quinta-feira, 5 de junho de 2008

That´s amore!

Daqui a uma semana, exatamente, será o Dia dos Namorados. Dados do CVV: é o dia com o maior número de ligações. Ohhhhh!... :(
Mas a meia-dúzia que freqüenta esse endereço, aqui, é forte. Ainda assim, resolvi tomar precauções e antecipar o post em homenagem a data. Das duas, uma: ou isso vai previnir uma dupla deprê, num dia que é deprê pra muita gente; ou o chororô vai começar uma semana antes. hehe

Jovem, ficou pra baixo com tal lembrança?! Ahhhhhh!... :( Pior que agora nem Cicarelli nem Márcio Garcia estão no ar pra te "salvar"! "E agora, José?" (risos)


Dedico o texto de Drummond para:

Cláudio e Nandy,
Gabriel e Ana Paula,
Emerson e Mariana,
Tio Zé e Tia Carol,
Jorge e Ana Carolina ("in memorian"),
Batman e Maíra,
Albino e Linda,
Ari e Amandinha,
Henrique e Luciana,
Bráulio e Paulinha,
Abutre e Viviam,
Barreto e Talita.
Para os meus pais, que completam 37 anos de casados dia 12/06!!!


NÃO DEIXE O AMOR PASSAR

Conselho de um velho apaixonado


Quando encontrar alguém e esse alguém fizer
seu coração parar de funcionar por alguns segundos,
preste atenção: pode ser a pessoa
mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento,
houver o mesmo brilho intenso entre eles,
fique alerta: pode ser a pessoa que você está
esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo
for apaixonante, e os olhos se encherem
d'água neste momento, perceba:
existe algo mágico entre vocês.

Se o 1º e o último pensamento do seu dia
for essa pessoa, se a vontade de ficar
juntos chegar a apertar o coração, agradeça:
Deus te mandou
um presente: O AMOR.

Se um dia tiverem que pedir perdão um
ao outro por algum motivo e, em troca,
receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos
e os gestos valerem mais que mil palavras,
entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste,
se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa
sofrer o seu sofrimento, chorar as suas
lágrimas e enxugá-las com ternura, que
coisa maravilhosa: você poderá contar
com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir, em pensamento, sentir
o cheiro da pessoa como
se ela estivesse ali do seu lado...

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos,
chinelos de dedo e cabelos emaranhados...


Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...

Se você não consegue imaginar, de maneira
nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...

Se você tiver a certeza que vai ver a outra
envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção
que vai continuar sendo louco por ela...

Se você preferir fechar os olhos, antes de ver
a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes
na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

Às vezes encontram e, por não prestarem atenção
nesses sinais, deixam o amor passar,
sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.

É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem
cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!


Carlos Drummond de Andrade

Não desfazendo do grande poeta (um dos poucos de que gosto, by the way), Djavan (de quem não gosto, by the way), resumiu tudo isso numa linha: "Isso é amor. Invade, e fim".
Tá dito!

domingo, 1 de junho de 2008

Ensaio sobre a abundância



E para não dizerem que eu só falei de "Caras", aqui nesse blog, agora vou falar de "Bundas". Ou melhor, da bunda propriamente dita. Por esses dias, tive momentos de epifania envolvendo a dita "paixão do brasileiro", e embora uma amiga minha diga que minhas epifanias só servem para abaixar meu moral, acho que, dessa vez, será de utilidade para toda uma nação. Ou não...


Sempre achei que só existiam três classificações envolvendo a região glútea: bundão, lordose e sem nada (ou chulado/a). Na minha visão, os bundões eram artigos raros, assim como as orelhas aderentes. A maioria das mulheres consideradas bundudas tinha era lordose. Rita Cadilac? "Lordose!". Gretchen? "É lordose!". Carla Perez? "Caso descarado de lordose forçada!".


E sendo assim, mais uma vez me senti portadora de uma verdade da qual poucos haviam, também, se dado conta. (Como podem ver, nem sempre a inveja mata; às vezes ela ajuda na produção de teorias quase científicas. risos)


Até que um dia desses, durante um alongamento, um milagre de transformação instantânea aconteceu diante dos meus olhos. A professora ajeitou a postura de uma das alunas, e eis que os glúteos da até então mulher chulada apareceram. Pensei cá com os meus botões: "Então é assim que acontece? Ohhhh!...".


Minha teoria sobre a lordose foi por água a baixo; pra dizer o mínimo, ficou bastante comprometida (mas continuo a achar que o caso de Carla é de lordose! humpf!).


Petrô já havia me dado essa pista, mas achei que fosse erro de avaliação do ancião dos palcos. Uma vez, comentou sobre a bunda retraída das alunas de São Lázaro (será que ele quis dizer que elas tinham cifose???). Virou, ainda, para uma aluna, e perguntou, na cara dura: "Minha filha, você é aluna de Psicologia?", ao que, na defensiva, a garota respondeu: "Não está vendo que eu sou chulada, Petrô?!". (É cifose - aposto! Ajeite essa coluna, mocinha, e verás o milagre acontecer!)


E assim sendo, passei dias contestando a aparência de chulados e chuladas que avistava por aí. Fiquei firme na teoria de que não há pessoa chulada; existe é quem tenha a postura ruim demais.


Lógico, isso não excluiu da face da Terra os reais chulados. Nunca esqueci de uma professora de Desenho que tive na Escola Parque. Descendente de orientais, a mulher era reta de todos os ângulos. Até hoje, quando ouço a letra daquele pagode, "Pode vir de frente, vir de lado e de costas...", lembro dela.


E é óbvio que você, ser do sexo masculino que está lendo esse texto, vai preferir continuar torto a ser um homem bundudo, que, cá entre nós, isso é feio e esquisito pra caramba!...


Mas eis que minha mea culpa com as mulheres ditas bundudas ( o que eu dizia que era lordose) foi por água abaixo - ou, no mínimo, ficou "aguada" -, depois de outro momento de epifania.
Uma colega, na aula de espanhol, estava escrevendo no quadro negro, quando o Despeito Futebol Clube entrou em campo e fez o gol do esclarecimento. Percebi que, na verdade, ela não tinha a bunda grande; o que ajudava a dar esse aspecto eram as pernas finas dela. Ou seja, se a pessoa tiver um pinguinho de bunda e as pernas não forem grossas, fica parecendo que ela tem um bundão, e, sendo assim, é mais difícil para uma mulher de pernas grossas se destacar pelo tamanho dos glúteos (é, Carlinha não tinha saída, mesmo: ou induzia a lordose, ou ia ganhar fama de desbundada!...).

J-Lo, Beyoncé e a Mulher Melância subiram no meu conceito, imediatamente, em especial a última. A M.M. tem pernas duas vezes mais grossas que as do jogador Roberto Carlos e ainda assim ganhou fama pelo tamanho anormal do bundão. Seguindo a minha teoria da espessura das pernas, o que ela conseguiu é quase uma "missão impossível". Não consigo pensar em anomalia similar, neste país!

A Melância é uma fenômena da abundância. Tá aí uma bunda que merece a capa de "Caras"! (risos)

domingo, 25 de maio de 2008

Tele Visions

Há muito penso em fazer umas curtas sobre tv, aqui, mas nunca faço. Vou tentar fazer isso agora. Verei no que vai dar... Quem não gosta de observações fúteis, favor jogar a perna pra frente e dar um passo pra trás (e sair dessa página).

