Hoje de manhã estava assistindo a Ana Maria Braga enquanto me arrumava (desculpe-me a equipe do Roda Baiana, que odeia a global, mas ela é a melhor opção pela manhã. hehehe). No sofá de Ana, falava-se sobre a morte da garotinha Joanna. Tudo indica que a pequena foi vítima de maus tratos paternos e por isso foi parar no hospital.
Conversa vai, conversa vem e a parceira do Louro José passou um VT da mãe da vítima, Cristiane, apelando a qualquer pessoa que saiba de algum evento envolvendo agressão entre o ex, André, e a filha para que se manifeste.
Não há nada comprovado, mas acredito que nesse caso se aplica aquela máxima "Coração de mãe não se engana". Essa mulher deve estar com os nervos em frangalhos por, entre outras coisas, ficar imaginando o que teria acontecido a filha no tempo em que viveu na casa paterna.
Nessas horas, é inevitável ficar zangada com o nosso judiciário, que comete desparates como o de dar a guarda de uma criança a um pai ausente, quase um desconhecido. É certo também que (quase) nunca esperamos um mal dessa proporção da parte de quem convivemos. Mas, convenhamos, essa mãe também teve a sua parcela de culpa. Parece desumano dizer isso, mas é verdade.
Em casos como esse, no fundo não há supresa. Nunca é uma grande surpresa. O outro sinalizou o tempo todo e a gente é que se recusou a dar a devida atenção aos sinais. É sempre assim. No final das contas, a gente nunca fica zangado com a esperteza do outro em nos iludir, mas sim com a nossa própria imprudência em ignorar os indícios da verdade. É a droga da vaidade sempre falando mais alto, afinal o azar só bate na porta do vizinho e nunca vai bater na nossa. Nós, sempre mais espertos que todo mundo, nunca nos enganamos, não é verdade?! Por que a gente é assim?...
No mínimo, André, o pai de Joanna, não era boa bisca desde a época em que Cristiane e ele eram casados, quiçá desde a época do namoro. O mal é que nós latinos, sempre muito passionais, nos recusamos a admitir que a maldade existe. Há sempre uma explicação para os deslizes alheios. Certamente, iludida de que se tratava de (mais) um homem apenas "difícil" (leia-se "sujeito machista, egoísta, que sempre deixa a mulher na mão, e torna-se agressivo a qualquer contrariedade"), a mãe de Joanna subestimou o potencial de produzir encrenca desse relacionamento. É sempre assim. Joanna morreu, mas quantos maridos/pais do tipo, quando não partem para a agressão física, matam seus filhos emocionalmente? Inúmeros. Alguém duvida de que a ausência desse cara na vida da filha, nos primeiros cinco anos, trouxe sequelas? Se não trouxe agora, certamente traria no futuro, quando ela passasse a entender a situação.
Sempre fui da opinião de que as mulheres brasileiras amam muito mal. São legítimas escravas de suas próprias carências e fãs de relacionamentos conturbados. Adoram uma causa perdida. O cara nunca quis trabalhar, já casou 3 vezes, tem 5 filhos com os quais nem tem contato e ainda aparece um monte de besta achando que com ela vai ser diferente, que ela é o que faltava a ele - uma espécie de pó de pirlimpimpim que faltava na vida do sujeito. Mas nunca é. Algumas ainda conseguem cair fora. Quando entram e saem dessa sozinhas, menos mal. Problema delas, já que são maiores e vacinadas. O mal é que muitas botam terceiros (quartos, quintos, etc) no meio dessa confusão. E coisas como essa que ocorreu com Joanna acontecem porque pai e mãe são para sempre. Uma vez que a mulher tem o filho de um sujeito desse, já era e então fica difícil proteger a criança.
Muitas vezes nem o próprio assassino imaginava que poderia um dia se tornar alguém perigoso. As pessoas precisam entender que as coisas não são simples assim, preto no branco. Tirando os psicopatas, ninguém gosta de matar. Essas atitudes criminosas dependem da oportunidade certa para virem à tona. Duvido que o Alexandre Nardoni se achasse capaz de um dia matar alguém, que dirá a própria filha. Ameaçado, ele cometeu aquela crueldade contra a menina. Dizem que a motivação do crime foi justamente essa: livrar-se do corpo de Isabela para encobrir a crueldade de Ana Carolina Jatobá e, consequentemente, preservar a "harmonia familiar".
Esse é exatamente o xis dessa questão: basta estar lidando com um egoísta para correr perigo. É isso que sujeitos como Alexandre Nardoni, Bruno Souza e André Marins são acima de tudo: egoístas. Gente assim, quando vê seus interesses em jogo, indo por água abaixo, age por impulso e não se interessa em calcular qual será o impacto do seu ato nas vidas de outras pessoas. O importante é "defender os próprios interesses". Para essas "mentes presunçosas", ninguém nunca vai descobrir. Espertos são eles e ninguém mais. Sempre ficamos entre a pena e a admiração pela audácia dessas pessoas, mas deveríamos, mesmo, é tratar com cautela esse tipo de criatura de "gênio forte".
Muitas vezes nem o próprio assassino imaginava que poderia um dia se tornar alguém perigoso. As pessoas precisam entender que as coisas não são simples assim, preto no branco. Tirando os psicopatas, ninguém gosta de matar. Essas atitudes criminosas dependem da oportunidade certa para virem à tona. Duvido que o Alexandre Nardoni se achasse capaz de um dia matar alguém, que dirá a própria filha. Ameaçado, ele cometeu aquela crueldade contra a menina. Dizem que a motivação do crime foi justamente essa: livrar-se do corpo de Isabela para encobrir a crueldade de Ana Carolina Jatobá e, consequentemente, preservar a "harmonia familiar".
Esse é exatamente o xis dessa questão: basta estar lidando com um egoísta para correr perigo. É isso que sujeitos como Alexandre Nardoni, Bruno Souza e André Marins são acima de tudo: egoístas. Gente assim, quando vê seus interesses em jogo, indo por água abaixo, age por impulso e não se interessa em calcular qual será o impacto do seu ato nas vidas de outras pessoas. O importante é "defender os próprios interesses". Para essas "mentes presunçosas", ninguém nunca vai descobrir. Espertos são eles e ninguém mais. Sempre ficamos entre a pena e a admiração pela audácia dessas pessoas, mas deveríamos, mesmo, é tratar com cautela esse tipo de criatura de "gênio forte".
Pode soar exagerado e um tanto utópico pedir isso quando alguém está apaixonado, mas homens e mulheres deveriam prestar mais atenção nas pessoas com quem se relacionam. Antes de cair totalmente na paixão, é prudente abrir os olhos e ver com objetividade quem é o outro. Atos corriqueiros dizem muito sobre uma pessoa: como trata a família, como lida c/ os amigos, se gosta de crianças ou animais, se sabe ceder quando o bem-estar do grupo está em jogo, se sabe lidar com frustração, se mente com frequência ou se é honesto, etc. Uma ilusão, um capricho, pode custar uma vida. É o caso de Joanna e também de Isabela e de tantas outras(os) Brasil afora que pagam o pato de uma situação que não criaram, da qual são mero produto.







