domingo, 11 de julho de 2010

Sobre o caso Eliza Samudio

Estou sem tempo de fazer aquele discurso de costume sobre esse episódio, mas 3 considerações não posso deixar de registrar aqui:

1) É um absurdo que, em pleno século 21, "a movimentação da perseguida" de uma mulher seja a única medida do seu valor. Entre os disse-que-disses dessa história, disseram que Eliza deu queixa na polícia sobre as ameaças de Bruno, mas que nem ligaram por se tratar de uma atriz de filme pornô. Por ser promíscua ela merece morrer? Policial tem que trabalhar, ora. Ok, preconceito é algo que todo mundo tem (quem disser que não estará mentindo ou se enganando), mas isso não dá a ninguém o direito de exercê-lo.

2) A mulherada, que anda muito metida a retada, precisa ficar mais esperta. Uma coisa é a teoria; outra é a realidade. Em tese, eu deveria poder andar pelas ruas usando ouro; na prática, se fizer isso, voltarei pra casa sem minhas jóias e quiçá bem machucada por algum pivete que tentará arrancá-las. Cabe a mim ser prudente e evitar ameaças a minha própria integridade, não?
Bruno deu a entender que é um sujeito perigoso; antes do crime, várias vezes ele a ameaçou. Por que Eliza continou a bancar a cri cri? Por que não se afastou desse psico e foi cuidar da vida? A gente tem que se meter com um adversário compatível. Brigar com quem não usa as mesmas armas é burrice. Ele tinha um monte de gente em torno dele; ela era uma mulher sem poder e sozinha. Era evidente quem sairia perdendo nessa "queda de braços" (às vezes, perder é na verdade ganhar e, a bem da verdade, uma hora cada um tem o que merece; Deus não precisa da gente para exercer a justiça).
As pessoas precisam ter em mente que a lei não cobre toda a extensão da maldade humana; na melhor das hipóteses, a pune. Cabia a ela ter "se tirado de problema". Se uma alma caridosa não tivesse denunciado o caso, a morte de Eliza teria passado em branco. A moça, sem dúvida, foi vítima, também, da sua própria imprudência. 

3) Uma boa base familiar faz falta. Essa é a uma lição que podemos tirar, sem dúvidas, desse episódio. Quanto ao futebol, está mais que evidente após esse caso, o de Adriano e a namorada no baile funk e o de Felipe Melo na Copa, que esses caras chegam ao sucesso altamente despreparados emocionalmente. Os clubes precisam investir em acompanhamento psicológico, urgentemente!

Nessa história toda, fiquei com muita pena do bebê Bruninho. Coitado, não tem um parente decente com quem possa ficar. E ainda vai ser apontado na escola como o filho do goleiro assassino. É hard, viu!

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