* Na boa, não tem seriado que empolgue nessa tv a cabo. Quero dizer, entre os lançamentos. Ugly Betty é lançamento? Porque se for, pode ser considerado uma exceção. Aliás, Salma Hayek realmente bota pra lá! Duvidei, a princípio, que ela fosse fazer algo bom em cima da novela colombiana. Mas fez. E a danada conseguiu americanizar a história sem descaracterizá-la muito. Eu acho que o núcleo da empresa colombiana era muito melhor, mais agitado, embora a versão americana não o tenha comprometido. E dos chefes, Armando, da versão colombiana, é o melhor. Não gosto de Daniel Meade.
A família da Betty americana é que ficou muito mais legal. Hilda (irmã) e Justin (sobrinho) são ótimos personagens!

* Desperate tem um elenco ótimo, excelentes histórias, mas já cansei dos mesmos personagens. Gosto de Lynnete, mas mesmo assim...
Na verdade, acho que perdi o fôlego. Não consigo acompanhar mais que 2 temporadas do mesmo seriado.

* O que o GNT tem de legal, o Multishow tem de chato. A última que o canal aprontou foi uma série bizarra chamada "As pegadoras". Pode um treco desse?
Do GNT, claro, gosto muito do "Saia Justa", embora ache Maitê um saco. Argh!... O programa ficou melhor ainda depois que começou a ser seguido de "Os Normais".
Gosto muito do "Happy Hour", e apesar de preferir Astrid no comando, gostei de terem escolhido a Lorena Calábria. Só acho que deveriam apostar em temas voltados para comportamento. Quem agüenta uma hora de conversa sobre hepatite?! Ah, isso é lindo em termos de capital simbólico, mas um porre de assistir!
Não gosto dos programas de culinária e o do Renato Machado é o fim (porque ele, em si, já é o fim da picada!).
Uma série que tem passagem bem discreta pela programação do GNT é "Mulher Solteira Procura". Já vi uns episódios bem legais. A música da abertura - "Um homem pra chamar de seu" - me lembra o bilhetinho que Salvatore enviou pra Luize, numa aula de Impresso. Ela ficou olhando, meio desanimada com a oferta... (risos) Salvatore é comédia!

* E não é que Elen acabou me prestando um favor? Por causa da série dela no Futura, acabei prestando mais atenção no canal. O programa do Janine, que passa logo em seguida e fala de ética, é massa. Mas o meu preferido é "Passagem para...", com Luís Nachbin. Recomendo! É exibido todos os dias, às 23 horas, e mostra uma videorreportagem de Nachbin sobre um país. Dura só meia horinha, mas é muito legal. Semana passada exibiram programas sobre a ilha de Santa Lucia, sobre a República Dominicana... O apresentador tem um bom texto, boas observações... Vale a pena ver.

* Não existe o anti-herói? Pois é, Luciana Gimenez é a anti-apresentadora. Como fala besteira e é desengonçada, meu Deus!... O pior é que funciona. Outro dia, estava com Christian Pior na rua. Deparou-se com um produto biodegradável, ficou maravilhada (como se tivesse visto um tigre branco) e pediu a CP que o comprasse. Acho que, na cabeça dela, essa palavra era invenção da agência que cuida da conta da Bombril.

* Eu sei que o canal é o uó do borogodó, mas o caso é que eu amo o E!. A Sky liberou e depois fechou, de novo. Isso não se faz! :X

* Não gostei da nova novela das seis. Muito pesada e sem brilho pro horário, que combina com sol, com comédia, como era o caso de "Cabocla" e "Desejo proibido". Por falar nisso, dali tirei duas conclusões:
- Grazi é a futura Ana Paula Arósio;
- Alguém precisa avisar pra Fernanda Vasconcelos que ela é péssima, apesar de gracinha (é a nova Priscila Fantin: carismática pero canastrona).

* Gosto de "Beleza Pura". Não é fantástica - e novela não precisa ser -, mas é a conta certa pra prender a atenção por uma hora, nesse horário. O casal principal é simpático, o elenco jovem é bacana, Zezé Polessa é sempre um acerto em se tratando de comédia, Ísis Valverde tá muito bem (Rakelli é engraçada!), mas como nem tudo é perfeito, Carolina Ferraz está apagadíssima como vilã da trama.

* Reconciliei-me com "Duas Caras". Vocês vão me dar razão: não deu pra botar fé numa novela em que a mocinha perde a virgindade com o vilão bem no dia em que enterrou os pais. Que é isso?!!! Vazei. Mas eis que voltei, sei lá porquê.
Confesso que até a "estética Rua Augusta" da novela me feriu no começo. Mas hoje eu aprecio. Outro dia, pela primeira vez, vi uma figurante com o cotovelo preto, cabelo feio e os pneus de fora da camisa. Que evolução, hein, Alosa, ter o povão na tv? E agora, tá simpatizando um pouquinho mais com tio Aguinaldo? hehe
Tem coisas que só A.S. faz na tv. Tipo o quê? Gastar cena pra se auto elogiar. Outro dia, alguns personagens estavam falando maravilhas de "Tieta", dizendo que foi a primeira novela, após o fim da Ditadura, a pôr nudez no ar e coisa e tal. Ai, ai!... risos

* Tadeu Schmidt é um repórter criativo, tem um texto engraçado. Às vezes ele pega pesado nos comentários, mas acho que a "homarada" gosta.

* O que é Casemiro na Aratu?! No comments! Até a luz do "Bahia Meio-Dia" lhe era mais favorável. CN, um conselho: ou você pinta o seu cabelo de castanho (e a luz ruim não será mais um problema) ou volta pra TV Bahia, querido!

* Confesso que não prestei muita atenção no Jony Torres, na TV Bahia (nem em qualquer outra emissora), mas já percebi que o moço tem jogo de cintura. Outro dia vi um pedacinho do jornal, e reparei que ele segurou bem um close demorado em sua face, durante o qual ele corria um grande risco de ficar com cara de idiota, ao vivo. Muiiito bem! hehe

* Que rasgação de seda braba é essa entre a Ana Maria Braga e o elenco da Globo? Ela limpa a barra dos que estão em baixa no momento, e eles lembram que o programa dela existe, aos telespectadores da noite. Até Ronaldo, o Guloso, pongou na fase Sônia Abrão de AMB.
Outro dia, a personagem de Carolina Ferraz disse que adora a Ana Maria. Fala sério! Quem faz maldade com criança e até mata, vai parar em frente a tv pra prestar atenção em receita de bolo? Forçação total!

* Na seção "Em baixa, Em alta", de uma dessas revistinhas de R$2, Ricardo Macchi foi destaque... Do "Em baixa", claro. Olhem só: "EM BAIXA: A interpretação de Ricardo Macchi em Caminhos do Coração. O eterno cigano Igor mostrou que continua inexpressivo e destoa do time de bons atores da novela de Tiago Santiago".
Pessoal, é nessa última frase que reside o drama da crítica a Macchi. Minha mãe assiste essa porcaria e a novela tem um ou outro ator competente; o elenco é uma bomba. Ou seja, pra ele conseguir destoar dentro de um elenco sofrível, é porque o treco tá feio mesmo. Tão feio que o crítico da coluna resolveu subir o nível do restante dos atores para que RM não ficasse tão mal na fita.
E depois dizem que a Imprensa não tem coração. Na Facom, faziam muito pior com a gente. Tinha o hábito de ler, quando precisava permanecer à tarde na faculdade, aqueles trabalhos que ficavam jogados na colegiado e que os alunos nunca buscavam. Rapaz, era cada comentário de professor... Teve uma menina que recebeu o seguinte feedback, mais ou menos escrito assim, de uma professora de Oficina de Comunicação Escrita: "O conjunto dos seus trabalhos ficou aquém do restante da turma". Ela escreveu algo mais, que dizia, pra resumir, que a menina escrevia muito mal. Detalhe: quem cursa oficina, claro, é calouro, e a garota estava no 3º ou 4º semestre. O comentário foi tão bruto que, sete ou oito anos mais tarde, aindo lembro. A menina, hoje, trabalha em veículo, tá direitinha na profissão. Sorte da professora que ela é cristã, porque se fosse outra, mandaria um portifólio com um bilhetinho sarcástico do tipo: "Uma das maiores empresas jornalísticas do Nordeste acha que eu escrevo bem, ao contrário da senhora".
Tá certo que a vida é dura, que às vezes vai ser assim mesmo, mas os professores da Facom não tinham, de modo geral, nenhum preparo para lidar com os alunos, boa parte deles ainda adolescentes. Professores como essa fulana deveriam ser enquadrados, na boa! Muita falta de respeito...

