão?! Tenha dó!...]
Companheira Lília, aos pouquinhos, tá crescendo e aparecendo. É alguém que merece muiiito - sem demagogia. Ela resistiu a vários percalços, sem nunca perder o idealismo, o caráter e a ingenuidade. Algo raaaaro!... Como ouvi certa vez, "os arrivistas que me perdoem, mas caráter é fundamental". Aliás, a sensibilidade é fundamental. Tem gente que "tem" caráter porque simplesmente segue todas as regras, mas é insensível, oca. E ser sensível não é necessariamente ser refinado, artístico ou melindroso(a). Tem a ver com estar antenado a si mesmo, à natureza e ao próximo, e cultivar sentimentos como a compaixão, o perdão, a solidariedade, etc. Lília tem sensibilidade, definitivamente.
Quanto à Companheira Débora... Well, posso dizer o mesmo; pessoa boníssima (Marianinha, a irmã dela, também é gente finíssima!). O mal é que Debinha é da elite - fato que ela nega veementemente, mas a gente sabe, a gente sabe, Camarada!... -, daí a trajetória perde muito do seu toque "Rocky Balboa", que é justamente o tchan da coisa. Mas fique fria, Camarada: você tem o melhor corte de cabelo da turma - e isso não é para qualquer mortal! rssss...