domingo, 1 de junho de 2008

Ensaio sobre a abundância



E para não dizerem que eu só falei de "Caras", aqui nesse blog, agora vou falar de "Bundas". Ou melhor, da bunda propriamente dita. Por esses dias, tive momentos de epifania envolvendo a dita "paixão do brasileiro", e embora uma amiga minha diga que minhas epifanias só servem para abaixar meu moral, acho que, dessa vez, será de utilidade para toda uma nação. Ou não...


Sempre achei que só existiam três classificações envolvendo a região glútea: bundão, lordose e sem nada (ou chulado/a). Na minha visão, os bundões eram artigos raros, assim como as orelhas aderentes. A maioria das mulheres consideradas bundudas tinha era lordose. Rita Cadilac? "Lordose!". Gretchen? "É lordose!". Carla Perez? "Caso descarado de lordose forçada!".


E sendo assim, mais uma vez me senti portadora de uma verdade da qual poucos haviam, também, se dado conta. (Como podem ver, nem sempre a inveja mata; às vezes ela ajuda na produção de teorias quase científicas. risos)


Até que um dia desses, durante um alongamento, um milagre de transformação instantânea aconteceu diante dos meus olhos. A professora ajeitou a postura de uma das alunas, e eis que os glúteos da até então mulher chulada apareceram. Pensei cá com os meus botões: "Então é assim que acontece? Ohhhh!...".


Minha teoria sobre a lordose foi por água a baixo; pra dizer o mínimo, ficou bastante comprometida (mas continuo a achar que o caso de Carla é de lordose! humpf!).


Petrô já havia me dado essa pista, mas achei que fosse erro de avaliação do ancião dos palcos. Uma vez, comentou sobre a bunda retraída das alunas de São Lázaro (será que ele quis dizer que elas tinham cifose???). Virou, ainda, para uma aluna, e perguntou, na cara dura: "Minha filha, você é aluna de Psicologia?", ao que, na defensiva, a garota respondeu: "Não está vendo que eu sou chulada, Petrô?!". (É cifose - aposto! Ajeite essa coluna, mocinha, e verás o milagre acontecer!)


E assim sendo, passei dias contestando a aparência de chulados e chuladas que avistava por aí. Fiquei firme na teoria de que não há pessoa chulada; existe é quem tenha a postura ruim demais.


Lógico, isso não excluiu da face da Terra os reais chulados. Nunca esqueci de uma professora de Desenho que tive na Escola Parque. Descendente de orientais, a mulher era reta de todos os ângulos. Até hoje, quando ouço a letra daquele pagode, "Pode vir de frente, vir de lado e de costas...", lembro dela.


E é óbvio que você, ser do sexo masculino que está lendo esse texto, vai preferir continuar torto a ser um homem bundudo, que, cá entre nós, isso é feio e esquisito pra caramba!...


Mas eis que minha mea culpa com as mulheres ditas bundudas ( o que eu dizia que era lordose) foi por água abaixo - ou, no mínimo, ficou "aguada" -, depois de outro momento de epifania.
Uma colega, na aula de espanhol, estava escrevendo no quadro negro, quando o Despeito Futebol Clube entrou em campo e fez o gol do esclarecimento. Percebi que, na verdade, ela não tinha a bunda grande; o que ajudava a dar esse aspecto eram as pernas finas dela. Ou seja, se a pessoa tiver um pinguinho de bunda e as pernas não forem grossas, fica parecendo que ela tem um bundão, e, sendo assim, é mais difícil para uma mulher de pernas grossas se destacar pelo tamanho dos glúteos (é, Carlinha não tinha saída, mesmo: ou induzia a lordose, ou ia ganhar fama de desbundada!...).

J-Lo, Beyoncé e a Mulher Melância subiram no meu conceito, imediatamente, em especial a última. A M.M. tem pernas duas vezes mais grossas que as do jogador Roberto Carlos e ainda assim ganhou fama pelo tamanho anormal do bundão. Seguindo a minha teoria da espessura das pernas, o que ela conseguiu é quase uma "missão impossível". Não consigo pensar em anomalia similar, neste país!

A Melância é uma fenômena da abundância. Tá aí uma bunda que merece a capa de "Caras"! (risos)

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