* Já prestaram atenção ao estranhíssimo fenômeno do BBB? Conforme os números da Globo, a cada ano a audiência sobe, assim como a arrecadação e a participação do público. Mas, ao que parece, a cada ano, o impacto pós-casa é menor, também. Os participantes das primeiras edições tiveram mais repercussão que esses últimos. Não sei se é o desgaste, porque não é mais novidade, ou se os grupos eram mais heterogêneos e interessantes...

* A aparência, ou a falta de boa aparência, dos ingleses, nos programas que assisto e que são produzidos por lá, me dá agonia! Pode parecer frescura minha, mas eles têm um aspecto nojento, mesmo.
A paranóia perfeccionista dos americanos sempre me incomodou. Sei lá, é algo tão cuidado que soa muito artificial; parecem todos uns bonecos de plástico. Ver seriado americano, sob esse aspecto, é como andar no Porto da Barra: é impossível esbarrar com algum abdômen que não seja gomado. É bonito de ver, claro, mas a depender, não passa disso; é uma beleza sem alma, sem atitude. No caso dos homens, o importante, pelo menos na minha opinião, é não parecer almofadinha demais. É a diferença, por exemplo, entre ver Brad Pitt dentro e fora da tela. No cinema, ele é bem mais sensual, não só por causa do personagem, da história, mas pelo figurino, que é mais largadão, por causa do cabelo, que não tá tão alinhadinho. No tapete vermelho, o excesso de zelo com a aparência prejudica a masculinidade. Eu, particularmente, sou fã de belezas naturais, despojadas. Não gosto de nada que seja gritantemente produzido.
Os ingleses incomodam justo pelo oposto. Olha, eu até achei charmoso quando vi um seriado inglês pela primeira vez, e o galã tinha sobrancelhas coladas e dentes levemente amarelados e desalinhados (além de ser branco que nem um peito de frango assado - normal, já que os ingleses são very pálidos, mesmo). Mas já vi que o sujeito tinha os dentes mais alvos do R.U., depois dos membros da família real.
Pra que se preocupar com terrorismo, se existe uma população com uns dentes horríveis daqueles no próprio país? A odontologia inglesa parou no século 19, só pode...
Voto em Ronnie Von para Primer Minister. Só assim pra esse povo ficar bonitinho! hehe

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Uma questão de interpretação

Essa semana foi a semana das boas interpretações, pra mim.
A primeira foi a comentadíssima cena de Laura Cardoso em "Duas Caras". Que atriz é aquela?!!! Se fosse estrangeira e tivesse acabado de chegar ao Brasil e ligado a televisão na Globo, naqueles dia e horário, pensaria que estava vendo um depoimento da vida real. De arrepiar, sem dúvida!
A segunda, na verdade, foi um reencontro com Carlos Gardel. "Muita (c)alma nessa hora". Artista, principalmente cantor, no meu gosto, tem que ter paixão. Gosto de Bossa Nova, mas é por essas e outras que nunca vai ser dos ritmos que mais aprecio. É muito aguado. Falta fogo que esquente a água do caldeirão. Sabe aquela coisa bem dramática, meio toureiro, meio cara de dor de barriga? (risos)
Pois é, Gardel tem uma voz razoável, mas sabe compensar isso com muita emoção. Luís Miguel que não me escute (risos), mas "El día que me quieras" é muito mais bonita na voz do argentino. Que na verdade é uruguaio. E é dele, também, uma das melhores histórias de amor que já vi (Gardel & Baires). Tem uma frase dele que a-do-ro: "Nasci, aos três anos, em Buenos Aires". Muito lindo, não é?
Pois é, e não é que "topei" com "Por una cabeza", na net, essa semana? A canção só emociona porque é ele quem canta. É lindaaa, um deleite pra quem gosta de interpretações viscerais! Tanto é que é trilha de uma das cenas mais marcantes do cinema: o tango, no restaurante, em "Perfume de Mulher".
O caso é que parece, mesmo, que essa tal "Lei da Atração" existe (risos). Zappeando, ontem, encontrei esse filme sendo exibido.
É impressionante como nunca tenho a mesma visão sobre a história. Aliás, se já ouvi algo verdadeiro nessa vida foi aquela frase que diz que é impossível se banhar duas vezes na mesma água. Vi o filme aos 12 anos e uma década e meia depois, ele sempre me diz algo diferente. Não é o único. Isso acontece até quando escuto, de novo, meus antigos discos do Menudo (Vixe!... Me entreguei!hehehe).
O que me impactou, dessa vez, foi a sede de vida, a intensidade do personagem de Pacino. Isso sempre ficou evidente, obviamente, mas foi diferente dessa vez. Essas coisas mudam de acordo com a sua maturidade e estado de espírito. Normal.
Duas seqüências me impressionaram. Uma delas é quando o capitão (Al Pacino) vai fazer um test drive de uma Ferrari. Ele dirige em alta velocidade, e então o carro é parado por um guarda. Charles (O´Donnel) está apavorado. O coronel, cego, não move os olhos, claro, o que poderia ser um grande problema. Pede que o garoto deixe a situação nas mãos dele. É tão carismático, vivaz e seguro que desvia a atenção do guarda de tudo isso. Por último, o sujeito o elogia: "Garoto, seu velho está em ótima forma". Detalhe: o coronel está com um pé na cova; na seqüência seguinte, não se agüenta em pé e cai duas vezes no meio da rua.
A vida, parece, é um vagão que seguiu viagem sem ele, o passageiro, desde que ficou cego. Na despedida de Charlie, o coronel fica tateando o rosto dele por um longo instante. Lógico, não se trata de atração nem vontade de decorar os traços do novo melhor amigo. O toque na pele lisa do rapaz é como sentir a juventude outra vez, ou como diz Bial em "Filtro Solar", é como sentir o poder e a beleza da juventude. (Já conversei com diversos velhinhos sobre a velhice e uma coisa notei: envelhece razoavelmente bem quem não faz lá tanta questão de ter poder. Pra quem é viciado nisso, a velhice é o Juízo Final, o pior dos castigos. Perde-se a potência do corpo, o poder de atração, de comando social - principalmente laboral, e às vezes até o familiar -, enfim, é um exercício de humildade para o qual, definitivamente, o materialista séc. 21 não nos prepara)
A outra é bem, bem intensa. O coronel aponta uma arma para Charlie, na tentativa de assustá-lo e fazê-lo deixar o quarto, para que possa se suicidar. Na flor da idade, o adolescente não entende. Ele mesmo está tentando salvar o resto da sua vida, pois se meteu numa grande confusão antes de passar essas horas com o militar cego. Na compreensão de Charlie, o que importa é sobreviver, não importa como. Pergunta ao coronel como pode fazer isso com a sua vida, ao que ele responde: "Que vida, Charlie?! Que vida?!". Os dois extremos da alma humana, cara a cara: a apatia e a intensidade, invertidas, por assim dizer, nos corpos de um jovem e de um velho.
E então, nessa hora, se tirassem o áudio da fala de Al e colocassem, no lugar, "Por una cabeza", diria que o intérprete do cego estava cantando o tango. Aliás, a canção foi extremamente bem escolhida, pois fala de um sujeito que tem compulsão tanto por corridas de cavalos quanto por mulheres. Se arruína por conta disso, mas são duas paixões, como dizem os americanos, larger than life. Diante delas, não há muito o que fazer. O personagem de Pacino - maravilhoso, como sempre, mas dessa vez anormalmente excelente, até mesmo em se tratando dele - tem compulsão pela intensidade - ainda que ela culmine no ato de dar fim a própria vida.
Lindo! Lindo! Lindo!... O coronel de Al Pacino é simplesmente excepcional!
Ahhh!... Esses italianos!... (risos)


