

"... e o samba ia, juro que ia...".
21 de Abril, aniversário de Brasília. O pau comendo, no bom sentido, na Esplanada, e eu na estrada, rumo a Goiânia, com pai, mãe, cunhado e irmã mais velha, num carro com o ar condicionado quebrado (isso explica a minha "juba", logo acima).
A viagem em si, apesar do calor, foi legal. "Bebemos, comemos, levantamos e zarpamos". E como a culinária goiana é a minha favorita, não foi pouco o deleite, não. Duro foi ter que "passear" em Goiânia. O verbo da frase anterior foi um modo de dizer. Pense numa cidade abandonada, sem ninguém! O povo todo devia estar aproveitando a maratona de shows em BSB - depois falam mal da minha cidade... o despeito é algo sério, viu!(risos)
Na saída, meu cunhado, que não conhecia a capital goiana e é louco por futebol, pediu pra gente passar no Serra Dourada, casa do time do Goiás. A gente só ia dar uma olhadinha por fora, mesmo. Mas calhou do zelador de lá ser o Mário (de camisa azul - que não pegou ninguém atrás do armário), um baiano de Juazeiro que abriu um sorriso de orelha a orelha quando a gente disse que era da Bahia.
Só não pisamos no gramado porque não podia, mas de resto... O estádio é pequenininho. Bem, só tenho experiência com o Serejão (casa do Brasiliense), e esse é bem maior que o Serra, mas eu acho que os goianos fizeram algo com mais cara de estádio.
Descobri que o torcedor goiano adora um amendoim cozido enquanto confere a partida e que, possivelmente, nunca ouviu falar em lixeira ou em trazer um saquinho de casa. Mário pediu desculpas pela bagunça, mas nem precisava, claro. hehe
Enfim, foi massa. Detesto futebol, mas adoro experiências inéditas. Estar num estádio vazio, todo, todo seu, não deixa de conferir uma certa sensação de poder.
Valeu, Mário! :)
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