quinta-feira, 22 de maio de 2008

Desilusão

Olha, ando muy desapontada com Claudinho no Terra Magazine. Pensei que nostro amico tinha ido pra São Paulo pra juntar-se aos bons e abaixar a média... Ele até que fez jus as minhas expectativas e desceu o nível, no começo, mas depois voltou a se levar a sério e a fazer jornalismo high level. Assim não pode, assim não dá, bonitinho (by FHC - Ronnie)!!!
Por falar em "Sum Paulo", acho que já posso abrir uma tenda: após ter previsto a transformação burguesa de companheira Lília há exatos um ano e meio, aqui neste batblog, acertei na mosca, again: em dezembro, disse que Eliano seria o próximo a cruzar o portal magnético do Aeroporto 2 de Julho, e a mandiga foi tão forte que até companheira Débora, que tinha planos de ir em abril passado, teve que deixar a viagem para Sampa pra mais tarde.
Lico é outro que se leva a sério. Ô!... Portanto não vou poder contar com o reforço dele para fazer Cau voltar a descer na boquinha da garrafa, jornalisticamente falando. Pra isso, teria que ser alguém que veio do teatro, do naipe de Alosa. Entretanto, contudo e todavia, esse não larga o osso (leia-se: a bocada proporcionada pela política de valorização das raízes negras, na Bahia) nem com o auxílio de um pé de cabra! (Por falar neste cidadão, Alosa, se estiver passando por aqui, te pregunto, muchacho: ¿Dónde estás, corazón?... ¿Por qué te callas, hombre?)
Mas há algo que dr. Eliano Jorge pode fazer, sim, por mim (já que ele vai me deixar sem carona, novamente, e está me devendo uma): conferir com seu Zé (o porteiro de Cau) o que anda subindo pro apartamento do bonfinense, fora a mobília contrabandeada - se é que vocês me entendem...
Quero dados inéditos, completos e bombásticos, viu, seu Eliano!

A usurpadora

Pra dona Maria Luísa não ficar com ciúmes da coleguinha do post abaixo (ambas são escorpianas, então é bom prevenir essas circunstâncias...), vou dar notícias do seu batizado, que aconteceu há uns 10 dias, no domingo das mães.

Ingrid me convidou, eu fui. Não preciso dizer que estava tudo muito bem feito. A mãe de Ingrid deveria ser dona de buffet. De verdade. A família já é ISO 9001 em receber em festas. Sou meio bicho do mato, não sou muito de casa dos outros, mas fico quase em casa na casa dessa família.
Maria Luísa, a dona da festa, é uma graça: vai com todo mundo, não chora, é ligadíssima em tudo o que acontece ao seu redor. Definitivamente, ela gosta das boas coisas da vida: de colo, de comida (!!!), de carinho, de atenção... Nem todos os bebês têm essa sabedoria instintiva, assim como nem todos os cachorros e até nem todos os velhinhos. Maluzinha já nasceu sabendo dar prioridade ao que importa. Afinal, pra que chorar se ela pode ganhar um abraço e um beijinho daqueles braços estranhos que querem lhe pegar?

Meninos, eu vi!... A família inteira está sofrendo de uma espécie de "Síndrome de Estocolmo": foram seqüestrados pela baixinha e estão todos apaixonados pela pequena seqüestradora!
O crime perfeito. Quer dizer, mais ou menos. Como diz a tia, só pelo rastro de baba que Maria Luísa deixa pela casa, até a polícia baiana desmascara fácil essa bandidinha. (risos)

Atenção, senhorita Malu: agora que é batizada, portanto oficialmente cristã, vai ter que se desapegar desses pés e dividi-los com os demais, ok? (risos)

PS: Fernandinha, viu o que você perdeu, "colega" (by Christian Pior. Não sabe quem é? "Joga no Google, bem!")?! Fique com inveja! hohoho...

domingo, 18 de maio de 2008

"Chuá, chuá, chuá, chuá..."


Drica, gatíssima: próxima estrela da Johnson & Johnson (é brincadeira, mas deveria) e musa-mirim desse blog (atenção para as orelhinhas de macaco! hehehe)!!!

Muito fofa!
LIIIINDAAAAAAA!!!!!!!!!!
(Um dia, quero fabricar uma figurinha dessa pra mim! São Longuinho, São Longuinho, se eu conseguir achar esses genes de Drica em mim, dou 3 pulinhos! risos)

Goiás com Bahia



"... e o samba ia, juro que ia...".

21 de Abril, aniversário de Brasília. O pau comendo, no bom sentido, na Esplanada, e eu na estrada, rumo a Goiânia, com pai, mãe, cunhado e irmã mais velha, num carro com o ar condicionado quebrado (isso explica a minha "juba", logo acima).
A viagem em si, apesar do calor, foi legal. "Bebemos, comemos, levantamos e zarpamos". E como a culinária goiana é a minha favorita, não foi pouco o deleite, não. Duro foi ter que "passear" em Goiânia. O verbo da frase anterior foi um modo de dizer. Pense numa cidade abandonada, sem ninguém! O povo todo devia estar aproveitando a maratona de shows em BSB - depois falam mal da minha cidade... o despeito é algo sério, viu!(risos)
Na saída, meu cunhado, que não conhecia a capital goiana e é louco por futebol, pediu pra gente passar no Serra Dourada, casa do time do Goiás. A gente só ia dar uma olhadinha por fora, mesmo. Mas calhou do zelador de lá ser o Mário (de camisa azul - que não pegou ninguém atrás do armário), um baiano de Juazeiro que abriu um sorriso de orelha a orelha quando a gente disse que era da Bahia.
Só não pisamos no gramado porque não podia, mas de resto... O estádio é pequenininho. Bem, só tenho experiência com o Serejão (casa do Brasiliense), e esse é bem maior que o Serra, mas eu acho que os goianos fizeram algo com mais cara de estádio.
Descobri que o torcedor goiano adora um amendoim cozido enquanto confere a partida e que, possivelmente, nunca ouviu falar em lixeira ou em trazer um saquinho de casa. Mário pediu desculpas pela bagunça, mas nem precisava, claro. hehe
Enfim, foi massa. Detesto futebol, mas adoro experiências inéditas. Estar num estádio vazio, todo, todo seu, não deixa de conferir uma certa sensação de poder.
Valeu, Mário! :)

sexta-feira, 2 de maio de 2008

CHOQUE TÉRMICO

Para meu grande amigo, que anda de coração partido esses dias.

MARTHA MEDEIROS

Uma pessoa fica duas horas jogando frescobol na beira da praia sob um sol africano: 38 graus. Terminada a partida, joga as raquetes para o alto e corre para um mar de temperatura siberiana, bem ao gosto dos pingüins. Resultado: choque térmico.

Você não precisa fazer a experiência: quem já teve um grande amor e perdeu de um dia para o outro sabe como é. Você passa meses, talvez anos ao lado de alguém que aquece suas noites, que a faz queimar, derreter. Não é um forno de microondas: é seu namorado, que não precisa apertar botão nenhum para fazê-la arder, basta tocar no seu braço e temos um incêndio no quarteirão. Tudo é quente entre vocês: os olhares, os beijos e o resto, principalmente o resto. Vocês são pólvora, querosene, gasolina. Altamente inflamáveis. Imagine anos e anos nesse fogaréu, até que um dia ele telefona e diz que conheceu outra pessoa, que continua a gostar de você, mas como amiga.

Choque térmico. Você, que vivia de camiseta regata e minissaia, passa a usar blusa de gola rulê, casacão e luvas, e mesmo assim não pára de tremer. Foi-se o calor. Você nunca o viu tão frio. Ele cruza com você numa festa e a cumprimenta com ar de quem já lhe viu em algum lugar, mas não lembra onde. Você liga para a casa dele e a ex-sogrinha querida diz que está sozinha em casa. Ao fundo você escuta Aerosmith a todo volume. Ou sua sogra está resgatando a adolescência perdida ou o cretino mandou dizer que não está. Você o espera na saída do trabalho. Você impõe sua presença. Você toca distraidamente no seu braço para ver se aciona a chama, mas entre ele e uma pedra de gelo, você colocaria ele num copo de uísque. Você ameaça se matar, marca hora e local, e fica sabendo que ele reagiu bem: disse que mandaria rezar uma missa. Abominável homem das neves.

Choque térmico. Você perde o seu amor, e com ele as labaredas, as faíscas, a transpiração que a fazia tomar três banhos por dia. Agora resta a solidão, o frigorífico, as águas do Pacífico. Você se sente nua em pleno Alaska.

Você planeja fazer cinco horas de aeróbica e depois se atirar de um barco num lago congelado, um suícídio mais que simbólico. Mas eis que surge um salva-vidas de 1 metro e noventa e a cara do Leonardo di Caprio quando for adulto. Ele convida para um vinho. Oferece um cobertor. Bota lenha na fogueira. Choque térmico à vista, outra vez. Olhe pra você, já começou a suar.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Os normais

Eita seriado que faz uma faaaalta!... Rui e Vani são o casal.
O primeiro episódio, catei no Youtube. O outro, roubei do Orkut de Elen. Hilários!

Aos que não nos enxergam

Fernanda Young

Oi, eu estou bem aqui na sua frente, mas você insiste em não me ver. Tudo bem, opção sua, cada um enxerga o que quer. O problema é quando você, sem ter idéia de como sou, resolve dar a sua visão sobre mim. Talvez você não se enxergue também, antes de mais nada – e assim me tire por parecida contigo. Errando completamente. Para começar, eu faço questão de ver as pessoas ao meu redor, e isso faz toda a diferença do mundo. Percebo que todos têm algo de especial, estando aí a graça. Percebo belezas que não são minhas, estando aí o prazer.

Percebo inclusive você, parado bem na minha frente, desviando seu olhar para lá e para cá, nervoso com a minha presença, estando aí o ridículo.

Veja bem, não há o que temer em mim. Não quero nada que seja seu. E não sou nada que você também não seja, pelo menos um pouquinho.

Você não precisa gostar de mim para me enxergar, mas precisa me enxergar para não gostar de mim. Ou gostar, e talvez seja exatamente isso que você tema. Embora isso não faça sentido, já que a vida é bela, justamente, quando estamos diante daquilo que gostamos, certo?

Não vou dizer que não me irrita essa sua cegueira específica com relação a mim, pois faço de tudo para ser entendida. Por todos. Sempre esforço-me ao máximo para que isso ocorra, aliás; então, a sua total ignorância a meu respeito, após todo esse tempo, nós dois tão perto, mexe, sim, levemente, com a minha paciência.

Se for essa a sua intenção, porém, mexer com a minha paciência, aviso que anda perdendo sua energia em besteira, pois um mosquito zumbindo em meu ouvido tem um efeito semelhante. E, se me dou ao trabalho de escrever esta carta para você, é porque sei que você também não será capaz de enxergar o que há nela.

Explicando melhor: preferiria que você me esquecesse, mas até para poder esquecer você vai ter que me enxergar. Enquanto não me olhar de frente, ao menos uma vez, ao menos por um segundo, vai continuar assim, para sempre, fugindo sistematicamente da minha imagem – um escravo de mim, em fuga constante, portanto.

Pode abrir os olhos, vai ver que não sou um bicho-de-sete-cabeças. Sou bem diferente de você, como já disse, mas isso é ótimo. Sou melhor que você em algumas coisas, pior que você em outras – acontece. No que eu for pior, pode virar para outro lado; no que eu for melhor, cogite me admirar. “Olhos nos olhos, quero ver o que você faz...”* Sempre quis cantar isso para alguém. “Olhos nos olhos, quero ver o que você diz...”*

Pronto, um sonho realizado. Já estou lucrando com a nossa relação, só falta você. Basta ver o que eu posso lhe mostrar e enxergar o que eu posso ser para você.

* Trechos da música OLHOS NOS OLHOS, de Chico Buarque

Fernanda Young é escritora, roteirista e apresentadora de TV

quinta-feira, 24 de abril de 2008

A posse


Itabuna - por que não dizer a Bahia? - está em festa. Daniel (Dêniel ou Daniellll) é suuuuuuu-cééés-soooo no Itamaraty!... Parabéns, Dany Boy!
Olhem só a elegância do rapaz e como a pele está boa. Também, ganhando quase R$ 8 mil... Daniel, o Itamaraty tá te deixando gato, sabia? Não sei explicar (cof! cof!...), mas, de repente, ficaste um charme!

terça-feira, 15 de abril de 2008

Será que ela é...

... a próxima Miss Mundo? hummmm...
Nossa nova Miss Brasil é a gaúcha Nathália Anderle. Que sensacional: sai Natália, entra Nathália! Esse "h" promete revolucionar os anais do concurso!...
Muita gente não gostou do resultado, uns alegando que a moça parecia demasiadamente - como direi? - botocada, enquanto houve quem até duvidasse da feminilidade da candidata, como La Ingrid, que acha que se trata, na verdade, de um traveco - "marrrrdade cá muuuça!". Olha, Gri, vamos bancar a Pollyana e olhar o lado positivo da coisa: se o Miss Mundo for na Espanha ou na Itália, a gente vai bombar, reiiii! (Uhu!... Bem, todo mundo diz que os travecos brasileiros fazem sucesso por lá!...)

sábado, 12 de abril de 2008

Zé Craudim

Tem aquela pessoa que namora os mesmos sempre; outros vestem as mesmas roupas; há quem peça sempre a mesma comida; enfim, o tema "vareia", mas a tara é igual: repetir, repetir and repetir. Eu falo mal das mesmas pessoas, sempre. Já que Alosa foi pro tronco da vez passada, it´s time to talk about Claudinho. Oh, yeah, baby!... Preparem-se para la baixaria!...
Ontem fui bater meu ponto no TM (link ao lado, na barra de relacionados), e o que eu vejo? Uma chamada enorrrrrrme pra uma matéria de uma fulana chamada Dani Bolina - ou algo do tipo. Fui, cega, até o texto, sabendo já de antemão que aquilo tinha o dedo de Cláudio. Só podia... Bingo (sou esperta pra cachorro)!
Não preciso dizer que a rua inteira entrou na matéria de Cau; até uma velhinha despeitada, "cotchada"... Fiquei olhando aquilo, de repente subiu o três, subtraiu nove... Eureka! Eu tive a luz ("... e é claro que nãão foi Jesus")! Amigos, não é que companheiro Claudio saiu da Bahia para ser o Zé Bim da internet paulistana?! "Que veeenha o povo!"
Depois dessa, não me espanto com mais nada (nem com o apê nas proximidades de Alphaville que Companheira Lília acaba de "ad-qüi-rirrr" - depois dessa, se mate, Alosa! hahahaha)!!!

Fernandinha, aqui vai um conselho de amiga-irmã: tire o nome desse repórter popular da sua love chain, garota! Senão, como é que vai ficar quando eu lançar a sua biografia não-autorizada, "O amor e o poder"? É queimação, tô te dizendo!...

terça-feira, 1 de abril de 2008

Leãozinho


Acima, Alosa em pose a la Caetano. Digamos que ele está, assim, meio "odara" na foto... hehe
A Fraude faz a diferença. Ô!... Que tempo bom foi aquele em que nos víamos todos os dias, na Facom e na pesquisa... Ríamos "moooooito"! Também conversávamos um bocado... Fora isso, Alosa ainda tem, como diz a canção de Gil, "aquele abraço"(que, suponho, é beeem melhor do que o daquela tal de Amma!... hihihi).

Saudades, peste!... :(

quarta-feira, 26 de março de 2008

Mini Me


O despudorado da foto acima (ele tá podendo!...) é o Rafael, filho do nosso amigo Donaldson. Don conta que, aos oito meses, o garotinho já engatinha - que fofinho!
A cara do pai esse menino, não acham? Lilian pode afirmar isso, tranqüilamente, a todo mundo (é incrível como as mães adoram dizer que o pimpolho puxou ao pai. Que folga desses homens: não carregam, não sentem dor e ainda levam os louros!...). Mas, lógico, o guri é muiiiiito mais bonito, e é inegável que rolou um upgrade na fórmula! hahaha Brincadeira, Don! :P
Em homenagem aos velhos tempos de faculdade, nos quais Don e Paulo até dividiram a mesma cama, pensei em postar também uma foto do filho brasileiro do nosso amigo estrangeiro. Mas a Embaixada de Cabo Verde me informou que seu mais novo embaixador não poderia fazer a gentileza por temer um seqüestro.
Ok, o XDM é, como se diz em globês, "do beeeem" e preza, portanto, a segurança dos filhos dos nossos amigos. (E não se esqueçam: "Dignidade JÁ!" hahaha)

II - Ô Ingrid é, irremediavelmente, uma tia babona. Sobrou pra mim e pra Fernanda, dia desses, tomar conhecimento dos novos hábitos alimentares da pequena Maria Luísa, de apenas quatro meses. Apesar do deslumbramento, isso não tem impedido a "tia do ano" de traumatizar a indefesa Maluzinha. Ingrid tem aproveitado os momentos em que "ninguém está vendo" para despejar suas teorias sobre os mais variados assuntos no ouvido do pobre bebezinho (tadinha! virou o ratinho de laboratório da tia...).
Acredito que Malu vai aprender a andar cedo (pra fugir das conversas da tia) e falará muito, muito tarde (pra nem dar ousadia dessa esticar a conversa).
Gri é o cãããão - Nadja é uma visionária mexxxxxmo (Copyright by Thaís Grimaldi)! hahahaha

terça-feira, 18 de março de 2008

Doce encontro


Sexta passada, numa doceria lá no fim do mundo escolhida por Alex, num encontro de ex-bolsistas & agregados da pesquisa de Carmem. No sentido horário: Leco, Dayse, Amandinha, Thaiane, Carmem, Elen e eu. Faltou Alosa...
Registro mais que oportuno (e tardio).

quarta-feira, 12 de março de 2008

Aniversário(s)










Sábado, no Tijuana do Itaigara. Aniversário duplo, meu (08) e de Elen (09).
Abaixo, as legendas (de baixo para cima).

Fotos: Elen Vila Nova, Luciana Barreto e o Rapaz da Mesa ao Lado.
Direção Teatral: Elen "Felícia" Vila Nova.


10) Mandinha e o namorado, Ari, Mari, Elen, Gri e eu, no início da noite, numa espremida mesa do Tijuana. (Fernanda, você me paga por essa dica, viu!... Mais de uma hora na fila, esperando pra entrar... Pensem na minha cara de "feliz"!...)
9) Casal que cabe junto num chapéu mexicano... Um bom presságio, provavelmente... Diga se a minha idéia não foi massa!?
8) Fernanda e Elen, levemente ébria de tanto tomar cappuccino. hehe
7) Elen e Gri, excepcionalmente de olhos bem abertos. Uhuuuuuuu! "Glória! Glória! Aleluiiiiaaa!..."
6) Elen e eu tapando a visão da nossa fofíssima amiga (Ingrid, sempre uma presença agradável...).
5) "Achooooooooooooou!"... E o milagre se repete! (Essa foto me rendeu uma epifania, mas não cabe revelar aqui; só em "Caras" - diretamente da Ilha!)
4) Fernanda prestando contas a Mário ("Que Mário?!" Aquele que ela jura que não a pegou atrás do armário! hahaha... Ok, isso foi idiota, mas não resisti a essa piadinha infame de nossa infância).
3) Tá vendo, Cau, o que acontece na sua ausência?! Abre teu olho; tô te avisando....
2) Alosa, morra de inveja: Elen e eu ganhamos um presente importado da África, made in Cabo Verde. Pschiiiii!... Com vocês, o Ministro das Comunicações e do Turismo de Cabo Verde, Dr. Paulo Nunes. hehe
1) Mari e Elen, no início da noite mexicana.
0) A saideira, após uma rodada de café no Frans. Olha, essa bebida faz milagres! Comparando as minhas primeiras fotos nesse dia (e que não exibirei aqui má neeem móóórrrrta!), com a cara mais sonolenta do mundo após umas piñas coladas no Tijuana, com essa, percebo a transformação. In coffee, I trust!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

As 7 virtudes capitais

Escrevi um depoimento para uma amiga dos tempos da escola e lembrei de uma coisa que ela disse uma vez, e que até hoje, ocasionalmente, vem à minha mente. É algo mais ou menos assim: "Ir pelo caminho errado é fácil demais, por isso muita gente anda nele. Difícil é fazer o que é certo, porque dá trabalho e pouca gente está disposta a isso". Ela era atleta - ex-campeã baiana de natação.
Eu nunca fui esportista - apesar de ter tido minhas fases na infância e na adolescência -, mas também nunca me vangloriei disso. Pelo contrário. Acho que o esporte ensina coisas muito boas, ajuda a amadurecer e estimula o fortalecimento do espírito e da boa conduta. Nossos amiguinhos intelectuais, pelo que vejo no Orkut, adoram desprezar três coisas: a consciência política, a religião e a prática de esportes. Eu acho uma pena, sinceramente, e acho uma grande demonstração de limitação mental. Esporte não é passatempo de descerebrado (convenhamos, até na arte e na cultura anda difícil encontrar gente realmente inteligente; a diferença é o "verniz" da cultura que esse grupo possui). Explorar o corpo, de algum modo, é testar os limites da mente. Ayrton Senna, Bernardinho e tantos outros eram/são exemplos disso que falei.
Soa piegas, mas quanto mais "envelheço na cidade", mais vejo que esse negócio de virtude não é para amadores. O pecado é popular porque é acessível a todos, a pequenas e a grandes almas. Só quem se perdeu pelo caminho sabe o quanto é difícil voltar à trilha do bem. Definitivamente, ser bom é para os grandes; é uma estiva moral.
Estava limpando meu Outlook e me deparei com esse texto, que provavelmente é daquela revista Vida Simples. Pensei que seria legal postá-lo aqui. Segue a matéria sobre as Sete Virtudes Capitais.

Beijo!

Todos cometemos pequenos pecados. É natural. Mas a cada um deles (catalogados desde a Idade Média) podemos contrapor outras sete notas mais harmônicas e assim deixar a vida mais afinada
por Roberta De Lucca

Quando um grupo de fariseus irados jogou Maria Madalena aos pés de Jesus e pediu que ela fosse apedrejada porque tinha cometido adultério, Cristo foi objetivo: “Aquele dentre vós que nunca pecou atire a primeira pedra”. As pessoas foram se retirando, uma a uma, até que não restou mais ninguém, além de Jesus e Madalena. Esse trecho da Bíblia retrata que todos os seres humanos cometem pecados, por menores que sejam. Quem nunca comeu por pura gula, ralou de trabalhar para economizar dinheiro, discutiu feio com alguém, passou um domingão largado no sofá, julgou-se melhor que seu colega de trabalho, teve uma noite de sexo inesquecível ou olhou torto para o carro zero do vizinho? Pode ser que não tenhamos nos rendido a todos os pecados, mas de um ou outro provavelmente já fomos vítimas.

É natural negarmos que essas contravenções – classificadas pela primeira vez pelo monge grego Egrávio do Ponto (345-399) e revisadas no século 13 pelo teólogo Tomás de Aquino – possam fazer parte da nossa existência, pois trazemos em nossa bagagem cultural católica que avareza, gula, inveja, ira, luxúria, preguiça e soberba são vícios de má conduta. Mas os pecados estão em nosso cotidiano por uma razão explicada com simplicidade pela psicoterapeuta junguiana Maria Helena R. Mandacarú Guerra: “As funções que envolvem os pecados são importantes para a vivência humana”. Precisamos guardar dinheiro para possuir bens, temos que comer, devemos ter relações sexuais e assim por diante. O segredo é não extrapolar e enxergar a virtude contida em cada uma dessas funções. A resposta para o bem viver entre o pecado e a virtude é ser meio budista. Seguir o caminho do meio e encontrar o equilíbrio entre esses aspectos que delineiam a nossa personalidade e o nosso comportamento – e que podem dizer muito sobre nós. A partir de agora, ouça o lado “A”.

Comedimento

O comedimento alimentar talvez seja umas das virtudes mais fáceis de serem praticadas, porque ele nasce de outro pecado que, cá entre nós, é o pecado da vez: a vaidade. Como o culto ao corpo e à vida saudável é valor em alta no século 21, a gula vem perdendo espaço na ordem de grandeza das contravenções capitais. Claro que ainda existem os gulosos clássicos, que abusam da comida e da bebida, maltratando sua saúde e perpetuando estudos sobre comer em excesso. Santo Agostinho dizia que “comer e beber são condições para a saúde, acompanhadas do prazer”, e aí está o fi o da navalha. Além de ser imprescindível à sobrevivência, comer é bom, muito bom, e por isso as pessoas se empolgam diante de uma mesa farta. Entregam-se ao prazer que alimentos saborosos e boas bebidas despertam e passam dos limites. “A gula afeta o bolso, a saúde do corpo e do planeta”, afi rma Lucia Marques de Souza Ferraz, coordenadora da Organização Brahma Kumaris no Brasil. Um olhar mais apurado também revela que esse pecado não se resume a se empanturrar. A gula, diz o fi lósofo espanhol Fernando Savater no livro Os Sete Pecados Capitais, “é uma forma rápida de apropriar-se de algo, é a metáfora da possessão absoluta”. A afi rmação levanta uma questão: o que há por trás da gula que não seja o comer exagerado? O que descarregamos ou escondemos atrás de cada prato extra? Observar o que depositamos na alimentação desenfreada descortina afl ições e sentimentos que às vezes demandam cuidados. Mas quando aceitamos que as garfadas são gula mesmo, tenhamos vergonha na cara e partamos para a trilha do comedimento. Ingerir somente o necessário e priorizar alimentos saudáveis é a chave para quem quer viver literalmente mais leve e melhor.

Desapego

Por incrível que pareça, a inveja é um sentimento útil. Ela nos move, nos faz sair do marasmo, nos faz batalhar por algo que desejamos conquistar. É evidente que a inveja é benéfica quando não prejudica os outros, quando você não torce para seu colega sofrer um acidente, tirar uma licença forçada e você se projetar às custas disso para abocanhar a promoção antes destinada ao infeliz convalescente. Inveja saudável é inveja boa, aquela que o faz se empenhar para ganhar mais comissão de vendas para poupar e fazer uma viagem pela Europa igual à da sua prima. O fato é que muitas vezes as pessoas perdem o bom senso e nem percebem que estão exagerando, porque são movidas por fatores externos que as bombardeiam a todo momento. A exigência de competências no trabalho é um exemplo típico. Hoje as pessoas têm de ser tão boas no que fazem para se destacar que nem se dão conta do quanto se deixam engolir por esse pecado. Quando alguém inveja o sucesso profi ssional do outro, pimba!, parte em busca de status semelhante – e aí abrem-se as portas da soberba, da avareza e de mais um tantinho de pecados que não estão na lista dos capitais. A contrapartida não é pedir demissão e vender picolé na praia porque você não quer pecar. É simplesmente desapegar-se desse sentimento quando ele se torna desproporcional. Inveja ruim tem que ser banida e abrir caminho para o distanciamento das coisas, que permite enxergá-las melhor e saber pesá-las. “O desapego dá segurança emocional, realismo e refrescamento. Deixa os outros à vontade, livres para ir e vir sem muito alarde”, escreve Anthea Church em Beleza Interior – O Livro das Virtudes. E, quando você faz isso, o resultado é mais refrescante que picolé: você se liberta da pressão de ter que ser igual aos outros e descobre sua autenticidade. Aí, segura, porque os outros é que vão te invejar.

Diligência

O oposto da preguiça é a diligência, é ação, execução, realização. Só que ser diligente não elimina o pecado, porque fazer as coisas correndo para acabar logo, mas empurrando os detalhes com a barriga, também é preguiça. Como você vê, diligência e preguiça passeiam lado a lado e vez ou outra podem se dar as mãos. O ideal é tirar proveito do encontro entre o pecado e a virtude para não pesar nem de um lado nem do outro. Em Os Sete Pecados Capitais, o filósofo espanhol Fernando Savater afirma que “a diligência excessiva e compulsiva leva ao estresse, que bloqueia e paralisa”. Para bom entendedor, meia palavra basta: cuidado no exagero da ação. Por outro lado, se a preguiça é o oposto, como é possível se valer dela? “A preguiça foi o motor das grandes conquistas do progresso. Quem inventou a roda, por exemplo, não queria caminhar mais”, diz o escritor e humorista argentino Roberto Fontanarossa. Pode parecer piada, mas ele tem razão. Para facilitar a vida, o homem, movido pela lei do menor esforço, inventou muitas coisas para seu conforto – e aqui entendemos o lado positivo da preguiça. O problema é quando ela se instala na vida. “É preguiçoso quem renuncia a seus deveres com a sociedade, com a cidadania, quem abandona sua própria formação cultural. A pessoa que nunca tem tempo para ler um livro, para ver um filme, para prestar atenção no pôr-do-sol. Aquele que tem preguiça de converter-se em mais humano”, escreve Savater. O pulo do gato é ser ativo no momento certo – sem se tornar um workaholic que acaba com sua vida pessoal e social – e saber parar e se jogar no sofá sem culpa, assumindo que naquele dia você não está nem aí para o pôr-do-sol, embora saiba que apreciar o sol poente vale muito mais que um montão de coisas na vida.

Generosidade

Quando guardamos muito, o dinheiro pode realmente nos aprisionar, gerando o vício de poupar, poupar, poupar para gastar no futuro (que aliás nunca chega, não é mesmo?). “No avaro, o futuro mata o presente”, diz o fi lósofo Fernando Savater. Podemos guardar para comprar casa, carro, tirar férias gostosas, mas não devemos viver apenas em função de engordar o pé-de-meia. Temos que gastar agora, para curtir a vida, e aprender a nos desprendermos do dinheiro. Assim, abrimos espaço para a generosidade, que é compartilhar o que temos com o outro. Ninguém está pedindo para você dividir sua conta bancária com alguém, basta ajudar quem necessita. Você pode fazer uma doação, emprestar dinheiro para um amigo ou simplesmente dar passagem para uma pessoa que vai atravessar a mesma porta que você. Porque generosidade e avareza não se resumem ao vil metal, é preciso que se diga. O ser humano também é avaro de sentimentos, sabia? Não ter tempo para os outros, não prestar atenção no que as pessoas dizem nem em suas necessidades é avareza. Em vez de focar em seu próprio umbigo, o contraponto está em ser solidário, entendendo que a solidariedade “só é verdadeiramente generosa desde que vá além do interesse”, como afirma o professor de filosofia da Universidade de Paris e escritor André Comte-Sponville, em seu Pequeno Tratado das Grandes Virtudes. Por isso, de nada adianta assinar um cheque para uma organização não-governamental se você fi car se achando “o cara” (olha aí a soberba entrando em cena, gente!). O correto é preencher o cheque pelo desejo verdadeiro e sincero de ajudar. De quebra, você compreende que quando reparte também se liberta, pois deixa de viver para acumular.

Humildade

Primeiro vamos combinar que humildade não tem relação alguma com servilismo ou com ser pobre e sem recursos, como muita gente pensa. Cultivar a humildade é uma das maiores e mais difíceis virtudes humanas. “Ser humilde é amar a verdade mais que a si mesmo”, escreve o filósofo André Comte-Sponville. Em outras palavras, é assumir tudo o que não somos, aceitar nossas limitações, nossa ignorância e nossos medos e estarmos dispostos a crescer a partir desse entendimento, procurando aprender a nos tornarmos seres humanos melhores. O título Beleza Interior – O Livro das Virtudes, da escritora Anthea Church, traz uma definiçãopreciosa da humildade: “É o reconhecimento de que tudo o que existe na vida e está à sua frente deve ser respeitado como algo que o ajudará a progredir”. A frase é justamente o inverso da soberba, um pecado avassalador, que causa muitos estragos. Uma pessoa soberba é tão autocentrada que menospreza os outros, pois sempre se considera superior. “A soberba está ligada ao egoísmo e à arrogância e difi culta as amizades, fortalece o criticismo, traz isolamento, amargor e sarcasmo”, afi rma Lucia Marques de Souza Ferraz, coordenadora da Organização Brahma Kumaris no Brasil. Tudo bem que devemos defender nossos pontos de vista, ter opiniões próprias, mas nem por isso precisamos achar que detemos a verdade máxima sobre tudo e todos. Vamos baixar a bola e focar para evitar cair na soberba. A receita vem do fi lósofo Fernando Savater: “O remédio é muito simples, mas às vezes duro de ser assumido: ser realista”. Savater cita Santo Agostinho, que disse: “Quando eu considero a mim mesmo, não sou nada; quando me comparo, valho bastante”.

Serenidade

Ser sereno é ter paz interior, estar em harmonia consigo e, conseqüentemente, ter um olhar mais suave para o que acontece à sua volta. Se as pessoas cultivassem essa virtude, o mundo seria melhor – de verdade. Apesar de a frase parecer ingênua, a mensagem é simples: a serenidade nos faz parar para pensar antes de falar ou agir e pode evitar muita confusão, principalmente a gerada pela ira, aquele sentimento descontrolado que nos faz explodir diante de uma contrariedade. O filósofo romano Sêneca dizia que “a ira está presente somente nos seres humanos, pois a raiva animal é destituída de qualquer componente conceitual, e a verdadeira ira é sempre a emoção objetivando uma destruição específi ca”. Ou seja: quando incomodado, o ser humano reage ou trama contra o outro, indo além do conceito natural da raiva, que é um sentimento de autopreservação. A ira pede atenção quando é constante, porque aí o pecado já não mora mais ao lado, mas dentro de casa. “A ira é um fogo que só pode nos queimar. Precisamos aprender a meditar, a transcender a toda emocionalidade”, afi rma o diretor de estudos budistas da Universidade de Colúmbia (Estados Unidos), Robert Thurman, no livro Ira. O autor explica que para desenraizar a ira precisamos procurar a fonte do sofrimento e ir além, compreender que a ira vem de dentro de nós – e a serenidade também. “Devemos assumir a responsabilidade de criar nossos próprios mundos (...). Assim, quando algo de ruim nos acontece, o movimento efi caz é buscar a origem dentro de nós mesmos. Sentar e culpar o mundo dos outros não funcionará (...), porque não podemos controlar os outros, apenas a nós mesmos”, escreve Thurman.

Pureza

O que a Igreja definiu como pecado da carne era o sexo pelo prazer, pois a relação carnal entre um homem e uma mulher só era válida para perpetuar a espécie. A questão é que o ato sexual tem um tempero especial que é o prazer – aqueles milésimos de segundo do orgasmo, em que temos uma microparada respiratória e literalmente morremos. A sensação é tão boa que gera o efeito “quero mais” – e esse é o X da questão. Querer mais quanto, como, com quem, com qual freqüência, com qual propósito? No meio desses quereres se esconde a luxúria, que transforma o sexo bom em sexo sem limites, que pode ser prejudicial. “Um casal pode fazer o que quiser, desde que haja consenso entre ambos e que suas práticas não os façam sofrer”, afi rma o psicólogo Oswaldo M. Rodrigues Jr., do Instituto Paulista de Sexualidade. Quer dizer que liberou geral? Em termos, mas é preciso atenção aos valores que envolvem o encontro sexual. “A luxúria em si é boa, desde que os parceiros se amem”, afi rma o fi lósofo britânico Simon Blackburn no livro Luxúria. O fato é que hoje muitas pessoas estão no embalo do sexo casual, que contribui para a luxúria. “É importante entender a sexualidade como algo mais completo em emoções e levar em conta seu lado humano”, diz Frank Usarski, professor de Ciências da Religião da PUC-SP. Aqui chegamos ao ponto em que a virtude da pureza entra em cena para ensinar que “ela está no desejo sem violência, no desejo aceito, no desejo partilhado, no desejo que eleva e celebra!”, define o filósofo André Comte-Sponville. Resumindo: sexo é bom, mas pode ser melhor se houver honestidade nos propósitos e a preocupação de não prejudicar. Eis, então, a pureza da verdade de uma relação.


PS: Voltamos, agora, ao nosso recesso. E, em breve, retornaremos ao antigo nome e endereço.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008